Projeto Pedagógico

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PPC_Geografia Licenciatura_Sertão_Abril_2020.pdf
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                    SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

CURSO DE GEOGRAFIA
LICENCIATURA
Projeto Pedagógico

DELMIRO GOUVEIA – ALAGOAS
04 DE MAIO DE 2018

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

CURSO DE GEOGRAFIA - LICENCIATURA

PROJETO PEDAGÓGICO

DELMIRO GOUVEIA – ALAGOAS
04 DE MAIO DE 2018

2

EQUIPE RESPONSÁVEL
COORDENADORA DO CURSO
FLÁVIA JORGE DE LIMA
VICE-COORDENADOR DO CURSO
FERNANDO PINTO COELHO
NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE – NDE
FERNANDO PINTO COELHO
FLÁVIA JORGE DE LIMA
JOSÉ ALEGNOBERTO LEITE FECHINE
KLEBER COSTA DA SILVA
LUCAS GAMA LIMA
ROBERVAL FELIPPE PEREIRA DE LIMA
SUANA MEDEIROS SILVA
COLEGIADO DO CURSO

MEMBROS DOCENTES

FERNANDO PINTO COELHO
FLÁVIA JORGE DE LIMA
JOSÉ ALEGNOBERTO LEITE FECHINE
LUCAS GAMA LIMA
NOÉLIA RODRIGUES DOS SANTOS

MEMBRO DISCENTE

ANDERSON SILVA BATALHA

MEMBRO TÉCNICOADMINISTRATIVO

SUELY LOURENÇO DA SILVA

COLABORADORAS/COLABORADOR
ÂNGELA FAGNA GOMES DE SOUZA
FRANCISCA MARIA TEIXEIRA VASCONCELOS
LEÔNIDAS DE SANTANA MARQUES

3

DADOS DA INSTITUIÇÃO
MANTENEDORA:

Ministério da Educação (Mec)

MUNICÍPIO-SEDE:

Brasília - Distrito Federal (DF)

CNPJ:

00.394.445/0188-17

DEPENDÊNCIA:

Administrativa Federal

MANTIDA:

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

REITOR(A):

Maria Valéria Costa Correia

VICE-REITOR(A)

José Vieira da Cruz

CÓDIGO:

577

MUNICÍPIO-SEDE:

Maceió

ESTADO:

Alagoas

REGIÃO:

NORDESTE

Av. Lourival de Melo Mota, rodovia BR-104, km 14,
ENDEREÇO DO CAMPUS SEDE Campus A. C. Simões – Cidade Universitária, Maceió,
Alagoas. CEP: 57.072-970.
TELEFONE

(82) 3214 1100

PORTAL ELETRÔNICO:

www.ufal.edu.br

4

DADOS DO CURSO
NOME DO CURSO:

Geografia Licenciatura

TÍTULO CONFERIDO:

Licenciado em Geografia

CURSO:

1151167

HABILITAÇÃO:

Licenciatura

CAMPUS

Campus do Sertão

ENDEREÇO:

Rodovia AL 145, Km 3, nº 3849 - Cidade Universitária. CEP:57480000 - Delmiro Gouveia - AL

TELEFONE

(82) 3214 1442

PORTAL ELETRÔNICO:

http://www.ufal.edu.br/sertao/graduacao/geografia

FORMA DE INGRESSO

Exame Nacional do Ensino Médio – Enem

ATOS LEGAIS:
PORTARIA DE
AUTORIZAÇÃO:

PORTARIA DE
RECONHECIMENTO:

Parecer CNE/CES 204/2010. Publicado no DOU em 28 de
abril de 2011.
Portaria Nº 675, de 31 de outubro de 2016

TURNO DE
FUNCIONAMENTO:

Noturno

CARGA HORÁRIA TOTAL:

3548 horas

TEMPO DE
INTEGRALIZAÇÃO

NOTURNO

Duração mínima: 09 (nove) períodos
Duração máxima: 13 (treze) períodos

VAGAS AUTORIZADAS:

Noturno: 50 vagas

COORDENADORA

Nome: Flávia Jorge de Lima
Formação acadêmica: Licenciada em Geografia
Titulação: Doutora em Geografia
Regime de trabalho: Dedicação exclusiva

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CORPO DOCENTE DO CURSO DE GEOGRAFIA LICENCIATURA
NOME
TÍTULO
Adriana Deodato Costa
Ma.
1
Ana Cristina Conceição Santos
Dra.
2
Ângela Fagna Gomes de Souza
Dra.
3
Carla Taciane Figueiredo
Dra.
4
Cristiano das Neves Vilela
Me.
5
Divania Cassia Costa da Silva
Ma
6
Fernando Pinto Coelho
Dr.
7
Flávia Jorge de Lima
Dra.
8
Francisca Maria Teixeira Vasconcelos
Ma.
9
Gercinaldo de Moura Medeiros
Me.
10
Me.
11 Gutemberg da Silva Miranda
Dr.
12 Heder Cleber de Castro Rangel
Dr.
13 José Alegnoberto Leite Fechine
Dr.
14 Jose Roberto da Silva
Me.
15 Kleber Costa da Silva
Leônidas
de
Santana
Marques
Me.
16
Dr.
17 Lucas Gama Lima
Dra.
18 Maria Aparecida Silva
Ma.
19 Maria Patricia Cabral da Silva
Ma.
20 Monica Regina Nascimento dos Santos
Ma.
21 Noélia Rodrigues dos Santos
Dr.
22 Roberval Felippe Pereira de Lima
Dr.
23 Rodrigo Pereira
Dra.
24 Suana Medeiros Silva
Me.
25 Vagner Gomes Bijago
Dr.
26 Victor de Almeida Nobre Pires
Me.
27 Willian Lima Melo

C.H.
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE

CORPO TÉCNICO
NOME
Rogério Brilhante Gonçalves

FUNÇÃO
Técnico em assuntos
educacionais

C.H.
40h

XSUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO...............................................................................................................10
6

2 CONTEXTUALIZAÇÃO...............................................................................................11
2.1 Contexto Institucional.................................................................................................11
2.2 Contexto Regional......................................................................................................12
2.3 Delmiro Gouveia e o Sertão de Alagoas....................................................................13
3 O CURSO DE GEOGRAFIA DO CAMPUS DO SERTÃO (UFAL).........................15
3.1 Histórico do curso.......................................................................................................15
3.2 Curso de Geografia na Modalidade Licenciatura.......................................................16
3.3 Considerações sobre o Projeto Pedagógico do Curso de Geografia –
Licenciatura – do Campus do Sertão/UFAL...............................................................17
3.4 Objetivos do Curso.....................................................................................................19
3.5 Justificativa do Curso de Geografia – Licenciatura....................................................20
3.6 Competências e habilidades........................................................................................21
3.7 Perfil do Egresso.........................................................................................................22
3.8 Campo de atuação.......................................................................................................22
3.9 Acessibilidade.............................................................................................................23
3.10 Inclusão.....................................................................................................................24
3.11 Políticas Institucionais no Âmbito do Curso............................................................25
3.11.1 Âmbito da Pesquisa......................................................................................................26
3.11.2 Âmbito da Extensão......................................................................................................27

4 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA..........................................................27
4.1 Educação Ambiental no Curso de Licenciatura em Geografia...................................29
4.2 Prática Pedagógica......................................................................................................31
4.3 Conteúdos Curriculares..............................................................................................32
4.4 Acessibilidade e transtorno do espectro autista..........................................................34
4.5 Educação em direitos humanos..................................................................................35
4.6 Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino e Cultura Afro-Brasileira,
Africana e Indígena.....................................................................................................36
4.7 Libras..........................................................................................................................36
4.8 Estágio Curricular Supervisionado.............................................................................36
4.8.1 Estágio Curricular Obrigatório........................................................................................38
4.8.2 Estágio Curricular Não Obrigatório................................................................................39
4.8.3 Integração com as redes de ensino..................................................................................39

4.9 Atividades Teórico-Práticas Complementares/Atividades Acadêmicas
Científico-Culturais.....................................................................................................41
4.10 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)..................................................................42
4.11 Âmbito da Curricularização da Extensão: do Programa de Extensão......................43
4.11.2 Eventos.........................................................................................................................48
7

4.11.3 Projetos de extensão.....................................................................................................49
4.11.3.1 Projeto I – Cartografia, Meio Ambiente e Educação: Interdisciplinaridade de
Saberes na Formação Docente.......................................................................................49
4.11.3.2 Projeto II – Geografia Agrária e Regional.....................................................................52
4.11.4 Formas de Acompanhamento e Avaliação do Programa de Extensão...........................54

4.12 integralização do curso.............................................................................................55
4.13 Ordenamento Curricular...........................................................................................55
4.13.1 Pré-requisitos de disciplinas.........................................................................................58

5. EMENTAS E BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR...........................59
5.1 Disciplinas Obrigatórias de Conteúdo Específico......................................................59
6 TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – TIC.........................99
7 AVALIAÇÃO NO CONTEXTO INSTITUCIONAL................................................100
7.1 Procedimentos de avaliação no processo de ensino-aprendizagem..........................100
7.2 Avaliação do Curso..................................................................................................103
7.3 Avaliação do Projeto Pedagógico do Curso.............................................................104
7.4 Colegiado do Curso..................................................................................................105
7.5 Núcleo Docente Estruturante (NDE)........................................................................106
7.6 Políticas de Apoio aos Docentes e Técnicos............................................................107
7.7 Políticas de Apoio aos Discentes..............................................................................109
7.8 Infraestrutura............................................................................................................111
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................................................................112
ANEXOS...........................................................................................................................115
ANEXO 1 – Normatização do Estágio Supervisionado.................................................115
ANEXO 2 - RESOLUÇÃO Nº 03/2014: Normas para aferição de até 200
(duzentas) horas obrigatórias de Atividades Acadêmico-CientíficoCulturais
(AACC).....................................................................................................................123
ANEXO 3 – RESOLUÇÃO Nº 001/2013 (Revisada em 12 de junho de 2019):
Regulamenta o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso de
Licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Alagoas, Campus do
Sertão, e dá outras providências................................................................................130
APÊNDICES.....................................................................................................................135
Fluxograma do Curso de Geografia – Licenciatura......................................................135

8

1 INTRODUÇÃO
Este Projeto Pedagógico de Curso (PPC) pretende esclarecer as concepções que
direcionam a estrutura acadêmico-administrativa e pedagógica do Curso de Graduação em
Geografia – Licenciatura – a ser oferecido pelo Campus do Sertão, Universidade Federal
de Alagoas. Nesse sentido, apresentam-se as características do curso e do campo da
Geografia, especialmente focadas na formação em licenciatura, as formas de ingresso, as
habilidades, saberes, competências e atitudes, a matriz e o ordenamento curriculares, o
papel da extensão, as normatizações sobre avaliações e o perfil do egresso.
O Curso de Geografia está vinculado ao percurso histórico de expansão da oferta do
ensino superior no Brasil a partir do Projeto REUNI, e mantém as suas atividades desde
2010 com a oferta do ensino superior no Campus do Sertão em Delmiro Gouveia-AL.
O projeto inicial do Curso estruturava-se em três dimensões: formação geral,
denominada de Tronco inicial; formação pedagógica, denominada de Tronco
Intermediário; e formação específica do curso, denominada de Tronco Profissionalizante.
Com a reformulação dos Projetos Pedagógicos dos Cursos do Campus do Sertão,
verificou-se a necessidade de superar esse modelo fragmentado do conhecimento no
processo formativo das e dos discentes, em especial do Curso de Licenciatura em
Geografia. Assim, visando a interconexão de saberes, as três dimensões antes
fragmentadas, passam a compor um conjunto indissociável de conhecimentos
fundamentais à formação do professor e da professora de Geografia. No novo PPC, as
disciplinas das três dimensões que compõem o curso - formação geral, pedagógica e
específica da Geografia - foram pensadas e distribuídas conforme o princípio e o perfil do
egresso desejado pelo curso de Licenciatura em Geografia, circunscrito no sertão alagoano.
Todo o processo de reestruturação foi realizado visando a promoção, compromisso
e fortalecimento da pesquisa acadêmico-científica em Geografia e no desenvolvimento de
ações de extensão no contexto regional do Sertão de Alagoas. Nesse sentido, este PPC que
ora se apresenta, tem a finalidade de regulamentar as ações que conduzem o processo de
ensino- aprendizagem e o funcionamento do Curso de Licenciatura em Geografia, a título
de formar futuros professores orientados na produção do conhecimento.

9

2 CONTEXTUALIZAÇÃO
2.1 Contexto Institucional
A Universidade Federal de Alagoas - UFAL é Pessoa Jurídica de Direito Público –
Federal, CNPJ: 24.464.109/0001-48, com sede à Avenida Lourival de Melo Mota, S/N,
Campus A. C. Simões, no Município de Maceió, no Estado de Alagoas, CEP 57.072-970,
além do Centro de Ciências Agrárias – CECA em Rio Largo, município da região
metropolitana da Capital.
Foi criada pela Lei Federal nº 3.867, de 25 de janeiro de 1961, a partir do
agrupamento das então Faculdades de Direito (1933), Medicina (1951), Filosofia (1952),
Economia (1954), Engenharia (1955) e Odontologia (1957), como instituição federal de
educação superior, de caráter pluridisciplinar de ensino, pesquisa e extensão, vinculada ao
Ministério da Educação, mantida pela União, com autonomia assegurada pela Constituição
Brasileira, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96 e por seus
Estatuto e Regimento Geral.
Possui estrutura multicampi, com sede localizada no Campus A. Simões, em
Maceió, onde são ofertados 102 cursos de graduação. O processo de interiorização,
iniciado em 2006, expandiu sua atuação para o Agreste, com o Campus de Arapiraca e
com Unidades Educacionais em Palmeira dos Índios, Penedo e Viçosa e a oferta de 23
cursos. Em 2010, chegou ao Sertão, instalando-se em Delmiro Gouveia com uma Unidade
Educacional em Santana do Ipanema, com 08 cursos ofertados e todos presenciais.
Além dos cursos presenciais, há 11 ofertados na modalidade de Educação à
Distância, através do sistema Universidade Aberta do Brasil - UAB. A pós-graduação
contribui com 41 programas de Mestrado e 14 de Doutorado, além dos cursos de
especialização nas mais diferentes áreas do conhecimento.
A pesquisa vem crescendo anualmente com a participação de linhas e grupos de
pesquisa nas mais diferentes áreas do conhecimento. A extensão contribui com diversos
programas e, também, é uma atividade em constante expansão.
O ingresso dos estudantes na UFAL se efetiva por meio de processo seletivo
através do ENEM e da plataforma SISu/MEC (Sistema de Seleção Unificada).

2.2 Contexto Regional
Com uma extensão territorial de 27.767.661 km2, o Estado de Alagoas é composto
por 102 municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Leste, Agreste e Sertão alagoano) e
10

13 microrregiões. De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, apresentava população
residente 3.120.922 habitantes, sendo 73,64% em meio urbano.
A inserção espacial da UFAL leva em consideração as demandas apresentadas pela
formação de profissionais em nível superior e a divisão do Estado em suas meso e
microrregiões. Essa configuração espacial é contemplada com uma oferta acadêmica que
respeita as características econômicas e sociais de cada localidade, estando as suas
unidades instaladas em cidades polo consideradas fomentadoras do desenvolvimento local.
Com a interiorização, a UFAL realiza cobertura universitária significativa em
relação à demanda representada pelos egressos do Ensino Médio em Alagoas, à exceção do
seu litoral norte, cujo projeto de instalação do campus no município de Porto Calvo se
encontra em tramitação na SESU//MEC.
O PIB per capita estadual era de R$ 6.728,00, em 2009, sendo o setor de serviços o
mais importante na composição do valor agregado da economia, com participação de 72%.
Os restantes 28% estão distribuídos em atividades agrárias – tradicionalmente policultura
no Agreste, pecuária no Sertão e cana-de-açúcar na Zona da Mata, além do turismo,
aproveitando o grande potencial da natureza do litoral.

2.3 Delmiro Gouveia e o Sertão de Alagoas
O município de Delmiro Gouveia, situado no Alto Sertão Alagoano, que integra a
Mesorregião do Sertão de Alagoas e o Perímetro do Semiárido, localiza-se num dos pontos
mais extremos do estado, fazendo divisa com os municípios alagoanos de Água Branca,
Olho D’água do Casado e Pariconha. Resultado de sua posição geográfica privilegiada é o
único município que faz divisa com três estados da federação, a saber: Bahia, Pernambuco
e Sergipe.
Criado há 64 anos, o município de Delmiro Gouveia possui, segundo o IBGE –
Estimativa da População (2015), uma população residente de 51.349 pessoas, distribuídas
numa área de 626,69km². É o décimo município mais populoso do estado e sua população
absoluta apresentou um crescimento em mais de três mil pessoas desde o ano de 2010, ano
de início do Campus do Sertão da UFAL. Por ser o município mais populoso da
Mesorregião do Sertão de Alagoas e figurar como ponto de contato com outros estados,
através das rodovias que cortam sua área, Delmiro Gouveia exerce uma centralidade em
escala regional, dispondo de serviços médico-hospitalares, redes bancárias, centros de
distribuição comercial de alguns produtos, um comércio relativamente diversificado e
dezenas de escolas. Desde a chegada do Campus do Sertão, essa centralidade espacial
11

aumentou, haja vista que Delmiro Gouveia sedia os únicos cursos de graduação em
universidade pública do Alto Sertão de Alagoas.
Antes da instalação do Campus do Sertão, os interessados em cursar uma
graduação, em universidade pública, eram forçados a se deslocar a Paulo Afonso, na
Bahia, ou transferirem residência para a capital do estado, Maceió. Desse modo, pode-se
afirmar que esse mais novo Campus da UFAL tem cumprido um papel sumamente
relevante para a democratização do acesso ao ensino superior no Alto Sertão de Alagoas.
Ademais, por oferecer quatro cursos de Licenciatura, dentre eles, o curso de Geografia
Licenciatura, contribui para a melhora do quadro educacional da região.
A oferta de cursos de Licenciatura se adéqua à realidade da região, pois se trata de
um contexto marcado por uma crescente demanda educacional e por seus baixos
indicadores de qualidade. A respeito desses baixos indicadores, segundo dados do Instituto
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP, o estado de Alagoas figura
no antepenúltimo lugar do país (acima apenas de Sergipe), no ranking do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB (2015) das escolas públicas, com média 3,2
– quando avaliado os anos finais do Ensino Fundamental. A média do Alto Sertão de
Alagoas é ligeiramente melhor (3,3), entretanto, ambas estão bem abaixo da média do
Brasil (4,2). O índice de analfabetismo encontrado na região também é um indicador que
deve ser ponderado. Há algum tempo o estado de Alagoas figura com uma das mais
elevadas populações analfabetas, entre indivíduos maiores de 15 anos. Dados da Pesquisa
Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD), divulgados em 2017, apenas confirmaram
esse quadro adverso, apontando Alagoas como o estado do país com o maior percentual da
população analfabeta (19,4%), de faixa etária superior a 15 anos, bem acima da média do
Nordeste (14,8%) e do país (7,2%). Os municípios do Alto Sertão de Alagoas igualmente
acompanham o quadro estadual. Relacionam-se, como casos mais emblemáticos, os
municípios de Canapi, Inhapi e Mata Grande, que, respectivamente, possuem 53,3%;
48,7% e; 47% de analfabetos entre os indivíduos maiores de 15 anos.
Essa caracterização da realidade educacional é agravada quando associamos com
outros dados, a exemplo da disponibilidade de emprego. Segundo o Caged/Ministério do
Trabalho, foram fechados 8.255 postos de trabalho em todo o estado de Alagoas, no ano de
2017. O referido estudo abarca os municípios com mais de 30 mil habitantes, no qual
podemos encontrar o município de Delmiro Gouveia. Este figura como o 2º município com
mais postos de emprego fechados no estado, 594, ficando atrás, apenas, de Maceió, com
3.041 postos de emprego encerrados. Seguramente, o fim da secular Fábrica da Pedra, em
12

2016, contribuiu para o incremento desses dados. O desemprego apenas potencializa a
situação de vulnerabilidade já presente no estado e, principalmente, nos municípios da
Mesorregião do Sertão de Alagoas. Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano no
Brasil, divulgado pelo PNUD/ONU (2010), dentre os 10 municípios com os piores índices
de desenvolvimento humano seis estão localizados no Sertão do estado, a saber, Inhapi,
Olivença, Mata Grande, Canapi, Belo Monte e Senador Rui Palmeira.
Os dados acima revelam quão relevante é a existência de um curso de licenciatura
em Geografia, este ofertado numa região com deficiências na escolarização de sua
população, baixo índice de desenvolvimento humano e com elevado deficit de empregos.
A formação de professores nessa importante área do conhecimento pode contribuir para a
melhora desses índices ao formar licenciados, majoritariamente, oriundos da própria
Mesorregião do Sertão de Alagoas, comprometidos com a superação desse quadro adverso,
por meio de um desenvolvimento econômico, com respeito ambiental e justiça social.
Diante disso, o curso de Geografia Licenciatura, sendo resultado direto do Programa de
Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), através do qual foi
implantado o Campus do Sertão da UFAL, se vincula ao desafio coletivo da elevação dos
níveis de escolarização da população da Mesorregião do Sertão de Alagoas e vem ao
encontro da Lei 13.005/2014 (Plano Nacional de Educação), sendo um importante
instrumento para o alcance de suas metas.

3 O CURSO DE GEOGRAFIA DO CAMPUS DO SERTÃO (UFAL)
3.1 Histórico do curso
O Curso de Geografia do Campus do Sertão (UFAL) tem acumulado relevante
papel na formação de profissionais de licenciatura e na articulação de diálogos acadêmicos,
científicos e culturais desde a sua criação em 2010. O seu principal objetivo, a formação de
licenciados em Geografia, tem sido cumprido enquanto resposta às demandas por docentes
qualificados junto às escolas públicas e privadas da região. Pode-se acrescentar, ainda, a
contribuição do curso na formação de profissionais que atendem também às demandas do
poder público municipal e estadual, bem como na atenção ao debate sobre a questão
ambiental e a educação em diversos setores da sociedade civil.
Ao longo dessa trajetória, foram criados e reconhecidos Núcleos, Grupos de Estudo
e Pesquisa que colaboram com ações de reflexão e de pesquisa, de ensino e de extensão,
bem como com atividades no formato de eventos acadêmico-científicos, divulgação
13

científica, conferências e cursos de curta duração. Os grupos e os resultados de reflexões e
de investigações acrescentam conteúdos ao debate sobre produção do conhecimento
geográfico e o papel da geografia na construção de um futuro sustentável para a região.
O curso de Geografia tem contato também, ao longo dos últimos anos, com projetos
de pesquisa, de ensino e de extensão sob a coordenação de seus docentes e pesquisadores,
com a ampliação de projetos de iniciação à pesquisa científica (a exemplo do PIBIC) e à
docência (a exemplo do PIBID), com parceiras à participação de estudantes em estágios e
cursos de graduação e de pós-graduação no Brasil e no exterior e com a publicação de
artigos e livros sobre a realidade sertaneja em Alagoas.

3.2 Curso de Geografia na Modalidade Licenciatura
A realidade do Sertão alagoano, apesar da proximidade relativa com o rio São
Francisco, constitui um contexto extremamente carente, apresentando os indicadores
sociais e econômicos mais deprimentes do Estado. A Geografia, um dos cursos de
Licenciatura oferecido neste Campus, além de considerar essas questões, visa,
principalmente, as necessidades de formação de educadores das redes municipais e
estaduais. Nesse sentido, a formação de professores para o ensino de Geografia propõe
superar o desafio da carência qualitativa e quantitativa de professores que possam
contribuir para a melhoria dos indicadores sociais.
Para isso, é imprescindível que o profissional licenciado em Geografia adquira um
embasamento científico-didático e metodológico que lhe permita acompanhar o dinamismo
que caracteriza o mundo contemporâneo, busque o conhecimento de forma continuada,
tendo condições de articular a teoria com a prática, estabelecendo a interação entre a escola
e a comunidade onde estão inseridos os alunos, contribuindo, assim, por meio da ciência,
para a formação de cidadãos aptos para analisar e intervir, criticamente, na realidade em
que vivem e atuam.
O processo de renovação teórico-metodológica da ciência geográfica, que teve
início em meados do século XX, enseja possibilidades didáticas significativas e pertinentes
ao atual período histórico, tido como o da globalização, ou técnico- científicoinformacional, destacando-se, entre tais possibilidades, a visão interdisciplinar sob um
enfoque socioambiental. Categorias e conceitos básicos em Geografia, como espaço,
paisagem, território, redes, lugar, região e escala, são explorados através de uma
abordagem que transcende a dimensão física e a interpretação política e econômica,

14

podendo ser complementada com a percepção e a experiência do aluno, considerando sua
vivência como um componente dinâmico e crítico da produção do espaço.
A escola, considerando sua função social e política, deve vivenciar o momento
histórico, a dinâmica da realidade socioeconômica. Nesse contexto, não se pode deixar de
reconhecer a contribuição fundamental que a Geografia oferece por sua condição de
ciência voltada ao estudo da produção do espaço geográfico, produto altamente dinâmico,
resultante das diversificadas e complexas relações das sociedades humanas com a natureza,
mediatizadas pelo trabalho e seus instrumentos e técnicas.
Considerando esses princípios e atendendo a RESOLUÇÃO CNE/CES 14, de 13 de
Março de 2002, o Curso de Geografia – Licenciatura - tem como objetivo formar
licenciados para atuar nos espaços formais da educação básica tanto da rede pública quanto
privada, e espaços não formais como feiras de divulgação científica, associações
comunitárias entre outros, de acordo com as atuais exigências pedagógicas. Além desses
espaços, o licenciado poderá, de acordo com os Referenciais curriculares nacionais dos
cursos de licenciatura (MEC, p. 68, 2010) “elaborar e analisar materiais didáticos, como
livros, textos, vídeos [...] entre outros. Realizar ainda pesquisas em Ensino de Geografia,
coordenar e supervisionar equipes de trabalho.” A atuação do licenciado deverá ser
pautada pela ética e compromisso com o desenvolvimento do educando (MEC, 2010).

3.3 Considerações sobre o Projeto Pedagógico do Curso de Geografia –Licenciatura
– do Campus do Sertão/UFAL
O município de Delmiro Gouveia, encravado no contexto climático do semiárido,
tem sua história marcada pelas desigualdades socioeducacionais, cujos reflexos são
diretamente sentidos na distribuição de renda e acesso a educação de qualidade. A chegada
de um campus da Universidade Federal de Alagoas nesta região, abriu possibilidades para
acesso de parte da população dos sertões de Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Bahia terem a
oportunidade de cursar alguns cursos de licenciatura, bem como de qualificação de
profissionais para atuar na docência, formando licenciados em História, Letras, Pedagogia
e GEOGRAFIA. Localizado em Delmiro Gouveia, o Campus do Sertão/UFAL está
localizado numa área de entroncamento de quatro estados do Nordeste do Brasil. No caso
específico do Alto Sertão Alagoano, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica é
abaixo da média do Brasil com 3,3 (IDEB, 2015).
Os dados referentes aos(as) alunos (as) matriculados (as) no Curso de Licenciatura
em Geografia (Gráfico 1), percebe-se a importância do Campus do Sertão para o
15

desenvolvimento social, econômico, político, ambiental e, sobremaneira, educacional do
estado de Alagoas. Os dados revelam que 91,25% dos (as) alunos (as) que integram o
Curso são de Alagoas, os demais oriundos dos estados a saber: 6,84% da Bahia, 0,38% de
Pernambuco, 1,14% de Sergipe e 0,38 de São Paulo.
Gráfico 1 - Percentual de alunos de Geografia por estado de procedência

Fonte: Sieweb / NTI / CRCA Campus do Sertão/2018
Do total de alunos(as) advindos(as) de Alagoas (Gráfico 2), 126 são do município
de Delmiro Gouveia, cujo dado revela claramente o papel do Campus do Sertão e do Curso
de Licenciatura em Geografia na formação de professores qualificados para atuarem nos
espaços formais e informais da educação. Neste sentido, destaca-se ainda os (as) alunos
(as) oriundos de municípios vizinhos a Delmiro Gouveia como Água Branca, Pariconha e
Piranhas que somam um total de 73 alunos (as).
Gráfico 2 – Quantidade de alunos de Geografia por cidade de procedência

Fonte: Sieweb / NTI / CRCA Campus do Sertão
16

Não há dúvidas sobre a contribuição do Curso de Licenciatura em Geografia do
Campus do Sertão/UFAL na formação de professores nesta região. Desta forma, o Projeto
Pedagógico do Curso foi construído coletivamente a partir da realidade da região do Alto
Sertão de Alagoas cambiada pela necessidade de formar docentes capazes de, sob a ética,
analisar e refletir criticamente sobre um espaço socialmente construído, diverso e plural.
Além disso, o PPC contempla as demandas de natureza teórica e metodológica
como Introdução a Ciência Geográfica, Teoria e método e Metodologia do ensino de
Geografia; as de natureza política, expressas, por exemplo, nas disciplinas de Geografia
Política, Geografia Regional da América Latina, Geografia de Alagoas e Política e
Organização da Educação no Brasil; as demandas de natureza econômica, a partir das
disciplinas como Geografia Econômica, Geografia Urbana, Geografia Agrária,
Regionalização do Espaço Mundial, Geografia do Brasil; as demandas de natureza social,
como nas disciplinas Semiárido Brasileiro, Geografia da População, Fundamentos Sóciofilosóficos do Conhecimento, Sociologia Contemporânea e Gênero e Geografia; e as
demandas de natureza ambiental, pelo viés das disciplinas Climatologia, Geomorfologia,
Hidrografia, Geografia dos Solos, Geologia e Biogeografia. Nesse contexto, cabe enfatizar
o papel das Atividades Curriculares de Extensão (ACEs), cujas ementas estão delineadas
com base no princípio interdisciplinar do conhecimento, perpassando todas as dimensões
formativas de natureza política, social, econômica e ambiental.

3.4 Objetivos do Curso
Em consonância com o PPI (Projeto Pedagógico Institucional) da Universidade
Federal de Alagoas (2012), o curso de Geografia – Licenciatura busca uma aprendizagem
que garanta os princípios da práxis acadêmica, nas dimensões do ensino, pesquisa e
extensão. Neste sentido, a formação acadêmica do futuro licenciado em geografia procura
transcender o tradicional espaço da sala de aula, promovendo ações que o aproximem da
realidade local. O envolvimento dos discentes do curso de Licenciatura em Geografia em
grupos de pesquisa, por exemplo, oportuniza trabalhar com problemas reais, tornando-os
sujeitos da produção do conhecimento, assim como a participação em projetos de extensão
possibilita uma relação interativa e coletiva dos processos de ensino e aprendizagem.
Desse modo, o curso de Geografia – Licenciatura – da Universidade Federal de
Alagoas, Campus do Sertão, tem como sugestão partindo da RESOLUÇÃO CNE/CES 14,
de 13 de Março de 2002: 1) Formar licenciadas e licenciados para atuar na educação
escolar formal – na rede pública e/ou privada de ensino, assim como em espaços de
17

educação não formal, que também contribuam com a formação educacional da sociedade;
2) Formar licenciados e licenciadas aptos a construir, repensar e elaborar políticas,
programas e projetos educacionais, no âmbito das instituições e órgãos públicos de
educação e ensino; 3) Formar profissionais cientes das suas capacidades e
responsabilidades frente ao papel que a educação e a Geografia têm na produção de
conhecimento e na construção de uma sociedade igualitária. 4) fornecer as ferramentas
necessárias para a socialização do conhecimento geográfico, historicamente produzido,
junto aos alunos (as) da educação básica, que os levem à compreensão, conforme
preconiza a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96): a) da relação sociedade/
natureza; b) do sistema político e seu caráter social e; c) dos objetivos e contradições das
tecnologias; 5) dialogar com as estruturas socialmente construídas, refletindo sobre o papel
do conhecimento geográfico na formação dos discentes da educação básica e dos sujeitos
sociais envolvidos pelos espaços não formais de educação.

3.5 Justificativa do Curso de Geografia – Licenciatura
A Geografia possui um estatuto científico ancorado no estudo da produção do
espaço geográfico, nesse sentido, pressupõe a análise da relação sociedade/natureza, onde
o espaço é condição, processo e resultado.
Em um contexto de globalização ou mundialização, marcado pela celeridade das
trocas de mercadorias e informações, (des)regulamentação das fronteiras, complexas
relações interescalares que estreitam e, concomitantemente, distanciam o local e o global,
bem como, potencializam conflitos sociais, étnico-raciais e de gênero, se renova a
imprescindibilidade da Geografia, como campo autônomo de investigação das Ciências
Humanas que, como menciona as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Geografia
(Parecer CNE/CES 492/2001), deve buscar caminhos teóricos e metodológicos com
capacidade de interpretação e explicação de uma realidade tão dinâmica.
Em face do exposto, compreende-se que o curso de Geografia – Licenciatura – é
fundamental para a formação de professores munidos de um arcabouço teóricometodológico que lhes permita a decodificação da realidade espacial. Ademais, por se
tratar de um curso de Licenciatura, também deverá fornecer as ferramentas necessárias
para a socialização do conhecimento geográfico, historicamente produzido, junto aos
alunos da educação básica, que os levem a compreensão, conforme preconiza a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96): a) da unidade sociedade/natureza; b) do
sistema político e seu caráter social e; c) dos objetivos e contradições das tecnologias.
18

Não obstante a imprescindibilidade da formação específica, conforme tratado
alhures, há, atualmente, no Brasil, um déficit de professores licenciados em Geografia,
atuando nas redes municipais e estaduais de educação. Dados do Censo da Educação
Básica (2016), divulgados pelo INEP, apontaram que apenas 52,5% das aulas de
Geografia, ministradas nos anos finais do Ensino Fundamental, estão aos encargos de
professores com Licenciatura ou Bacharelado (com complementação pedagógica) em
Geografia, um percentual apenas superior às disciplinas de Artes e Língua Estrangeira,
com 32,0% e 49,9%, respectivamente. No Ensino Médio, a situação é um pouco melhor,
mas quase 30% das aulas de Geografia nesse nível de ensino são ministradas por
professores sem formação específica de Licenciado ou Bacharelado (com complementação
pedagógica). Assim, reafirma-se a importância da ciência geográfica, enquanto valiosa
mediação para a interpretação da realidade espacial, e do curso de Geografia Licenciatura,
enquanto lócus de formação de profissionais com sólida formação teórico-prática e aptos
ao exercício de mediação didático-pedagógica dos conteúdos da Geografia para a
Educação Básica.

3.6 Competências e habilidades
O Curso de Geografia com habilitação em Licenciatura reafirma e integra ao seu
Projeto Pedagógico as competências e habilidades básicas e específicas do profissional da
área de Geografia, exarado no Parecer CNE/CES 492/2001, de 03/04/2001, que trata das
Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Licenciatura em Geografia. Nesse sentido,
entende-se que para o bom desempenho docente, o (a) professor(a) deve dominar os
conteúdos científicos da área de conhecimento em que se propõe a atuar, associado ao
disposto na Resolução CNE/CP 01, de 16 de fevereiro de 2002 – Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação de Professores para a Educação Básica, curso de licenciatura,
de graduação plena. Dessa forma, amplia as competências e habilidades de caráter
específico de sua área de formação agregando aquelas do conhecimento pedagógico.
Assim, de acordo com as Competências e Habilidades voltadas para a docência
previstas no Parecer CNE/CES 492/2001, de 03 de abril de 2001, o Curso de Geografia –
Licenciatura – proporcionará o desenvolvimento das seguintes habilidades:
1. Compreender a importância social da escola, vista como meio de
aperfeiçoamento das práticas democráticas e de desenvolvimento econômico,
social e ambiental, através da exploração das potencialidades dos alunos.

19

2. Assimilar os avanços tecnológicos que caracterizam as sociedades globalizadas,
dando possibilidades aos seus alunos de explorar os conhecimentos científicos,
desenvolvendo habilidades para contextualizá-los na perspectiva da formação
da cidadania.
3. Dominar as categorias de análise em Geografia tais como espaço, território,
paisagem, lugar, região, rede e as noções de escala, reconhecendo a importância
desse conhecimento para a compreensão das implicações decorrentes das interrelações das sociedades humanas e da cultura com a natureza.
4. Socializar os conteúdos do conhecimento geográfico através de recursos
metodológicos e instrumentais adequados, contextualizando-os em perspectivas
inter e multidisciplinar, caracterizando a Geografia como meio de reflexão
sobre a sociedade.
5. Organizar o conhecimento acerca da produção do espaço geográfico,
adequando-o

aos

alunos

com

necessidades

educacionais

especiais,

particularmente aqueles com especificidades culturas diferenciadas.
6. Levar os alunos a se identificarem como elementos integrantes da produção do
espaço geográfico, sendo também responsáveis pela melhoria das condições
sociais e pela formação de uma consciência ambiental que mediatize a
exploração dos recursos naturais pelas sociedades humanas.
7. Conhecer os fundamentos teórico-filosóficos, científicos e pedagógicos,
adequando-os ao processo de ensino-aprendizagem em Geografia.
8. Planejar estratégias e mediações pedagógicas adequadas às atividades em
cenários diversificados de aula, considerando o papel das mídias (ou das
tecnologias da comunicação) nesse processo.

3.7 Perfil do Egresso
O(a) aluno(a) egresso(a) do Curso de Geografia - Licenciatura - deverá estar apto(a)
para o exercício da docência na educação básica, em espaços formais e não formais, com
solidez teórica e atuação consciente e crítica, pautada em uma formação científica e
teórico-metodológica, calcada na concepção nuclear do curso, que lhe faculte condições
para exercer influência efetiva nas atividades pedagógicas, colaborando na formação do(a)
cidadã(o) e buscando conscientizá-lo(a) de seu protagonismo no alcance de uma sociedade
socialmente mais justa e radicada na preservação do equilíbrio socioambiental do país e,
particularmente, do estado de Alagoas.
20

3.8 Campo de atuação
O campo de atuação dos(as) alunos(as) junto ao mercado de trabalho se verifica,
fundamentalmente, através da docência junto às redes de ensino de Educação Básica, tanto
as públicas quanto as particulares, localizadas no contexto do estado de Alagoas e de
regiões circunvizinhas. Amplia-se a contribuição do profissional formado em Geografia,
no entanto, para o campo de apoio pedagógico e técnico junto ao poder público e à
iniciativa privada na forma do planejamento e da gestão da educação e dos territórios.
Destaca-se também a atuação nos espaços não formais de educação.

3.9 Acessibilidade
A UFAL atualmente possui um núcleo de estudos voltado para o entendimento das
necessidades postas para o seu corpo social, no sentido de promoção de acessibilidade e de
atendimento diferenciado as pessoas com necessidades especiais em atenção à Política de
Acessibilidade adotada pelo MEC e à legislação pertinente. O próprio dimensionamento
dessas necessidades merece um cuidado especial, haja vista a forma atual de identificação
dos alunos: a auto declaração.
Por outro lado, a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus servidores
para o estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e execução de
ações voltadas para essas necessidades. Ao esforço para o atendimento universal à
acessibilidade arquitetônica, se junta, agora, o cuidado de fazer cumprir as demais
dimensões exigidas pela Política de Acessibilidade, qual sejam a acessibilidade:
pedagógica, metodológica, de informação e de comunicação.
A acessibilidade pedagógica e metodológica deve atentar para o art. 59 da Lei
9394/96, que afirma: “Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades
especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos,
para atender às suas necessidades”.
Neste sentido, a Nota Técnica nº 24/2013/MEC/SECADI/DPEE, de 21 de março de
2013, orienta os sistemas de ensino no sentido de sua implantação. Em especial,
recomenda que os “PPC´s contemplem orientações no sentido da adoção de parâmetros
individualizados e flexíveis de avaliação pedagógica, valorizando os pequenos progressos
de cada estudante em relação a si mesmo e ao grupo em que está inserido”.
Para tal a UFAL assume o compromisso de prestar atendimento especializado aos
alunos com deficiência auditiva, visual e cognitiva sempre que for diagnosticada sua
necessidade. Procura-se, desta forma, não apenas facilitar o acesso, mas estar sensível às
21

demandas de caráter pedagógico e metodológico de forma a permitir sua permanência
produtiva no desenvolvimento do curso.
Neste sentido o Núcleo de Atendimento Educacional – NAE – oferece o necessário
apoio pedagógico de forma a atender ao corpo social da UFAL em suas demandas
específicas de forma a promover a integração de todos ao ambiente acadêmico.
No curso de Geografia, o programa de assistência estudantil, por meio do Núcleo
de Assistência ao Estudante (NAE), atende um total de 57 (cinquenta e sete) alunos (as)
com bolsas e auxílios. O NAE, ainda, através da PROEST, conta com o Programa de
Apoio e Acompanhamento Pedagógico ao Estudante (PAAPE), que tem como objetivo
ampliar as condições de permanência e contribuir para a melhoria do desempenho
acadêmico.
O PAAPE tem como finalidade agir, preventivamente, nas situações de retenção e
evasão de estudantes matriculados(as) em cursos de graduação presencial e em situação de
vulnerabilidade socioeconômica, priorizando ações para estudantes contemplados com
apoio estudantil, nas diversas modalidades da política de assistência estudantil.
O Campus do Sertão possui uma equipe multiprofissional que busca identificar e
acompanhar as situações pedagógicas, psicológicas, sociais e outras, que possam conduzir
à situação de retenção ou evasão, que realiza as seguintes ações:
I. Acompanhamento de desempenho acadêmico, com levantamento de dados e
análise referente à assiduidade e coeficiente de rendimento acadêmico do(a) estudante
contemplado(a) com modalidades da assistência estudantil, a ser realizada a cada semestre
letivo;
II. Desenvolvimento de ações de caráter preventivo, que incidam sobre as
condições geradoras de retenção e evasão;
III. Orientações individuais e grupais, visando a identificação de problemas e
intervenções nas situações que produziram dificuldades no desempenho acadêmico;
IV.

Articulação

com

a

PROGRAD,

as

Coordenações

de

Cursos

e

Projetos/Programas de Pesquisa e Extensão nesta área para atuação conjunta, visando o
desenvolvimento de ações pedagógicas, que contribuam para o sucesso do desempenho
acadêmico;
V. Realização de investigação sobre condições promotoras de melhorias no
desempenho acadêmico;
VI. Promoção de debates sobre determinantes e condicionantes do desempenho
acadêmico.
22

3.10 Inclusão
Desde 1999 a UFAL preocupa-se com a questão da inclusão, tendo aprovado em
2003 a Resolução 33 – CONSUNI, posteriormente modificada pelo Decreto 7.824, de 11
de outubro de 2012 que dispõe sobre a política de ingresso nas IFES. Ainda, a Resolução
54/2012 – CONSUNI institucionaliza a reserva de vagas e cotas no processo seletivo de
ingresso nos cursos de graduação da UFAL.
Neste entendimento, em 2015, foram reservadas 40% (quarenta por cento) das
vagas de cada curso e turno ofertados pela UFAL para os alunos egressos das escolas
públicas de Ensino Médio. Destas, 50% (cinquenta por cento) das vagas foram destinadas
aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salários mínimo (um
salário mínimo e meio) bruto per capita e 50% (cinquenta por cento) foram destinadas aos
candidatos oriundos de famílias com renda igual ou superior a 1,5 salários mínimo (um
salário mínimo e meio) bruto per capita. Nos dois grupos que surgem depois de aplicada a
divisão socioeconômica, serão reservadas vagas por curso e turno, na proporção igual à de
Pretos, Pardos e Indígenas (PPI) do Estado de Alagoas, segundo o último censo do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, que corresponde a 67,22%
(sessenta e sete vírgulas vinte e dois por cento). A UFAL destina 50% de suas vagas a
alunos egressos de escolas das redes públicas.

3.11 Políticas Institucionais no Âmbito do Curso
O funcionamento do curso se estrutura baseado em alguns princípios filosóficos e
técnicos metodológicos gerais que norteiam as práticas acadêmicas da Universidade
Federal de Alagoas – UFAL, previstos pelo Projeto Pedagógico Institucional – PPI, tais
como: articulação entre teoria e prática; interdisciplinaridade; flexibilidade curricular e
articulação entre ensino, pesquisa e extensão. O planejamento das atividades de ensino,
pesquisa e extensão, dirigidas a formação do Licenciado em Geografia, deverá estar
voltado para o desenvolvimento e aprendizagem de uma proposta integradora, partindo da
observação, da vivência e interação da realidade da atividade profissional, estimulando a
produção de novos conhecimentos, abarcando gradativamente outras dimensões. Desta
forma, enfrentaremos o desafio de uma aprendizagem em permanente processo de
construção, acompanhando as transformações sociais e culturais do nosso tempo. Essas
ações são realizadas com a participação dos docentes e discentes como fomentadores das
ações.
23

Nesse sentido, os docentes do Curso de Geografia desenvolvem não somente suas
de ensino, mas também seus projetos de pesquisa e de extensão, visando à produção de
conhecimento como baseatividades

do desenvolvimento científico e tecnológico,

buscando caminhos para proporcionar uma educação formativa, inclusiva, libertadora e de
qualidade para todos (as) envolvidos (as) no processo.

3.11.1 Âmbito da Pesquisa
Dado o caráter interdisciplinar que lhe inerente, a Universidade Federal de Alagoas
promove a pesquisa nas mais diversas áreas de conhecimento, incentivando a formação de
grupos e núcleos de estudo que atuam nas mais diversificadas linhas de pesquisa,
considerando a classificação das áreas de conhecimento do CNPq.
No

momento,

o

Curso

de

Geografia

conta

com

vários

Grupos

de

pesquisa/estudo/núcleo que agregam pesquisas sobre o estado de Alagoas, a saber:
Quadro 1 – Grupos de pesquisa/estudo/núcleo – Curso de Geografia Licenciatura
Nome/Área

Sigla

Linha de Pesquisa

Grupo de Estudos e Pesquisa

GEPAR

Cultura, Territorialidades e Ambiente; Ensino e

em Análise Regional

Formação de Professores de Geografia; Identidades e
Socioespacialidades no Sertão Alagoano; Observatório
de Estudos sobre a Luta por Terra e Território no
Semiárido (OBELUTTE); Políticas Territoriais, Estado
e Relações Capital/Trabalho no Brasil; Turismo e
Cartografia Sociocultural do Sertão de Alagoas.

Grupo

de

pesquisa

Geomorfologia

do

Quaternário

e

reconstrução

Geomorfologia e evolução da

paleoambiental;

Geomorfologia

do

semiárido,

paisagem

dinâmica geomorfológica e análise dos processos

em

em

GEPAT

ambiente

tropical

superficiais; Mapeamento geomorfológico de detalhe
das coberturas superficiais; e Micromorfologia de
sedimentos colúvio-aluviais aplicada à reconstrução
paleoambiental.

Grupo

de

pesquisa

Geoprocessamento
Cartografia

no

em

GCEG

A cartografia como técnica de geoprocessamento e

e

a

modelagem de dados; e a cartografia no ensino de

Ensino

de

Geografia.

Geografia
Grupo

de

pesquisa

sobre

GENTTES

Gênero, Trabalho e Territórios

Relação capital-trabalho e Estado; Relações de gênero
no campo-cidade; Bens comuns, conflitos, lutas e
resistências por terra e território.

Grupo de Estudos Sociedade e

GESN

Teoria da Geografia e educação ambiental; Fenômeno
24

Natureza

urbano e imagens; e Lugar e identidade.

Grupo de estudos agrários e

GEAST

sócio-territoriais

Territórios teóricos e paradigmáticos da Geografia e da
geografia

agrária;

Desenvolvimento

Territorial;

Assentamentos rurais, conflito e resistência.
Núcleo

de

produção

de

energia do semiárido alagoano

NUPRES

Energia solar fotovoltaica, energia da biomassa e
energias renováveis.

As pesquisas realizadas no curso de Geografia - Licenciatura estão ambientadas
nos diferentes grupos ou núcleos de pesquisa vinculados ao campus. Os professores,
individualmente ou em parceria, coordenam esses grupos que normalmente estão
registrados no CNPq. A participação dos professores e alunos é por área de atuação, isto é,
cada grupo/núcleo comporta professores nas suas respectivas áreas, inclusive com a
participação de professores de outras unidades acadêmicas e de outras universidades.
Os alunos são selecionados para participar de pesquisa nas áreas de conhecimento
do curso de acordo com uma demanda momentânea. Sempre que possível, as pesquisas
contam com financiamento público, sendo uma política do campus oferecer estrutura física
e recursos humanos como principais contrapartidas. Também é uma prática do campus
motivar os professores a desenvolverem pesquisas com presença de alunos bolsistas ou
voluntários vinculados ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica, dentre
outras.

3.11.2 Âmbito da Extensão
A Curricularização da extensão da UFAL é a consolidação do compromisso
institucional em promover aos estudantes de hoje e futuros profissionais de amanhã uma
formação competente tecnicamente, mas também engajada e comprometida com a
transformação social, no pleno exercício de que a extensão universitária é o caminho para a
garantia do diálogo entre o espaço universitário e a sociedade. Desta forma, o Curso de
Geografia do Sertão alagoano cumprirá o seu papel social formativo, sob a égide do tripé
ensino, pesquisa e extensão. A extensão do curso estará garantida mediante o processo de
Curricularização da extensão, conforme consta no ordenamento curricular e Programa
detalhado neste Projeto Pedagógico do Curso.

25

4 ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA
A UFAL ousou em definir, a partir de 2010, novos padrões e procedimentos
institucionais, estrutura e projetos pedagógicos, como resposta aos novos desafios da
contemporaneidade. Nesse contexto, os cursos a serem implantados por meio do programa
de expansão foram agrupados em Eixos Temáticos do Conhecimento: 1-Eixo das Agrárias;
2 - Eixo da Educação; 3 - Eixo de Gestão; 4 – Eixo das Humanidades; 5 – Eixo da Saúde; 6
– Eixo da Tecnologia. Essa estrutura desenhou-se por meio de conteúdos curriculares
organizados ainda em Troncos do Conhecimento, com a oferta semestral de disciplinas, a
saber: Tronco Inicial; Tronco Intermediário e o Tronco Profissionalizante.
A atualização dessa estrutura para a atual proposta de PPC, no entanto, leva em
consideração maiores aproximações e diálogos entre os conteúdos dos antigos troncos
Inicial, Intermediário e Profissionalizante, e sugere que as disciplinas coexistam e se
articulem entre os nove semestres exigidos à graduação. Tal inovação leva em conta as
experiências acumuladas ao longo dos anos e a valorização do caráter de saberes
específicos da Geografia.
O Projeto Pedagógico do Curso de Geografia - Licenciatura, refletindo a conjuntura
socioeconômica da contemporaneidade, tem como referências a Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional (LDB), nº 9394/96; as Diretrizes Curriculares baseadas na
Resolução Nº 2, DE 1º DE JULHO DE 2015 e Resolução Nº 59/2014-CONSUNI/UFAL,
que instituiu a duração e a carga horária dos Cursos de Licenciatura de graduação plena e
de formação de professores de Educação Básica em nível superior; o parecer CNE/CES
492/2001, aprovado em 03/04/2001, tratando das diretrizes Curriculares para o Curso de
Geografia; e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que ressaltam o papel da
escola e seu compromisso com a formação do cidadão integral, entendendo-a como um
processo que, no ensino, ultrapassa os aspectos cognitivos.
O Curso de Geografia – Licenciatura – será desenvolvido ao longo de nove
períodos, durante quatro anos e meio, turno noturno, na Sede do Campus do Sertão,
município de Delmiro Gouveia. Desde o início do curso, o (a) aluno (a) terá acesso às
disciplinas de formação geral, específicas da educação e da Ciência Geográfica.
A integralização curricular dar-se-á com o cumprimento de uma carga horária
mínima total de 3.540 horas, distribuídas conforme Quadro 2.

26

Quadro 2 – Distribuição dos componentes curriculares por carga horária
COMPONENTE CURRICULAR
Disciplinas Obrigatórias
Disciplinas Eletivas
Atividades Curriculares de Extensão (ACE)
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Estágios Supervisionados
Atividades Acadêmico-Científico-Culturais
(ACC)
Total

CARGA HORÁRIA
2.350
90
400
100
400
200
3.540

No curso de Geografia Licenciatura os números mínimo e máximo de conclusão
correspondem, respectivamente, a 09 semestres e 13 semestres.
Buscando atender as orientações contidas nos Referenciais Curriculares Nacionais
que tratam da formação do licenciado em Geografia, o PPC trabalhará ao longo do curso
temas como: Climatologia; Geografia da População; Geologia; Teoria e Método em
Geografia; Cartografia; Geomorfologia; Geografia Agrária e Urbana; Biogeografia,
Geografia Política; Geografia Regional – Brasil e Mundo; Geografia Econômica;
Pedologia; Filosofia e Sociologia da Educação; Metodologia e Prática de ensino de
Geografia; Tecnologias da informação e comunicação aplicadas ao ensino de Geografia;
Psicologia da Educação; Legislação Educacional; Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS);
Pluralidade Cultural; Meio Ambiente; Relações Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS).
Os temas transversais e a prática pedagógica estão distribuídos ao longo do curso,
permeando todo o processo contínuo de formação dos discentes do Curso de Geografia Licenciatura. Os temas transversais são contemplados por disciplinas como: Gênero e
Geografia; Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação; Fundamentos SócioFilosóficos do Conhecimento; Libras; Geografia Regional da América Latina.
As disciplinas que compõem a carga horária referente à Prática Pedagógica como
Componente Curricular – PRACC (432 horas) são: Geografia da População, Leitura e
Análise de Documentos Cartográficos, Geografia Urbana, Hidrografia, Geomorfologia II,
Geografia Regional, Regionalização do Espaço Mundial, Geografia dos Solos.

4.1 Educação Ambiental no Curso de Licenciatura em Geografia
Desde os anos de 1970, estamos envolvidos em transformações sem precedentes
nas esferas econômica, política, sociocultural e ambiental. Essas transformações,
configuradas pela reestruturação produtiva do processo capitalista, encerradas no
pensamento neoliberal e do processo de globalização, desestruturam conquistas sociais
importantes e tornam ainda mais evidentes quão frágeis são a economia, a política e a
27

organização social da maioria dos estados nacionais do Planeta. Resgata-se de Carvalho
(2002), a ideia de que toda educação é ambiental, pois se a Educação não vier
acompanhada pela dimensão ambiental, “perde sua essência e pouco pode contribuir para
a continuidade da vida humana” (p. 36).
Assim, a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, regulamentada pelo Decreto nº 4.281,
de 25 de junho de 2002, dispõe especificamente sobre a Educação Ambiental (EA) e
institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), como componente essencial e
permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos
os níveis e modalidades do processo educativo. As DCNs de Educação Ambiental
(Resolução CNE/CP Nº2/2012) destacam que “o papel transformador e emancipatório da
Educação Ambiental se torna cada vez mais visível diante do atual contexto nacional e
mundial em que a preocupação com as mudanças climáticas, a degradação da natureza, a
redução da biodiversidade, os riscos socioambientais locais e globais, as necessidades
planetárias evidenciam-se na prática social”.
A bibliografia que diz respeito aos estudos do meio ambiente voltada para uma
educação inclusiva e abrangente, inserida no contexto do curso de licenciatura de
Geografia, procura enfatizar os grandes problemas ambientais derivados da exploração
desmedida dos recursos naturais provenientes de uma sociedade de consumo consolidada
por um modelo capitalista inconsequente, que prioriza ações políticas que privilegiam o
capital em detrimento das relações ambientais que preservam a vida dos ecossistemas e das
sociedades contemporâneas. As Atividades Curriculares de Extensão possibilitarão as
articulações entre teoria e prática, por meio de atividades diretamente ligadas à
comunidade externa, firmando o diálogo contínuo com os sujeitos sociais do Alto Sertão
de Alagoas.
Nota-se a necessidade de inserir no processo educativo do Curso de Licenciatura
em Geografia as discussões de educação ambiental, na visão da interdisciplinaridade. O
trabalho interdisciplinar de educação ambiental se caracteriza pela ampliação do espaço
social e visa a disseminação crítica dos conhecimentos socioambientais, culturais e
políticos, articulando-os à realidade local, nacional e global, com a formação cidadã e
ética.
Busca-se superar a mera ideia de ecologizar o processo educativo, pois o trabalho
de educação ambiental não se limita ao acúmulo de conceitos de ecologia ou ao trabalho
com problemas ambientais, por isso, as disciplinas de Biogeografia; Geografia dos solos;
Geomorfologia; ACE – Educação e meio ambiente; e Hidrografia. Estas disciplinas se
28

articulam através do saber ambiental, relacionando os vários ambientes e vivências por
meio das atividades práticas realizadas no decorrer do Curso de Licenciatura em
Geografia.
Isso posto, destaca-se ainda que a UFAL possui um Núcleo de Educação Ambiental
(NEA), ligado ao Centro de Educação, mas que está aberto a apoiar o trabalho de educação
ambiental em diversos cursos. O NEA desenvolve atividades com o Coletivo Jovem,
cursos de formação para professores e estudantes sobre Educação Ambiental, curso de
especialização em Educação Ambiental (2012).

4.2 Prática Pedagógica
O Projeto Pedagógico do Curso de Geografia – Licenciatura – desenvolve as
atividades referentes à prática pedagógica obedecendo ao que determina a RESOLUÇÃO
Nº 59/2014 – CONSUNI/UFAL, de 06 de outubro de 2014, que estabelece a carga horária
de 400 (quatrocentas) horas destinadas à prática pedagógica ao longo do curso.
O objetivo das referidas práticas é enriquecer o ensino-aprendizado teórico ao
longo do curso, com metodologias que fomentem vivências, experiências e fazeres
relacionados aos conteúdos de cada disciplina. Tais vivências, experiências e fazeres
podem ser materializados em atividades de produção e práticas diversas dentro e fora do
espaço físico da universidade.
Assim, o PPC do Curso de Geografia – Licenciatura reserva, em vários semestres
do curso, carga horária específica à Prática Pedagógica como Componente Curricular, que
é distribuída nas seguintes disciplinas e períodos: 3º: Geografia da População; 4º: Leitura e
Análise de Documentos Cartográficos; 5º: Geografia Urbana; 6º: Hidrografia e
Geomorfologia II; 7º: Geografia Regional e Regionalização do Espaço Mundial; 8º:
Geografia dos Solos.
Para a prática de disciplinas como Geografia dos Solos e Hidrografia, e as
vinculadas ao saber cartográfico, será necessário, também, o uso de laboratório. No
Campus do Sertão, essa prática será atendida nos seguintes laboratórios: Laboratório de
informática, Laboratório de solos e Laboratório de Geologia. Cabe destacar que todos os
laboratórios existentes no Campus, desde a sua concepção, são laboratórios
interdisciplinares que devem ser usados pelos (as) docentes e discentes do curso de
Geografia, de acordo com as necessidades de suas respectivas disciplinas.

29

Quadro 3 – Disciplinas de Prática Pedagógica como Componente Curricular –
PRACC
PERÍODO
3º

DISCIPLINA

CARGA HORÁRIA

PRACC 1 – Geografia da População

54

4º

PRACC 2 – Leitura e Análise de Documentos Cartográficos

54

5º

PRACC 3 – Geografia Urbana

54

PRACC 4 – Hidrografia

54

PRACC 5 – Geomorfologia II

54

PRACC 6 – Geografia Regional

54

PRACC 7 – Regionalização do Espaço Mundial

54

PRACC 8 – Geografia dos Solos

54

6º

7º
8º
TOTAL

432

4.3 Conteúdos Curriculares
Os

conteúdos

curriculares,

constantes

no

PPC,

promovem

o

efetivo

desenvolvimento do perfil profissional do egresso, considerando a atualização da área, a
adequação das cargas horárias (em horas-relógio), a adequação das referências
bibliográficas e a acessibilidade metodológica. Além disso, promovem também a
abordagem de conteúdos pertinentes às políticas de educação ambiental, de educação em
direitos humanos e relações étnico-raciais, além do ensino da história e cultura afrobrasileira, africana e indígena.
Os referidos conteúdos estão organizados conforme as Diretrizes curriculares
nacionais, a saber: a) Os conteúdos de formação geral distribuídos ao longo das disciplinas:
Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação, Sociologia Contemporânea,
Fundamentos das Ciências Sociais e Fundamentos Sócio-Filosóficos do Conhecimento; b)
Os conteúdos de formação comum às licenciaturas, conforme a Resolução Nº 06/2018 CONSUNI/UFAL, 19 de fevereiro de 2018, voltados para a preparação do docente do
ponto de vista pedagógico, a saber: Metodologia do ensino de Geografia, Didática,
Profissão docente, Política e Organização da Educação Básica no Brasil, Desenvolvimento
e aprendizagem, Gestão da Educação e do Trabalho Escolar e Libras; c) Conteúdos
específicos da Ciência Geográfica, dentre tais cita-se como exemplo: Teoria e método em
Geografia, Introdução a Ciência Geográfica, Climatologia, Geomorfologia, Geografia
Urbana, Pesquisa Educacional Geografia Regional, Geografia Política, Geografia Agrária,
30

Geografia Econômica, Cartografia, Cartografia Temática e Hidrografia; d) As Dimensões
Pedagógicas, que possuem carga horária relativa a quinta parte da carga horária total do
curso, são contempladas pelas seguintes disciplinas: profissão docente, Política e
Organização da Educação Básica no Brasil, Desenvolvimento e Aprendizagem, Didática,
Gestão da Educação e do Trabalho Escolar, Pesquisa Educacional, Libras, Metodologia do
Ensino de Geografia, Introdução às Tecnologias de Informação e Comunicação,
Fundamentos Sócio-Filosóficos do Conhecimento, Sociologia Contemporânea.
Dentro desse conjunto destacam-se as 432 horas de práticas pedagógicas diluídas
ao longo das disciplinas – já mencionadas anteriormente – e o Estágio supervisionado.
Todas as disciplinas do curso foram revisadas de acordo com as discussões mais
recentes que tratam dos temas em questão, priorizando sempre o diálogo formativo,
contínuo e dinâmico do profissional licenciado em Geografia.
A proposta metodológica do curso de Geografia – Licenciatura – se constitui
através de diferentes momentos formativos, previstos na matriz curricular. A concepção do
curso nasce das epistemologias que concebem a formação em Licenciatura em Geografia,
direcionada a uma aprendizagem consciente, criativa, plena e crítica acerca das realidades
local e global.
O curso de Geografia – Licenciatura – tem seu referencial metodológico orientado
na busca de reflexões e de esclarecimentos dos sentidos e significados da vida social na
atualidade, de visionamentos dos fatores físicos e culturais que impactam a organização e a
dinâmica espaciais do presente e do futuro e do desenvolvimento teórico-metodológico da
docência em sua realização prática. Nesse sentido, privilegiam-se a percepção, a análise e a
resolução de situações-problema como estratégias didático-pedagógicas junto aos
estudantes-professores envolvidos.
A metodologia na qual os planos de ensino do curso se baseiam, considera central a
premissa da interdisciplinaridade, oportunizando então vivências de situações cotidianas
que enxergam no contato com o referencial teórico e com a observância e o exercício da
prática docente um norte de aprimoramento técnico, profissional e acadêmico. Acrescentase a isso as questões relativas à ética e à responsabilidade social que são relevantes no
processo de desenvolvimento de projetos da área.
O planejamento e a avaliação do ensino-aprendizagem se apresentam como
relevantes componentes do processo formativo dos envolvidos. E, nessa perspectiva, se
orientam em diálogo com os diversos momentos explicitados no desenvolvimento
curricular que integra os planos de disciplinas e de atividades extracurriculares, e tais
31

direcionamentos se pretendem através da valorização do senso crítico e da criatividade, da
ampliação de horizontes e de aprofundamento de leituras e de interpretações teórica e
empírica, da geração da autonomia e a da conscientização acerca da cidadania, da ética e
do papel da docência e da pesquisa na sociedade.
Isso, portanto, leva à utilização por parte dos docentes de atividades como:
a) Aulas teóricas: expositivas, dialogadas, esclarecedoras e coerentes com o
conhecimento da realidade espacial.
b) Atividades práticas: esclarecedoras de técnicas de pesquisa e de ensino, bem
como motivadoras à apreciação de sentidos e significados teóricos junto à realidade
empírica.
c) Atividades extra-curriculares: estratégias didático-pedagógicas complementares à
matriz de disciplinas presenciais, tais como a utilização de recursos das tecnologias da
informação e comunicação (TICs), estudos dirigidos, estudos de caso, pesquisas
bibliográficas, resolução de exercícios, produção textual, seminários, coleta e apreciação
de dados e informações, dentre outras, conforme a proposta de cada disciplina.

4.4 Acessibilidade e transtorno do espectro autista
A UFAL possui um núcleo de estudos (Núcleo de Acessibilidade - NAC) voltado
para o entendimento das necessidades postas para o seu corpo social, no sentido de
promoção de acessibilidade e de atendimento diferenciado pessoas com necessidades
especiais em atenção à Política de Acessibilidade adotada pelo MEC e à legislação
pertinente.
Assim, o Núcleo de Acessibilidade foi criado em outubro de 2013 e desde então
tem consolidado suas ações na Instituição, e, de acordo com a Lei 13.146/2015 visa
“assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das
liberdades fundamentais da pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e
cidadania”. Em 17 de fevereiro de 2017 foi inaugurada a sua nova sede, no Centro de
Interesse Comunitário (CIC), com 3 salas, as quais são utilizadas para reuniões com
estudantes, professores, coordenadores e familiares, bem como há a produção de materiais
demandados por discentes com deficiência atendidos. Atualmente, o NAC conta com uma
coordenação, um revisor em Braille, 12 bolsistas de apoio ao estudante com deficiência
(selecionados por edital específico) e um psicólogo clínico.
O próprio dimensionamento dessas necessidades merece um cuidado especial, haja
vista a forma atual de identificação dos alunos: a auto declaração. Assim, professores e
32

estudantes com deficiência, precisam solicitar atendimento educacional especializado e,
este ocorre continuamente e de acordo com as suas necessidades. O NAC ainda
disponibiliza o empréstimo de equipamentos de acessibilidade, como livros e máquina para
escrita em Braile, por exemplo. Os acompanhamentos são avaliados ao final de cada
semestre por professores dos estudantes com deficiência e pelos próprios estudantes, com a
finalidade de aperfeiçoar os serviços oferecidos.
Além deste acompanhamento, o NAC tem investido na formação da comunidade
universitária com a proposição de projetos, cursos e oficinas (Tecnologia Assistiva –
Deficiência Visual e Deficiência Física, Estratégias de Ensino do Surdo cego, Práticas
Inclusivas na Educação Superior, Sextas Inclusivas, entre outros).
Por outro lado, a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus servidores
para o estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e execução de
ações voltadas para essas necessidades. Ao esforço para o atendimento universal à
acessibilidade arquitetônica, se junta, agora, o cuidado de fazer cumprir as demais
dimensões exigidas pela Política de Acessibilidade, qual sejam a acessibilidade:
pedagógica, metodológica, de informação e de comunicação. A acessibilidade pedagógica
e metodológica deve atentar para o art. 59 da Lei 9394/96, que afirma: “Os sistemas de
ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: I - currículos, métodos,
técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas
necessidades”. Neste sentido, a Nota Técnica nº 24 / 2013 / MEC / SECADI / DPEE, de 21
de março de 2013, orienta os sistemas de ensino no sentido de sua implantação. Em
especial, recomenda que os “PPC contemplem orientações no sentido da adoção de
parâmetros individualizados e flexíveis de avaliação pedagógica, valorizando os progressos
de cada estudante em relação a si mesmo e ao grupo em que está inserido”.
Para tal atendimento a UFAL assume o compromisso de prestar atendimento
especializado aos alunos com deficiência auditiva, visual, e cognitiva sempre que for
diagnosticada sua necessidade. Procura-se, desta forma, não apenas facilitar o acesso, mas
estar sensível às demandas de caráter pedagógico e metodológico de forma a permitir sua
permanência produtiva no desenvolvimento do curso. À luz do Decreto Nº 5.296, de 2 de
dezembro de 2004 – Regulamenta a Lei n. 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá
prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e a Lei n. 10.098, de 19 de dezembro
de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da
acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá
outras providências.
33

4.5 Educação em direitos humanos
Conforme a Resolução CNE/CP nº 1, de 30 de maio de 2012, a Educação em
Direitos Humanos se encontra presente na Geografia Licenciatura de maneira transversal,
nas diferentes áreas do conhecimento, em seus processos de promoção, proteção, defesa e
aplicação na vida cotidiana e cidadã de sujeitos de direitos e de responsabilidades
individuais e coletivas. Portanto, objetivando atender a temática da Educação em Direitos
Humanos, os seus conteúdos são abordados de maneira interdisciplinar e transversal nas
disciplinas: Geografia da População, Gênero e Geografia, Atividades Curriculares de
Extensão, Geografia Agrária, Geografia Política, Geografia Regional da América Latina e
Geografia Econômica.

4.6 Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino e Cultura Afro-Brasileira,
Africana e Indígena
Considerando as Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, a Resolução CNE/CP 01/2004,
fundamentada no Parecer CNE/CP 03/2004, que dispõe sobre as diretrizes Curriculares
Nacionais para a educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e
Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena, o Curso de Geografia Licenciatura da UFAL,
Campus do Sertão, contempla os conteúdos relacionados às temáticas étnico-raciais nas
disciplinas de Geografia Cultural, Geografia do Brasil, Semiárido Brasileiro, Geografia da
População, Gênero e Geografia e Atividades Curriculares de Extensão, nas quais são
abordados assuntos sobre o reconhecimento e valorização da identidade, história e cultura
dos afro-brasileiros, bem como a garantia de reconhecimento e igualdade de valorização
das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das indígenas, europeias e asiáticas.

4.7 Libras
De acordo com o Artigo 3º e seus incisos, Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de
2005, o componente curricular Libras é obrigatório nas licenciaturas. No Curso de
Licenciatura em Geografia, Campus do Sertão/UFAL, encontra-se normatizada e
direcionada pela Resolução Nº 06/2018-CONSUNI/UFAL, 19 de fevereiro de 2018. A
disciplina Libras terá 54h, e ocorrerá no 5º período do Curso.

4.8 Estágio Curricular Supervisionado
A Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 – Lei do Estágio, define o “estágio
como o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que
visa à preparação para o trabalho produtivo do estudante”.
34

Na UFAL os estágios curriculares supervisionados são regulamentados a partir da Lei do
Estágio em conjunto com a Resolução nº 71/2006-CONSUNI/UFAL, de 18 de dezembro
de 2006, ficando definido como componente curricular, presente nos cursos de graduação,
sendo dividido em estágios curriculares supervisionados, obrigatório e não obrigatório.
O estágio curricular supervisionado obrigatório para o curso de Geografia está
previsto e orientado a partir do Art. 13, § 1º Inc. II das Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Curso Superior de Graduação em Licenciatura, sendo esse supervisionado
periodicamente por um professor do curso com formação ou experiência na área de
atuação das atividades do estágio. Essas atividades deverão ser orientadas e programadas a
partir de um plano de atividades, com a obrigatoriedade de avaliações periódicas previstas
nas normativas institucionais e dos cursos da UFAL. Além disso, enfatizamos que a carga
horária mínima do estágio curricular deverá atingir 400 horas para o curso.
Quando

o

estágio

curricular

supervisionado

previsto/implantado

está

regulamentado/institucionalizado, de maneira excelente, a relação teoria e prática acontece,
considerando, em uma análise sistêmica e global, os aspectos: articulação entre o currículo
do curso e aspectos práticos da Educação Básica; embasamento teórico das atividades
planejadas/desenvolvidas no campo da prática; reflexão teórica acerca de situações
vivenciadas pelos licenciandos em contextos de educação formal e não formal; produção
acadêmica que articule a teoria estudada e a prática vivenciada.
O Estágio Supervisionado Obrigatório do Curso de Geografia - Licenciatura,
Campus do Sertão, Delmiro Gouveia, possui 400 (quatrocentas) horas mínimas de
atividades, podendo ser realizado entre o 6º e o 9º período do curso. Seu principal objetivo
é proporcionar ao aluno (a) a oportunidade de aplicar seus conhecimentos acadêmicos em
situações da prática profissional, possibilitando-lhe, assim, o exercício de atitudes em
situações vivenciadas e a aquisição de uma visão crítica de sua área de atuação profissional
futura nos espaços formais e não formais da educação, conforme disposto nas ementas que
tratam da atividade de estágio.
No Curso de Geografia Estágio Supervisionado Obrigatório será gerenciado pelo
Colegiado de Curso e Coordenador(a) de estágio, o qual deve ser realizado em escolas
públicas municipais, estaduais e federais e supervisionado por docente(s) do curso; e em
espaços não formais de educação, de acordo com as ementas de estágio e a resolução
interna do curso que direciona atividade de estágio. Este deverá promover vivências para
os estudantes, mediante Plano de Estágio elaborado pelo (a) aluno (a), sob orientação do
supervisor e apresentado ao coordenador nos semestres anteriores aos estágios. Os estágios
35

curriculares serão de duas naturezas: a) OBRIGATÓRIOS, denominado estágio
supervisionado, com no mínimo 400 horas distribuídas do 6º ao 9º período; e b) NÃO
OBRIGATÓRIOS, isto é, são outras oportunidades de estágios obtidas pelos discentes.

4.8.1 Estágio Curricular Obrigatório
O Estágio obrigatório será normatizado pelo Colegiado do Curso sob forma de
Resolução. A carga horária mínima será a que fica efetivada para integralização do
currículo mesmo que o aluno tenha realizado mais horas. Os estágios não obrigatórios
terão supervisão indireta dos docentes e, para consignação como carga horária
complementar, deverão ser analisados pelo Colegiado de Curso no que diz respeito à
pertinência na formação profissional do (a) aluno(a).
A estruturação do estágio formaliza-se através de atividades compreendendo,
obrigatoriamente, as seguintes etapas:
1. Apresentação de termo de compromisso: o estágio só será válido a partir do
preenchimento e assinatura do Termo de Compromisso de Estágio (TCE),
celebrado entre o estudante, o docente orientador e a instituição concedente de
estágio. Esse termo é um documento institucional, contendo os dados gerais do
estágio em questão, o número da apólice de seguros que o discente tem direito,
disponibilizado, anualmente, pela Gerência de Estágio (GEST).
1. Elaboração do plano de trabalho: o estágio deve estar no contexto da
formação acadêmica e ser apresentado para registro pelo Colegiado e
devidamente aprovado e acompanhado por um docente orientador.
2. Desenvolvimento das ações programadas: o estágio deve ressaltar o lado da
qualidade formal, no aprimoramento das condições instrumentais do exercício
profissional.
3. A avaliação final do estágio: deverá ser apresentado um relatório completo das
atividades ao Coordenador de Estágio e ao Colegiado do Curso, avaliado e
assinado pelo orientador e pelo supervisor do estágio.
Essas atividades deverão estar compreendidas dentro das diferentes áreas de
atuação do curso, tais como: Geografia Física, Geografia Humana e Econômica, Regional,
Teoria e Método da Ciência Geográfica e Instrumentação em Geografia.
Para atingir os objetivos propostos, o Estágio Supervisionado, a partir da observância da
obrigatoriedade de seu caráter prático, será dividido da seguinte forma:

36

I – Fase de observação – Prática Pedagógica: Fundamentos, Diretrizes e
Organização e Gestão Escolar – 6º semestre letivo – 100 horas. Essa fase consiste no
momento em que o aluno-estagiário deve conhecer a estrutura da escola, acompanhar as
diversas atividades realizadas no ambiente escolar e observar aulas.
II – Regência – Prática Pedagógica: Ensino Fundamental – 7º semestre letivo – 100
horas.
III – Regência – Prática Pedagógica: Ensino Médio – 8º semestre letivo – 100
horas.
IV – Prática Pedagógica: Educação de Jovens e Adultos e Espaços Não-Formais de
Educação, elaboração de Relatório Final de Estágio e Organização de Seminário de
Estágio – 9º semestre letivo – 100 horas.

4.8.2 Estágio Curricular Não Obrigatório
Sobre o Estágio Curricular Supervisionado Não Obrigatório é atividade opcional
integrante do conjunto de possibilidades previstas para as atividades complementares. A
carga horária será de no máximo 30 horas semanais, desde que não haja prejuízo nas
atividades acadêmicas obrigatórias. Nos períodos de férias escolares poderão ocorrer
atividades de estágios não obrigatórios, sendo a jornada de trabalho estabelecida entre o
estagiário e a parte concedente, com interveniência da UFAL, através da Coordenação de
Estágios Curriculares do curso.
O Estágio Não-Obrigatório poderá, respeitada a Resolução nº 71/2006-CONSUNI/
UFAL, de 18 de dezembro de 2006, ser transformado em Estágio Obrigatório, mediante
parecer favorável do Colegiado de Curso, a depender da análise e apreciação da
coordenação do curso, aprovado no Colegiado do respectivo curso.
As demais providências e orientações estão previstas no manual e nas
normatizações internas de estágios do curso.

4.8.3 Integração com as redes de ensino
Como componente curricular obrigatório, o Estágio Supervisionado é o momento
em que o(a) aluno(a) vivencia a realidade profissional, na qual irá desenvolver as
competências e as habilidades fundamentais para o futuro exercício docente.
Nesse raciocínio, entende-se que refletir sobre o Estágio Supervisionado requer a atividade
anterior e/ou concomitante de eleição de uma compreensão de estágio a ser assumida,
assim como a de docente e de educação. Tradicionalmente, a atividade Estágio
37

Supervisionado, nos cursos de formação docente, efetiva-se mediante dois momentos,
quais sejam: i) a observação e ii) a regência.
Quando o Estágio Supervisionado é pensando na perspectiva da observação, alocase a formação docente no âmbito da imitação ou da reelaboração, essas na perspectiva de
uma prática docente modelar. Tal compreensão, se não oferecer outros elementos acerca da
prática, pode reduzir-se ao fazer, o qual pode reduzir-se à pura observação de docentes em
aula e à imitação daquele modelo de docência, sem uma análise crítica, fundamentada
cientificamente e legitimada na realidade social das práticas pedagógicas. A legitimidade
está ancorada nas diretrizes curriculares oficiais que orientam a educação básica, bem
como, nos fundamentos conceituais que as sustentam.
No outro extremo, o Estágio Supervisionado é, recorrentemente, também efetivado
como instrumentalização técnica, tornando-se o momento/espaço no qual são
desenvolvidas habilidades específicas à profissão – a regência, etapa na qual ocorrem as
atividades de microensino, que, normalmente, se restringem a técnicas e a metodologias.
Por esse direcionamento, o Estágio Supervisionado assume o caráter de atividade prática
instrumental, visto que leva ao criticismo vazio das práticas pedagógicas, instituindo a
separação teoria e prática.
Diferentemente dessas concepções de Estágio Supervisionado, o Curso de
Geografia (UFAL- Campus do Sertão), tendo a compreensão de educação como processo e
de docente como intelectual em processo de formação, adere à ideia de que o Estágio
Supervisionado é um campo de conhecimento e, portanto, possui estatuto epistemológico,
tornando-se uma atitude investigativa, uma atividade de pesquisa. Nesse sentido, o Estágio
Supervisionado neste Curso é uma epistemologia da prática, não simplesmente a parte
prática do curso, e tem como objetivo principal possibilitar a aproximação às práticas
didático-pedagógicas no campo de atuação profissional – as realidades educativas de
ensino e de aprendizagem das áreas da Ciência Geográfica.
Por essa conceituação, o Estágio Supervisionado passa a ser compreendido como
tematização da prática, uma atividade de teorização de atividades, a partir da inserção dos
formandos em situações de ensino e aprendizagem, para melhor compreendê-las, tomandoas como processos, que se apresentam como dados a serem analisados à luz dos estudos
realizados e em realização no Curso, fundados nos estudos da Geografia em conexão com
os estudos em educação; é o momento/espaço para a problematização na relação das
explicações existentes e dos dados novos que as práticas impõem.
38

O Estágio Supervisionado não é uma ação da Universidade na escola. Ao contrário,
é uma epistemologia da prática realizada em parceria entre a IES e escolas conveniadas, a
partir de um Programa de Estágio. Por esse ângulo, o estudante estagiário chega à escola
numa recepção planejada. O Programa de Estágio se constitui pela delimitação de ações
das partes conveniadas, a partir da elaboração de plano em conjunto, realizado a cada
semestre. A análise da prática pedagógica se realizará a partir da geração de dados através
do registro em um diário, que dará base ao desenvolvimento dos Relatórios Finais de
Atividades de Estágio.
Tomando esse aspecto como base, a partir do 6º (quinto) semestre, o (a) aluno(a)
começa a realizar atividades de Estágio Supervisionado, as quais se estendem até o último
semestre (9º), sendo realizado em escolas conveniadas das redes públicas (municipais,
estaduais ou federais), com possibilidade de realização de parte do estágio em espaços não
formais de educação.
Para atender ao que determina a legislação – Lei nº 11.788/2008 e Lei nº
2.548/2015, os professores orientadores de Estágio do Curso de Geografia são
responsáveis

pelo

encaminhamento

e

acompanhamento

efetivo

das

atividades

desenvolvidas pelos estagiários. Para tanto, as instituições de ensino para as quais serão
conduzidos os estagiários deverão estar localizadas em Delmiro Gouveia (Sede da UFAL/
Campus do Sertão) ou nos municípios próximos, onde residam também os discentes do
curso, desde que haja convênio firmado entre a UFAL e essas instituições, possibilitando,
desse modo, o acompanhamento efetivo dos estagiários por esses professores.

4.9 Atividades Teórico-Práticas Complementares/Atividades Acadêmicas CientíficoCulturais
Conforme estabelece a Resolução Nº 02 CNE/CES, o cursos de formação inicial de
professores, precisam destinar 200 (duzentas) horas de sua carga horária total para
atividades teórico-práticas de aprofundamento em áreas específicas de interesse dos/as
estudantes, as quais podem ser constituídas por:
a) seminários e estudos curriculares, em projetos de iniciação científica, iniciação à
docência, residência docente, monitoria e extensão, entre outros, definidos no projeto
institucional da instituição de educação superior e diretamente orientados pelo corpo
docente da mesma instituição;
b) atividades práticas articuladas entre os sistemas de ensino e instituições
educativas de modo a propiciar vivências nas diferentes áreas do campo educacional,
39

assegurando aprofundamento e diversificação de estudos, experiências e utilização de
recursos pedagógicos;
c) mobilidade estudantil, intercâmbio e outras atividades previstas no PPC;
d) atividades de comunicação e expressão visando à aquisição e à apropriação de
recursos de linguagem capazes de comunicar, interpretar a realidade estudada e criar
conexões com a vida social.
Assim, considerando a Resolução nº 113/95 – CEPE, de 13 de novembro de 1995
da Universidade Federal de Alagoas, o Colegiado do Curso de Licenciatura em Geografia,
de 22 de janeiro de 2014, aprovou a RESOLUÇÃO Nº 03/2014 – que normatiza as
atividades complementares do curso, estabelecendo os critérios de aferição horas
obrigatórias de Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (AACC) para os(as) alunos(as)
do Curso de Licenciatura em Geografia.
As atividades complementares são obrigatórias no processo de integralização do
curso, totalizando 200 horas, devendo ser obtidas ao longo do curso, respeitando quatro
grupos assim discriminados:
Grupo 1 – Atividades de Ensino;
Grupo 2 – Atividades de Pesquisa;
Grupo 3 – Atividades de Extensão;
A RESOLUÇÃO Nº 03/2014 do curso, constante nos anexos deste documento,
expõe didaticamente como deve ser obtida a carga horária flexível, disponível aos
discentes

e

toda

a

comunidade

acadêmica

na

página

do

curso,

a

saber:

http://www.ufal.edu.br/sertao/graduacao/geografia.

4.10 Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
O curso de Licenciatura em Geografia terá uma Comissão de Trabalho de
Conclusão de Curso (TCC), com três docentes, sendo um coordenador da comissão. Todo
o processo de escolha é realizado e aprovado pelo Colegiado de Curso. Serão normatizadas
pelo Colegiado, sob forma de Resolução (Anexa a este documento), as atribuições do
coordenador e as regras a serem seguidas no TCC. Por se tratar de um componente
curricular, o Trabalho de Conclusão de Curso não se constitui em disciplina. A pesquisa da
qual resultará o TCC deverá ser iniciada no 6° semestre do Curso, na disciplina Pesquisa
Educacional, correspondendo a 100 horas.
O TCC será acompanhado por um professor orientador e supervisionado pelo
coordenador de TCC, professor designado especialmente para essa função, a quem
40

compete ainda o encaminhamento de todos os procedimentos necessário para o adequado
desenvolvimento do trabalho pelo(a) aluno(a). A temática deverá estar relacionada ao
exercício profissional do licenciado em Geografia e seguir as normas definidas pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para elaboração de trabalhos técnicocientíficos. No 9º período, o TCC realizado pelo (a) aluno (a) será encaminhado pela
Comissão de TCC para apresentação e defesa.

4.11 Âmbito da Curricularização da Extensão: do Programa de Extensão
O Plano Nacional de Educação – PNE (2001-2011) aprovado pela Lei 10.172 de 09
de Janeiro de 2001, no capítulo que trata da Educação superior na Meta 23, aponta o dever
de Implantar o Programa de Desenvolvimento da Extensão Universitária em todas as
instituições federais de ensino superior no quadriênio de 2001-2004 e assegura que, no
mínimo, 10% do total de créditos exigidos para a graduação no ensino superior no país será
reservado para a atuação dos alunos em ações extensionistas. Nessa perspectiva a UFAL
em seu PDI (2013-2017), aponta que:
[…] as ações de extensão devem ser parte integrante dos currículos dos
cursos de graduação, assegurando, no mínimo, 10% do total de créditos
curriculares exigidos na forma de programas e projetos de extensão
universitária como preconiza a Meta 12.7 do Plano Nacional de Educação
para o decênio 2011 a 2020.

Porém, o novo PNE só entrou em vigor em 2014 e estará em vigor até o ano de
2024, reafirmando os princípios básicos da extensão em sua Meta 12.7, a qual traz a
seguinte estratégia para subsidiar a extensão:
[…] assegurar, no mínimo, dez por cento do total de créditos curriculares
exigidos para a graduação em programas e projetos de extensão
universitária, orientando sua ação, prioritariamente, para áreas de grande
pertinência social; […].

Conforme os documentos apontados acima e de acordo com a resolução nº 04 de
2018 aprovada pelo Conselho da Universidade Federal de Alagoas as práticas
extensionistas do Curso de Licenciatura em Geografia, continuarão acontecendo conforme
as demandas que foram colocadas ao longo do curso. No entanto, as ações poderão ser
materializadas por intermédio de programas, projetos, eventos, cursos, prestação de
serviços e/ou produtos, os quais deverão estar cadastradas no Sistema Integrado de Gestão
de Atividades Acadêmicas – SIGAA da pró-reitoria de Extensão – PROEX.
Pensando nas ações de extensão realizadas no e pelo curso de Licenciatura em
Geografia, cabe ressaltar que a presença da UFAL no município de Delmiro Gouveia
41

representa, dentre outras coisas, possibilidades de transformações sócio-econômicas para a
população local e regional. Essas transformações têm como base fundamental a formação
profissional de jovens e adultos da região; mas, para além disso, tais transformações
também podem e devem se dar dentro de um leque de conhecimentos e vivências que
sejam ofertados e trocados para e com a população da região – sem que necessariamente
sejam estudantes da UFAL.
Os conhecimentos produzidos na universidade devem ser compartilhados com a
sociedade em um movimento de troca, onde a universidade oferece e oportuniza formações
em diversas áreas do conhecimento e, ao mesmo tempo, considera as realidades locais para
assim seguir alimentando um fazer ciência que dialogue com os saberes e as demandas
sociais.
De acordo com informações contidas no Projeto Político Pedagógico do Curso de
Geografia – Licenciatura (2011), os indicadores sociais e econômicos do sertão de Alagoas
são os mais preocupantes do estado:
taxa de analfabetismo funcional que, em 2006, era a maior do país (69.2%),
segundo o IBGE (SÍNTESE DE INDICADORES SOCIAIS, 2007); pelo Índice
de Desenvolvimento Humano– IDH: 0,633 (IPEA, 2004), o pior do Brasil; pela
exclusão digital: 94,5% da população (PNAD, 2004), e pela insuficiente
formação/qualificação docente da rede pública municipal e estadual: 20.000
professores (CEE-AL/GAZETA DE ALAGOAS, 22/02/2007), especialmente na
região do semi-árido. (PPP do Curso de Geografia – Licenciatura, Universidade
Federal de Alagoas – Campus do Sertão, 2011. p. 5).

É importante ressaltar que além da responsabilidade e da preocupação em
contribuir na transformação dessa realidade, a Geografia – Licenciatura enquanto curso
acadêmico, tem a responsabilidade de formar professoras e professores que atuarão nas
redes de educação municipal e estadual locais.
Dessa forma, as atividades de extensão devem estar articuladas entre temas
transversais e demandas regionais, criando condições para que além da formação de
futuras e futuros docentes, a universidade cumpra sua contribuição na construção de uma
realidade diferente e melhor para a sociedade – nesse caso, sobretudo para a população do
sertão alagoano. É portanto, considerando essa realidade e as referidas orientações acerca
da extensão universitária, que vêm sendo desenvolvidos os projetos de extensão do curso
de Geografia no campus Sertão da UFAL. A seguir, listamos alguns deles:

PROJETO

DOCENTE
COORDENADOR(A)

Grupo de Extensão em Estudos de Geografia Cultural do Angela Fagna Gomes de Souza

PERÍODO DO
PROJETO
2016-2017
42

Sertão Alagoano – GEEGCSA
Centro Educacional de Xadrez do Campus do Sertão –
CEXACAS

Fernando Pinto Coelho

2018-2019

(Re)conhecendo os solos do Sertão Alagoano sob a ótica
da conservação – Curso

Flávia Jorge Lima

Fluxo continuo

Semana da Caatinga – Evento em parceria com o
IGDEMA

Flávia Jorge Lima

Fluxo continuo

Da universidade ao assentamento: um olhar sobre a
Francisca Vasconcelos Teixeira Fluxo contínuo
Reforma Agrária em Alagoas.
Projeto de extensão Pibid (Programa Institucional de
José Alegnoberto Leite Fechine
Bolsa de Iniciação à docência)

2018-2020

Observatório das escolas do/no Campo no Alto Sertão de
Leonidas de Santana Marques
Alagoas

2016-2017

Caravana de arte e cultura do Alto Sertão de Alagoas:
Leonidas de Santana Marques
identidade e sociabilidades do povo sertanejo

2016-2017

GRUPO DE ESTUDO E EXTENSÃO EM ENSINO DE
GEOGRAFIA DO SERTÃO DE ALAGOAS – Leonidas de Santana Marques
GEEEGSA

2017-2018

Título: Mundo do trabalho e a geografia: Sertão de
Alagoas e a dinâmica de acumulação de capital

Lucas Gama Lima

2018

Povos tradicionais e sementes crioulas: a construção de
um território autônomo no Sertão de Alagoas

Lucas Gama Lima

2018-2019

Ensino de Geografia e Interdisciplinaridade: A
construção de conhecimentos e socialização de
experiências didático-pedagógicas a partir das
categorias geográficas espaço, território, região,
paisagem e lugar

Ricardo Santos Almeida

2016

Os desafios e as possibilidades da produção
campesina no Assentamento Maria Bonita em
Delmiro Gouveia/AL e no Acampamento Nelson
Mandela, Água Branca/AL

Ricardo Santos Almeida

2016

Climatologia e Ensino de Geografia: o uso de
ferramentas pedagógicas alternativas como
subsídio à iniciação à docência em Delmiro
Gouveia/AL

Ricardo Santos Almeida

2016

Segundo a Resolução nº 04/2018 – CONSUNI/UFAL, no seu Art.4º, por atividade
de extensão entende-se “o processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico e
político que promove a interação transformadora entre a universidade e outros setores da
43

sociedade”. A referida Resolução tem como uma de suas bases a Política Nacional de
Extensão Universitária, onde o Fórum de Pró-Reitores das Instituições Públicas de
Educação Superior Brasileiras (2012), define a Extensão Universitária, “sob o princípio
constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão”, sendo “um
processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político que promove a interação
transformadora entre Universidade e outros setores da sociedade”.
Assim, nessa linha de pensamento, para o FORPROEX as diretrizes que devem
orientar a elaboração e execução da Extensão Universitária, são: Interação Dialógica;
Interdisciplinaridade

e

Interprofissionalidade;

Indissociabilidade

Ensino-Pesquisa-

Extensão; Impacto na Formação do Estudante e; Impacto e Transformação Social. As
referidas diretrizes, aparecem como orientadoras da Extensão universitária na Resolução
Nº. 65/2014-CONSUNI/UFAL. Ainda de acordo com o FORPROEX, as áreas que devem
nortear a sistematização das ações da Extensão são: Comunicação; Cultura; Direitos
Humanos e Justiça; Educação; Meio Ambiente; Saúde; Tecnologia e Produção e; Trabalho.
Dentre estas, o curso de Geografia – Licenciatura do campus Sertão dará ênfase no seu
programa de curricularização sobretudo às seguintes áreas: Direitos Humanos e Justiça;
Educação e; Meio Ambiente.
O nosso Programa de Curricularização da Extensão, intitulado “Geografia, saberes
e trocas: universidade, escola e comunidades locais em diálogo”, foi pensado com o
objetivo de fomentar diálogos com a sociedade de maneira a contribuir com a formação e o
desenvolvimento humano, para além da educação formal e profissionalizante. Nesse
sentido, busca-se atender tanto a demandas relacionadas à formação docente e ao ensino
escolar, como também a demandas relacionadas à reprodução social de comunidades
locais. Assim, ao mesmo tempo em que formamos discentes que serão professoras e
professores e que, consequentemente irão se deparar em suas salas de aula com os
conteúdos e temas que serão trabalhados nesse projeto, também compartilhamos,
disseminamos e trocamos saberes com a sociedade. O referido programa é composto por
dois projetos e dois eventos. Sendo interdisciplinar e interinstitucional, as ACE’s que
compõem o programa serão ministradas por docentes de áreas diversas do curso e serão
realizadas na universidade, em escolas da educação básica e em espaços comunitários.
As ACE’s estão distribuídas no ordenamento curricular da seguinte forma:
Quadro 4 – Distribuição das ACEs na Matriz Curricular dos cursos de graduação
Atividades Curriculares de Extensão – ACE

Período letivo
44

Programa de Extensão Curricularizada: NOME DO PROGRAMA
ACE 01: Projeto I – Cartografia, meio ambiente e educação:
interdisciplinaridade de saberes na formação docente

5º

ACE 02: Continuidade do Projeto I

6º

ACE 03: Projeto II – Geografia Agrária e Regional

7º

ACE 04: Continuidade do Projeto II

8º

ACE 05: Evento – EGSA ou/ Seminário de Estágio Supervisionado

9º

4.11.1 Programa de Extensão Curricularizada
Geografia, saberes e trocas: universidade, escola e comunidades locais em diálogo
Ementa Geral
Compartilhamento de conhecimentos e mediação de troca de saberes junto a
sociedade e a população local – comunidade escolar e comunidades tradicionais.
Interdisciplinaridade de saberes na formação docente. Práticas de ensino-aprendizagem.
Reflexão, formação e contribuições acerca de problemáticas sócioambientais e territoriais
relacionadas às comunidades locais. Construção e execução de projetos de extensão e de
eventos acadêmicos que reafirmem e fomentem a troca de conhecimentos entre
universidade e comunidades.
Áreas temáticas e linhas de extensão
Considerando a universidade como um espaço de formação profissional e humana,
entendemos que também é papel dela subsidiar e fomentar atividades que demarquem a
posição da universidade na busca por justiça social. Essa justiça social passa pelo
reconhecimento e garantia dos direitos humanos, do direito à vida, à terra, ao território, ao
uso comum da natureza para reprodução da vida. Nessa busca, o acesso à educação e a
reflexão sobre as formas de apreensão do espaço e de relação com a natureza e o meio,
devem estar presentes. Assim, as áreas temáticas do referido programa, são as seguintes:


Direitos Humanos e Justiça;



Educação;



Meio Ambiente

Linhas de Extensão
45



Desenvolvimento rural e questões agrárias;



Formação de professores;



Metodologias e estratégias de ensino/aprendizagem;



Organização da sociedade e movimentos sociais;



Questões ambientais.

Objetivos do Programa
Geral
Aproximar a universidade da educação básica e da população local, no intuito de
contribuir com a formação docente das e dos discentes, assim como com o
desenvolvimento social local.
Específicos
1) Enriquecer a formação docente das e dos discentes;
2) Fomentar o diálogo entre universidade e escola – Entre o ensino superior e a educação
básica;
3) Contribuir na formação educacional, intelectual e política da população local, com foco
em comunidades tradicionais.
Metodologias e Ações
Os projetos terão como ações principais atividades de interações entre universidade
e educação básica e; universidade e comunidades locais. Em diálogo e parceria com
escolas, serão realizadas atividades voltadas ao ensino-aprendizagem de Geografia e a
construção do conhecimento em torno das compreensões e representações da natureza e do
espaço geográfico. Além disso, serão realizadas atividades em comunidades locais,
voltadas à identidade, ao território e à questão agrária. Ademais, o programa também se
constitui de eventos acadêmicos, que viabilizarão a exposição e a troca de conhecimentos
acadêmicos para e com a comunidade acadêmica regional, assim como com a comunidade
escolar local.
4.11.2 Eventos
A ACE 5 consiste na construção de eventos por docentes e discentes e tem como
objetivos fomentar a interação da comunidade acadêmica interna com a comunidade
46

acadêmica externa ao campus Sertão, assim como possibilitar às/aos discentes nas suas
formações, o exercício de construção de um evento científico, oportunizando assim outras
maneiras de aprendizado.
Um dos eventos que compõem essa ACE é o Encontro de Geografia do Sertão de
Alagoas (EGSA). De histórico bianual desde a sua primeira edição em 2013, o EGSA é o
principal evento científico na área de Geografia do Sertão de Alagoas, pensado e
idealizado pelo Curso de Geografia da Universidade Federal de Alagoas – Campus do
Sertão, com sede em Delmiro Gouveia – AL. O EGSA visa, a partir da interação com
profissionais de excelência em suas áreas de atuação, discutir o contexto da Geografia além
das fronteiras da região, propiciando a todos os participantes um contato com o estado da
arte das investigações nas diversas áreas que compõem a Geografia.
Intercalado ao EGSA, o outro evento referente a ACE 5, será o Seminário de
Estágio Supervisionado, onde será discutida a prática docente nos estágios realizados por
discentes e também serão apresentados os relatórios dos referidos estágios em forma de
trabalho científico. Nesse evento, busca-se proporcionar diálogos e reflexões entre
discentes e docentes em torno da prática docente e os seus desafios.

4.11.3 Projetos de extensão
4.11.3.1 PROJETO I – CARTOGRAFIA, MEIO AMBIENTE
INTERDISCIPLINARIDADE DE SABERES NA FORMAÇÃO DOCENTE

Ementa

Objetivo Geral
Objetivos
Específicos

E

EDUCAÇÃO:

Os conceitos, temas e categorias da Cartografia e das
Geotecnologias na análise ambiental; alfabetização cartográfica; os
conteúdos de cartografia escolar e ambiental presentes nos livros
didáticos; desenvolvimento de atividades cartográficas destinadas à
produção de material didático e paradidático, voltada a
interdisciplinaridade e o saber ambiental; Saber ambiental e a
convivência com os múltiplos espaços rurais e urbanos: Educação
Ambiental como instrumento de desenvolvimento, de cidadania e
garantia de direitos; Construção e valorização coletiva de saberes
tradicionais materializados nas comunidades locais urbanas e/ou
rurais.
Reconhecer a importância da Educação Cartográfica na formação
de crianças e adolescentes e da sua contribuição na educação
ambiental.
 Mostrar as formas como a sociedade se organiza pela
aprendizagem espacial;
 Apresentar diferentes práticas pedagógicas que tomam a
47

educação cartográfica fundamental;
 Salientar como os mapas e a cartografia, enquanto imagem,
constituem um modo de educar espacialmente;
 Criar propostas pedagógicas de intervenção, a partir de
temas que derivam da educação cartográfica;
 Valorizar o conhecimento pré-existente sobre práticas
ambientalmente sustentáveis;
 Traçar caminhos metodológicos que articule saber local e o
saber científico, visando a sustentabilidade dos lugares e o
fortalecimento das inter-relações entre universidade e
sociedade;
 Contribuir com a formação interdisciplinar dos discentes do
curso de Geografia e das escolas públicas do sertão
alagoano.
O desenvolvimento da ACE 1 se dará em dois semestres. A mesma
será aplicada da seguinte forma:

Metodologia

Público-alvo

Referências

ACE 1 – 1ª Semestralidade do PROJETO I: Cartografia, Meio
Ambiente e Educação: Interdisciplinaridade de Saberes na
Formação Docente. O protagonismo do professor de Geografia na
formação cidadã. Realização de seminário, que tem por objetivo
apresentar aos discentes, bem como à comunidade acadêmica e
sociedade em geral o papel da Cartografia/Geotecnologia e
Geografia Física para o Ensino. Por meio de diálogos em sala e/ou
comunidade acerca de temas relacionados ao campo de produção da
Cartografia/Geotecnologia e Geografia Física, será construída a
trajetória da área de conhecimento bem como de sua importância
para o ensino. Serão realizadas atividades em sala de aula, na
universidade e em escolas da educação básica, de acordo com os
eixos Cartografia/Geotecnologia e Geografia Física
ACE 2 – 2ª Semestralidade do PROJETO I: Leituras e
discussões de textos que tratem da temática educação ambiental e a
representação cartográfica do tema em questão; Diálogos sobre o
papel da educação ambiental na educação básica e nos múltiplos
espaços da sociedade; Confecção de material didático sobre o tema;
Preparação de oficinas, minicursos e/ou exposições a partir do
conhecimento gestado ao longo da ACE1; Aplicação das oficinas,
minicursos e/ou exposições em uma escola do ensino básico e/ou
comunidade escolhida pelos/as discentes envolvidos na ACE 1.
Estudantes, professores/as do ensino básico da rede pública de
ensino e/ou comunidades.
ALMEIDA, Rosangela; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço
geográfico: ensino e representação. 6. ed. São Paulo: Contexto,
1998. 90 p. (Repensando o ensino.) ISBN 858513447X (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação
cartográfica na escola. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2004. 115 p.
48

(Coleção Caminhos da Geografia) ISBN 8572441700 (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). Cartografia escolar. São
Paulo: Contexto, 2007.. 224 p. ISBN 9788572443746 (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). NOVOS rumos da
cartografia escolar: currículo, linguagem e tecnologia. São Paulo:
Contexto, c 2011. 192 p. ISBN 9788572446389 (broch.).
DAMIANI, Amélia Luisa; PONTUSCHKA, Nídia Nacib;
OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de ((org.)). Geografia em
perspectiva: ensino e pesquisa. 2. ed. Contexto, c 2002. 383 p.;
ISBN 8572442030: (Broch.).
GERALDI, Corinta Maria Grisolia ((org.)). Cartografias do
trabalho docente: professor(a)-pesquisador(a). Campinas: Mercado
de Letras, 1998.. 335 p. (Leituras no Brasil) ISBN 8585725346
(broch.).
HENRIQUES, R. et al (Orgs) Educação Ambiental: aprendizes de
sustentabilidade. Brasília: SECAD/MEC, 2007.
LEFF, E. A complexidade ambiental. São Paulo: Cortez, 2003.

bibliográficas
básicas

MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia
temática. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2011.. 142 p. ISBN
9788572442183 (broch.).
NOGUEIRA, Ruth E. Cartografia: representação, comunicação e
visualização de dados espaciais. 3. ed. Florianópolis: Editora da
UFSC, 2009. 327p. ISBN 9788532804730 (broch.).
OLIVEIRA, Lívia de. A percepção da qualidade ambiental.
Cadernos de Geografia. v. 12, n. 18, p. 29-42, 2002.
PENTEADO, H. D. Meio ambiente e formação de professores. 7.
ed. São Paulo: Cortez, 2010.
PIVA, R. C. Bem ambiental. Max Limonad, 2000.
PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica e a
aprendizagem de geografia. São Paulo: Cortez, 2012. 215 p. ISBN
9788524919077 (broch.).
SACHS, I. Caminhos para o desenvolvimento sustentável. Rio de
Janeiro: Garamond, 2000. 95 p.

Referências
bibliográficas
complementare
s

SOUZA, José Gilberto de. Geografia e conhecimento cartográficos:
cartografia no movimento de renovação da geografia brasileira e a
importância do uso de mapas. São Paulo: UNESP, 2001. 162 p.
ISBN8571393524 (broch.).
ALMEIDA, J. R. de. Política e planejamento ambiental. 3. ed. Rio
de Janeiro: Thex, 2009.
BLACK, Jeremy Black. Mapas e história: construindo imagens do
passado. Bauru: EDUSC, 2005 423 p. (História) ISBN
8574602523: (Broch.).
DREW, D. Processos interativos homem-meio ambiente. 8. ed. Rio
49

de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.
FITZ, Paulo Roberto. Cartografia básica. São Paulo: Oficina de
Textos, c2008.. 143 p. ISBN 9788586238765 (broch.).
HALAL, C. Y. Ecopedagogia: uma nova educação. Revista
Educação. VXII, n.14, p. 87-103, 2009.
JOLY, Fernand. A cartografia. 14.ed. São Paulo, SP: Papirus, 2011.
112 p. ISBN 8530801156 (broch.). Classificação: 528.9
LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A. (Marli Elisa Dalmazo
de). Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo, SP:
EPU, c1986.. 99 p. (Temas básicos de educação e ensino ISBN
8512303700 (broch.).
MENEZES, Paulo Marcio Leal de; FERNANDES, Manoel do
Couto. Roteiro de cartografia. São Paulo, SP: Oficina de Textos,
2013. 288 p. ISBN 9788579750847 : (broch.).
MORALES, A. G. M. A formação dos profissionais educadores
ambientais e a universidade: trajetórias dos cursos de especialização
no contexto brasileiro. Educar em Revista. n. 34, p. 185-199, 2009.
Disponível
em:
http://www.redalyc.org/articulo.oa?
id=155013365011
PORTO, M. F. e MILANEZ, B. Eixos de desenvolvimento
econômico e geração de conflitos socioambientais no Brasil:
desafios para a sustentabilidade e a justiça ambiental, Ciência &
Saúde Coletiva, vol.14, n.6, p. 1983-1994. 2009.
SOARES, A. de A. R. Educação Ambiental no Currículo Escolar:
uma Análise do Tema Transversal Meio Ambiente. In: X Encontro
Paranaense de Educação Ambiental, Maringá. Disponível em:
http://www.linguagensdesenhadas.com/imagens/03-textos/Andrea_
XEPEA.pdf
SORRENTINO, M. et al; Educação ambiental como política
pública. Revista Educação e Pesquisa, v. 31, n. 2, p. 285-299, 2005.
ZUQUETTE, Lázaro Valentin; GANDOLFI, N. Cartografia
geotécnica. São Paulo: Oficina de Textos, c2004. 190 p. ISBN
8586238384 : (broch.).
4.11.3.2 PROJETO II – GEOGRAFIA AGRÁRIA E REGIONAL

Ementa

Objetivo Geral

Camponeses e povos tradicionais do Sertão de Alagoas. Território e
territorialidade dos povos indígenas e quilombolas; etnia e cultura.
Soberania alimentar. Conflitos por terra e território no Sertão de
Alagoas. Conhecimento científico, técnico e popular; educação
popular.
Metodologias
participativas
em
comunidade.
Assentamentos rurais e planejamento. Resistências.
Propiciar aos alunos do Curso de Geografia a possibilidade
de interlocução com camponeses e comunidades de povos
tradicionais do Sertão de Alagoas, contribuindo para a
diversificação de sua formação e ressignificação da prática
pedagógica;
50

Objetivos
específicos

Metodologia

 Aproximar a UFAL dos camponeses e comunidades de povos
tradicionais do Sertão de Alagoas, rompendo com o caráter
endógeno do conhecimento;
 Assegurar a socialização e troca entre os saberes popular e
acadêmico;
 Refletir coletivamente sobre os desafios e processos
organizativos para a permanência ou conquista da terra e do
território em meio a uma ofensiva regressiva no campo dos direitos
e da cidadania;
 Observar a manifestação cultural e de ritos e tradições para a
territorialidade dos camponeses e comunidades de povos
tradicionais.
 Desenvolver metodologias participativas;
 Elaborar material didático.
O desenvolvimento da ACE 2 se dará em dois semestres. A mesma
será aplicada da seguinte forma:
ACE 3 – 1ª Semestralidade do PROJETO II:






Levantamento de referencial teórico e dos conceitos-chave
que irão perpassar a proposta da ACE;
Reflexão teórica através de revisão bibliográfica em sala de
aula;
Apresentar e discutir a proposta e importância das
Atividades Curriculares de Extensão do Curso de
Licenciatura em Geografia do Campus do Sertão-UFAL;
Visita e realização de aulas públicas em comunidades
camponesas (assentadas de reforma agrária ou não) e em
comunidades de povos tradicionais do Sertão de Alagoas;
Realização de Seminário no interior da UFAL, construído
com a participação das comunidades, para a discussão do
ementário.

ACE 4 – 2ª Semestralidade do PROJETO II:







Levantamento de referencial teórico e dos conceitos-chave
que irão perpassar a proposta da ACE;
Reflexão teórica através de revisão bibliográfica em sala de
aula;
Apresentar e discutir a proposta e importância das
Atividades Curriculares de Extensão do Curso de
Licenciatura em Geografia do Campus do Sertão-UFAL;
Realização de visitas a comunidade e estudo da realidade
socioterritorial da comunidade;
Desenvolvimento de atividades extensionistas a partir de:
aplicação de questionários, entrevistas, seminários, minicursos, oficinas, rodas de conversas;
Elaboração de relatórios parcial e final.
51

Público-alvo

Referências
bibliográficas
básicas

Referências
bibliográficas
complementare
s

Comunidades camponesas e Povos tradicionais do Sertão de
Alagoas.
ALMEIDA, Luiz Sávio de; SILVA, Amaro Hélio Leite da (Orgs).
Índios de Alagoas: cotidiano, terra e poder. Maceió: EDUFAL,
2009.
ALMEIDA, Luiz Sávio de; LIMA, José Carlos da Silva;
NICOLAUS, Anke; SANTOS, Alexsandra Timóteo dos (Orgs).
Terra e pastoral em Alagoas: conflito e liberdade. Maceió:
EDUFAL, 2014.
BOFF, C. Como trabalhar com o povo. Rio de Janeiro: Vozes,
1986.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei n°
9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases
da educação nacional. Brasília, DF, 1996.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1987.
JACOBI, P. R. Educação, ampliação da cidadania e participação.
Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 26, n.2, jul.-dez. 2000.
LIMA, Lucas Gama; SANTOS, Flávio dos. No Semiárido de
Alagoas, a resistência germina na terra: a luta territorial em defesa
das sementes crioulas. In: Revista NERA, Presidente Prudente, ano
21, n. 41, p. 192-217, 2018.
VASCONCELOS, Francisca Maria Teixeira. Agronegócio e
disputas territoriais em Alagoas: na busca de uma aproximação
teórico-conceitual. In: Revista de Geografia (Recife), v. 34, n. 2, p.
46-55, 2017.
MELO NETO, J. F. de. Educação popular: uma ontologia. In:
SCOCUGLIA, A C.; MELO NETO, J. F. de. (Orgs.). Educação
popular: outros caminhos. João Pessoa: Editora Universitária /
UFPB, 1999.
RISTOFF, Dilvo I.; MOLL, Jaqueline; SEVEGNANI, Palmira (Orgs.).
Universidade e compromisso social. Brasília: INEP/MEC, 2006.
THIOLLENT, M. J. M. Metodologia da pesquisa-ação. 14. ed. São Paulo:
Cortez, 2005.
TAVARES, Maria das Graças Medeiros. Extensão universitária: novo paradigma
da universidade? Maceió: EDUFAL, 1997.

4.11.4 Formas de Acompanhamento e Avaliação do Programa de Extensão
Para que as e os docentes do curso acompanhem o andamento e a eficácia do
Programa de Extensão, serão utilizados os seguintes instrumentos: 1) Relatório parcial e
final de discentes matriculadas/os nas ACE’s sobre as atividades desenvolvidas e que serão
entregues às e aos docentes responsáveis; 2) Relatório final da/o docente apontando
resultados e dificuldades do/no desenvolvimento da ACE de sua responsabilidade. O
referido relatório será entregue à coordenação do curso e levado ao Colegiado para
52

apreciação e discussão, a fim de que as dificuldades que sejam de competência da
universidade, sejam (re)pensadas para melhorar a execução da ACE.

4.12 integralização do curso
Respeitadas as regulações em vigor, a integralização do curso se efetivará
admitindo-se os seguintes critérios:
Quadro 5 – Critérios para integralização do curso
DESCRIÇÃO
Tempo mínimo para conclusão do curso
Tempo máximo para conclusão do curso
Número mínimo de horas para conclusão do curso:
Disciplinas Fixas:
 Disciplinas Obrigatórias
 Disciplinas Eletivas
 Atividades Curriculares de Extensão
 Estágios Supervisionados
Atividades Acadêmico-científico-culturais
Trabalho de Conclusão de Curso

CRITÉRIO
09 semestres
13 semestres
3.540h
3.240h
2.350h
90h
400h
400h
200h
100h

4.13 Ordenamento Curricular
O curso se desenvolverá ao longo de, no mínimo, 9 (nove) e, no máximo, 13 (doze)
períodos no turno noturno. A carga horária máxima, por semestre, corresponde a 370
horas, sendo possível atingir 690 horas nos dois últimos períodos do curso. Abaixo a
Tabela 1, Tabela 2, Tabela 3, mostram a distribuição das disciplinas obrigatórias de
conteúdos específico e complementar, bem como as disciplinas eletivas, prática
pedagógica, pré-requisitos e os estágios curriculares do Curso de Geografia, com suas
respectivas cargas horárias.
Tabela 1 – Ordenamento curricular por período das disciplinas obrigatórias e
eletivas do Curso de Geografia Licenciatura – Noturno

Período

1º Período

Cód

Disciplinas

Noções
Básicas
Cartografia

Teórica

de

70

CARGA HORÁRIA
Prática
Pedagógica
como
Prática
Componente
Curricular –
PRACC
30

-

Total

100
53

Metodologia Científica

72

-

-

72

Profissão docente

30

24

-

54

Gênero e Geografia
Introdução
a
Ciência
Geográfica

30

24

-

54

62

10

-

72

264

88

-

352

Climatologia

42

12

-

54

Introdução às Tecnologias
de
Informação
e
Comunicação

72

-

-

72

Política e Organização da
Educação Básica no Brasil

72

-

-

72

60

12

-

72

34

20

-

54

280

44

-

324

44

10

-

54

34

20

-

54

72

-

-

72

72

-

-

72

-

-

54

54

34

20

-

54

256

50

54

360

34

20

-

54

72

-

-

72

40

32

-

72

-

-

54

54

50

22

-

72

TOTAL

2º Período

Teoria e Método
Geografia
Geotecnologias

em

TOTAL

3º Período

Quantificação
em
Geografia
Geografia Agrária
Desenvolvimento
e
aprendizagem
Fundamentos
SócioFilosóficos
do
Conhecimento
PRACC 1 – Geografia da
População
Geologia

TOTAL
Geografia Econômica
Gestão da Educação e do
Trabalho Escolar
Didática
4º Período

TOTAL
5° Período

PRACC 2 – Leitura e
Análise de Documentos
Cartográficos
Fundamentos das Ciências
Sociais
Eletiva I

36

-

-

36

232

74

54

360

Libras
PRACC 3 – Geografia
Urbana
Metodologia do Ensino de
Geografia
Geomorfologia I

34

20

-

54

-

-

54

54

42

30

-

72

34

20

-

54

Sociologia Contemporânea

72

-

-

72

ACE 01: Projeto I –
Cartografia, meio ambiente

20

70

-

90
54

e
educação:
interdisciplinaridade
de
saberes
na
formação
docente
TOTAL

6º Período

202

140

54

396

Estágio I

30

70

-

100

Pesquisa Educacional

36

18

-

54

Geografia do Brasil

34

20

-

54

PRACC 4 – Hidrografia
PRACC 5 – Geomorfologia
II
ACE 02: Continuidade do
Projeto I

-

-

54

54

-

-

54

54

20

70

-

90

120

178

108

406

Estágio II
PRACC 6 – Geografia
Regional
Biogeografia
PRACC 7 – Regionalização
do Espaço Mundial

30

70

-

100

-

-

54

54

34

20

-

54

-

-

54

54

Cartografia Temática

40

14

-

54

ACE 03:
Geografia
Regional

20

70

-

90

124

174

108

406

30

70

-

100

-

-

54

54

30

24

-

54

34

20

-

54

34

20

-

54

20

70

-

90

148

204

54

406

10

30

20

16

-

36

Estágio IV

30

70

-

100

Eletiva II

54

-

-

54

114

116

-

230

TOTAL

7º Período

Projeto II –
Agrária
e

TOTAL

8º Período

Estágio III
PRACC 8 – Geografia dos
Solos
Geografia de Alagoas
Geografia Regional da
América Latina
Geografia Política
ACE 04: Continuidade do
Projeto II

TOTAL

9º Período

ACE 05: Evento – EGSA
ou/ Seminário de Estágio
Supervisionado
Semiárido Brasileiro

TOTAL
TOTAL PRÁTICA PEDAGÓGICA
TOTAL CARGA HORÁRIA DO CURSO
Disciplinas Obrigatórias + Estágios

40

432
3240
2.840

Atividades Acadêmico-científico-culturais

200

Atividades Curriculares de Extensão

400

Trabalho de Conclusão de Curso

100
55

CARGA HORÁRIA TOTAL PARA INTEGRALIZAÇÃO

3.540

Tabela 2 – Disciplinas eletivas do Curso de Geografia Licenciatura – Noturno
CÓD

DISCIPLINAS

CARGA HORÁRIA
Teórica

Prática

Total

Geomorfologia do Semiárido

20

16

36

Geomorfologia do Quaternário
Tópicos Especiais em Geografia Física
Educação do Semiárido

30
26
20

24
10
16

54
36
36

Planejamento e Gestão do Território

30

24

54

30

24

54

54
30
20
30

24
16
24

54
54
36
54

20
30
340

16
24
218

36
54
558

Geografia do Campesinato e dos movimentos
socioterritoriais
História Geral e Formação Econômica do Brasil
Geografia Cultural
A Geografia dos Grandes Projetos de Desenvolvimento
Geografia do Turismo
Cartografia Escolar
Análise e Avaliação de Impacto Ambiental
Total

4.13.1 Pré-requisitos de disciplinas
O desenvolvimento da matriz curricular, por parte do (a) aluno(a), deverá seguir
uma sequência lógica e estruturada de conteúdos. Desta forma, entende-se que alguns
conteúdos devem servir de alicerce para conteúdos seguintes. Para possibilitar essa
estruturação, todos (as) discentes devem respeitar alguns pré-requisitos estabelecidos no
presente PPC e apresentados na Tabela 3.
Tabela 3 – Pré-requisitos de disciplinas obrigatórias
PERÍOD
O
2º Período
4º Período

5° Período

6º Período

7º Período

CÓD

DISCIPLINAS

PRÉ-REQUISITO

Teoria e Método em Geografia

Introdução a Ciência
Geográfica

Geotecnologias

Noções Básicas de Cartografia

Leitura e Análise de Documentos Cartográficos

Noções Básicas de Cartografia

Geografia Urbana

Introdução a Ciência
Geográfica

Metodologia do Ensino de Geografia

Teoria e Método em
Geografia/ Didática

Geomorfologia I

Geologia

Estágio I

Metodologia do Ensino de
Geografia

Pesquisa Educacional

Metodologia Científica

Hidrografia

Climatologia

Estágio II

Estágio I
56

8º Período
9º Período

Cartografia Temática

Noções Básicas de Cartografia

Geografia de Alagoas

Geografia do Brasil

Estágio III

Estágio II

Estágio IV

Estágio III

5. EMENTAS E BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR
5.1 Disciplinas Obrigatórias de Conteúdo Específico

EMENTAS: DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS
1º PERÍODO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

1º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
NOÇÕES BÁSICAS DE CARTOGRAFIA
Carga Horária
Teórica
Prática
70
30

Total
100

EMENTA
Desenvolvimento de práticas de ensino escolar sobre os conceitos e fundamentos de noções básicas de
Cartografia, possibilitando tanto uma correta leitura, análise e, interpretação de cartas e mapas de todos
os tipos, quanto uma construção de metodologias para o ensino. Utilização e manuseio de mapas e
cartas, possibilitando a compreensão destas representações gráficas, assim como a reflexão sobre a
Cartografia e o ensino de Geografia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 3. ed. São Paulo:
Contexto, 2004. 115 p.
JOLY, Fernand. A cartografia. 14.ed. São Paulo, SP: Papirus, 2011. 112 p. ISBN 8530801156 (broch.).
Classificação: 528.9 J75c Ac.43996
FITZ, Paulo Roberto. Cartografia básica. São Paulo: Oficina de Textos, c2008.. 143 p. ISBN
9788586238765 (broch.). Classificação: 528.9 F548c Ac.39759
MENEZES, Paulo Marcio Leal de; FERNANDES, Manoel do Couto. Roteiro de cartografia. São Paulo,
SP: Oficina de Textos, 2013. 288 p. ISBN 9788579750847 : (broch.). Classificação: 528.9 M541r
Ac.61623
MAGALHÃES, Wolmar Gonçalves (ORG). Noções Básicas de Cartografia/ Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão. Rio de Janeiro: 1999. Manuais Técnicos em Geociências. Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Editora: IBGE
ANJOS, Rafael Sanzio Araújo. Cartografia e Educação. V.1. 1º edição, 2008. Editora: Mapas Editora &
Consultoria.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
LONGLEY, Paul. Sistemas e ciência da informação geográfica. 3. ed. Porto Alegre: Bookman,
2013. xx, 540 p. ISBN 9788565837699 : (broch.). Classificação: 528.9 S623 2013 3.ed. Ac.61625
SOUZA, José Gilberto de. Geografia e conhecimento cartográficos: cartografia no movimento de
renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. São Paulo: UNESP, 2001. 162 p.
ISBN 8571393524 (broch.). Classificação: 528.912 S719g Ac.46400
NOGUEIRA, Ruth E. Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais. 3.
ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 2009. 327 p. ISBN 9788532804730 (broch.) Ac.45968
57

MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. 6. ed. São Paulo: Contexto,
2011.. 142 p. ISBN 9788572442183 (broch.). Classificação: 528 M385m Ac.43908.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
METODOLOGIA CIENTÍFICA
Período
Noturno

1º

Teórica
72

Carga Horária
Prática
-

Total
72

EMENTA
Conceitos básicos de metodologia científica. Linguagem científica. Fundamentos da investigação
científica. Tipos de Pesquisa. Estruturas formais e funcionais do discurso científico. Subsídios para a
produção e a interpretação de textos científicos: resumo, resenha, relatório, projetos de pesquisa.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ALVES-MAZZOTTI, A. J.; GEWANDSZNAJDER, F. O Método nas ciências naturais e sociais:
pesquisa quantitativa e qualitativa. 2 ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004;
KÖCHE, J. C. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e iniciação à pesquisa. 21 ed.
Petrópolis: Vozes, 2003.
LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em
ciências humanas. Porto Alegre: Artmed; Belo Horizonte, MG: Ed. da UFMG, 1999.
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BEUAD, S.;WEBER, F. Guia para uma pesquisa de campo: produzir e analisar dados etnográficos.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.
BERGER, P.; LUCKMANN, T. A Construção Social da Realidade: tratado de sociologia do
conhecimento. Trad. Floriano Fernandes. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1978.
BECKER, Howard S. Segredos e truques da pesquisa / Howard S. Becker; tradução, Maria Luiza X. de
A. Borges; revisão técnica, Karina Kuschnir. — Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2007.
KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. Trad. de Beatriz V. Boeira e Nelson Boeira. 9. ed.
São Paulo: Perspectiva, 2006.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 7ª
Ed. São Paulo: Atlas, 2010.
CICOUREL, A. Teoria e método em pesquisa de campo. IN: GUIMARÃES, A.Z. Desvendando
máscaras sociais. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1980.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

1º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
PROFISSÃO DOCENTE
Carga Horária
Teórica
Prática
30
24

Total
54

EMENTA
Estudo da constituição histórico-social da docência, da relação entre o professorado e o Estado no
Brasil, apreendendo o processo de feminização e profissionalização docente, bem como as influências
do mundo do trabalho sobre a formação e o processo de trabalho docente.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
COSTA, Áurea (org.). A proletarização do professor: neoliberalismo na educação. São Paulo: Instituto
José Luís e Rosa Sudermann, 2009.
COSTA, Marisa Cristina Vorraber. Trabalho docente e profissionalismo: uma análise sobre gênero,
58

classe e profissionalismo no trabalho de professoras e professores de classes populares. Porto Alegre:
Sulina, 1995.
FACCI, Marilda Gonçalves Dias. Valorização ou esvaziamento do trabalho do professor? São Paulo:
Autores Associados, 2004.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
GADOTTI, Moacir. A pedagogia da práxis. São Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2010.
GATTI, Bernadette. O trabalho docente: avaliação, valorização e controvérsias. São Paulo: Autores
Associados, 2013.
LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? – novas exigências educacionais
e profissão docente. São Paulo: Cortez, 2010.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2011.
TARDIF, Maurice; LESSARD, Claude. O trabalho docente: elementos para uma teoria da docência
como profissão de interações humanas. Petrópolis: Vozes, 2009.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

1º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GÊNERO E GEOGRAFIA
Carga Horária
Teórica
Prática
34
20

Total
54

EMENTA
Gênero, patriarcado e capitalismo: aproximações teórico-conceituais. Violências de Gênero. Divisão
sexual do trabalho; trabalho produtivo e trabalho reprodutivo. Participação das mulheres no mercado de
trabalho. Estado, políticas públicas, territorialidades e relações de gênero. Classes sociais, questões
étnico-raciais e relações de gênero. Espaço geográfico, espaço urbano e relações de gênero. Análise da
presença das mulheres e das relações de gênero nos livros didáticos. Como trabalhar as questões de
gênero, trabalho, classe, raça/etnia em sala de aula.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FEDERICI, Silvia. Calibã e a Bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Tradução: Coletivo
Sycorax,
2004.
Disponível
em:
http://coletivosycorax.org/wp-content/uploads/2016/08/CALIBA_E_A_BRUXA_WEB.pdf>.
DUBY, Georges; PERROT, Michelle. História das mulheres no ocidente. Porto [Portugal]:
Afrontamento, 1993. 623p. ISBN 9723603195 (broch: v.2).
PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. São Paulo: Contexto, 2007. 190 p. ISBN
9788572443487 (broch.).
PINSKY, Carla. Bassanezi.; PEDRO, Joana Maria (orgs). Nova história das mulheres no Brasil. São
Paulo, SP: Contexto, 2013. 555 p.
SAFFIOTI, Heleieth I. B. Gênero, patriarcado, violência. 1ºed. São Paulo: Fundação Perseu Abramo,
2004, 151p. Disponível em< https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1741437/mod_resource/content/1/
G%C3%AAnero%2C%20Patriarcado%2C%20Viol%C3%AAncia%20%20%28livro%20completo
%29.pdf>
SILVA, Joseli Maria. Gênero e sexualidade na análise do espaço urbano. Geosul, Florianópolis, v. 22, n.
44,
p
117-134,
jul./dez.
2007.
Disponível
em
<https://periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/article/view/12612/11775>
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
AÇÃO EDUCATIVA; CARREIRA, Denise. Informe Brasil – Gênero e Educação/Ação Educativa;
Denise Carreira (coord); Ecos; Centro de Referência às Vítimas da Violência do Instituto Sedes
Sapientiae; Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação. São Paulo: Ação Educativa, 2011.
59

Edição
revista
2013.
Disonível
em:
<http://acaoeducativa.org.br/wp-content/uploads/2013/10/gen_educ.pdf >.
COSTA, G. B. A. O livro didático de Geografia e as questões de gênero: algumas reflexões. Revista
Brasileira de Educação em Geografia, Campinas, v. 6, n. 11, p.323-340, jan./jun., 2016. Disponível em:
<http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/339/194>.
DEL PRIORE, Mary. Ao sul do corpo: condição feminina, maternidades e mentalidades no Brasil
Colônia. 2. ed. São Paulo: Editora da UNESP, 2009. 302p ISBN 97871399495 (broch).
GRAHAM, Sandra Lauderdale. Caetana diz não: histórias de mulheres da sociedade escravista brasileira.
São Paulo: Cia das Letras, 2005. 289 p. ISBN 8535907343.
MCCLINTOCK, Anne. Couro imperial: raça, gênero e sexualidade no embate colonial. São Paulo: Ed.
UNICAMP, 2010. 598 p. ISBN 9788526808935.
SAFFIOTI, Heleieth I. B. A mulher na sociedade de classes. São Paulo: Expressão Popular, 2013. 3. ed.
528 p.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

1º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
INTRODUÇÃO A CIÊNCIA GEOGRÁFICA
Carga Horária
Teórica
Prática
62
10

Total
72

EMENTA
Realidade, Verdade, conhecimento e ciência. Ciência e conhecimento geográfico. A dimensão espacial
da realidade. Princípios da geografia. Categorias da geografia. Paradigmas e história da geografia como
ciência. Perspectivas da geografia no mundo atual. Relação entre ciência geográfica e ensino de
geografia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ANDRADE, M. C. Geografia: ciência da sociedade. Recife: Editora Universitária, UFPE, 2008.
CASTRO. I. E. de; GOMES, P. C. de C.; CORRÊA, R. L. (Org.) Geografia: conceitos e temas. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, 1995.
MORAES, A. C. R. Geografia: pequena história crítica. 21ed. São Paulo: Annablume, 2007.
GOMES, P. C. da. Geografia e modernidade. 10ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.
SANTOS, M. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2009.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
MOREIRA, R. Pensar e ser em Geografia. São Paulo: Contexto, 2007.
MOREIRA, R. O pensamento Geográfico Brasileiro: as matrizes da renovação. São Paulo: Contexto,
2009.
MOREIRA, R. O pensamento Geográfico 3: as matrizes brasileiras. São Paulo: Contexto, 2010.
CAPEL, H. Geografia Contemporânea: ciência e filosofia. Maringá: EDUEM, 2010.
SANTOS, M. Da totalidade ao lugar: São Paulo: Edusp, 2008.
SOUZA, M. L. de. Os conceitos fundamentais da pesquisa sócio-espacial. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 2013.
2º PERÍODO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
CLIMATOLOGIA
Período
Noturno

2º

Carga Horária: 54h
60

EMENTA
Compreensão dos fundamentos meteorológicos necessários ao entendimento do clima para a Geografia.
Climatologia dinâmica. Classificações. Alterações climáticas: dinâmica natural x ação antrópica. O
clima e a agricultura. Práticas pedagógicas de elaboração de pluviômetros experimentais pelo corpo
discente com medição dos índices de pluviometria e temperatura dos municípios do alto sertão alagoano
com produção de climogramas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AYOADE, J. Introdução à climatologia para os trópicos. 18ª edição. Ed. Bertrand do Brasil, 1994.
São Paulo
CONTI, J. B. Clima e meio ambiente.São Paulo: Atual, 1998.
JONAS TEIXEIRA NERY. Glossário de Termos Técnicos em Meteorologia e Climatologia (Cód:
7036969)- Paco Editorial -2013
MENDONÇA, F & DANNI-OLIVEIRA, I.M. Climatologia – Noções básicas e climas no Brasil. Ed.
Oficina de texto, 2007.
TUCCI, CARLOS E. M. (2008). Clima e Recursos Hídricos no Brasil. Organização: Benedito Braga.
Porto Alegre – RS. Editora: Associação Brasileira de Recursos Hídricos – ABRH.
SONNEMAKER, J. B. Meteorologia 25 ver at. São Paulo: Asa, 2002.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BANNOULS, F.; GAUSSEN, H. Os climas biológicos e sua classificação. Rio de Janeiro: Boletim
Geográfico, v.176, p.545-566,1983.
VAREJÃO-SILVA, M. A. Meteorologia e Climatologia. Brasília: INMET, 2002, 550 p. (INMET –
Instituto Nacional de Meteorologia/Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
OMETTO, J. C. Bioclimatologia Vegetal. Piracicaba: Ceres. 1981, 425 p.
REICHARDT, K. e TIMM, L. C. Solo, Planta e Atmosfera: conceitos, processos e aplicações. São
Paulo: Manole, 2004, 478 p.
TUBELIS, Antônio & NASCIMENTO, Fernando José L. Meteorologia Descritiva - fundamentos e
aplicações brasileiras. São Paulo: Nobel, 1984.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
INTRODUÇÃO ÀS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO
Período
Noturno

2º

Teórica
72

Carga Horária
Prática
-

Total
72

EMENTA
Sociedade da Informação; Tecnodeterminismo; Usos Sociais da Tecnologia; Interações Sociais e
Processos Críticos; Relações de Poder na Sociedade da Informação; Novos paradigmas da convergência
tecnológica. Tecnologia e educação.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CASTELLS, M. A galáxia da internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. (3 exemplares)
CASTELLS, M. A sociedade em rede. 6. ed. São Paulo, SP: Paz e Terra, 2005. (1 exemplar)
LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro:
Ed. 34, 1993.
SOARES, Ismar de Oliveira. Uma educomunicação para a cidadania. Disponível em:
http://www.usp.br/nce/wcp/arq/textos/6.pdf; NCE-USP - Núcleo de Comunicação e Educação da
Universidade de São Paulo.
______. Comunicação / Educação: Emergência de um novo campo e o perfil de seus profissionais.
Disponível em: http://www.usp.br/nce/wcp/arq/textos/140.pdf; NCE-USP - Núcleo de Comunicação
e Educação da Universidade de São Paulo.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BERLO, D. K. O processo de comunicação: introdução à teoria e à pratica. 8. ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1996.
61

BRAGA, J. L. A sociedade enfrenta sua mídia: dispositivos sociais de crítica midiática. São Paulo:
Paulus, 2006. 341 p.
CANCLINI, N. G. A Globalização Imaginada. São Paulo: Editora Iluminuras, 2003.
PERLES, J. B. Comunicação: conceitos, fundamento e história. Porto: BOCC, 2007.
HOHLFELDT, A; MARTINO, L. C.; FRANÇA, V. V. Teorias da Comunicação: Conceitos, Escolas e
Tendências. Petrópolis: Vozes, 2015.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
POLÍTICA E ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL
Período
Carga Horária
Noturno
Teórica
Prática
Total
2º
72
72
EMENTA
Estudo da organização escolar brasileira, nos diversos níveis e modalidades da Educação Básica, no
contexto histórico, político, cultural e sócio-econômico da sociedade brasileira.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
DAVIES, Nicholas, Fundeb: a redenção da educação básica? São Paulo: Autores Associados, 2008.
FÁVERO, Osmar (Org.) A educação nas constituintes brasileiras (1823-1988). 2ª ed. Campinas, SP:
autores Associados, 2001.
LIBÂNIO, José C. Educação Escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2006.
NEVES, Lúcia Maria Wanderley. Educação e política no Brasil de hoje. 2ª ed. São Paulo, Cortez, 1999.
SAVIANI, D. Da nova LDB ao FUNDEB: por uma outra política educacional. São Paulo: Ed. Autores
Associados, 2008.
SAVIANI, D. Educação brasileira: estrutura e sistema. São Paulo: Autores Associados, 2008.
STEPHANOU, Maria; Bastos, Maria Helena Bastos. Histórias e memórias da educação no Brasil. Vol
III: o século XX.
SANTOS, Clóvis Roberto. Educação escolar brasileira: estrutura, administração, legislação. 2ª Ed., São
Paulo: Thompson, 2003. São Paulo: Cortez, 2002.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
AZEVEDO LINS, M. J. A educação como política pública. 3ª ed. Campinas/São Paulo: Autores
Associados, 2004.
BRZEZINSKKI, Iria (org.). LDB interpretada: diversos olhares que se entrecruzam. São Paulo: Cortez,
2001.
MÉSZÁROS, István. A educação para além do capital. 2ª ed. São Paulo: Boitempo, 2008. RIBEIRO,
Maria Luisa Santos. História da educação brasileira: a organização escolar. 16ª ed.Campinas, SP:
Autores Associados, 2000.
SAVIANI, D. Política e educação no Brasil. São Paulo: Ed. Cortez, 2007.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

2º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
TEORIA E MÉTODO EM GEOGRAFIA
Carga Horária
Teórica
Prática
60
12

Total
72

EMENTA
A Ciência e o pensamento moderno. Os paradigmas filosóficos e metodológicos históricos da
62

geografia. Objeto e métodos da ciência geográfica. A questão do Método nas Ciências Humanas.
Categorias e Conceitos Geográficos. Análise de livros didáticos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CAPEL SAEZ, Horácio. Geografia contemporânea: ciência e filosofia. Maringá, PR: EDUEM, 2010.
169 p.
CASTRO, Iná Elias de; CORRÊA, Roberto Lobato; GOMES, Paulo César da Costa (Orgs). Geografia:
conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
FOUREZ, Gérard. A construção das ciências: as lógicas das invenções científicas. Lisboa: Instituto
Piaget, 2008. 405 p.
GOMES, Paulo Cesar da Costa. Geografia e modernidade. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.
366 p.
LACOSTE, Yves. A geografia, isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. 19. ed. São Paulo:
Papirus, 2011 239 p.
MOREIRA, Ruy. Para onde vai o pensamento geográfico? por uma epistemologia crítica. São Paulo:
Contexto, 2006. 191 p
MOREIRA, Ruy. Pensar e ser em geografia: ensaios de história, epistemologia e ontologia do espaço
geográfico. São Paulo: Contexto, c2007.. 188 p
SILVA, Lenyra Rique. Do senso-comum à geografia científica. São Paulo: Contexto, c2004. 140 p
SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula. (Orgs.) Epistemologias do Sul. São. Paulo;
Editora Cortez. 2010. Disponível em http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digitalcamoes/pensamento-e-ciencia/2106-2106/file.html
SANTOS, Milton. Por uma geografia nova: da crítica da geografia a uma geografia crítica. 6. ed. São
Paulo, SP: EDUSP, 2004. 285 p.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: EDUSP,
2009. 384 p.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CAVALCANTI, Lana de Souza. O ensino de geografia na escola. Campinas, SP: Papirus, 2012.
CLAVAL, Paul. Terra dos homens: a geografia. São Paulo: Contexto, c2010. 143 p.
COSTA, Rogério H. da. O mito da desterritorialização: do "fim dos territórios" à multiterritorialidade. 3.
ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2007. 395 p.
COSTA, Rogério H. da. Territórios alternativos. 2. ed. São Paulo, SP: Editora Contexto, 2006.. 186 p.
CORRÊA, Roberto Lobato. Região e organização espacial. 8. ed. São Paulo: Ática, 2000. 93 p
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970
GEOGRAFIA: ciência do complexus: ensaios transdisciplinares. 2. ed. Porto Alegre: Sulina, 2008. 336
p.
LENCIONI, Sandra. Região e geografia. São Paulo: EDUSP, c1999.. 214 p.
MIGNOLO, Walter. A colonialidade de cabo a rabo: o hemisfério ocidental no horizonte conceitual da
modernidade. Disponível em
http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/sur-sur/20100624094657/6_Mignolo.pdf
QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder, Eurocentrismo e América Latina Disponível em
http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/sur-sur/20100624103322/12_Quijano.pdf
SANTOS, Milton. Da totalidade ao lugar. São Paulo: EDUSP, 2008. 170 p.
SAQUET, M. A. Abordagens e concepções de Território. São Paulo: expressão popular, 2007.
SAQUET, M. A.; SOUZA, E. B. C. de. Leituras do conceito de território e de processos espaciais. São
Paulo: expressão popular, 2009.
SAQUET, Marcos Aurélio. Leituras do conceito de território e de processos espaciais. São Paulo:
Expressão Popular, 2009. 139 p.
SOJA, Edward W. Geografias pós-modernas: a reafirmação do espaço na teoria social crítica. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 1993. 324 p.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

2º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOTECNOLOGIAS
Carga Horária
Teórica
Prática
34
20

Total
54
63

EMENTA
Fornecer ao estudante do Curso de Geografia na modalidade licenciatura, conhecimentos básicos sobre
Sensoriamento Remoto; Fotogrametria, Geoprocessamento; Sistema de Posicionamento Global – GPS
e; Sistemas de Informação Geográficas – SIG, como suportes e instrumentos de apoio a Ciência
Cartográfica por meio de seus conceitos, fundamentações e, aplicabilidades na resolução de problemas
de natureza geográficas. A utilização de programas e instrumentos laboratoriais complementam o
aspecto prático da disciplina.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
NOVO, Evlyn Márcia Leão de Moraes. Sensoriamento remoto: princípios e aplicações. 4.ed.rev. São
Paulo: E. Blucher, 2010. 387 p. ISBN 9788521204411 (broch.). Classificação: 528.8 N859s Ac.47435
MOREIRA, Maurício A. Fundamentos do sensoriamento remoto e metodologias de aplicação. 4. ed.
Vicosa [MG]: UFV, 2011.. 422 p. Classificação: 528.7 M838f 4.ed. Ac.61848
FLORENZANO, Teresa Gallotti. Iniciação em sensoriamento remoto. 3. ed.ampl. e atual. São Paulo:
Oficna de Textos, 2011.. 128 p. ISBN 9788579750168 : (broch.). Classificação: 528.8 F632i 3.ed.
Ac.43123
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
SILVA, Jorge Xavier da; ZAIDAN, Ricardo Tavares ((org.)). Geoprocessamento & meio ambiente. Rio
de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. 328 p. ISBN 9788528614893 (broch.). Classificação: 528.8 G342
Ac.46667
LANG, Stefan; BLASCHKE, Thomas. Análise da paisagem com SIG. São Paulo: Oficina de Textos,
2009. 423 p. ISBN 9788586238789 (broch.). Classificação: 528.8 L271l Ac.47609
NOVO, Evlyn Márcia Leão de Moraes. Sensoriamento remoto: princípios e aplicações. 3. ed. São
Paulo: E. Blucher, 2008. 363 p. ISBN 9788521204411 (broch.). Classificação: 528.8 N859s 3.ed.
Ac.34897
PONZONI, Flávio Jorge. Sensoriamento remoto no estudo da vegetação. São José dos Campos, SP:
Parentese, 2009. 127 p. ISBN 9788560507023 (broch.). Classificação: 528.8 P819s Ac.46062
SILVA, Ardemiro de Barros. Sistemas de informações georeferenciadas conceitos e fundamentos. São
Paulo: UNICAMP, 1999. 236 p. ISBN 9788526808966 (broch.). Classificação: 528.8 S586s Ac.61980
3º PERÍODO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

3º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
QUANTIFICAÇÃO EM GEOGRAFIA
Carga Horária
Teórica
Prática
40
14

Total
54

EMENTA
Noções básicas de estatística e probabilidade e suas aplicações na ciência geográfica. Técnicas de
quantificação à análise espacial. Técnicas para coleta, tratamento e representação gráfica de dados
geográficos. Pesquisa Quantitativa e Qualitativa nas diferentes correntes de pensamento da Geografia.
Conceitos, Métodos de Análise e validação de dados. O uso da quantificação e das representações
gráficas na sala de aula: livros didáticos e Atlas. O Projeto de Mapeamento – Levantamento e
representação de dados (econômicos, sociais, população, etc) do Brasil, Nordeste, Estado de Alagoas e
do Município de Delmiro Gouveia – Al para implementação do Atlas estatístico Municipal.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BARBETTA, Pedro Alberto. Estatística aplicada às ciências sociais. 7.ed. Florianópolis, SC: Editora da
UFSC, 1994. 315 p. (Série Didática). ISBN 9788532803962 (broch.).
COSTA NETO, Pedro Luiz de Oliveira. Estatística. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Edgard Blücher, 2002.
266 p. ISBN 8521203004 : (Broch.).
CRESPO, Antonio Arnot. Estatística fácil. 19. ed. Saraiva, 2009 218 p. ISBN 9788502081062 (broch.).
FARIAS, Alfredo Alves de; CÉSAR, Cibele Comini; SOARES, José Francisco. Introdução à estatística.
2. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S. A., 2003. xiii, 340 p. ISBN 8521612931 :
64

(Broch.).
FERNANDES, Ana Paula Lima Marques; SILVA, António Carlos Marques da. Introdução à estatística.
Maceió: EDUFAL, 2011. - 131 p. ISBN 9788571775992 (broch.).
FONSECA, Jairo Simon da; MARTINS, Gilberto de Andrade. Curso de estatística. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 1996.. 320 p. ISBN 8522414718 (broch.).
LARSON, Ron. Estatística aplicada. 4. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, c2010. xiv, 637 p. ISBN
9788576053729 (broch.).
LEVINE, David M; STEPHAN, David F.; KREHBIEL, Timothy C; BERENSON, Mark L. Estatistica:
teoria e aplicações: usando o microsoft excel. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2011. xxv, 752 p. ISBN
9788521616344 (broch.).
LEVINE, David M; STEPHAN, David F.; KREHBIEL, Timothy C; BERENSON, Mark L. Estatistica:
teoria e aplicações: usando o microsoft excel em português. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012. xxv, 804
p. ISBN 9788521620198 (broch.).
MOORE, David S; MOORE, David S. A Estatítica básica e sua prática. 5. ed. [Rio de Janeiro]: Livros
Técnicos e Científicos Editora S. A., 2011. 555 p. ISBN 9788521617907 (broch.).
MORETTIN, Luiz Gonzaga, 1941. Estatística básica: probalidade inferência. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2011 375 p. ISBN 9788576053705 (broch.).
MORETTIN, Luiz Gonzaga, 1941. Estatística básica. 6. ed. Makron Books, Pearson Education do
Brasil, 2010 540 p. ISBN 9788502081772 (broch.).
MORETTIN, Pedro A; BUSSAB, Wilton de Oliveira. Estatística básica. 8. ed. São Paulo: Saraiva,
2013.. 548 p. ISBN 9788502207998 (broch.).
PINHEIRO, J. I. D. ... [et al.]. Estatística básica: a arte de trabalhar com dados. Rio de Janeiro, RJ:
Elsevier, c2009. xv, 288 p ISBN 9788535230307 (broch.).
SPIEGEL, Murray R; STEPHENS, Larry J. Estatística. 4. ed. Porto Alegre: Bookman, 2009. 597 p. :
(Schaum) ISBN 9788577804610 : (Broch.)
TRIOLA, Mario F. Introdução à estatística. 10. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora
S. A., c2008. xxvi, 696 p. ISBN 9788521615866 (broch.).
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ABREU, João Francisco de; BARROSO, Leônidas Conceição. Geografia, modelos de análise espacial e
GIS. Belo Horizonte: PUC Minas, 2003. 231p. ISBN 8586480266 (broch.).
LEVIN, Jack; FOX, James Alan; FORDE, David R.; BONAFINI, Fernando. Estatística para ciências
humanas. 11.ed., 2. reimp. São Paulo: Prentice Hall, 2012. xviii, 458 p ISBN 9788581430812 (broch.).
FIELD, Andy P. Descobrindo a estatística usando o SPSS. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.. xix,
[688] p. (Biblioteca Artmed Métodos de pesquisa) ISBN 9788536319278 (broch.).
LAPPONI, Juan Carlos. Estatística usando excel. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, Campus, c2005. xvi,
476 p. + 1 CD-ROM. ISBN 8535215743 (broch.).
RUMSEY, Deborah. Estatística para leigos. Rio de Janeiro: 2010. Alta Books, xviii, 350 p. ISBN
9788576083870 (broch.).
SOUZA, Luiz Eduardo Simões de. Elementos de demografia econômica. São Paulo: LCTE, c2006.. 96
p. ISBN 8598257362 (broch.).

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

3º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOGRAFIA AGRÁRIA
Carga Horária
Teórica
Prática
34
20

Total
54

EMENTA
A geografia agrária no contexto da geografia humana. Perspectivas teóricas e metodológicas da
geografia agrária. Elementos constitutivos do espaço agrário. Formação histórica do espaço agrário
brasileiro. Estrutura agrária e relações de produção e de trabalho. Modernização da agricultura. Questão
agrária, reforma agrária e luta pela terra no brasil. agricultura familiar x campesinato. A questão agrária
x meio ambiente. Relação campo-cidade. Políticas públicas de desenvolvimento rural.
65

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ABRAMOVAY, Ricardo. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. 3. ed. São Paulo: UNESP,
2007. 294 p.
GUIMARÃES, Alberto Passos. Quatro séculos de latifúndio. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.
255 p.
ANDRADE, M. C. D. A terra e o homem no nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no
Nordeste. São Paulo: Cortez, 2005
GEOGRAFIA agrária, território e desenvolvimento. São Paulo: Expressão Popular, 2010. 254 p.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Bases da formação territorial do Brasil: o territorio colonial
brasileiro no "longo" seculo XVI.. São Paulo: Hucitec, 2000. 431p.
SILVA, José Graziano da. O que é questão agrária. São Paulo: Brasiliense, 1980. 109 p.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ABREU, J. Capistrano de (João Capistrano de). Caminhos antigos e povoamento do Brasil. Belo
Horizonte: Itatiaia, 1989. 164 p.
FAORO, Raymundo. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. 4. ed. Porto Alegre:
Globo, 2008.. 929 p.
FERLINI, Vera Lucia Amaral. Açúcar e colonização. São Paulo: Alameda, 2010. 267p.
FERNANDES, E. N. S. A formação agrária brasileira e alagoana: breves considerações. In: SOUZA, D.
et al. Questão social em Alagoas: expressões da sociabilidade erguida sob o comando do capital.
Maceió: Edufal, 2016
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970.
FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. 34. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 351
p.
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo: Companhia das
Letras, c 2011. 446 p.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

3º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM
Carga Horária
Teórica
Prática
72
-

Total
72

EMENTA
Estudo dos processos psicológicos do desenvolvimento humano na infância, na adolescência e na fase
adulta, seguindo as teorias da psicologia do desenvolvimento e da educação em articulação com as
concepções de aprendizagem.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BIAGGIO, Â. M. Brasil. Psicologia do desenvolvimento. Petrópolis: Vozes, 1988. FERREIRA, M.
G. Psicologia educacional: análise crítica. São Paulo, 1987.
GOULART, I. B. Psicologia da educação: fundamentos teóricos e aplicações à prática pedagógica.
Petrópolis: Vozes, 1987.
INHELDER, B. e PIAGET, J. Da lógica da criança à lógica do adolescente: ensaio sobre a construção
das estruturas operatórias formais. São Paulo: Pioneira, 1976: PIAGET, J. Seis estudos de psicologia.
Rio de Janeiro: Forense Universitária,1975.
ROSSETI – FERREIRA, (org). Rede de significações. Porto alegre: ARTMED, 2004
TURNER, Johana. Desenvolvimento Cognitivo. Rio de Janeiro, Zahar: 1976.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BEE, H. A Criança em desenvolvimento. São Paulo: Harbra, 1988
ERIKSON, E. H. Infância e sociedade. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1976
GALLANTIN, J. Adolescência e individualidade - São Paulo: Harbra, 1978. LIBÂNEO, J. C.
Psicologia social: o homem em movimento. São Paulo: Brasiliense, 1984.
VYGOTSKY, L. S. - A Formação Social da Mente - Martins Fontes, São Paulo, 1988.
66

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
FUNDAMENTOS SÓCIO-FILOSÓFICOS DO CONHECIMENTO
Período
Carga Horária
Noturno
Teórica
Prática
Total
3º
72
72
EMENTA
Reflexões sobre ciência e filosofia; os fundamentos sociológicos antropológicos do conhecimento; a
produção do conhecimento na arte, na educação e na religião; a relevância dos saberes locais e
tradicionais; racionalismo e empirismo; a questão da neutralidade na ciência e o exame de seus aspectos
objetivos e subjetivos.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CHAUI, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2005.
CYRULNIK, Boris; MORIN Edgar. Diálogo sobre a natureza humana. Lisboa: Instituto Piaget, 2004
FOUREZ, Gérard. A construção das ciências: as lógicas das invenções científicas. Lisboa: Instituto
Piaget, 2008.
YOUNG, Michael F. D. O futuro da educação em uma sociedade do conhecimento: o argumento radical
em defesa de um currículo centrado em disciplinas. Revista Brasileira de Educação. V. 16. Nº 48,
set./dez. 2011.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BOMBASSARO, L. C. As fronteiras da epistemologia: Como se produz o conhecimento. 3. ed.
Petrópolis: Vozes, 1992.
CALMERS, A. F. O Que é Ciência, Afinal? Trad. De Raul Fiker. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1997.
DUTRA, L. H. A. Introdução à teoria da ciência. Florianópolis: Editora da UFSC, 1998.
HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Escala Educacional, 2006. 151 p.
MORIN, E. Introdução ao Pensamento Complexo. Porto Alegre: Sulina; 2006.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
PRACC – GEOGRAFIA DA POPULAÇÃO
Período
Noturno

3º

Carga Horária: 54h

EMENTA
Prática de ensino das concepções sobre população na educação básica: as teorias de Malthus e Marx
sobre crescimento populacional e recursos; neomalthusianismo, teoria reformista e teoria da transição
demográfica. Como trabalhar em sala de aula a composição, estruturação e evolução da população
brasileira, a partir da população indígena e da população negra – história e territorialização. Como
proporcionar o aprendizado em sala de aula a partir dos fatos históricos e da realidade atual sobre
mobilidade espacial da população – tipos e causas das migrações; crises migratórias. Dinâmicas
demográficas e Estado; evolução demográfica brasileira: economia, política e perspectivas. Como
articular os referidos conteúdos com a análise dos tipos e períodos das migrações locais e reflexão sobre
os conteúdos presentes nos livros didáticos. Elaboração de plano de aula sobre a população local e sua
história; apresentação de mini-aulas para os próprios colegas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
DAMIANI, Amélia Luisa. População e geografia. São Paulo: Contexto, 1992. 107p.
GIAMBIAGI, Fabio. Demografia: a ameaça invisível: o dilema previdenciário que o Brasil se recusa a
encarar. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010. 198 p.
MCDONOUGH, Peter; SOUZA, Amaury de. A política de população no Brasil. Rio de Janeiro, RJ: Paz
67

e Terra, 1984. 209 p.
PONTUSCHKA, Nídia Nacib; OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de, (Org). Geografia em perspectiva:
ensino e pesquisa. São Paulo: Contexto, 2012. ISBN 9788572442039.
REIS, R. R. & SALES, T. Cenas do Brasil Migrante. São Paulo: Boitempo Editorial, 2001.
RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia
das Letras, 1995. 476 p.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ANTUNES, C. Índios de Alagoas – Documentário. EDUFAL, 1983.163 p.
FAUSTO, Boris. Negócios e ócios: histórias da imigração. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
230 p.
SANTOS, Milton. Metamorfoses do espaço habitado. São Paulo: Edusp, 2008.
SOUZA, Luiz Eduardo Simões de. Elementos de demografia econômica. São Paulo: LCTE, 2006. 96 p.
TORRES, Haroldo. COSTA, Heloisa (orgs). População e meio ambiente: debates e desafios. 2. ed.
São Paulo: SENAC, 2006. 351p.

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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

3º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOLOGIA
Carga Horária
Teórica
Prática
34
20

Total
54

EMENTA
Evolução e sistematização da Ciência Geológica. Estrutura da terra. Tectônica de placas e deriva
continental. Vulcanismo e terremoto. Tempo geológico: conceitos e princípios. Minerais e rochas.
Dinâmica externa da terra. Geologia de Alagoas. Importância do conhecimento geológico para a
sociedade.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ALMEIDA, C.N; ARAÚJO, C.; MELLO, E. F. Geologia nas Escolas de Ensino Básico: a experiência
do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Terræ Didatica, v. 11(3),
2015, p. 150- 161. Disponível em: https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v11_3/PDF11-3/Td-11391-3F.pdf
PEREIRA, M. P; ÁVILA, C. A. e LIMA, P. R.A. dos S. Minerais em Grão: Técnicas de Coleta,
Preparação e Identificação. São Paulo: Oficina de textos, 2005
POP, J. H. Geologia Geral. 5 ed. Rio de Janeiro: LTC, 1998.
PRESS, F. Para Entender a Terra. 4º Ed. Artmed, 2006
SCHUMANN, W. Guia dos minerais. São Paulo: Disal, 2008.
SUGUIO, K. e SUZUKI, U. A evolução da terra e a fragilidade da vida. São Paulo: Edgard Blucher,
2003.
TEIXEIRA, W. Decifrando a Terra. 2º Ed. IBEP Nacional, 2009.
VARGAS, T. et al. Aplicação dos conhecimentos básicos de Geologia de forma interdisciplinar nos
ensinos fundamental e médio – RJ. Interagir: pensando a extensão, Rio de Janeiro, n. 20, jan./dez. 2015,
p. 53-66. Disponível em http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/interagir/article/download/
13995/15971
WICANDER, R & MONROE, J. S. Fundamentos de Geologia. São Paulo: Cengage, 2009.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BENJAMIN, B. de B. N. Glossário de Geotectônica. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.
CAVINATO, M. L. Rochas e Minerais - Guia Prático. São Paulo: Nobel, 1998
GUERRA, A. J. T. Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. 1º Ed. Bertrand Brasil, 1997.
SALGADO-LABOURIAU, M. L. História ecológica da Terra. São Paulo: Edgard Blücher, 1994
SUGUIO, K. Geologia do Quaternário e mudanças ambientais: passado + presente = fututo?. São Paulo:
Paulo`s Comunicação e Artes Gráficas, 1999. Reimpressão 2001.
SUGUIO, K. Geologia Sedimentar. São Paulo: Edgard Blucher, 2003.
LINK:
68

http://geobank.cprm.gov.br
http://www.rc.unesp.br/museudpm/banco/index.html
4º PERÍODO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

4º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOGRAFIA ECONÔMICA
Carga Horária
Teórica
Prática
54
-

Total
54

EMENTA
Trabalho e espaço geográfico. Teorias econômicas e História da economia: aproximações. A
materialização da economia no espaço geográfico. Modo de produção capitalista e Estado. Globalização
e mundialização da economia. Reestruturação produtiva, divisão territorial do trabalho e América
Latina. Territorialidades e economias alternativas.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ANTUNES, Ricardo L. C. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho.
2.ed. São Paulo: Boitempo, 2009. 287 p. (Mundo do trabalho) ISBN 9788585934439 (broch.).
BENKO, G. Economia, espaço e globalização: na aurora do século XXI. 2. ed. São Paulo: Hucitec,
1999.
HARVEY, David. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005. 251p.
HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. 21. ed., rev. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos Editora S. A., 1986. 286 p.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Rio de Janeiro (RJ): Civilização Brasileira,
2008 – v. 4. ISBN 9788520007259.
SINGER, Paul. Introdução à economia solidária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002. 127p.
SMITH, Adam. A riqueza das nações. Investigação sobre sua natureza e suas causas. Tradução de Luiz
João Baraúna. Volume I. São Paulo: Editora Nova Cultural Ltda, 1996. ISBN 85-351-0827-0.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ANDRADE, Manuel Correia de. Formação territorial e econômica do Brasil. Recife: Fundação
Joaquim Nabuco: Massangana, 2006. 308 p.
ENGELS, Friedrich. Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em homem. In_ANTUNES,
Ricardo (Org.). A dialética do trabalho. Escritos de Marx e Engels. São Paulo: Expressão Popular, 2013.
FURTADO, Celso. A economia latino-americana: formação histórica e problemas contemporâneos. 4.
ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 494 p.
HAESBAERT, R.; PORTO-GONÇALVES, C.W. A nova des-ordem mundial. São Paulo: UNESP,
2006.
MARX, Karl. Salário, preço e lucro. In_ANTUNES, Ricardo (Org.). A dialética do trabalho. Escritos de
Marx e Engels. São Paulo: Expressão Popular, 2013.
SANTOS, Milton. Economia espacial: críticas e alternativas. 2. ed. São Paulo: EDUSP, 2003. 204p.

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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GESTÃO DA EDUCAÇÃO E DO TRABALHO ESCOLAR
Carga Horária
Teórica
Prática
Total
4º
72
72
69

EMENTA
O estudo da escola como organização social e educativa: concepções, características e elementos
constitutivos do sistema de organização e gestão do trabalho escolar, segundo os pressupostos legais
vigentes, na perspectiva do planejamento e gestão participativa.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FURLAN, M.; HARGREAVES, A. A escola como organização aprendente:
buscando uma educação de qualidade. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5.ed. Goiânia: Alternativa, 2004.
LIMA, L. C. A Escola como organização educativa. São Paulo: Cortez, 2001. PETEROSKI, H.
Trabalho coletivo na escola. São Paulo: Pioneira Thomson Lerning, 2005.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
VASCONCELOS, C. dos S. Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto políticopedagógico. São Paulo: Libertad, 2001.
VEIGA, I. P. A.; RESENDE, L. M. G. (Orgs). Escola: espaço do projeto político- pedagógico. São
Paulo: Papirus, 1998
VEIGA, I. P. A.; FONSECA, M. (Orgs.) As dimensões do projeto político- pedagógico. São
Paulo: Papirus, 2001.
VIEIRA, S. L. (Org.) Gestão da escola: desafios a enfrentar. Rio de Janeiro: DP & A, 2002.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

4º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
DIDÁTICA
Carga Horária
Teórica
Prática
40
32

Total
72

EMENTA
Estudo da prática pedagógica vigente e dos fundamentos da docência, considerando a evolução da
didática na perspectiva sócio-histórica e metodológica. Abordagens contemporâneas da Didática e sua
problematização a partir do cotidiano da sala de aula como espaço para ensinar e aprender.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ANDRÉ, M. E. Alternativas no ensino de didática. Campinas, SP: Papirus, 1997.
CANDAU, V. M. A didática em questão. Petrópolis, R J: Vozes, 1984.
CANDAU, V. M. Rumo a uma nova didática. Petrópolis, RJ: Vozes, 1984.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
LIBÂNEO, J. C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. São
Paulo: Cortez, 1985.
MAZETTO, M. T. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1997.
VEIGA, Ilma Passos de Alencastro. Repensando a Didática. São Paulo, Papirus: 1996.
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INFORMAÇÕES BÁSICAS
PRACC – LEITURA E ANÁLISE DE DOCUMENTOS CARTOGRÁFICOS
Período
Noturno
4º
Carga Horária: 54h
EMENTA
Práticas de ensino voltadas às representações cartográficas enquanto texto: percepção, subjetividade e
abstração do espaço: os mapas mentais. Legendas e símbolos: codificação e reinterpretação do espaço.
70

Como trabalhar na educação básica a escala, percepção do espaço e construção de espacialidades.
Construção de metodologias para o ensino das coordenadas geográficas e UTM e o processo de
localização, dimensionamento e correlação de fenômenos; localização e orientação enquanto habilidades
básicas. A Cartografia escolar e Ensino de Geografia: Leitura, análise e interpretação de documentos
cartográficos. A cartografia digital: princípios e aplicações práticas e análise de imagens satélites.
Interpretação planimétrica e altimétrica da superfície e representação de eventos geográficos com uso de
Cartas Topográficas. O uso dos mapas na sala de aula: Livros Didáticos e Atlas. O Projeto Cartográfico
– Construção de atividades para uso na educação básica, visando o desenvolvimento de habilidades
espaciais: maquetes, mapa do corpo, mapa da sala de aula, relógio de sol, batalha naval, mapas mentais,
croquis etc.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ALMEIDA, Rosangela; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 6. ed. São
Paulo: Contexto, 1998. 90 p. (Repensando o ensino.) ISBN 858513447X (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 3. ed. São Paulo:
Contexto, 2004. 115 p. (Coleção Caminhos da Geografia) ISBN 8572441700 (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007.. 224 p. ISBN
9788572443746 (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). NOVOS rumos da cartografia escolar: currículo, linguagem e
tecnologia. São Paulo: Contexto, c 2011. 192 p. ISBN 9788572446389 (broch.).
DAMIANI, Amélia Luisa; PONTUSCHKA, Nídia Nacib; OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de ((org.)).
Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. 2. ed. Contexto, c 2002. 383 p. ; ISBN 8572442030:
(Broch.).
GERALDI, Corinta Maria Grisolia ((org.)). Cartografias do trabalho docente: professor(a)pesquisador(a). Campinas: Mercado de Letras, 1998.. 335 p. (Leituras no Brasil) ISBN 8585725346
(broch.).
MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2011..
142 p. ISBN 9788572442183 (broch.).
NOGUEIRA, Ruth E. Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais. 3. ed.
Florianópolis: Editora da UFSC, 2009. 327p. ISBN 9788532804730 (broch.).
PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de geografia. São Paulo: Cortez,
2012. 215 p. ISBN 9788524919077 (broch.).
SOUZA, José Gilberto de. Geografia e conhecimento cartográficos: cartografia no movimento de
renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. São Paulo: UNESP, 2001. 162 p.
ISBN8571393524 (broch.).
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BLACK, Jeremy Black. Mapas e história: construindo imagens do passado. Bauru: EDUSC, 2005 423 p.
(História) ISBN 8574602523: (Broch.).
FITZ, Paulo Roberto. Cartografia básica. São Paulo: Oficina de Textos, c2008.. 143 p. ISBN
9788586238765 (broch.).
JOLY, Fernand. A cartografia. 14.ed. São Paulo, SP: Papirus, 2011. 112 p. ISBN 8530801156 (broch.).
Classificação: 528.9
LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A. (Marli Elisa Dalmazo de). Pesquisa em educação: abordagens
qualitativas. São Paulo, SP: EPU, c1986.. 99 p. (Temas básicos de educação e ensino ISBN 8512303700
(broch.).
MENEZES, Paulo Marcio Leal de; FERNANDES, Manoel do Couto. Roteiro de cartografia. São Paulo,
SP: Oficina de Textos, 2013. 288 p. ISBN 9788579750847 : (broch.).
ZUQUETTE, Lázaro Valentin; GANDOLFI, N. Cartografia geotécnica. São Paulo: Oficina de Textos,
c2004. 190 p. ISBN 8586238384 : (broch.).
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Período
Noturno

4º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
FUNDAMENTOS DAS CIÊNCIAS SOCIAIS
Carga Horária
Teórica
Prática
50
22

Total
72
71

EMENTA
Reflexões acerca das Ciências Sociais, contextualizando o período histórico que justificou o seu
surgimento. Abordagens das diferentes vertentes teóricas e metodológicas dos clássicos das Ciências
Sociais, sobre a constituição da sociedade, na sua complexa estruturação. Debate sobre as grandes
questões da contemporaneidade como: pós-colonialismo, questões étnico raciais, de gênero e a questão
ambiental, inerente ao pensamento contemporâneo nas suas variadas dimensões.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
DURKHEIM, E. As Regras do Método Sociológico. Trad. Martin Claret, São Paulo: Ed. Martin Claret,
2008.
DURHKHEIM, E. O suicídio. São Paulo: Ed. Martin Claret, 2008.
MARX, K. A Ideologia Alemã. Tradução, Castro e Costa, L. C. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
WEBER, M. Ciência & Política duas Vocações. São Paulo: Cultrix, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
GIDDENS, A. A Constituição da Sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
GIDDENS, A. As consequências da Modernidade. Tradução Raul Fiker, São Paulo, ed. Unesp, 1991.
HALL, S. A Identidade Cultural na Pós Modernidade. Tradução, Tomaz Tadeu da Silva, Guaracira
Lopes Louro. 11 ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
LEFF, E. Saber ambiental – sustentabilidade, racionalidade, complexidade, poder. 2ª Ed. RJ: Petrópolis:
2001.
MUNANGA. K. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra:
Autentica 2004.
SACHS, I. Sociedade, Cultura e Meio Ambiente. In. Mundo & Vida, v. 2, n. 1, 2008, p. 07-13.
5º PERÍODO
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

5º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
LIBRAS
Carga Horária
Teórica
Prática
34
20

Total
54

EMENTA
Estudo da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), da sua estrutura gramatical, de expressões manuais,
gestuais e do seu papel para a comunidade surda.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FERREIRA BRITO, L. Por uma gramática das línguas de sinais. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro,
1995.
GOES, M. C. R. Linguagem, surdez e educação. Campinas, Autores Associados,
1996.
QUADROS, R. M. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais.
BRASÍLIA, SEESP/MEC, 2004.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
SACKS, O. Vendo vozes: uma jornada pelo mundo dos surdos. Rio de Janeiro: Imago, 1990.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
PRACC – GEOGRAFIA URBANA
Período
72

Noturno

5º

Carga Horária: 54h

EMENTA
Prática de ensino-aprendizagem de concepções sobre geografia urbana, cidade, urbanização e história
urbana. Debate sobre a construção do espaço urbano e os territórios das cidades, regiões, hierarquias e
redes urbanas. Tratamento teórico-prático acerca de mobilidade, relação campo-cidade, além de culturas
urbanas, espaços simbólicos e globalização. Como trabalhar geografia urbana no contexto da sala de
aula e de atividades pedagógicas relacionadas a trabalhos de campo.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CARLOS, A. F. A. A (re)produção do espaço urbano. São Paulo: Edusp. 2008.
CARLOS, A. F. A.; SOUZA, M. L. de; SPOSITO, M. E. B. (Org.). A produção do espaço urbano:
agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, 2011.
CORRÊA, R. L. Estudos sobre a rede urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006.
SANTOS, M. A urbanização Brasileira. 5ed. São Paulo: Edusp.
VILLAÇA, F. Espaço Intra-urbano no Brasil. São Paulo: Studio Nobel, FAPESP, Lincoln Institute,
2001.
CAVALCANTI, L. de S. A geografia escolar e a cidade: Ensaios sobre o ensino de geografia para a vida
urbana cotidiana. Campinas: Papirus, 2008.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CLARK, D. Introdução à geografia urbana. São Paulo: DIFEL, 1985.
CORRÊA, R. L. O espaço urbano. São Paulo: Ática, 1989, p. 94. Série Princípios nº 174.
MUMFORD, Lewis. A cidade na História. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
SANTOS, Milton. Manual de Geografia Urbana. São Paulo: Edusp, 2008.
SOUZA, Marcelo Lopes de. Mudar a cidade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
PENTEADO, Heloisa Dupas. Metodologia do ensino de historia e geografia. São Paulo: Cortez, 1990.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

5º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
METODOLOGIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA
Carga Horária
Teórica
Prática
42
30

Total
72

EMENTA
A Geografia como conhecimento escolar: métodos, metodologias e técnicas. Constituição histórica do
ensino de geografia na educação básica. O papel da geografia na escola do século XXI. Prática de ensino
de geografia: seleção de conteúdos, planejamento pedagógico e avaliação da aprendizagem. Propostas
didático-pedagógicas para a disciplina Geografia no ensino fundamental. O ensino de geografia e a
aprendizagem em geografia. Epistemologia da geografia e geografia escolar: conceitos e categorias.
Tecnologias da informação e comunicação e prática de ensino de geografia. As orientações curriculares
de Geografia decorrentes das políticas educacionais. O livro didático de Geografia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CAVALCANTI, L. de S. O ensino de geografia na escola. Campinas, SP: Papirus, 2012.
CARVALHO, M. I. da S. de S. Fim de século: a escola e a geografia. 2.ed. Ijuí: Unijuí, 2004.
CASTELLAR, S. M. V.; VILHENA, J. Ensino de geografia. São Paulo: CENGAGE Learning, 2010.
CASTRO, I. E.; CORRÊA, R. L.; GOMES, P. C. C. (Org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de
Janeiro: Bertrand Brasil, c1995
OLIVEIRA, A. U. (org.). Para onde vai o ensino de Geografia? São Paulo: Contexto, 1989.
REGO, N.; CASTROGIOVANNI, A. C.; KAERCHER, N. A. (org.). Geografia: práticas pedagógicas
para o ensino médio. Porto Alegre: Artmed, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ALMEIDA, R. D. de. O espaço geográfico: ensino e representação. São Paulo: Contexto, 1989.
ALMEIDA, R. D. (org.). Novos rumos da cartografia escolar: currículo, linguagem e tecnologia. São
Paulo: Contexto, c2011.
73

CARLOS, A. F. A. (org.). A geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1999.
DAMIANI, A. L.; PONTUSCHKA, N. N.; OLIVEIRA, A. U. de (org.). Geografia em perspectiva:
ensino e pesquisa. 2. ed. Contexto, 2002.
LACOSTE, Y. A geografia, isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. 12. ed. Rio de Janeiro:
Papirus, 2006.
LUCKESI, C. Avaliação da aprendizagem escolar. 17. ed. Cortez, 2005.
MOREIRA, Ruy. O que é geografia. 2.ed. São Paulo: Brasiliense, 2010.
PASSINI, E. Y. Prática de ensino de geografia e estágio supervisionado. São Paulo: Contexto, 2007.
PASSINI, E. Y. Alfabetização cartográfica e aprendizagem em geografia. São Paulo: Cortez, 2012.
SOUZA, J. G.; KATUTA, A. M. Geografia e conhecimento cartográficos: cartografia no movimento de
renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. São Paulo: UNESP, 2001.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

5º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOMORFOLOGIA I
Carga Horária
Teórica
Prática
34
20

Total
54

EMENTA
Desenvolvimento e natureza da Geomorfologia. Teorias geomorfológicas. Geomorfologia estrutural:
conceito. Fatores endógenos e o papel da estrutura geológica na evolução do relevo. Os grandes
conjuntos estruturais do relevo terrestre. Introdução a Geomorfologia Climática. Cartografia
Geomorfológica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CASSETI, Valter. CARTOGRAFIA GEOMORFOLÓGICA. Disponível em:
https://observatoriogeogoias.iesa.ufg.br/up/215/o/Casseti_valter_cartografia_geomorfol_gica.pdf
CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia. 1ª Ed. Edgard Blucher, 1980.
CUNHA, S. B. da.; GUERRA, A. J. T. Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. 2ºed.
Bertrand Brasil, 1995.
CUNHA, S. B. da.; GUERRA, A. J. T. Geomorfologia e Meio Ambiente. 1º Ed. Bertrand Brasil, 1996.
FLORENZANO, T. G. Geomorfologia: Conceitos e técnicas atuais. 1º Ed. Oficina de Textos, 2008.
JATOBÁS, L.; LINS, R. C. Introdução à geomorfologia. 5ª Ed. Recife: Bagaço,
ROCHA, P. C. (Orgs). Geomorfologia: aplicação e metodologia. São Paulo: Expressão Popular/UNESP,
2008.
SUGUIO, K. A Importância da Geomorfologia em Geociências e Áreas Afins. Revista Brasileira de
Geomorfologia, v. 1, n. 1. p. 80-87. 2000. Disponível em:
http://www.lsie.unb.br/rbg/index.php/rbg/article/view/72/64
TEIXEIRA, W. Decifrando a Terra. 2º Ed. IBEP Nacional, 2009.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BENJAMIN, B. de B. N. Glossário de Geotectônica. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.
CUNHA, Sandra Baptista da; (Org). Geomorfologia do Brasil. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 2010
GUERRA, A. J. T. Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. 1º Ed. Bertrand Brasil, 1997.
ROSS, J. L. S. Geomorfologia: ambiente e planejamento. São Paulo: Contexto, 1990.
SUGUIO, K. Geologia Sedimentar. São Paulo: Edgard Blucher, 2003.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

5º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
SOCIOLOGIA CONTEMPORÂNEA
Carga Horária
Teórica
Prática

Total
74

72

-

72

EMENTA
Refletir sobre a problemática da construção do conhecimento sociológico contemporâneo: culturas e
sociedades. Compreender a racionalidade constitutiva do pensamento moderno dentro da perspectiva
local/global. Enfocando de maneira privilegiada, os debates fecundos sobre pós-colonialismo, questões
identitárias, modernidade e pós-modernidade. Igualmente, propõem-se discutir a partir de tais
pensamentos, as relações entre dominação, poder e violência simbólica, bem como, as formas de
participação coletiva e organização social na contemporaneidade e diálogos com a educação.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Tradução de Fernando Tomaz. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
1989.
GIDDENS, A. As consequências da Modernidade. Trad. De Raul Fiker, São Paulo: Unesp, 1991.
LANDER, Edgard(org). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais: perspectivas latino
americanas. Buenos Aires, 2005.
ORTIZ, R. Cultura brasileira e identidade nacional. São Paulo: Brasiliense, 2012.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BECK, Ulrich; GIDDENS, Anthony; LASH, Scott. Modernização reflexiva: política, tradição e estética
na ordem social moderna. Tradução: Magda Lopes. São Paulo: Editora da Universidade Estadual
Paulista, 1997, p. 11-71.
ELIAS, Norbert, O Processo Civilizador, 2 vols. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
FERNANDES, Florestan. A integração do negro na sociedade de classes. São Paulo: Globo, 2008. 2v
Classificação: 326(81) F363i Ac.39479.
NOGUEIRA, M. Alice; CATANI, Afrânio. (Orgs.) Escritos de Educação, 9. Ed. Petrópolis, Rio de
Janeiro: Vozes, 2007.
SANTOS, B. S. S. Epistemologia do Sul. São Paulo: Cortez, 2010.
SAID, E. Orientalismo Como Invenção do Ocidente. Tradução, Losaura Eichenberg. São
Paulo:Companhia das Letras, 2007.
6º PERÍODO
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

6º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
ESTÁGIO I
Carga Horária
Teórica
Prática
30
70

Total
100

EMENTA
Concepções de formação de professores e as bases do estágio supervisionado. A profissão, a
profissionalização de professor de Geografia e seus espaços de atuação. A escola, o projeto pedagógico,
a organização e a dinâmica escolar. As observações da escola-campo de estágio e da sala de aula de
geografia.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CAVALCANTI, L. de S. O ensino de geografia na escola. Campinas, SP: Papirus, 2012.
PASSINI, E. Y. Prática de ensino de geografia e estágio supervisionado. São Paulo: Contexto, 2007.
VEIGA, I. P. A.; RESENDE, L. M. G. Escola: espaço do projeto político-pedagógico. 7. ed. Campinas:
Papirus, 2003.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ALMEIDA, J. P. Estágio supervisionado: contribuições na formação do professor de geografia. Maceió:
Edufal, 2015.
CANDAU, V. M. (org.). Reinventar a escola. Petrópolis: Vozes, c2000.
GADOTTI, M.; ROMÃO, J. E. (org.). Autonomia da escola: princípios e propostas. 6. ed. São Paulo:
Cortez, 2004.
LIBÂNEO, J. C.; OLIVEIRA, J. F.; TOSCHI, M. S. Educação escolar: políticas, estruturas e
75

organização. 4. ed. Cortez, 2007.
VEIGA, I. P. A.; FONSECA, M. (org.). As dimensões do projeto político-pedagógico: novos desafios
para a escola. 4. ed. Papirus, 2001.
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Período
Noturno

6º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
PESQUISA EDUCACIONAL
Carga Horária
Teórica
Prática
36
18

Total
54

EMENTA
Estudo das diferentes abordagens teórico-metodológicas da pesquisa em educação, compreendendo as
fontes e etapas de produção do projeto de pesquisa educacional visando a elaboração do Trabalho de
Conclusão de Curso (anteprojeto de pesquisa).
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
GERALDI, C. M.; FIORENTINI, D.; PEREIRA, E. (Orgs). Cartografia do trabalho docente:
professor(a)-pesquisador(a). Campinas/SP: Mercado das Letras, 1998.
LAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do saber. Porto Alegre: ARTMED, 1999.
MINAYO, M. C. S. (Org). Pesquisa social. Petrópolis: Vozes, 1999.
SANTOS-FILHO, José e GAMBOA, Silvio. (Orgs.) Pesquisa educacional: quantidade-qualidade. SP:
Cortez, 1995.
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ANDRÉ, Marli E. D. A. Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 1995.
FAZENDA, Ivani (Org.) Metodologia da pesquisa educacional. SP: Cortez, 1989.
FAZENDA, Ivani A. Novos enfoques da pesquisa educacional. SP: Cortez, 1992.
GATTI, Bernadete. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília: Plano, 2002.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
ZAGO, Nadir; CARVALHO, Marilia Pinto de; VILELA, Rita Amélia Teixeira (Org.). Itinerários de
pesquisa: perspectivas qualitativas em sociologia da educação. 2. ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2011.
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Período
Noturno

6º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOGRAFIA DO BRASIL
Carga Horária
Teórica
Prática
34
20

Total
54

EMENTA
Organização do espaço brasileiro. A população brasileira: povoamento, crescimento, estrutura,
distribuição e mobilidade espacial do trabalho. O espaço econômico brasileiro: condições e
características da infraestrutura econômica, organização, funcionamento e problemas; relações sociais de
produção e mercado. A estrutura agrária brasileira. O Brasil urbano. Problemas ambientais brasileiros.
Participação na Divisão Internacional do Trabalho. Periferia, Dependência e Subimperialismo.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ANDRADE, M. C. de. A questão do território no Brasil. São Paulo-Recife: Hucitec/Ipespe, 1995.
ANDRADE, M. C. de. Formação territorial e econômica do Brasil. Recife: Fundação Joaquim Nabuco,
2006.
ANDRADE, M. C. de. O Nordeste e a questão regional. São Paulo: Ática, 1988.
CASTELLAR, S.; VILHENA, J. Ensino de Geografia. São Paulo: CENGAGE Learning, 2010.
COSTA, W. M. da. O estado e as políticas territoriais no Brasil. São Paulo: Contexto, 1988.
76

FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
HOLANDA, S. B. de. Raízes do Brasil. 3.ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
MORAES, A. C. R.. Bases da formação territorial do Brasil: o território colonial brasileiro no longo
século XVI. São Paulo: Hucitec, 2000.
MORAES, A. C. R. Geografia Histórica do Brasil: capitalismo, território e periferia. São Paulo:
Annablume, 2011.
SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L.. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de
Janeiro: Record, 2012.
ROSS, J. L. S.. Geografia do Brasil. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2011.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ALMEIDA FILHO, N. Desenvolvimento e dependência: cátedra Ruy Mauro Marini. Brasília: Ipea,
2013. Disponível em: file:///C:/Users/Usuario/Downloads/Livro_Desenvolvimento%20e%20depend
%C3%AAncia.pdf
MOREIRA, R. Formação espacial brasileira: contribuição crítica aos fundamentos espaciais da
geografia do Brasil. Rio de Janeiro: Consequência, 2014.
CHARLOT, B. Relação com o saber, formação dos professores e globalização: questões para a
educação hoje. Porto Alegre, Artmed, 2005.
FREYRE, G. Casa Grande e Senzala. São Paulo: Global, 2006.
FREYRE, G. Sobrados e Mocambos. São Paulo: Global, 2003.
BECKER, B. K. Geopolítica da Amazônia. In: Revista Estudos Avançados, v. 19, n. 53, 2005.
Disponível em: http://www.revistas.usp.br/eav/article/view/10047/11619
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
PRACC – HIDROGRAFIA
Período
Noturno

6º

Carga Horária:54h

EMENTA
Como elaborar maquetes artesanais de bacias hidrográficas pelos alunos da disciplina para o ensino
básico. Como caracterizar os acidentes geográficos da bacia com sinalização na maquete. Como
trabalhar em grupo os aspectos ambientais, físicos e climatológicos da bacia. Apresentação das
maquetes com exposição temática no Campus da universidade. Análise da camada líquida superficial
da Terra. Origem, transformações, distribuição geográfica do elemento líquido. Interações físicas,
químicas, biológicas e antrópicas e seus reflexos locais e globais.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos.6. ed.
Campinas/SP: Papirus, 2004.
CAVALCANTI, Lana de Souza, (Org). Temas da geografia na escola básica. Campinas, SP: Papirus,
2015
MARIANO DA R., J. S. Manual de manejo integrado de bacias hidrográficas. Santa Maria/RS: UFSM,
1991.
MACHADO, Carlos José Saldanha (Org.). Gestão de águas doces. Rio de Janeiro: Interciência, 2004.
MIRANDA, L. B. de; CASTRO, B. M. Princípios de oceanografia física de estuários. São Paulo:
Edusp, 2002.
POLETO, CRISTIANO. Bacias Hidrográficas e Recursos Hídricos. Editora Interciência, 2013.
ROSA, L. P.; SIGAUD, L.; MIELINK, O. Impactos de grandes projetos hidroelétricos e nucleares:
aspectos econômicos, tecnológicos, ambientais e sociais. São Paulo: Marco Zero, 1998.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
STRASKRABA, M.; TUNDISI, J. G. Diretrizes para o gerenciamento de lagos: gerenciamento
da Qualidade da Água em Represas. Vol. 9, São Carlos: ILEC, 2000.
REBOUÇAS, A.; TUNDISI, J. G. Águas doces no Brasil: capital ecológico, uso e conservação.
São Paulo: Escrituras, 2000.
SCHIEL, Dietrich, MASCARENHAS, Sérgio, VALEIRAS, Nora & SANTOS, Sílvia A. M.
(Orgs.). O estudo de bacias hidrográficas: Uma estratégia para educação ambiental. São Carlos:
77

RIMA, 2003.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
PRACC – GEOMORFOLOGIA II
Período
Noturno

6º

Carga Horária: 54H

EMENTA
Práticas e saberes sobre os principais sistemas erosivos da paisagem terrestre. As regiões
morfoclimáticas e sua classificação. Como abordar os aspectos morfoclimáticos do Nordeste
brasileiro a partir da articulação do saber local e científico. Fundamentos de geomorfologia fluvial:
construindo estratégias de ensino para a educação básica. Período Quaternário e as mudanças da
paisagem no Brasil. Antropogeomorfologia. Análise e reflexão sobre o conteúdo de Geomorfologia
nos livros didáticos da educação básica. Como desenvolver metodologias e materiais didáticos para
o ensino de geomorfologia na educação básica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 6. ed.
Campinas/SP: Papirus, 2004.
CAVALCANTI, Lana de Souza, (Org). Temas da geografia na escola básica. Campinas, SP: Papirus,
2015
CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia. 1ª Ed. Edgard Blucher, 1980.
CUNHA, S. B. da.; GUERRA, A. J. T. Geomorfologia: uma atualização de bases e conceitos. 2ºed.
Bertrand Brasil, 1995.
CUNHA, S. B. da.; GUERRA, A. J. T. Geomorfologia e Meio Ambiente. 1º Ed. Bertrand Brasil, 1996.
FLORENZANO, T. G. Geomorfologia: Conceitos e técnicas atuais. 1º Ed. Oficina de Textos, 2008.
JATOBÁS, L.; LINS, R. C. Introdução à geomorfologia. 5ª Ed. Recife: Bagaço, 2008.
KIMURA, Shoko. Geografia no ensino básico: questões e propostas. São Paulo: Contexto, 2009
OLIVEIRA, A. O. S A. Contribuição teórico-metodológica para o ensino de Geomorfologia. 2010.
299 f. Tese (Doutorado em Geografia) - Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências e
Tecnologia
–
UNESP,
Presidente
Prudente,
SP,
2010.
Disponível
em
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/105065/oliveira_aosa_dr_prud.pdf;jsessionid=ED740
61F55AC57133508F218D78D9A77?sequence=1
RIBEIRO, S. C. ETNOGEOMORFOLOGIA SERTANEJA: proposta metodológica para a classificação
das paisagens da sub-bacia do rio Salgado/CE. Tese de Doutorado. Rio de Janeiro: UFRJ/PPGG, 2012.
278 p. Disponível em: http://objdig.ufrj.br/16/teses/786204.pdf
ROSS, J. L. S. Geomorfologia: ambiente e planejamento. São Paulo: Contexto, 1990.
SOUZA, C. J. O.; VALADAO, R. C. . Visualização e representação espaciais no ensino de geomorfologia.
TERRÆ
DIDATICA,
v.
09,
p.
105-113,
2013.
Disponível
em:
https://www.ige.unicamp.br/terraedidatica/v9_2/PDF92/Td76-Souza.pdf
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CUNHA, Sandra Baptista da; (Org). Geomorfologia do Brasil. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
2010
GUERRA, A. J. T. Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. 1º Ed. Bertrand Brasil, 1997.
NUNES, J. O. R.; ROCHA, P. C. (Orgs). Geomorfologia: aplicação e metodologia. São Paulo:
Expressão Popular/UNESP, 2008.
SUGUIO, K. Geologia Sedimentar. São Paulo: Edgard Blucher, 2003.
SUGUIO, K. Geologia do Quaternário e mudanças ambientais: passado + presente = futuro? São
Paulo: Paulo`s Comunicação e Artes Gráficas,
SALGADO-LABOURIAU, M. L. História ecológica da Terra. São Paulo: Edgard Blücher, 1994
TEIXEIRA, W. Decifrando a Terra. 2º Ed. IBEP Nacional, 2009.
7º PERÍODO
78

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

7º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
ESTÁGIO II
Carga Horária
Teórica
Prática
30
70

Total
100

EMENTA
Preparação, execução e avaliação de projeto de ensino/aprendizagem. Vivência direta da prática de
ensino em Geografia, através da regência de classe nos anos finais do Ensino Fundamental.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CANDAU, V. M. (org). Reinventando a escola. Petrópolis: Vozes, 2000.
CASTROGIVANNI, A. Et al (org). Geografia em sala de aula. Porto Alegre: AGB, 1998.
CAVALCANTI, L. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002.
OLIVEIRA, A. U. (org). Para onde vai o ensino de geografia?. São Paulo: Contexto, 1989.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CARLOS, A. F. A.; OLIVEIRA, A. U. (org). Reformas no mundo da educação. Parâmetros Curriculares
e Geografia. São Paulo: Contexto, 1999.
CARVALHO, M. I. Fim de século: a escola e a Geografia. 2.ed. Ijuí: Unijuí, 2003.
KAERCHER, N. A. Iconoclastia constante na (de) formação de professores de Geografia. IN: DALLA
ZEN, M. I. H.; SOUZA, N. G. S. de. Práticas de ensino na UFRGS. Porto Alegre: UFRGS, 2002.
MOREIRA, A. F. B. (org). Currículo: questões atuais. 2.ed. Campinas: Papirus, 2000.
PONTUSCHKA, N. N.; OLIVEIRA, A. U. (org). Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. São
Paulo: Contexto, 2002.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
PRACC – GEOGRAFIA REGIONAL
Período
Noturno

7º

Carga Horária: 54h

EMENTA
Práticas de ensino sobre os conceitos de região: diferenças entre região como entidade real e região
como método de análise. Como abordar os estudos regionais contemporâneos em sala de aula. Aspectos
didático-pedagógicos do ensino de região, regionalização e regionalismos em sala de aula. Como
fomentar uma aprendizagem de região articulada à ideia de processo e de totalidade social. O ensino de
região na contemporaneidade. Elaboração de plano de aula com enfoque nos estudos da região.
Apresentação de miniaulas pelos discentes.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BENKO, G. Economia, espaço e globalização: na aurora do século XXI. 2. ed. São Paulo: Hucitec,
1999.
CASTELLAR, S.; VILHENA, J. Ensino de Geografia. São Paulo: CENGAGE Learning, 2010.
CAVALCANTI, L. de. S. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 2004.
CORRÊA, R, L. Região e organização espacial. São Paulo: Ática, 1986.
HAESBAERT, R. Regional-Global: dilemas da Região e da Regionalização na Geografia
Contemporânea. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010.
LENCIONI, S. Região e geografia. São Paulo: Edusp, 2003.
SILVA, G. R. da; ALMEIDA, J. P. de (Orgs). Ensino e aprendizagem em geografia. Maceió:
EDUFAL, 2018.
79

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BEZZI, M. L. Região: uma (re)visão historiográfica – da gênese aos novos paradigmas. Santa Maria:
UFSM, 2004.
CHARLOT, B. Relação com o saber, formação dos professores e globalização: questões para a
educação hoje. Porto Alegre, Artmed, 2005.
CORRÊA, R, L. Trajetória geográfica. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.
HARVEY, D. A condição pós-moderna. São Paulo: Loyola, 1992.
SILVA, L. R. Do senso-comum à geografia científica. São Paulo: Contexto, 2004.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

7º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
BIOGEOGRAFIA
Carga Horária
Teórica
Prática
34
20

Total
54

EMENTA
Fundamentação teórica e procedimentos metodológicos. Os fatores ambientais e sua influência na
caracterização fitogeográfica da paisagem e na distribuição passada e atual dos seres vivos. As
classificações florísticas/faunísticas e fisionômica-ecológica da vegetação. A Biogeografia no
planejamento ambiental e na conservação da natureza. As práticas são definidas pelos seminários
temáticos em grupo sobre os biomas do Brasil.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
PASSOS, M. MODESTO. Biogeografia e Paisagem. São Paulo, FCT-UNESPPresidente Prudente. 1998.
RIOS, ELOCI PERES; THOMPSON, MIGUEL. Biomas Brasileiros - Como Eu Ensino. Editora
Melhoramentos, 2013.
RIZZINI, C. T. Tratado de fitobiogeografia do Brasil II. São Paulo: Ed. Hucitec-Edusp, 1976.
SANTOS, M. J. Z. Introdução à Biogeografia. Maringá: Boletim de Geografia, 1985.
SIMMONS, I. G. Biogeografia natural e cultural. Barcelona: Ed. Ediciones Omega S. A., 1982.
TROPPMAIR, H. Biogeografia e Meio Ambiente. Rio Claro: UNESP, 1995.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DREW, David. Processos Interativos Homem-Meio Ambiente. Rio de Janeiro, 2ªEd., Ed. Bertrand
Brasil. 1989.
FERNANDES, A. Fitogeografia Brasileira. 2ª edição. Multigraf Editora Fortaleza, 2000.
IBGE. Manual técnico da vegetação brasileira. 1992. IBGE. Número 1. Rio de Janeiro.
LARCHER, W. Ecofisiologia vegetal. 2000. Editora Rima Artes e Textos. SÃO Carlos, SP.
MARTINS, Celso. Biogeografia e Ecologia. São Paulo, 5ª Ed., Ed. Nobel. 1992.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
PRACC – REGIONALIZAÇÃO DO ESPAÇO MUNDIAL
Período
Noturno

7º

Carga Horária: 54h

EMENTA
Prática de ensino que aborde da bipolaridade à multipolaridade. Como apresentar as influências
econômicas, políticas, sociais e culturais no processo de regionalização do espaço mundial. Ensino sobre
os blocos internacionais de poder, sub-blocos regionais e áreas de influência e a disputa pela hegemonia
no espaço mundial. Aspectos didático-pedagógicos dos principais blocos econômicos: impasses e
80

perspectivas. Como fomentar um ensino-aprendizagem que aborde a nova (des)ordem mundial:
globalização / regionalização /fragmentação / exclusão. Elaboração de plano de aula com enfoque nos
estudos de regionalização do espaço mundial. Apresentação de miniaulas pelos discentes.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CASTELLAR, S.; VILHENA, J. Ensino de Geografia. São Paulo: CENGAGE Learning, 2010.
CASTELLS, M. Fim de milénio. 5. ed. Paz e Terra, 2009.
CHARLOT, B. Relação com o saber, formação dos professores e globalização: questões para a
educação hoje. Porto Alegre: Artmed, 2005.
CHESNAIS, F. A mundialização do capital. São Paulo: Xamã, 1996.
HARVEY, D. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo:
Loyola, 2006.
HARVEY, D. O novo imperialismo. São Paulo: Loyola, 2004.
HOBSBAWM, E. J. A era das revoluções: 1789-1848. 25. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2009
IANNI, O. A era do globalismo. 9. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
MAGNOLI, D. Terror global. São Paulo: Publifolha, 2008.
MAGNOLI, D. (Org.). História das guerras. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2009.
RIBEIRO, D. As Américas e a civilização: processo de formação e causas do desenvolvimento desigual
dos povos americanos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. São Paulo:
Record, 2000.
SOUZA, M. A. de. O novo mapa do mundo: natureza e sociedade de hoje : uma leitura geográfica. 3. ed.
Hucitec : ANPUR, 1997
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ARENDT, H. Entre o passado e o futuro. Perspectiva, 2003.
BORON, A. Nova hegemonia mundial: alternativas de mudança e movimentos sociais. Buenos Aires:
Consejo Latino Americano de Ciencias Sociales, 2005.
CAVALCANTI, L. de. S. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 2004.
DUBY, G. ((org.)); MACHADO, M. L. ((org.)). História da vida privada: da Europa feudal à
renascença. Companhia das Letras, 2009.
HOBSBAWM, E. J. A era do capital: 1848-1875. 15. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2009.
SCHAFF, A. A sociedade informática: as consequências sociais da segunda revolução industrial. 4. ed.
Ed. da UNESP, 1993.
VAÏSSE, M. As relações internacionais a partir de 1945. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

7º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
CARTOGRAFIA TEMÁTICA
Carga Horária
Teórica
Prática
40
14

Total
54

EMENTA
Cartografia e Geografia. Cartografia Temática: princípios e fundamentos. Teorias da comunicação
Cartográfica. Semiologia Gráfica: mapas, gráficos e redes. Representações temáticas: qualitativas,
ordenadas, quantitativas, dinâmicas. Cartografia Analítica e de Síntese. Análise e Interpretação de
Mapas Temáticos. A Cartografia Temática Digital. Cartografia Temática e Ensino. Uso dos mapas
temáticos na sala de aula: Livros Didáticos e Atlas. O Projeto Cartográfico Temático – Elaboração de
Mapas Temáticos no Quantum Gis e Elaboração do Atlas Temático Municipal.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ALMEIDA, Rosangela; PASSINI, Elza Yasuko. O espaço geográfico: ensino e representação. 6. ed. São
Paulo: Contexto, 1998. 90 p. (Repensando o ensino.) ISBN 858513447X (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 3. ed. São Paulo:
Contexto, 2004. 115 p. (Coleção Caminhos da Geografia) ISBN 8572441700 (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007.. 224 p. ISBN
9788572443746 (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). NOVOS rumos da cartografia escolar: currículo, linguagem e
81

tecnologia. São Paulo: Contexto, c 2011. 192 p. ISBN 9788572446389 (broch.).
BARTHES, Roland. Semiótica como ciência auxiliar da filologia. Estudo da filologia através de
escritos, etc. BARTHES, Roland. Inéditos. São Paulo: Martins Fontes, [200?]. 4 v. (Coleção Roland
Barthes.) ISBN 8533620195 (broch.: v.1
DAMIANI, Amélia Luisa; PONTUSCHKA, Nídia Nacib; OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de ((org.)).
Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. 2. ed. Contexto, c 2002. 383 p. ; ISBN 8572442030:
(Broch.).
GERALDI, Corinta Maria Grisolia ((org.)). Cartografias do trabalho docente: professor(a)pesquisador(a). Campinas: Mercado de Letras, 1998.. 335 p. (Leituras no Brasil) ISBN 8585725346
(broch.).
LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A. (Marli Elisa Dalmazo de). Pesquisa em educação: abordagens
qualitativas. São Paulo, SP: EPU, c1986.. 99 p. (Temas básicos de educação e ensino ISBN 8512303700
(broch.).
MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2011..
142 p. ISBN 9788572442183 (broch.).
NOGUEIRA, Ruth E. Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais. 3. ed.
Florianópolis: Editora da UFSC, 2009. 327p. ISBN 9788532804730 (broch.).
PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de geografia. São Paulo: Cortez,
2012. 215 p. ISBN 9788524919077 (broch.).
SOUZA, José Gilberto de. Geografia e conhecimento cartográficos: cartografia no movimento de
renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. São Paulo: UNESP, 2001. 162 p.
ISBN8571393524 (broch.).
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BLACK, Jeremy Black. Mapas e história: construindo imagens do passado. Bauru: EDUSC, 2005 423 p.
(História) ISBN 8574602523: (Broch.).
FITZ, Paulo Roberto. Cartografia básica. São Paulo: Oficina de Textos, c2008.. 143 p. ISBN
9788586238765 (broch.).
JOLY, Fernand. A cartografia. 14.ed. São Paulo, SP: Papirus, 2011. 112 p. ISBN 8530801156 (broch.).
Classificação: 528.9
MENEZES, Paulo Marcio Leal de; FERNANDES, Manoel do Couto. Roteiro de cartografia. São Paulo,
SP: Oficina de Textos, 2013. 288 p. ISBN 9788579750847 : (broch.).
ZUQUETTE, Lázaro Valentin; GANDOLFI, N. Cartografia geotécnica. São Paulo: Oficina de Textos,
c2004. 190 p. ISBN 8586238384 : (broch.).
8º PERÍODO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
PRACC – GEOGRAFIA DOS SOLOS
Período
Noturno

8º

Carga Horária: 54h

EMENTA
Práticas e saberes sobre a ciência do solo. Fatores e processos de formação dos solos: construindo
estratégias de ensino para a educação básica. O Sistema Brasileiro de Classificação de Solos.
Características e distribuição dos solos do estado de Alagoas: práticas e experiências de manejo e
conservação. Como articular o saber local e científico com foco no uso e manejo sustentável dos solos.
Análise e reflexão sobre o conteúdo de solos nos livros didáticos da educação básica. Como desenvolver
metodologias e materiais didáticos para o ensino de solos na educação básica.
OBJETIVOS: Entender os fatores e processos envolvidos na formação e distribuição dos diferentes
tipos de solos na paisagem. Possibilitar o reconhecimento e classificação dos principais tipos de solos,
bem como seu manejo e uso. Reconhecer os solos do estado de Alagoas. Desenvolver estratégias de
ensino-aprendizagem sobre solos e refletir sobre sua importância na educação básica. Analisar o
82

conteúdo de solos nos livros didáticos da educação básica.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BRADY, NYLE C. e WEIL,R. R. Elementos da Natureza e Propriedades dos Solos. São Paulo:
Editora: Bookman, 2012
CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos.6. ed.
Campinas/SP: Papirus, 2004.
CAVALCANTI, Lana de Souza, (Org). Temas da geografia na escola básica. Campinas, SP: Papirus,
2015
GUERRA, Antonio José Teixeira; SILVA, Antonio Soares da; BOTELHO, Rosangela Garrido Machado
(org.). Erosão e conservação dos solos: conceitos, temas e aplicações. 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 1999.
KIMURA, Shoko. Geografia no ensino básico: questões e propostas. São Paulo: Contexto, 2009
LEPSCH, I. F. Formação e conservação dos solos. São Paulo: Oficina de Textos, 2002
LEPSCH, I. F. 19 Lições de Pedologia. São Paulo: Oficina de Textos, 2011.
MUGGLER, C. C. de. SOBRINHO, F. A. P.; MACHADO, V. A; Educação em solos: princípios, teoria
e métodos. Revista Brasileira de Ciência do Solo, n. 30, 2006, p.733-740, 2006. Disponível em http://
www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-06832006000400014&script=sci_abstract&tlng=pt
PRADO, Helio do. Atalho pedológico: para classificar solos no campo. Piracicaba, SP: 2013.
PRESS, F. Para Entender a Terra. 4º Ed. Artmed, 2006
SANTOS, J. A. A. dos. Saberes de solos em livros didáticos da educação básica. 2011. 53f.Dissertação
(Mestrado em Solos e Nutrição de plantas), Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, Minas Gerais,
2011. Disponível em http://www.locus.ufv.br/bitstream/handle/123456789/5496/texto%20completo.pdf?
sequence=1
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
DOURADO, M. V. S. O chão sob nossos pés: uma abordagem prática de ensino sobre solos a partir da
experiência e do mundo vivido. InterSciencePlace, v. 12, n. 2, p.01-14, 2017. Disponível em:
www.interscienceplace.org/isp/index.php/isp/article/download/642/396
RESENDE, M. et al. Mineralogia de solos brasileiros: interpretação e aplicações. 2ªed. Lavras/MG: Ed.
da UFLA, 2011.
CUNHA, S. B. da.; GUERRA, A. J. T. Geomorfologia e Meio Ambiente. 1º Ed. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 1996.
SCHUMANN, W. Guia dos minerais. São Paulo: Disal, 2008
SUGUIO, K. Geologia Sedimentar. São Paulo: Edgard Blucher, 2003
WICANDER, R & MONROE, J. S. Fundamentos de Geologia. São Paulo: Cengage, 2009.
LINK:
https://www.embrapa.br/solos/sibcs/classificacao-de-solos

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

8º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOGRAFIA DE ALAGOAS
Carga Horária
Teórica
Prática
30
24

Total
54

EMENTA
A formação territorial de Alagoas. A produção do espaço geográfico de Alagoas. Aspectos de sua
história. A estrutura agrária. Mobilidade espacial do trabalho. Movimentos Socioterritoriais. O quadro
socioeconômico contemporâneo. Perspectivas de desenvolvimento.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ALBUQUERQUE, C. F. de; CANIELLO, M. de M. Migração: a amarga vida de canavieiro do
camponês do Semiárido. In: ALBUQUERQUE, C. F. de; LUSA, M. G.; SILVA, M. E. F. (Orgs).
Olhares: uma abordagem multidisciplinar sobre o Semiárido Alagoano. Maceió: Edufal, 2015.
83

ALMEIDA, L. S. de. Terra e pastoral em Alagoas: conflito e liberdade. Maceió: Edufal, 2014.
ALMEIDA, L. S. de; SILVA, A. H. L. da. (Orgs). Índios de Alagoas: cotidiano, terra e poder. Maceió:
Edufal, 2009.
ALTAVILA, J. História da civilização das Alagoas. 5. ed. Maceió: Edufal, 1998.
ANDRADE, M. C. de. A terra e o homem no Nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no
Nordeste. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1995.
CASTELLAR, S.; VILHENA, J. Ensino de Geografia. São Paulo: CENGAGE Learning, 2010.
DIEGUES, J. M. l. O bangüe nas Alagoas: traços da influência do sistema econômico do engenho de
açúcar na vida e na cultura regional. Maceió: Edufal, 1980.
FERNANDES, E. N. S. A formação agrária brasileira e alagoana: breves considerações. In: SOUZA, D.
et al. Questão social em Alagoas: expressões da sociabilidade erguida sob o comando do capital.
Maceió: Edufal, 2016.
LIMA, I. F. Ocupação espacial do estado de Alagoas. Maceió: Catavento, 2001.
LIMA, L. G; SILVA, G. M. da; FEITOZA, G. do N. Mobilidade espacial do trabalho: redundantes do
Sertão de Alagoas como parte da reprodução do capital. In: Revista Caderno de Geografia, Belo
Horizonte, v. 28, n. 55, p. 1103-1121, 2018. Disponível em:
<http://periodicos.pucminas.br/index.php/geografia/article/view/17646/13839>
LIMA, L. G.; SANTOS, F dos. No Semiárido de Alagoas, a resistência germina na terra: a luta
territorial em defesa das sementes crioulas. In: Revista Nera, Presidente Prudente, ano 21, n. 21, p. 192217, abr. 2018. Disponível em: <http://revista.fct.unesp.br/index.php/nera/article/view/5260>
LIRA. F. Formação da riqueza e da pobreza de Alagoas. Maceió: Edufal, 2007.
PASSINI, E. Y. Prática de ensino de geografia e estágio supervisionado. São Paulo: Contexto, 2007.
PÉRICLES, C. Formação Histórica de Alagoas. Maceió: Edufal, 1982.
VIEIRA, J. L. G. et al. Quilombolas em Alagoas: as raízes africanas e o direito à demarcação dos
territórios. In: Revista Cesmac, Maceió, n. 1, p. 1-18, 2013. Disponível em:
<file:///C:/Users/Usuario/Downloads/188-695-1-PB%20(7).pdf>
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ALMEIDA, L. S. de. Índios do Nordeste: etnia, política e história. Maceió: Edufal, 2002.
CAVALCANTI, S. B. et al. A situação do trabalhador no corte da cana de açúcar nos canaviais de
Alagoas. In: Revista Cadernos de Graduação: Ciências Humanas e Sociais, Maceió, v. 2, n. 3, p. 39-56,
2015. Disponível em: https://periodicos.set.edu.br/index.php/fitshumanas/article/view/2082.
CHARLOT, B. Relação com o saber, formação dos professores e globalização: questões para a
educação hoje. Porto Alegre, Artmed, 2005.
CPT. Tabuleiro de cana, xadrez de cativeiro. Documentário. Maceió, 2012. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=IgxcAn4b32Q
LIMA, I. F. Geografia de Alagoas. 2. ed. São Paulo: Editora do Brasil, 1965.
MACHADO, F. D.; LIMA, M. C. O. História econômica de Alagoas: a indústria cloroquímica alagoana
e a modernização da dependência. Maceió: Edufal, 2016.
PÉRICLES, C. Economia Popular: uma via de modernização para Alagoas. Maceió: Edufal, 2010.
SILVA, W. M. M. da. Territorialidades do uso da água ao longo do Canal do Sertão em Alagoas. 2016.
115f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade
Federal de Alagoas, Maceió, 2016.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

8º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
ESTÁGIO III
Carga Horária
Teórica
Prática
30
70

Total
100

EMENTA
Preparação, execução e avaliação de projeto de ensino/aprendizagem. Vivência direta da prática de
ensino em Geografia, através da regência de classe no Ensino Médio.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CANDAU, Vera Maria (Org.). Reinventar a escola. Petrópolis: Vozes, c2000. 259 p. ISBN
9788532623324 (broch.).
84

CARLOS, Ana Fani A ((org.) ... [et al.]). A geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1999. 144 p.
(Repensando o ensino) ISBN 9788572441087: (Broch.)
CASTELLAR, Sonia; VILHENA, Jerusa . Ensino de Geografia. São Paulo: CENGAGE Learning,
2010.- 161 p. (Idéias em ação.). ISBN 9788522106707 (broch.).
DAMIANI, Amélia Luisa; PONTUSCHKA, Nídia Nacib; OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de ((org.)).
Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. 2. ed. Contexto, c2002. 383 p. ; ISBN 8572442030 :
(Broch.)
MASETTO, Marcos T. (Marcos Tarcisio). Didática: a aula como centro. 4. ed. São Paulo: FTD, 1997.
111 p. (Coleção aprender e ensinar.). ISBN 8532211720 (broch.).
PASSINI, Elza Yasuko. Prática de ensino de Geografia e estágio supervisionado. São Paulo: Contexto,
2007. 221p.
REGO, Nelson; CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos; KAERCHER, Nestor André ((org.)). Geografia:
práticas pedagógicas para o ensino médio. Porto Alegre: Artmed, 2007. 148 p. ISBN 9788536309163
(broch.).
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CANDAU, Vera Maria (Org.). A didática em questão. 23. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004. 2011. 128 p
ISBN 853260093X (broch.).
CARVALHO, Maria Inez. Fim de século: a escola e a geografia. 3. ed. Ijuí: UNIJUÍ, 2007. 163 p.
(Ciências sociais) ISBN 9788574295923 (broch.).
EDUFAL - ESTÁGIO supervisionado: contribuições na formação do professor de geografia. Maceió:
Edufal, 2015. 235 p. ISBN 9788571778689 (broch.).
MOREIRA, Antonio Flavio Barbosa (Org.). Currículo: questões atuais. 18.ed. Campinas: Papirus, 2011.
143 p (Magistério: formação e trabalho pedagógico.) ISBN 8530804422 (broch
OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de (Org). Para onde vai o ensino de geografia ? São Paulo: Contexto,
1994.. 144 p. (Repensando o Ensino .) ISBN 8585134321 (Broch.).
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

8º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOGRAFIA REGIONAL DA AMÉRICA LATINA
Carga Horária
Teórica
Prática
34
20

Total
54

EMENTA
A formação territorial: povos originários, invasão colonial e lutas pela independência. População e sua
dinâmica espacial. Estrutura agrária. O processo de industrialização. Desigualdades socioespaciais.
Imperialismo, ditadura e populismo. Blocos econômicos e políticos. Revoluções e resistência política:
guerrilhas e mobilizações de massa. As dimensões da cultura: língua, costumes e identidade dos países.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ANDRADE, M. C. d. O Brasil e a América Latina. São Paulo: Contexto, 1990.
AYERBE, L. F. A revolução cubana. São Paulo: Unesp, 2004.
BORON, A. Estado, capitalismo e democracia na América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994.
FURTADO, C. A economia latino-americana: formação histórica e problemas contemporâneos. São
Paulo: Companhia das Letras, 2007.
GALEANO, E. H. As veias abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008.
HALPERIN DONGHI, T. História da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.
PRADO, M. L. A formação das nações latino-americanas. São Paulo: Atual, 1994.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ARAÚJO, G. D. S. Soberania alimentar e políticas públicas para a agricultura familiar na América
Latina: o caso do Brasil e da Argentina. Revista Nera, a. 19, n. 32, 72-90, 2016.
ARCARY, V. América Latina: dilemas da esquerda em perspectiva histórica. Revista Pegada, v. 10, n.
1, p. 147-157, 2009.
BEZERRA, L. M. B. Cooperação internacional e a disputa do desenvolvimento no Haiti. Revista Nera,
a. 19, n. 34. P. 107-118, 2016.
DRUMOND, N. A guerra da água na Bolívia: a luta do movimento popular contra a privatização de um
85

recurso natural. Revista Nera, a. 18, n. 28, p. 186-205, 2015.
GALLUP, J. L.; GAVIRIA, A.; LORA, E. Geografia é destino? Lições da América Latina. São Paulo:
UNESP, 2005.
GENNARI, E. EZLN: passos de uma rebeldia. Revista Pegada, v. 5, n. 1 e 2, p. 43-76, 2004.
LIMA, L. G. Duas décadas de TLCAN: a soberania alimentar do México sob ameaça. Revista Okara:
geografia em debate, v. 11, n. 2, p. 274-285, 2017.
NEIBURG, F. Os intelectuais e invenção do peronismo: estudos de antropologia social e cultural. São
Paulo: Universidade de São Paulo, 1997.
NOGUEIRA. A. P. F. A luta dos movimentos sociais do campo na América Latina pelo acesso à
educação: uma questão de autonomia. Revista Pegada, v. 12, n. 2, p. 95-106, 2011.
PASSINI, E. Y. Prática de ensino de geografia e estágio supervisionado. São Paulo: Contexto, 2007.
ZIMERMAN, A. Terra e conflitos na América Latina redemocratizada. Revista Brasileira de Políticas
Públicas e Internacionais – RPPI, v. 1, n. 1, p. 152-188, 2016.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

8º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOGRAFIA POLÍTICA
Carga Horária
Teórica
Prática
34
20

Total
54

EMENTA
Geografia Política e Geopolítica. Espaço, poder e território. Estado, Nação, Fronteiras. O papel
desempenhado pelo território na organização política da sociedade humana. Os conflitos mundiais
contemporâneos e a conformação dos novos territórios de poder. Nacionalismos e regionalismos no
mundo contemporâneo. Leitura geopolítica de questões atuais nas escalas global, nacional, regional e
local.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ALTHUSSER, L. Aparelhos ideológicos de Estado: nota sobre os aparelhos ideológicos de Estado. Rio
de Janeiro: 2012.
COSTA, W. M. Geografia política e geopolítica. São Paulo: Hucitec, 1992.
CASTRO. I. E. de. Geografia e política: território, escalas de ação e instituições. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 2005.
DREIFUSS, R. A. 1964: a conquista do estado, ação política, poder e golpe de classe. 7.ed. Petrópolis:
Vozes, 2008.
FOUCAULT, M. Microfísica do poder. 23. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2007.
LACOSTE, Y. A geografia, isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. 12. ed. Rio de Janeiro:
Papirus, 2006.
REMOND, R. Por uma história política. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, Ed. da FGV, 2003.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ARENDT, H.; KOHN, J. A promessa da política. 3. ed. Rio de Janeiro (RJ): DIFEL, 2010.
ARRIGHI, G. O longo século XX: dinheiro, poder e as origens de nosso tempo. Rio de Janeiro:
Contraponto; São Paulo: UNESP, 1996.
BECKER, B. K. A geopolítica na virada do milênio: logística e desenvolvimento sustentável. In:
CASTRO, I. E. de, GOMES, P. C. da C., CORRÊA, R. L. (orgs.). Geografia: Conceitos e Temas. Rio de
Janeiro: Bertrand Russel, 1995. 353 p. p. 271-307.
SANTOS, M. Economia espacial: críticas e alternativas. 2.ed. São Paulo: Edusp, 2003.

86

9º PERÍODO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

9º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
SEMIÁRIDO BRASILEIRO
Carga Horária
Teórica
Prática
20
16

Total
36

EMENTA
Ecossistemas do semiárido brasileiro; Contradições das políticas de combate à seca: DNOCS, Frentes de
Emergência e Megaobras hídricas; Desertificação; Coronelismo; Estrutura fundiária e conflitos por terra
e água; Povos tradicionais do semiárido; Políticas de Convivência com a seca: sementes crioulas e
tecnologias sociais; Movimentos Sociais do semiárido brasileiro; A participação do semiárido na divisão
territorial do trabalho e da produção no Brasil.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AB’SABER, A. N. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Cotia: Ateliê,
2003.
ANDRADE, M. C. D. A terra e o homem no nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no
Nordeste. São Paulo: Cortez, 2005.
CUNHA, E. da. Os Sertões. Maceió: Cepal, 2010.
LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 1997.
MALVEZZI, R. Semi-árido: uma visão holística. Brasília: Confea, 2007. Disponível em:
<http://www2.ufersa.edu.br/portal/view/uploads/setores/241/semi%20arido.pdf>
SILVA, R. M. A. D. Entre o combate à seca e a convivência com o Semiárido: políticas públicas e
transição paradigmática. In: Revista Econômica do Nordeste, Fortaleza, v. 38, n. 3, p. 466-485, 2007.
VILLA, M. A. Vida e morte no sertão: história das secas no Nordeste nos séculos XIX e XX. São Paulo:
Ática, 2000.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ALOUFA, M. A. I; MEDEIROS, J. A. D. Valorização e preservação da faveleira (C. quercifolius) para
o desenvolvimento sustentável do semiárido brasileiro. Revista Okara: geografia em debate, João
Pessoa, v. 10, n. 3, p. 453-476, 2016.
FUNARI, J. N.; PEREIRA, M. C. D. B. Caminhos das águas no Sertão do Pajeú: contribuições e lutas
das mulheres camponesas na construção de uma convivência transformadora com o semiárido brasileiro.
Revista Pegada, Presidente Prudente, v. 18, n. 3, p. 124-152, 2017.
LIMA, L. G. Despindo o estratagema das políticas de desenvolvimento territorial no Alto Sertão
Sergipano: o (des)mascaramento da territorialização do capital por meio da sociabilidade reificante.
2010. Dissertação (Mestrado em Geografia), Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade
Federal de Sergipe, São Cristovão. Disponível em: <https://ri.ufs.br/handle/riufs/5622>
LIMA, L. G; SANTOS, F. D. No Semiárido de Alagoas, a resistência germina na terra: a luta territorial
em defesa das sementes crioulas. Revista Nera, Presidente Prudente, a. 21, n. 41, -. 192-217, 2018.
MOREIRA, E. D. R. F. et al. A luta por água no estado da Paraíba: contradições e conflitos. Revista
Nera, Presidente Prudente, a. 19, v. 34, p. 61-81, 2016.
RIGOTTO, R. M. et al. Perímetros irrigados e direitos violados no Ceará e Rio Grande do Norte: “Por
que a água chega e a gente tem que sair?”. Revista Pegada, Presidente Prudente, v. 17, n. 2, p. 122-144,
2016.
SOUZA, R. A. D. D. O Estado e a parceria público-privada no espaço rural. Revista Pegada, Presidente
Prudente, v. 16, n. 2, p. 136-153, 2015.
TRAVASSOS, I. S; SOUZA, B. I. D; SILVA, A. B. D. Secas, desertificação e políticas públicas no
semiárido nordestino brasileiro. Revista Okara: geografia em debate, João Pessoa, v. 7, n. 1, p. 147-164,
2013.
TROILO, G; ARAÚJO, M. N. R. D. O papel da juventude camponesa na construção de economias de
resistência no semiárido nordestino. Revista Nera, Presidente Prudente, a. 19, v. 34, p. 144-156, 2016.

87

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

9º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
ESTÁGIO IV
Carga Horária
Teórica
Prática
30
70

Total
100

EMENTA
Ação-reflexão-ação sobre projetos pedagógicos desenvolvidos em movimento sociais. Análise do
processo de ação pedagógica. Planejamento e avaliação de projetos desenvolvidos no âmbito de
instituições escolares da EJA ou em movimentos sociais. Vivência de atividades pedagógicas no local
do estágio.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FREIRE, P. Educação e mudança. 2ª.ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
GANDIN, D. A prática do planejamento participativo: na educação e em outras instituições, grupos e
movimentos dos campos cultural, social, político, religioso e governamental. 18ª ed. Petrópolis: Vozes,
2011.
GOMES NETO, J. B. F. Educação rural: lições do edurural. São Paulo: Edusp, 1994.
MELO, A. A. S. de; PRADO, E. C. do (Orgs). Educação, história, política e educação de jovens e
adultos. Maceió: EDUFAL, 2012.
PASSINI, E.; PASSINI, R.; MALVSZ, S. T. Prática de ensino de Geografia e estágio supervisionado.
São Paulo: Contexto, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CASTELLAR, S; VILHENA, J. Ensino de Geografia. São Paulo: CENGAGE Learning, 2010
DAMIANI, A. L; PONTUSCHKA, N. N; OLIVEIRA, A. U. de (Orgs). Geografia em perspectiva:
ensino e pesquisa. 2ª. ed. São Paulo: Contexto, 2002.
MORAN, Jose Manoel. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá . 5ª. ed. Campinas,
SP: Papirus, 2012.
VERÇOSA, E. de G.; CARVALHO, C. P. de. Cultura e educação nas Alagoas: história, histórias. 4ª. ed.
Maceió EDUFAL, 2006.
WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. 2ª. ed. São Paulo: Ática, 2009
5.2 Disciplinas Eletivas de Conteúdo Específico
EMENTAS: DISCIPLINAS ELETIVAS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
DISCIPLINAS ELETIVAS

Período
Noturno

º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOMORFOLOGIA DO SEMIÁRIDO
Carga Horária
Teórica
Prática
20
16

Total
36

EMENTA
O meio morfoclimático e as regiões secas na superfície do globo. Os processos morfogenéticos das
regiões secas. Feições geomórficas do domínio morfoclimático semiárido do Nordeste brasileiro.
Processos pretéritos e atuais responsáveis pela gênese do modelado.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
AB’SABER, A. N. Os Domínios de Natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê
88

Editorial, 2003.
CHRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia. 1ª Ed. Edgard Blucher, 1980.
CUNHA, S. B. da.; GUERRA, A. J. T. Geomorfologia e Meio Ambiente. 1º Ed. Bertrand Brasil, 1996
FLORENZANO, T. G. Geomorfologia: Conceitos e técnicas atuais. 1º Ed. Oficina de Textos, 2008.
JATOBÁS, L.; LINS, R. C. Introdução à geomorfologia. 5ª Ed. Recife, Bagaço.
TRICART. J. Ecodinâmica. Rio de Janeiro: IBGE, 1977.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
AB’SABER, A. N. Brasil, paisagens de exceção. São Paulo: Ateliê Editorial, 2006.
GUERRA, A. J. T.; CUNHA, S. B. Geomorfologia: uma Atualização de Conceitos e Bases. Rio de
Janeiro: Bertrand, 1995.
ROSS, J. L. S. (org). Geografia do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996.
ROSS, J. L. S. Ecogeografia do Brasil: subsídios para o planejamento ambiental. São Paulo: Oficina de
Textos, 2006.
SUGUIO, K. Geologia do Quaternário e Mudanças Ambientais. São Paulo: Paulo’s, 2001.
TEIXEIRA, W. Decifrando a Terra. 2º Ed. IBEP Nacional, 2009.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOMORFOLOGIA DO QUATERNÁRIO
Carga Horária
Teórica
Prática
30
24

Total
54

EMENTA
Geomorfologia do Quaternário: histórico, características e aplicações. Cronologia e os desafios
metodológicos do Quaternário. Mudanças e flutuações paleoclimáticas do Quaternário no mundo e no
Brasil. Registros sedimentológicos e geomorfológicos das mudanças e flutuações climáticas do
Quaternário. Quaternário do Nordeste brasileiro.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CORRÊA, A. C. B. & MENDES, I. A. O problema das superfícies de erosão: novas abordagens
conceituais e metodológicas. Revista de Geografia, v. 19, n. 2, p. 17-28, 2002.
CORRÊA, A. C. B. História geomorfológica dos compartimentos elevados do Planalto da Borborema,
NE do Brasil: a perspectiva da etchplanação. Revista de Geografia, v. 20, n. 1, p. 16-24, 2003.
CORRÊA, A. C. de B.; SILVA, D. G. da. e MELO, J. S. Utilização dos depósitos de encostas dos brejos
pernambucanos como marcadores paleoclimáticos do quaternário tardio no semi-árido nordestino.
Mercator, Fortaleza, CE, v. 7, n. 14, p. 99-125, 2008.
MOURA, J. R. da S. Geomorfologia do Quaternário. In: Geomorfologia: uma atualização de bases e
conceitos. GUERRA, A. J. T e CUNHA, S. B. da (Orgs). 3. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
1998/2003. p. 335-364.
MOURA, J. R. da S. e SILVA, T. M. da. Complexo de rampas de colúvio. In: CUNHA, S. B. de;
GUERRA, A. J. T. (Org.). Geomorfologia do Brasil. 7. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011. p:
144-180.
SUGUIO, KENITIRO; SUZUKI, UKO. A evolução geológica da terra e a fragilidade da vida. 2. ed. São
Paulo: Blücher, 2010. xi, 152 p.
SUGUIO, K. Geologia do Quaternário e mudanças ambientais – passado + presente = futuro?. São
Paulo, Paulo’s Comunicações e Artes Gráficas, 1999. 366p.
SUGUIO, K. Geologia Sedimentar. São Paulo: Edgard Blucher, 2003.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BEZERRA, F. H. R.; BRITO NEVES, B. B.; CORRÊA, A. C. B., BARRETO, A. M. F.; SUGUIO, K.
Late Pleistocene tectonic-geomorphological development within a passive margin - The Cariata trough,
northeastern Brazil. Geomorphology, v.97.p.555-582. 2008.
CAMARGO FILHO, M. & BIGARELLA, J. J. Correlação de parâmetros estatísticos de sedimentos de
vertentes, rampas de colúvio-alúvio e terraço de várzea da bacia do Bananas – Guarapuava – PR.
Geosul, v. 14, p. 438-442, 1998
CUNHA, S. B. da.; GUERRA, A. J. T. Geomorfologia e Meio Ambiente. 1º Ed. Bertrand Brasil, 1996
89

FERREIRA, B.; CORRÊA, A. C. B.; BARRETO, A. M. F. Depósitos eólicos inativos do sub-médio São
Francisco, evidências de atividade eólica durante o Pleistoceno, Pernambuco, nordeste do Brasil.
Sociedade & Natureza, Uberlândia, v. 25, n. 2, p. 363-378, 2013.
MAIA, R. P.; BEZERRA, F. H. R.; CLAUDINO-SALES, V. Geomorfologia do Nordeste: concepções
clássicas e atuais acerca das superfícies de aplainamento nordestinas. Revista de Geografia. Recife:
UFPE – DCG/NAPA, v. especial VIII SINAGEO, n. 1, 2010
NUNES, J. O. R.; ROCHA, P. C. (Orgs). Geomorfologia: aplicação e metodologia. São Paulo:
Expressão Popular/UNESP, 2008.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

INFORMAÇÕES BÁSICAS
TÓPICOS ESPECIAIS EM GEOGRAFIA FÍSICA
Carga Horária
Teórica
Prática
º
26
10

Total
36

EMENTA
Epistemologia da Geografia Física e seus desdobramentos. Paisagem, tipologias de áreas, mensuração de
processos físicos. Cartografia da paisagem e a abordagem geossistêmica. Ensino de Geografia física.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CARDOSO, C; OLIVEIRA, L. D. de. (Orgs) Aprendendo geografia: reflexões teóricas e experiências de
ensino na UFRRJ. Seropédica, RJ: Ed. Da UFRRJ, 2012. 180 p. Disponível
em:https://www.researchgate.net/publication/250309768_Geografia_Fisica_Reflexoes_sobre_o_seu_e
nsino.
CAVALCANTI, L. C. de S. e CORRÊA, A. C. de B. Geossistemas e Geografia no Brasil. Rio de Janeiro,
v. 61, n. 2, p. 3-33, jul./dez. 2016. Disponível em: https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/82
CAVALCANTI, L. C. de S. Cartografia de paisagens. São Paulo: Oficina de textos, 2014.
CORRÊA, A. C. B. Geografia Física: uma pequena revisão dos seus enfoques. RIOS. n.1, p. 170-180,
2005. Disponível em:
http://www.cchla.ufrn.br/geoesp/arquivos/artigos/ArtigoTeoriaGeografiaFisica.pdf
SILVA, E. V. da. Geografia física, geoecologia da paisagem e educação ambiental aplicada: interações
interdisciplinares na gestão territorial. Revista Geonorte, Edição Especial, V.4, N.4, p.175-183, 2012.
SUERTEGARAY, D. M. A.; NUNES, J. O. R. A Natureza da Geografia Física na Geografia. Terra
Livre. n. 17, p.11-24, 2001. Disponível em:
http://www.agb.org.br/publicacoes/index.php/terralivre/article/view/337/319
TROPPMAIR, H. e GALINA, M. H. Geossistemas. Revista de Geografia da UFC (Mercator), ano 05, n.
10, p 79-89, 2006
VITTE, A. C . O desenvolvimento do conceito de paisagem e a sua inserção na geografia física. Revista
de Geografia da UFC (Mercator), ano 06, n. 11, p 71-78, 2007
VITTE, A. C.; GUERRA, A. J. T. Reflexões sobre a Geografia Física no Brasil. São Paulo: Bertrand
Brasil, 2004.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
SOUZA, M. de; MARIANO, Z. de F. Geografia física e a questão ambiental no Brasil. GEOUSP, n. 23,
p. 77 - 98, 2008.
COLANGELO, A. C. Geografia Física, Pesquisa e Ciência Geográfica. GEOUSP. n.16, p.09-16, 2004.
Disponível em: http://www.geografia.fflch.usp.br/publicacoes/Geousp/Geousp16/Artigo1f.pdf
NASCIMENTO, F. R.; SAMPAIO, J. L. Geografia Física, Geossistemas e Estudos Integrados da
paisagem. Revista da Casa da Geografia de Sobral. V. 6/7, n.1, p. 167-179, 2004/2005.
VITTE, A. C . Influências da filosofia kantiana na gênese da geografia física. Revista de Geografia da
UFC (Mercator), ano 07, n. 14, p.57-66, 2008
SUERTEGARAY, D. M. A geografia física e geografia humana: uma questão de método, um ensaio a
partir da pesquisa sobre arenização. GEOgraphia. v. 12, n. 23, p. 8-29, 2010
LINKS – disponíveis no http://cartadepaisagem.blogspot.com.br/p/paisagem.html
A Cartografia das Unidades de Paisagem: Questões Metodológica - Marcelo Martinelli
90

Paisagem e Geografia Física Global: Esboço Metodológico - Georges Bertrand
Paisagens do Semiárido do Nordeste Brasileiro - Antonio Carlos de Barros Corrêa
As Unidades de Paisagem como uma Categoria de Análise Geográfica - Raul Reis Amorim, Regina Célia
de Oliveira.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
EDUCAÇÃO DO SEMIÁRIDO
Carga Horária
Teórica
Prática
20
16

Total
36

EMENTA
Semiárido: definições e contradições; Estado e as políticas públicas educacionais no Semiárido; Educação
do/no campo; Educação e movimentos sociais no/do Semiárido; Educação para a convivência com o
semiárido.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ANDRADE, Jailton dos Santos; FERNANDES, Sílvia Aparecida de Sousa. A importância da educação
contextualizada para o desenvolvimento do semiárido. In: Revista Nera, Presidente Prudente, ano 19. n.
34, 157-178, 2016.
AZEVEDO, Janete Maria Lins de. A educação como política pública. Campinas: Autores Associados,
2008.
DUARTE, Ana Paula Mendes; CARNEIRO, Vera Maria Oliveira. (Org.). Contribuições para a
construção de um currículo contextualizado para o semiárido. Feira de Santana: Movimento de
Organização Comunitária, 2013.
GOHN, Maria da Glória. Movimentos sociais na contemporaneidade. In: Revista Brasileira de Educação,
Rio de Janeiro, v. 16, n. 47, p. 333-361, ago. 2011.
MALVEZZI, Roberto. Semi-árido: uma visão holística. Brasília: Confea, 2007. Disponível em:
<http://www2.ufersa.edu.br/portal/view/uploads/setores/241/semi%20arido.pdf>
MATOS, Beatriz Helena Oliveira de Mello. Educação do campo e práticas educativas de convivência
com o semiárido: a escola família agrícola Dom Fragoso. Fortaleza: Banco do Nordeste do Brasil, 2011.
SANTOS, Claudio Felix dos; ALMEIDA, Cassiana Mendes; BARRETO, Mirla Oliveira. (Org.). A
educação escolar no Semiárido Brasileiro: crítica ao princípio da convivência e do desenvolvimento
sustentável na formação humana. In: Revista FACEVV, Vila Velha, n. 6, 17-30, 2011.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CALDART, Roseli Saleti. Educação do campo: notas para uma análise de percurso. In: Revista trabalho,
educação e sociedade, Rio de Janeiro, v. 7, n.1, p. 35-64, jun. 2009.
ERIBERTO, José Lessa de Moura; LIMA, Marcos Ricardo de. Educação e semiárido: expressões do
desenvolvimento tardio de Alagoas. In: ‘Questão social’ em Alagoas: expressões da sociabilidade
erguidas sob o comando do capital. SOUZA, Diego et al. Maceió: Edufal, 2016.
LIMA, Lucas Gama. Despindo o estratagema das políticas de desenvolvimento territorial no Alto Serão
Sergipano: o (des)mascaramento da territorialização do capital por meio da sociabilidade reificante.
Fortaleza: Banco do Nordeste do Brasil, 2012.
MACÊDO, Maria do Socorro Barbosa. A cor do invisível: o movimento de discurso no/sobre o semiárido
no espaço escolar sertanejo alagoano. 2011. 129f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de
Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2011.
MAGALHÃES, Belmira Rita da Costa; BERTOLDO, Maria Edna de Lima. (Org.). Trabalho, educação e
formação humana. Maceió: EDUFAL; PPGE/CEDU, 2005.
MARQUES, Leônidas de Santana. As comunidades de fundo de pasto e o processo de formação de terras
de uso comum no Semiárido Brasileiro. In: Revista Sociedade e Natureza, Uberlândia, n. 28, p. 347-359,
dez. 2016.
MÉSZÁROS, István. A educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2008.
MOREIRA NETO, Mariana. Outro Sertão: fronteiras da convivência com o semiárido. Recife: Fundação
Joaquim Nabuco, Massangana, 2013.
PERES, Marcos Augusto de Castro. Velhice e Analfabetismo, uma relação paradoxal: a exclusão
educacional em contextos rurais da região Nordeste. In: Revista Sociedade e Estado, Brasília, v. 26, n. 3,
91

2011.
ROSAR, Maria de Fátima Felix. Educação e Movimentos Sociais: Avanços e Recuos Entre o Século XX
e o Século XXI. In: Educação em Revista, Marília, v. 12, n. 2, p. 145-162, dez. 2011.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

INFORMAÇÕES BÁSICAS
PLANEJAMENTO E GESTÃO DO TERRITÓRIO
Carga Horária
Teórica
Prática
º
30
24

Total
54

EMENTA
Poder político e organização territorial. Modernização tecnológica e reestruturação do território. As
grandes corporações e a gestão do território. Ação política e aspectos éticos e metodológicos sobre a
intervenção na realidade social e ambiental nas esferas pública e privada.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ALMEIDA, F. G. de. Ordenamento territorial. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2009.
CASTRO, I. E. de. Geografia e política: território, escalas de ação e instituições, Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 2005.
HARVEY, D. O novo imperialismo. São Paulo: Loyola, 2004.
ORTEGA, A. C. Território, políticas públicas e estratégias de desenvolvimento. Campinas: Alínea, 2007.
SANTOS, M; BECKER, B. Território, territórios: ensaios sobre o ordenamento territorial. Rio de
Janeiro: Lamparina, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
CASTRO. I. E. de. Brasil: questões atuais da reorganização do território. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
1996.
FERNANDES, B. M. Entrando nos territórios do Território. In: PAULINO, E. T.; FABRINI, J. E.
(Orgs). Campesinato e territórios em disputa. São Paulo: Expressão Popular, 2008. Disponível em:
<http://www2.fct.unesp.br/docentes/geo/bernardo/BIBLIOGRAFIA%20DISCIPLINAS
%20POSGRADUACAO/BERNARDO%20MANCANO%20FERNANDES/campesinato.pdf>.
MORAES. A. C. R. Bases da formação Territorial do Brasil. São Paulo: Hucitec, 2000.
SANTOS, M; SILVEIRA, M. L. Brasil território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro:
Record, 2008.
SAQUET, M. A. Abordagens e concepções de Território. São Paulo: expressão popular, 2007.
SAQUET, M. A.; SOUZA, E. B. C. de. Leituras do conceito de território e de processos espaciais. São
Paulo: expressão popular, 2009.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOGRAFIA DO CAMPESINATO E DOS MOVIMENTOS SOCIOTERRITORIAIS
Período
Carga Horária
Noturno
Teórica
Prática
Total
º
30
24
54
EMENTA
Gênese do campesinato e dos movimentos socioterritoriais no Brasil. Vertentes teóricas do campesinato e
dos movimentos socioterritoriais. Produção camponesa e relações sociais de produção no campo.
Processos e formas do campesinato e dos movimentos socioterritoriais no espaço agrário brasileiro.
Agronegócio X Campesinato X Agricultura Familiar. Políticas públicas de reforma agrária e Movimentos
socioterritoriais no campo brasileiro. Território, territorialidades, Conflitos, Resistências e Identidades
camponesas em Alagoas. Elaboração de material didático a partir dos trabalhos de campo.
92

BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ABRAMOVAY, Ricardo. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. 3. ed. São Paulo: UNESP,
2007. 294 p.
ANDRADE, M. C. D. A terra e o homem no nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no
Nordeste. São Paulo: Cortez, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1970.
GUIMARÃES, Alberto Passos. Quatro séculos de latifúndio. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. 255
p.
GEOGRAFIA agrária, território e desenvolvimento. São Paulo: Expressão Popular, 2010. 254 p.
MORAES, Antonio Carlos Robert. Bases da formação territorial do Brasil: o territorio colonial brasileiro
no "longo" seculo XVI.. São Paulo: Hucitec, 2000. 431p.
SILVA, José Graziano da. O que é questão agrária. São Paulo: Brasiliense, 1980. 109 p.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
FAORO, Raymundo. Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. 4. ed. Porto Alegre:
Globo, 2008.. 929 p.
FERLINI, Vera Lucia Amaral. Açúcar e colonização. São Paulo: Alameda, 2010. 267p.
FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. 34. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 351
p.
PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo: Companhia das Letras,
c 2011. 446 p.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

INFORMAÇÕES BÁSICAS
HISTÓRIA GERAL E FORMAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL
Carga Horária
Teórica
Prática
Total
º
54
54

EMENTA
Estudo de elementos teóricos, historiográficos e temáticos concernentes à história geral e formação
econômica do Brasil.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
OLIVEIRA, F. de. Elegia para uma re(li)gião. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1993.
PRADO JUNIOR, C. História Econômica do Brasil. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1984.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
IANNI, O. Estado e planejamento econômico no Brasil: 1930 a 1970. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1971.
MARINI, R. M. Dialética da dependência: uma antologia da obra de Ruy Mauro Marini. Petrópolis:
Vozes; Buenos Aires: CLACSO, 2000.
REGO, J. M.; MARQUES, R. M. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Saraiva, 2011.
SODRE, N. W. História militar do Brasil. São Paulo: Expressão Popular, 2010.
VERÍSSIMO, J. História da literatura brasileira: de Bento Texeira (1601) a Machado de Assis (1908). Rio
de Janeiro: J. Olympio, 1969.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOGRAFIA CULTURAL
Carga Horária
Teórica
Prática
30
24

Total
54
93

EMENTA
Conceitos e temas da Geografia Cultural. Gênese e Evolução da Geografia Cultural. Geografia Cultural,
o Urbano e o Rural. Geografia da Religião. Geografia Cultural, poder e Território. Espaços local e global
no mundo contemporâneo. Ensino de Geografia Cultural.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CORRÊA, R. L.. Introdução à Geografia Cultural. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010.
ROSENDAHL, Z; CORRÊA, R. L. (org.). Espaço e Cultura. Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
ROSENDAHL, Z; CORRÊA, R. L. (org.). Espaço e Religião. Rio de Janeiro: Eduerj, 2002.
CORRÊA, R. L. et ROSENDAHL, Z. (org.). Manifestações da Cultura no Espaço. Rio de Janeiro:
Eduerj, 1999.
ALMEIDA, M. G. de et RATTS, Alecsandro JP. Geografia: Leituras Culturais. Goiânia: Alternativa,
2003.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
GOMES, Paulo César da Costa. Geografia e Modernidade. Rio de Janeiro:
Bertrand Brasil, 1996.
BARRIOS, Angel-B Espina. Manual De Antropologia Cultural. Recife: Massangana, 2005.
ROSAS, Suzana Cavani. Os Sertões: Espaços, tempos, movimentos. Recife, UFPE, 2010.
FREYRE, G. Nordeste. São Paulo: Global Editora, 2004.
CLAVAL, Paul. A Geografia Cultural. Florianópolis: Edusc, 2007.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão
INFORMAÇÕES BÁSICAS
A GEOGRAFIA DOS GRANDES PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO
Período
Carga Horária
Noturno
Teórica
Prática
Total
º
20
16
36
EMENTA
Abordagens do desenvolvimento. Políticas Públicas de Desenvolvimento Rural no Brasil. Território e
Desenvolvimento. Novas Configurações do Espaço Agrário Brasileiro. Projetos de Desenvolvimento no
espaço agrário da América Latina, Brasil e Nordeste. Impactos Socioambientais e Territoriais. Processos
e Formas de Conflitos, Resistências e Territorialidades. Elaboração de material didático a partir dos
trabalhos de campo.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ABRAMOVAY, Ricardo. Paradigmas do capitalismo agrário em questão. 3. ed. São Paulo: UNESP,
2007. 294 p.
GUIMARÃES, Alberto Passos. Quatro séculos de latifúndio. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.
255 p.
GEOGRAFIA agrária, território e desenvolvimento. São Paulo: Expressão Popular, 2010. 254 p.
SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula. (Orgs.) Epistemologias do Sul. São. Paulo;
Editora Cortez. 2010. Disponível em http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes/
pensamento-e-ciencia/2106-2106/file.html
GEOGRAFIA agrária, território e desenvolvimento. São Paulo: Expressão Popular, 2010. 254 p.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
GÓMEZ, J. R. M. Desenvolvimento em descontrução: narrativas escalares sobre desenvolvimento
territorial rural. Disponível em
https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/105042/montenegrogomez_jr_dr_prud.pdf?
sequence=1&isAllowed=y
MIGNOLO, Walter. A colonialidade de cabo a rabo: o hemisfério ocidental no horizonte conceitual da
modernidade. Disponível em
http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/sur-sur/20100624094657/6_Mignolo.pdf
QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder, Eurocentrismo e América Latina Disponível em
http://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/sur-sur/20100624103322/12_Quijano.pdf
VASCONCELOS, F. M. T; OLIVEIRA, M. A. C. F. Grandes projetos, sujeitos sociais e conflitos: metodologias
e experiências de pesquisa em geografia. In:Saberes Compartilhados: múltiplos olhares na
94

contemporaneidade/Francisca Maria N GRANDES PROJETOS, SUJEITOS SOCIAIS E CONFLITOS:
metodologias e experiências de pesquisa em Geografia
Eta;José adelson Lopes Peixoto. Recife: Libertas, 2018.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
GEOGRAFIA DO TURISMO
Carga Horária
Teórica
Prática
30
24

Total
54

EMENTA
Estudo dos componentes da demanda e da oferta turística. Compreensão das relações entre as
regiões emissoras, os espaços de deslocamento e as destinações turísticas. Estudo do turismo como
instrumento de desenvolvimento. Análise da noção de turistificação do espaço. Estudo dos impactos
ambientais do turismo. O sentido pedagógico da prática turística em relação ao espaço geográfico.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
BARROS, N. C. C. de. Manual de geografia do turismo: meio ambiente, cultura e paisagens. Recife:
UFPE, s.d.
CRUZ, R. C. A. da. Política de turismo e território. São Paulo: Contexto, 2000.
CRUZ, R. C. A. da. Introdução à geografia do turismo. 2.ed. São Paulo: Roca, 2003.
PEARCE, D.G. Geografia do turismo: fluxos e regiões no mercado de viagens. São Paulo: Aleph, 2003.
RODRIGUES, A. A. B. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento transdisciplinar. São Paulo:
Hucitec, 1997.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
RUSCHMANN, D. Turismo e planejamento sustentável: a proteção do meio ambiente. São Paulo:
Papirus, 1997.
BARRETO, M. Manual de iniciação ao estudo do turismo. Campinas: Papirus, 1995.
CARLOS, A. F. A.; CRUZ, R. C. A. (Orgs.). Turismo: espaço, paisagem e cultura. São Paulo: Hucitec,
1996.
LAGE, B. H. G.; MILONE, P. C. Turismo: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 2000.
RODRIGUES, A. B. Turismo e Geografia. São Paulo: Hucitec, 2001.
MORAES, C. M. dos S. et all. Turismo pedagógico. Rio de Janeiro: Cederj, 2016.
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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

º

INFORMAÇÕES BÁSICAS
CARTOGRAFIA ESCOLAR
Carga Horária
Teórica
Prática
20
16

Total
36

EMENTA
Conceitos, temas e práticas da Cartografia Escolar, problematizando suas implicações na formação na
Educação Básica, de modo a fazê-los perceber as variações desta área pela constituição de deveres
possíveis ao pensamento geográfico, atravessados pela criação de outras cartografias.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 3. ed. São Paulo:
Contexto, 2004. 115 p. (Coleção Caminhos da Geografia) ISBN 8572441700 (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007.. 224 p. ISBN
9788572443746 (broch.).
ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). NOVOS rumos da cartografia escolar: currículo, linguagem e
95

tecnologia. São Paulo: Contexto, c 2011. 192 p. ISBN 9788572446389 (broch.).
DAMIANI, Amélia Luisa; PONTUSCHKA, Nídia Nacib; OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de ((org.)).
Geografia em perspectiva: ensino e pesquisa. 2. ed. Contexto, c 2002. 383 p. ; ISBN 8572442030:
(Broch.).
GERALDI, Corinta Maria Grisolia ((org.)). Cartografias do trabalho docente: professor(a)pesquisador(a). Campinas: Mercado de Letras, 1998.. 335 p. (Leituras no Brasil) ISBN 8585725346
(broch.).
MARTINELLI, Marcello. Mapas da geografia e cartografia temática. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2011..
142 p. ISBN 9788572442183 (broch.).
NOGUEIRA, Ruth E. Cartografia: representação, comunicação e visualização de dados espaciais. 3. ed.
Florianópolis: Editora da UFSC, 2009. 327p. ISBN 9788532804730 (broch.).
PASSINI, Elza Yasuko. Alfabetização cartográfica e a aprendizagem de geografia. São Paulo: Cortez,
2012. 215 p. ISBN 9788524919077 (broch.).
SOUZA, José Gilberto de. Geografia e conhecimento cartográficos: cartografia no movimento de
renovação da geografia brasileira e a importância do uso de mapas. São Paulo: UNESP, 2001. 162 p.
ISBN 8571393524 (broch.).
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BLACK, Jeremy Black. Mapas e história: construindo imagens do passado. Bauru: EDUSC, 2005 423 p.
(História) ISBN 8574602523: (Broch.).
FITZ, Paulo Roberto. Cartografia básica. São Paulo: Oficina de Textos, c2008.. 143 p. ISBN
9788586238765 (broch.).
JOLY, Fernand. A cartografia. 14.ed. São Paulo, SP: Papirus, 2011. 112 p. ISBN 8530801156 (broch.).
Classificação: 528.9
LUDKE, Menga; ANDRÉ, Marli E. D. A. (Marli Elisa Dalmazo de). Pesquisa em educação: abordagens
qualitativas. São Paulo, SP: EPU, c1986.. 99 p. (Temas básicos de educação e ensino ISBN 8512303700
(broch.).
MENEZES, Paulo Marcio Leal de; FERNANDES, Manoel do Couto. Roteiro de cartografia. São Paulo,
SP: Oficina de Textos, 2013. 288 p. ISBN 9788579750847 : (broch.).
ZUQUETTE, Lázaro Valentin; GANDOLFI, N. Cartografia geotécnica. São Paulo: Oficina de Textos,
c2004. 190 p. ISBN 8586238384 : (broch.).

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Coordenação do Curso de Geografia – Campus do Sertão

Período
Noturno

INFORMAÇÕES BÁSICAS
ANÁLISE E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS - AIA
Carga Horária
Teórica
Prática
Total
30
24
54

EMENTA
Compreensão do surgimento e desenvolvimento da questão ambiental. Estudo da relação das sociedades
humanas com a natureza. Análise das implicações espaciais dos problemas ambientais. Compreensão das
instituições de gestão ambiental. Estudo das abordagens teóricas e técnico-científicas de análise
ambiental. Legislação ambiental.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
ACIESP. Glossário de ecologia. São Paulo: ACIESP, 1987.
ALMEIDA, J. R. de (Coord.). Planejamento ambiental: caminho para participação popular e gestão
ambiental para nosso futuro comum, uma necessidade, um desafio. Rio de janeiro: Thex, 1993.
BECKER, B.K. et al. (Orgs.). Geografia e meio ambiente no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1995.
TORNISIELO-TAUK, Sâmia Maria e Outros. Análise Ambiental - Estratégias e Ações. Rio de Janeiro,
Ed. T. A Queiroz Ltda. 1995..
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BRAGA, B. et al. Introdução à engenharia ambiental. São Paulo: Prentice Hall, 2002.
CUNHA, S. B. da ; J. T. GUERRA. (Orgs.). Avaliação e perícia ambiental. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 2000
GUERRA, A. J. T. e CUNHA, S. B. (Orgs). Impactos ambientais urbanos no Brasil. Rio de Janeiro:
96

Bertrand Brasil, 2001.
IAP. Manual de avaliação de impacto ambiental. (MAIA) Convênio de Cooperação Técnica BrasilAlemanha (Instituto Ambiental do Paraná - GTZ).
TORNISIELO-TAUK, Sâmia Maria e Outros. Análise Ambiental - Estratégias e Ações. Rio de Janeiro,
Ed. T. A Queiroz Ltda. 1995.

6 TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – TIC
A implantação de plataforma de ensino e a capacitação dos docentes da UFAL para
o uso das ferramentas da Tecnologia da Informação e da Comunicação têm sido pontos
estruturantes para a transformação das aulas tradicionais, levando a universidade para um
novo patamar de interação e facilitando a acessibilidade e a melhor integração de docentes
e discentes às atividades acadêmicas.
Para essa consolidação a UFAL está se comprometendo com duas ações básicas
preponderantes: a) a substituição dos seus sistemas informatizados acadêmicos e
administrativos; b) reestruturação da rede lógica, em especial o aumento de velocidade e o
alcance da rede, permitindo salas de aula verdadeiramente eletrônicas. Está, portanto,
atenta a novas tendências e desafios para a sociedade em um mundo contemporâneo e
buscando sempre novas práticas pedagógicas.
As ferramentas de Tecnologia da Informação e da Comunicação estão
disponibilizadas por meio de Ambientes Virtuais de Aprendizagem, a Plataforma Moodle,
para aulas na modalidade a Distância e ou semipresenciais não ultrapassando os 20%
(vinte por cento) da carga horária total do curso, conforme orienta a Portaria MEC Nº
4.059, de 10 de dezembro de 2004.
O Ambiente Virtual de Aprendizagem, apresenta materiais, recursos e tecnologias
apropriadas que permitem desenvolver tanto a cooperação entre tutores, discentes e
docentes, quanto a reflexão sobre o conteúdo das disciplinas. Além disso, também
proporciona a acessibilidade metodológica, instrumental e comunicacional. O AVA passa
por avaliações periódicas devidamente documentadas, que resultam em ações para sua
melhoria.
O uso das TICs, por parte dos estudantes com necessidades educacionais favorece
não só o aprendizado, mas a participação, com autonomia, na vida acadêmica. Assim, a
UFAL possui o Núcleo de Assistência Educacional – NAE – visando promover e facilitar a
acessibilidade pedagógica, metodológica de informação e comunicação conforme previstas
na Política de Acessibilidade. Desta forma, os docentes são incentivados a buscar junto a
esses núcleos orientações sobre o uso devido dessas tecnologias.
97

7 AVALIAÇÃO NO CONTEXTO INSTITUCIONAL
A avaliação conforme concebida no Projeto Pedagógico Institucional – PPI – é um
fator de gestão no sentido de possibilitar correções, reorientar práticas pedagógicas, refletir
sobre os projetos pedagógicos, delimitar os obstáculos administrativos e se processa no
âmbito do curso pelo acompanhamento do Projeto Pedagógico e pela avaliação da do
processo ensino/aprendizagem. Deste modo, ela se explicita, de forma clara e objetiva, no
Projeto Pedagógico de Curso que, deverá prever tempo amplo para o processo de sua autoavaliação pedagógica.
A avaliação é um mecanismo que contribui para as respostas dadas às demandas da
sociedade e da comunidade científica e deve ser entendida como um processo amplo e coparticipativo, respeitando os critérios estabelecidos no regulamento geral dos cursos de
graduação.
Ela transcende a concepção de avaliação da aprendizagem e deve ser integrada ao
PPC como dado que interfira consistentemente na ação pedagógica do curso, de maneira
que garanta a flexibilização curricular e que permita a adequação do desenvolvimento
acadêmico à realidade na qual se insere a UFAL. A avaliação requer, portanto, por parte de
todos os atores envolvidos com o processo educacional, uma permanente aferição
avaliativa do Projeto Pedagógico em relação aos fins pré-constituídos, às metas e às ações
definidas. Assim, a avaliação deve ser percebida como movimento de reflexão sobre os
constitutivos do processo de ensino-aprendizagem, do plano político-pedagógico e das
atividades curriculares.

7.1 Procedimentos de avaliação no processo de ensino-aprendizagem
A avaliação do processo ensino-aprendizagem insere-se na própria dinâmica
curricular. A avaliação é, portanto, uma atitude de responsabilidade da instituição, dos
professores e dos alunos acerca do processo formativo. A avaliação que aqui se propõe não
é uma atividade puramente técnica, ela deve ser processual e formativa; e, manter
coerência com todos os aspectos do planejamento e execução do Projeto Pedagógico do
Curso.
A avaliação da aprendizagem considera os aspectos legais determinados na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) no que concerne à aferição quantitativa
do percentual de 75% de presença às atividades de ensino previstas pela carga horária de
cada disciplina e no total da carga horária do curso e qualitativa em relação ao total de
pontos obtidos pelo aluno em cada disciplina.
98

No plano interno, a avaliação da aprendizagem atende ao Art. 9º. da Resolução
25/05 – CEPE que determina que o regime de aprovação do aluno em cada disciplina será
efetivado mediante a apuração da frequência às atividades didáticas e do rendimento
escolar.
Neste entendimento, o Art. 10 afirma que: “Será considerado reprovado por falta o
aluno que não comparecer a mais de 25% (vinte e cinco por cento) das atividades didáticas
realizadas no semestre letivo.
Parágrafo Único - O abono, compensação de faltas ou dispensa de freqüência, só
será permitido nos casos especiais previstos nos termos do Decreto-Lei no 1.044
(21/10/1969), Decreto-Lei no 6.202 (17/04/1975) e no Regimento Geral da UFAL.
A mesma resolução apresenta um capítulo detalhando como se efetiva a apuração
do rendimento escolar.
Art. 11 - A avaliação do rendimento escolar se dará através de:
(a) Avaliação Bimestral (AB), em número de 02 (duas) por semestre letivo;
(b) Prova Final (PF), quando for o caso;
(c) Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
§ 1o – Somente poderão ser realizadas atividades de avaliação, inclusive prova
final, após a divulgação antecipada de, pelo menos, 48 (quarenta e oito) horas, das notas
obtidas pelo aluno em avaliações anteriores.
§ 2o - O aluno terá direito de acesso aos instrumentos e critérios de avaliação e, no
prazo de 02 (dois) dias úteis após a divulgação de cada resultado, poderá solicitar revisão
da correção de sua avaliação, por uma comissão de professores designada pelo Colegiado
do Curso.
Art. 12 - Será também considerado, para efeito de avaliação, o Estágio Curricular
Obrigatório, quando previsto no PPC.
Art. 13 - Cada Avaliação Bimestral (AB) deverá ser limitada, sempre que possível,
aos conteúdos desenvolvidos no respectivo bimestre e será resultante de mais de 01 (um)
instrumento de avaliação, tais como: provas escritas e provas práticas, além de outras
opções como provas orais, seminários, experiências clínicas, estudos de caso, atividades
práticas em qualquer campo utilizado no processo de aprendizagem.
§ 1o - Em cada bimestre, o aluno que tiver deixado de cumprir 01 (um) ou mais dos
instrumentos de avaliação terá a sua nota, na Avaliação Bimestral (AB) respectiva,
calculada considerando-se a média das avaliações programadas e efetivadas pela
disciplina.
99

§ 2º - Em cada disciplina, o aluno que alcançar nota inferior a 7,0 (sete) em uma das
02 (duas) Avaliações Bimestrais, terá direito, no final do semestre letivo, a ser reavaliado
naquela em que obteve menor pontuação, prevalecendo, neste caso, a maior
Art. 14 - A Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais será a média aritmética,
apurada até centésimos, das notas das 02 (duas) Avaliações Bimestrais.
§ 1º - Será aprovado, livre de prova final, o aluno que alcançar Nota Final (NF) das
Avaliações Bimestrais, igual ou superior a 7,00 (sete).
§ 2º - Estará automaticamente reprovado o aluno cuja Nota Final (NF) das
Avaliações Bimestrais for inferior a 5,00 (cinco).
Art. 15 - O aluno que obtiver Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais igual ou
superior a 5,00 (cinco) e inferior a 7,00 (sete), terá direito a prestar a Prova Final (PF).
Parágrafo Único - A Prova Final (PF) abrangerá todo o conteúdo da disciplina
ministrada e será realizada no término do semestre letivo, em época posterior às
reavaliações, conforme o Calendário Acadêmico da UFAL.
Art. 16 - Será considerado aprovado, após a realização da Prova Final (PF), em
cada disciplina, o aluno que alcançar média final igual ou superior a 5,5 (cinco inteiros e
cinco décimos).
Parágrafo Único - O cálculo para a obtenção da média final é a média ponderada da
Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais, com peso 6 (seis), e da nota da Prova Final
(PF), com peso 4 (quatro).
Art. 17 - Terá direito a uma segunda chamada o aluno que, não tendo comparecido
à Prova Final (PF), comprove impedimento legal ou motivo de doença, devendo requerê-la
ao respectivo Colegiado do Curso no prazo de 48 (quarenta e oito) horas após a realização
da prova.
Parágrafo Único - A Prova Final, em segunda chamada, realizar-se-á até 05 (cinco)
dias após a realização da primeira chamada, onde prevalecerá o mesmo critério disposto no
Parágrafo único do Art. 16.
Ao nível do PPC do curso de Geografia Licenciatura a avaliação da aprendizagem é
condizente com a concepção de ensino aprendizagem que norteia a metodologia adotada
para a consecução da proposta curricular, de forma a fortalecer a perspectiva da formação
integral dos (as) alunos (as) respeitando a diversidade e a pluralidade das suas formas de
manifestação e participação nas atividades acadêmicas, sem se distanciar, entretanto, das
determinações legais e institucionais.
100

7.2 Avaliação do Curso
De acordo com a Lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior –
SINAES (Lei 18.861/2004) a avaliação institucional deve ocorrer, contemplando a análise
global e integrada das dimensões, estruturas, relações, compromisso social, atividades,
finalidades e responsabilidades sociais das instituições de educação superior e de seus
cursos de graduação. Explicita, também, que a avaliação das instituições de educação
superior e de seus cursos deve prezar pela utilização de procedimentos e instrumentos
diversificados, dentre os quais a auto-avaliação.
Em âmbito interno, a Resolução nº 53/2012, aprovada no Conselho Superior da
UFAL, regulamentou o funcionamento da Comissão Própria de Avaliação (CPA),
atribuindo-lhe, meridianamente, princípios, finalidades e objetivos para o exercício pleno
da avaliação institucional, em parceria com as Comissões de Auto Avaliação (CAA’s) nas
Unidades Acadêmicas, Unidades de Educacionais ou Campi fora da sede.
A avaliação permanente do Projeto Pedagógico do Curso é importante para aferir a
adequação do novo currículo, como também para certificar-se da necessidade de alterações
futuras que possam contribuir para a otimização do mesmo, considerando-se tanto a sua
dinamicidade como a dinamicidade histórica, exterior a ele. Esta avaliação é feita pelo
colegiado do curso e pelo NDE, tomando como instrumento base os relatórios da CAA –
Comissão de Autoavaliação e os relatórios acadêmicos relativos à evasão, retenção e
aproveitamento escolar dos discentes.
Os mecanismos a serem utilizados deverão permitir tanto uma avaliação
institucional como uma avaliação do desempenho acadêmico – ensino e aprendizagem – de
acordo com as normas vigentes, viabilizando uma análise diagnóstica e formativa durante
o processo de implementação do projeto. Deverão ser utilizadas estratégias que possam
garantir uma discussão ampla do projeto, mediante um conjunto de questionamentos
organicamente ordenados que facilitem a identificação de possíveis deficiências e/ou de
mudanças históricas que atuem dinamicamente sobre a estrutura curricular, forçando a sua
adequação.
O Curso será também avaliado pela sociedade, através da ação/intervenção docente/
discente expressa na produção e nas atividades concretizadas no âmbito da extensão
universitária, em parceria com instituições, a partir do momento que suas ações e
procedimentos serão divulgados por vias do site e da Unidade Acadêmica.

101

Desse modo, em respeito às determinações da legislação nacional e da
regulamentação interna, o curso de Geografia Licenciatura adota os seguintes instrumentos
permanentes de auto-avaliação:
a) reuniões periódicas do Colegiado de Curso e Núcleo Docente Estruturante
(NDE) para apreciação dos indicadores insatisfatórios do Relatório ENADE do
último ciclo avaliativo;
b) aplicação de questionários junto aos alunos e docentes do curso, acerca da
estrutura oferecida, adequação das ementas das disciplinas à realidade do
campus e da região, associação entre teoria e prática nos conteúdos das
disciplinas, currículo flexível, interdisciplinar e significativo e condições para a
realização de pesquisa e extensão e;
c) realização de debates, com a participação de estudantes e sua representação
estudantil, técnico-administrativos, representantes da direção do Campus do
Sertão e de sua Comissão de Auto-Avaliação (CAA), bem como, os docentes,
sobre a importância das dimensões diagnóstica e formativa da avaliação
institucional para a correção de incongruências e alcance de melhorias
progressivas no curso.

7.3 Avaliação do Projeto Pedagógico do Curso
Tem como objetivo a auto avaliação do processo, gerando dados para
elaboração/reelaboração ou implementação do PPC e, ainda, a previsão de ações que
implicam melhorias para o curso, que podem gerar dados para o Plano de Ação Pedagógica
(PAP) do curso. A gestão do projeto pedagógico requer um acompanhamento sistemático,
realizado de forma contínua por uma equipe designada pelo colegiado de curso e pelo
Núcleo Docente Estruturante (NDE). Esta é uma condição para a concretização dos
objetivos propostos. O processo deverá envolver professores, alunos, funcionários e,
quando possível, profissionais interessados na realização de reuniões, encontros e oficinas,
visando analisar o seu desempenho, fazer os ajustes necessários e o planejamento de ações
que favoreçam o aperfeiçoamento da proposta.

7.4 Colegiado do Curso
O Regimento Geral da Universidade Federal de Alagoas normatiza o
funcionamento do Colegiado do curso de Geografia, conforme os Artigos abaixo:

102

Art. 25. O Colegiado de Curso de Graduação é órgão vinculado à Unidade
Acadêmica, com o objetivo de coordenar o funcionamento acadêmico de Curso de
Graduação, seu desenvolvimento e avaliação permanente, sendo composto de:
I) 05 (cinco) professores efetivos, vinculados ao Curso e seus respectivos suplentes,
que estejam no exercício da docência, eleitos em Consulta efetivada com a comunidade
acadêmica, para cumprirem mandato de 02 (dois) anos, admitida uma única recondução;
II) 01 (um) representante do Corpo Discente, e seu respectivo suplente, escolhido
em processo organizado pelo respectivo Centro ou Diretório Acadêmico, para cumprir
mandato de 01 (um) ano, admitida uma única recondução;
III) 01 (um) representante do Corpo Técnico-Administrativo, e seu respectivo
suplente, escolhidos dentre os Técnicos da unidade acadêmica, eleito pelos seus pares, para
cumprir mandato de 02 (dois) anos, admitida uma única recondução.
Parágrafo Único – O Colegiado terá 01 (um) Coordenador e seu Suplente,
escolhidos pelos seus membros dentre os docentes que o integram.
Art. 26. São atribuições do Colegiado de Curso de Graduação:
I) Coordenar o processo de elaboração e desenvolvimento do Projeto Pedagógico
do Curso, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, no perfil do profissional
desejado, nas características e necessidades da área de conhecimento, do mercado de
trabalho e da sociedade;
II) Coordenar o processo de ensino e de aprendizagem, promovendo a integração
docente-discente, a interdisciplinaridade e a compatibilização da ação docente com os
planos de ensino, com vistas à formação profissional planejada;
III) Coordenar o processo de avaliação do Curso, em termos dos resultados obtidos,
executando e/ou encaminhando aos órgãos competentes as alterações que se fizerem
necessárias;
IV) Colaborar com os demais Órgãos Acadêmicos;
V) Exercer outras atribuições compatíveis;

7.5 Núcleo Docente Estruturante (NDE)
Em atendimento à Portaria 147/2007, ao Parecer CONAES 04/2010 e a Resolução
CONAES 01/2010 a UFAL instituiu, através da Resolução 52/2012 no âmbito de seus
cursos de graduação os Núcleos Docentes Estruturantes – NDE – em conformidade com as
especificações legais.

103

Neste sentido, os NDE são compostos pelo mínimo de cinco membros, todos
docentes com titulação de pós-graduação strito senso e formação na área do curso.
Considera-se, igualmente, a afinidade da produção científica com o eixo do curso e sua
dedicação ao mesmo.
O Núcleo Docente Estruturante (NDE) do Curso de Geografia deve seguir o
constante na RESOLUÇÃO Nº 52/2012-CONSUNI/UFAL, de 05 de novembro de 2012,
no que se refere sobremaneira:
Art. 2º - O NDE de cada Curso de Graduação da UFAL é o órgão consultivo e
propositivo em matéria acadêmica, de apoio e assessoramento ao Colegiado, sendo
formado por docentes da respectiva Unidade Acadêmica para acompanhar e atuar no
processo de concepção, consolidação, avaliação e contínua atualização do Projeto Político
Pedagógico do Curso.
Art. 3º - O NDE terá as seguintes atribuições: I. Contribuir para a consolidação do
perfil profissional do egresso do curso; II. Zelar pela integração curricular interdisciplinar
entre as diferentes atividades de ensino constantes no currículo; III. Indicar formas de
incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e extensão, oriundas de necessidades
da graduação, de exigências do mercado de trabalho e consoantes com as políticas públicas
relativas à área de conhecimento do curso; IV. Zelar pelo cumprimento das Diretrizes
Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação.
Art. 4º - O NDE será composto por docentes indicados pelo Colegiado do Curso,
garantindo-se a representatividade das diversas áreas de conhecimento, com posterior
aprovação pelo Conselho da Unidade Acadêmica ao qual o curso esteja vinculado.
Art. 5º - A composição do NDE deverá observar as seguintes proporções: I. Ser
constituído por um mínimo de 05 (cinco) professores pertencentes ao corpo docente do
curso, preferencialmente graduados na área do respectivo curso; lI. Ter pelo menos 60%
(sessenta por cento) de seus membros com titulação acadêmica obtida em programas de
pós-graduação Stricto Sensu; III. Ter pelo menos 20% (vinte por cento) de seus membros
em regime de trabalho de tempo integral. Parágrafo Único - Os membros integrantes do
NDE serão designados em Portaria do Reitor.
Art. 6º - Os membros do NDE devem ter mandato de, pelo menos, 03 (três) anos,
sendo adotadas estratégias de renovações parciais, de modo a assegurar a continuidade no
pensar pedagógico do curso.
Art. 7º - O Coordenador do NDE será escolhido por seus pares, cabendo-lhe as
seguintes atribuições: I. Convocar e presidir as reuniões, com direito a voto, inclusive o de
104

qualidade; II. Encaminhar as propostas do NDE; III. Designar relator ou comissão para
estudo de matéria a ser tratada pelo NDE; IV. Designar um representante do NDE para
secretariar e lavrar as atas.
Art. 8º - O NDE deverá reunir-se, ordinariamente, ao menos uma vez a cada
bimestre e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo seu Coordenador, por dois
terços dos seus membros ou pelo Colegiado de Curso.
O Curso de Geografia possui Núcleo Docente Estruturante (NDE) formado pelos
seus pares.

7.6 Políticas de Apoio aos Docentes e Técnicos
Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Estado Brasileiro passou a
ter uma nova configuração, privilegiando os deveres sociais e repercutindo prontamente na
Administração Pública. Entre seus princípios - legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência -, este último, traduzido no aperfeiçoamento da prestação do
serviço público de qualidade, diz respeito diretamente às ações institucionais das IFES,
para o apoio ao seu quadro de pessoal. Desta feita, a UFAL, produtora e disseminadora do
conhecimento e do desenvolvimento econômico e social no estado de Alagoas, precisa
abraçá-lo e materializá-lo em suas ações cotidianas.
Considerando a previsão legal expressa na Lei 5707/06, que dispõe sobre a Política
e as Diretrizes para o Desenvolvimento de Pessoal da Administração Pública Federal, a
UFAL ajusta seu PDI a este novo paradigma, tendo como objetivo, sem prejuízo de outros,
o desenvolvimento permanente do seu servidor.
A UFAL considera o desenvolvimento do servidor como uma atividade essencial
para a melhoria de seu desempenho profissional, bem como de seu crescimento pessoal.
Realizando ações de desenvolvimento, a Política de Gestão de Pessoas busca,
principalmente, melhorar a qualidade dos serviços prestados ao cidadão e orienta-se pelo
alinhamento da competência do servidor com os objetivos da instituição, pela divulgação e
gerenciamento das ações de capacitação e pela racionalização e efetividade dos gastos com
treinamentos (2013, p.71).
O PDI dos Servidores compõe-se de eixos integrados: Dimensionamento das
Necessidades Institucionais de Pessoal, Capacitação, Avaliação de Desempenho e
Qualidade de Vida no Trabalho, recortados por diretrizes e princípios, muitos deles,
diretamente relacionados à atividade docente.

105

No que concerne ao dimensionamento das necessidades institucionais, diz respeito
à otimização dos Recursos Humanos, a fim de garantir o cumprimento dos objetivos
institucionais. A capacitação, por seu turno, atua em duas frentes: por um lado, melhorar o
desempenho do servidor e, por outro, assegurar um quadro mais confiante, motivado e
consequentemente, mais satisfeito. A capacitação é realizada em diferentes momentos e
modalidades: Iniciação ao serviço público, formação geral, educação formal, gestão, interrelação entre os ambientes e formação específica.
Outra ação voltada para o servidor é a avaliação de desempenho que objetiva
redimensionar as ações desenvolvidas pelos servidores no exercício do cargo e auferir seu
desempenho, deixando-o ciente de suas fragilidades e potencialidades e oferecendo
subsídios para a organização do plano de capacitação.
No plano social, o Programa de Qualidade de Vida no Trabalho (PQVT), promove
ações embasadas na Política de Atenção à Saúde do Servidor (PASS), baseadas no
conceito de prevenção de doenças como garantia de condições mais justas de trabalho,
valorizando o servidor e garantindo o pleno exercício de suas funções. Dentre as políticas
de apoio ao servidor, uma se destaca por ter como enfoque o docente: o Programa de
Formação Continuada em Docência do Ensino Superior (PROFORD), que consiste em um
plano de capacitação contemplando desde os docentes recém empossados, até aqueles com
mais tempo na Instituição. O objetivo é incentivá-los à reflexão sobre suas práticas,
estabelecendo uma intersecção entre ensino, pesquisa e extensão, dentro de dois enfoques:
a prática docente e a atuação destes profissionais na gestão acadêmica e institucional.
Esta Política de Apoio ao Docente consolidada é objeto contínuo de avaliação, a
fim de garantir a satisfação do professor e o respeito ao Princípio Constitucional da
Eficiência, do qual nenhuma Instituição de Ensino Superior pode se furtar.
O Campus do Sertão possui uma política de qualificação docente que estabelece
uma porcentagem de 20% do total de docentes do Campus que podem ser afastados para
qualificação. O Curso de Geografia é beneficiado por essa política de qualificação.

7.7 Políticas de Apoio aos Discentes
As políticas de apoio aos discentes se fundamentam nos princípios e diretrizes
estabelecidos pelo Plano Nacional de Assistência Estudantil – PNAES, que objetiva
viabilizar a igualdade de oportunidades entre todos os estudantes e contribuir para a
melhoria do desempenho acadêmico, a partir de medidas que buscam combater situações
de repetência e evasão (Decreto nº 7.234, de 19 de julho de 2010). Apoia, prioritariamente,
106

a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade e risco social matriculados em
cursos de graduação presencial das Instituições Federais de Ensino Superior – IFES. Sua
instância de discussão e resolução é o Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos
Comunitários e Estudantis – FONAPRACE, realizado anualmente e no qual a UFAL tem
assento. Na ocasião são feitos diagnósticos e reflexões sobre a realidade estudantil nas
IFES e se estabelecem as diretrizes e linhas de ação das Pró-Reitorias em nível nacional.
De acordo com o PDI/UFAL as políticas discentes da instituição vão além do
PNAES, pois trabalham também com a perspectiva de universalidade no atendimento dos
estudantes que frequentam o espaço universitário. Assim, podem ser identificadas:
a) Apoio pedagógico – buscam reforçar e/ou orientar o desenvolvimento
acadêmico; apoio ao acesso às tecnologias de informação e línguas estrangeiras,
com a oferta de cursos para capacitação básica na área. Atenção aos discentes
como forma de orientá-los na sua formação acadêmica e/ou encaminhá-los/as a
profissionais específicos para atendimento através da observação das expressões
da questão social. Articulação com as Coordenações de Curso sobre
dificuldades pedagógicas desses alunos e planejamento para superação das
mesmas. Ex.: Monitoria, Tutoria.
b)

Estímulo à permanência – atendimento às expressões da questão social que
produzem impactos negativos na subjetividade dos estudantes e que
comprometem seu desempenho acadêmico; atendimento psicossocial realizado
por profissionais qualificados, com vistas ao equilíbrio pessoal para a melhoria
do desempenho acadêmico; atendimento do estudante na área da saúde através
da assistência médico odontológica; fomento à prática de atividade física e de
esporte; promoção de atividades relacionadas à arte e cultura no espaço
universitário;

implementação

de

bolsas

institucionais

que

visam

ao

aprimoramento acadêmico. Ex.: Bolsa Permanência (Pró-Graduando).
c) Apoio financeiro – disponibilização de bolsa institucional a fim de incentivar os
talentos e potenciais dos estudantes de graduação, mediante sua participação em
projetos de assuntos de interesse institucional, de pesquisa e/ou de extensão
universitária que contribuam para sua formação acadêmica; disponibilização de
bolsas aos discentes em situação de risco e vulnerabilidade social,
prioritariamente, a fim de ser provida uma condição favorável aos estudos, bem
como ser uma fonte motivadora para ampliação do conhecimento, intercâmbio
107

cultural,

residência

e restaurante

universitários. Ex.:

PIBID, PIBIC,

PROCCAEXT, PET.
d) Organização estudantil – ação desenvolvida por intermédio de projetos e ações
esportivos, culturais, políticos e acadêmico-científicos quer sejam promovidos
pela universidade quer sejam promovidos pelos estudantes. Alguns espaços
físicos são reservados para as atividades dos centros acadêmicos, vindo a
colaborar com a ampliação dos espaços de discussão e diálogo que contribuam
para a formação política dos estudantes. Ex.: Centros Acadêmicos, DCE.
e) Plano de acompanhamento do assistido – proporciona uma maior segurança
para o aluno quanto à sua possibilidade de sucesso na instituição, evitando
assim um aumento da retenção e/ou da evasão. Evita também a acomodação do
mesmo ao longo do curso. Busca a reorientação e a preparação para a saída dos
mesmos, diminuindo a ansiedade entre a academia e o mercado de trabalho.
Ex.: Estágios.
O Campus do Sertão possui uma equipe multiprofissional que busca identificar e
acompanhar as situações pedagógicas, psicológicas, sociais e outras, que possam conduzir
à situação de retenção ou evasão, que realiza as seguintes ações:
I. Acompanhamento de desempenho acadêmico, com levantamento de dados e
análise referente à assiduidade e coeficiente de rendimento acadêmico do/a estudante
contemplado/a com modalidades da assistência estudantil, a ser realizada a cada semestre
letivo;
II. Desenvolvimento de ações de caráter preventivo, que incidam sobre as
condições geradoras de retenção e evasão;
III. Orientações individuais e grupais, visando a identificação de problemas e
intervenções nas situações que produziram dificuldades no desempenho acadêmico;
IV.

Articulação

com

a

PROGRAD,

as

Coordenações

de

Cursos

e

Projetos/Programas de Pesquisa e Extensão nesta área para atuação conjunta, visando o
desenvolvimento de ações pedagógicas, que contribuam para o sucesso do desempenho
acadêmico;
V. Realização de investigação sobre condições promotoras de melhorias no
desempenho acadêmico;
VI. Promoção de debates sobre determinantes e condicionantes do desempenho
acadêmico.
108

No âmbito do curso de Geografia Licenciatura, o Colegiado de Curso se destaca
como instância de discussão, suporte e acompanhamento do discente, visando reduzir o
índice de evasão, retenção e maximizar o processo de aprendizagem e vivência. As ações
do Colegiado destinadas ao apoio discente são desenvolvidas em consonância com as
demais ações institucionais do curso, objetivando impactar positivamente os índices de
sucesso discente. Para isso, a cada ano letivo um cronograma de atividades é discutido e
aprovado pelo Colegiado, envolvendo as ações a serem desenvolvidas com ampla
participação dos/das estudantes na forma de palestras, minicursos e reuniões.
As palestras ou minicursos visam à atualização discente e devem prioritariamente
versar sobre temas (ou abordagens) contemporâneos, contemplando temáticas diversas e
circulantes no mundo presente, em escalas local e global, não devendo se restringir apenas
à área de formação. Por isso, outros docentes e pesquisadores externos podem ser
convidados para essa ação. São proferidas duas palestras a cada semestre.
As reuniões têm a função precípua de atuar como um espaço permanente de
promoção de diálogo entre o(a)s estudantes e o(a)s docentes acerca da organização do
curso e da situação do(a) discente. As reuniões são coordenadas pelo(a) Coordenador(a) de
Curso, possuem fins consultivos e podem envolver todo(a)s estudantes ou as lideranças das
turmas e a representação discente (Centro Acadêmico). As propostas apresentadas durante
as reuniões são registradas em ata e apresentadas na reunião seguinte do Colegiado de
Curso de Geografia Licenciatura, para apreciação de seus membros.

7.8 Infraestrutura
As atividades pedagógicas e técnico-administrativas do Curso de Geografia –
Licenciatura – são realizadas no espaço do Campus Sertão – Delmiro Gouveia, num prédio
independente, inaugurado em 13 de dezembro de 2013. O prédio principal é composto por
dois pisos, contendo salas de aula, sala de pranchetas, dois auditórios, laboratórios, salas de
professoras/es, sala da coordenação dos cursos, biblioteca, Secretaria de cursos,
Coordenação de Registro e Controle Acadêmico – CRCA, sala de apoio psicológico,
Núcleo de Assistência Estudantil – NAE, Centros Acadêmicos, Núcleo de Tecnologia da
informação – NTI, sanitários acessíveis e cantina. Além deste, o campus conta com o
Restaurante Universitário e com o prédio anexo “Mandacaru”, onde funcionam salas
destinadas a projetos, pesquisas e ao uso coletivo de docentes e discentes, além dos
laboratórios de solos e geologia. Todos os prédios possuem acesso para cadeirantes.

109

8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Decreto nº 6096, de 24 de abril de 2007. Institui o Programa de Apoio a Planos
de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – REUNI. Diário Oficial,
Brasília, DF, 25 jun. 2007. Seção 1, p. 7.
BRASIL. IBGE. Estimativas da população residente nos municípios brasileiros, 2015.
Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/populacao/9103estimativas-de-populacao.html?edicao=9113&t=resultados> Acesso em: 4 de maio de
2018.
BRASIL. IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, 2017.
Disponível
em:
<https://ww2.ibge.gov.br/home/estatistica/pesquisas/pesquisa_resultados.php?
id_pesquisa=149> Acesso em: 3 de maio de 2018.
BRASIL. Lei 18.861/2004, de 14 de abril de 2004. Institui o Sistema Nacional de
Avaliação da Educação Superior e dá outras providências.
BRASIL. Lei 13.005/2014, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação
– PNE e dá outras providências.
BRASIL. Ministério do Trabalho. Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, 2018.
Disponível em: <http://pdet.mte.gov.br/caged> Acesso em: 23 de abril de 2018.
CARVALHO, M. I. Fim de século: a escola e a geografia. 2.ed. Ijuí/RS: Unijuí, 2002
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Estabelece as Diretrizes Curriculares para os
cursos de Geografia. Resolução CNE/CES 14, de 13 de março de 2002.
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Diretrizes Curriculares Nacionais dos
Cursos de Filosofia, História, Geografia, Serviço Social, Comunicação Social, Ciências
Sociais, Letras, Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia. Parecer CNE/CES
492/2001. Relator: Eunice Ribeiro Durham, Silke Weber e Wilma de Mendonça
Figueiredo. Brasília, DF, abril de 2001.
IDEB 2015 – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. INEP - Instituto Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Ministério da Educação. Disponível
em: <http://ideb.inep.gov.br/resultado/home.seam?cid=3697062> Acesso em: 4 de maio de
2018.
Ministério da Educação (MEC). Referenciais curriculares nacionais dos cursos de
bacharelado e licenciatura. Brasília, 2010.
PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Brasília: Organização das
Nações Unidas. Atlas do desenvolvimento humano no Brasil. Organização das Nações
Unidas. Disponível em: <http://atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_uf/alagoas> Acesso em: 21
de abril de 2018.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS. Aprova a reformulação do regimento
interno da Comissão Própria de Avaliação Institucional – CPA/UFAL. Resolução nº
53/2012, de 5 de novembro de 2012.

110

RESOLUÇÕES
RESOLUÇÃO Nº 38/2013-CONSUNI/UFAL, DE 03 DE JUNHO DE 2013. Homologa
a resolução nº. 33/2013 Consuni/Ufal que aprovou, “Ad Referendum”, o Plano de
Desenvolvimento Institucional - PDI/Ufal (2013-2017).
RESOLUÇÃO Nº 52/2012 DE 05 DE NOVEMBRO DE 2012 - CONSUNI/UFAL.
Institui o Núcleo Docente Estruturante (NDE) no âmbito da Ufal.
RESOLUÇÃO Nº 69/2010-CONSUNI/UFAL, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2010.
Modifica os dispositivos da Resolução nº 25/2005- Cepe/Ufal que regulamenta o regime
acadêmico dos cursos de graduação da Ufal.
RESOLUÇÃO Nº 36/2008-CONSUNI/UFAL, DE 11 DE JUNHO DE 2008. Altera
dispositivo da resolução nº 71/2006- Consuni/Ufal, que disciplina os estágios curriculares
dos cursos de graduação da Ufal.
RESOLUÇÃO Nº 25/2005 - CEPE, DE 26 DE OUTUBRO DE 2005. Institui e
regulamenta o funcionamento do Regime Acadêmico Semestral nos Cursos de Graduação
da Ufal a partir do ano letivo de 2006.
RESOLUÇÃO Nº 71/2006 - CONSUNI/UFAL, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2006.
Disciplina os estágios curriculares dos cursos de graduação da Ufal.
RESOLUÇÃO CNE/CES N°14/2002, DE 14 DE MARÇO DE 2002. Estabelece as
Diretrizes Curriculares para os cursos de Geografia.
RESOLUÇÃO Nº 1, DE 17 DE JUNHO DE 2004. Institui Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e
Cultura Afro-Brasileira e Africana.
RESOLUÇÃO Nº 113/95 – CEPE, DE 13 DE NOVEMBRO DE 1995. Estabelece
normas para o funcionamento da parte flexível do sistema seriado dos cursos de graduação.
RESOLUÇÃO CNE/CP 1 DE 18 DE FEVEREIRO DE 2002. Institui Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível
superior, curso de licenciatura, de graduação plena.
RESOLUÇÃO Nº 06/2018, CONSUNI-UFAL, 19 DE FEVEREIRO DE 2018, que
define os componentes curriculares comuns aos Cursos de formação de professores na
educação básica no âmbito da UFAL
RESOLUÇÃO Nº 59/2014-CONSUNI/UFAL, DE 06 DE OUTUBRO DE 2014.
Atualiza os Componentes Curriculares Comuns aos Cursos de Formação de Professores
para a Educação Básica, no âmbito da Universidade Federal de Alagoas.
RESOLUÇÃO Nº 04/2018, CONSUNI-UFAL, 19 DE FEVEREIRO DE 2018, que
regulamenta as ações de extensão como componente curricular obrigatório.
RESOLUÇÃO Nº 2, DE 1º DE JULHO DE 2015. Define as Diretrizes curriculares
Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de
formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação
continuada.
111

RESOLUÇÃO Nº 1, DE 30 DE MAIO DE 2012. Estabelece Diretrizes Nacionais para a
Educação em Direitos Humanos.
RESOLUÇÃO Nº 03/2014 – COLEGIADO DO CURSO DE LICENCIATURA EM
GEOGRAFIA, DE 22 DE JANEIRO DE 2014. Dispõe sobre normas para aferição de até
200 (duzentas) horas obrigatórias de Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (AACC)
para os alunos do curso de Licenciatura em Geografia.
RESOLUÇÃO Nº 001 DE 26 DE NOVEMBRO DE 2013. REVISADA E
APROVADA EM 07 DE ABRIL DE 2017, Regulamenta o Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC) do Curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Alagoas,
Campus do Sertão, e dá outras providências.

112

ANEXOS
ANEXO 1 – Normatização do Estágio Supervisionado

A lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, define o estágio como uma vivência educativa
escolar supervisionada cuja prática deve ocorrer no ambiente de trabalho e promover a
integração do estudante, das escolas campos de estágio, da comunidade e da universidade
em consonância com o projeto pedagógico do curso. Portanto, a experiência de estágio
supervisionado tem como objetivo principal formar profissionais críticos, resilientes e
protagonistas para atuar no Ensino Fundamental e Médio. Igualmente, estes futuros
profissionais devem ser capazes de intervir na sociedade de forma transformadora,
compromissada e ética, com responsabilidade social e educacional. Assim, este
regulamento apresenta as normas gerais e específicas que regem o período de Estágio
Supervisionado em Geografia - Licenciatura da UFAL – Campus do Sertão.

CAPÍTULO I

DA NATUREZA
Art. 1º O Estágio está regulamentado de acordo com que Lei 11.788, de 25 de setembro de
2008.

CAPÍTULO II

DAS FINALIDADES

Art. 2º São finalidades do Estágio Supervisionado:
I – integrar o estudante e futuro profissional com a realidade educacional vigente na região
e no país;
II – enriquecer a formação acadêmica do aluno, promovendo a integração das várias
disciplinas cursadas, permitindo que esse conjunto resulte na formação de um profissional
crítico e comprometido com a formação escolar;
III – despertar no estagiário, por meio da supervisão docente e da orientação pedagógica,
novas habilidades e aptidões para o exercício pleno da profissão;
IV – possibilitar a formação de um banco de dados que ofereça subsídios à Universidade
para a revisão dos currículos e atualização de metodologias de ensino;
V – servir de instrumento que estimule o intercâmbio da UFAL com outras instituições e

113

com a comunidade em geral.

114

CAPÍTULO III

DAS ÁREAS DE ESTÁGIO

Art. 3º O Estágio Supervisionado deverá ser cumprido sob a forma de:
I- Encaminhamento Teórico para a prática docente;
II- Estágio prático de docência no Ensino Fundamental;
III- Estágio prático de docência no Ensino Médio e
IV- Redação do Relatório Final

CAPÍTULO IV

DO LOCAL DE ESTÁGIO

Art. 4º As atividades que integram o Estágio serão realizadas na Universidade e na
comunidade em geral, junto às escolas da rede pública da região do Alto Sertão Alagoano
conveniadas à UFAL.

Art. 5º A realização dos estágios fora do município de Delmiro Gouveia fica condicionada
à viabilidade de supervisão por parte do professor responsável pela disciplina de Estágio
Supervisionado.

CAPÍTULO VI

DA CARGA HORÁRIA

Art. 6º O estagiário de Geografia - Licenciatura da UFAL / Campus do Sertão é
subordinado ao sistema nacional vigente de assiduidade, o que representa o dever de
assistir a um mínimo de 75% das aulas das disciplinas de Estágio Supervisionado, visto
que as mesmas são propostas, efetivamente, em caráter presencial.

Art. 7º As atividades programadas para as etapas de Observação e de Regência devem
seguir a carga horária estipulada no Projeto Pedagógico, sendo distribuída da seguinte
forma:
115

30% Carga Teórica e
70% Carga Prática
Parágrafo Único: As atividades teóricas e práticas estão descritas no Art. 8º e
compreendem a tarefa do estagiário em todos os níveis.

DA REGÊNCIA

Parágrafo Único. A UFAL estabelece que a etapa da regência poderá ser cumprida nas
seguintes modalidades: participação junto ao titular de turma; monitoria; reforço; oficina;
minicurso; projetos de extensão dentre outras modalidades que a UFAL julgar pertinente.
Quando a etapa de regência for desenvolvida sob a modalidade de um curso de extensão a
ser oferecido para a comunidade interna da UFAL (professores, funcionários e discentes de
outras graduações), a carga horária desta etapa deverá compreender um total mínimo de 30
horas de execução, independentemente da habilitação.

CAPÍTULO VII

DAS ATIVIDADES DE ESTÁGIO

Art. 8º As atividades de Estágio deverão ser organizadas de forma que se proporcione aos
alunos uma experiência enriquecedora tanto no que se refere às especificidades de sua
habilitação como no âmbito mais amplo de sua formação de professor, devendo as
atividades, dependendo da habilitação, compreenderem:
a) execução e audição de palestras;
b) freqüência às aulas teóricas;
c) execução de aulas práticas em forma de mini-cursos e/ou oficinas;
d) observação e análise do ambiente escolar (aspecto físico, administrativo e dos recursos
humanos);
e) produção de trabalhos escritos;
f) confecção e entrega, no prazo estipulado, do Relatório Final de
Estágio.
Art. 9º A programação do Estágio deverá ser feita em comum acordo entre o estagiário e o
supervisor do Estágio.
Art. 10º A orientação dos estágios será feita pelo professor da disciplina de Estágio
Supervisionado em seus diferentes níveis.

CAPÍTULO VIII
116

DA COMISSÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Art. 11º A Comissão do Estágio Supervisionado do Curso de Geografia – Licenciatura da
UFAL/ Campus do Sertão em conformidade com o que prescreve o Regimento da UFAL,
compreendendo os seguintes membros:
I – Professores supervisores de estágio da UFAL, que são membros permanentes desta
comissão;
II – Coordenador do Curso de Geografia - Licenciatura;
III – Um representante discente titular e um suplente.
§ 1º A Comissão elegerá entre seus membros docentes um Presidente cuja designação será
oficializada pelo Conselho.
§ 2º A Comissão poderá ser convocada para reunião, pelo seu presidente ou pelo
coordenador de curso, sempre que se fizer necessário.
§ 3º O quorum para decisões será por maioria simples.

Art. 12º São atribuições da Comissão:
I – prestar assessoramento à Coordenação do Curso;
II - elaborar o regulamento do Estágio Supervisionado do Curso de Geografia Licenciatura e submetê-lo à aprovação do Conselho;
III – aprovar, acompanhar e avaliar o desenvolvimento das atividades na disciplina Estágio
Supervisionado constantes no Plano de Ensino;
IV – avaliar e decidir sobre matéria relacionada ao Estágio encaminhada pela Coordenação
do Curso de Geografia - Licenciatura e pelo Conselho;
V – propor aos docentes envolvidos na disciplina medidas para a consecução dos objetivos
da Comissão;
VI – manter atualizada a documentação referente à disciplina de Estágio Supervisionado e
a organização da mesma;
VII – eleger entre seus membros docentes um Presidente cuja designação deverá ser feita
por meio de resolução do Conselho;
VIII – dar conhecimento sobre o andamento do estágio aos órgãos que o solicitarem;
IX – contatar as Secretarias de Educação e Coordenadores Pedagógicos das escolas, a fim
de viabilizar a realização do Estágio Supervisionado.

Art. 13º São atribuições do Presidente da Comissão de Estágio Supervisionado:
I – solicitar à Direção os recursos materiais necessários à execução do Estágio
Supervisionado;
II – coordenar as atividades gerais desenvolvidas durante a realização do Estágio
Supervisionado e os recursos humanos envolvidos na execução da disciplina;
III – propor ao Conselho convênios que facilitem o desenvolvimento das atividades do
Estágio Supervisionado, depois de consultados os membros da Comissão;
117

IV – convocar e/ou coordenar as reuniões da Comissão junto ao coordenador de curso;
V – encaminhar as correspondências necessárias em nome da Comissão;
VI - propor ao Conselho, depois de consultados os membros da Comissão e a
Coordenadoria do Curso, a criação de comissão, sempre que necessário, visando alterações
no regulamento da disciplina de Estágio Supervisionado.

Art. 14º Como atividade curricular necessária para complementar a formação do
licenciado, a Prática de Ensino (sob a forma de Estágio Supervisionado) do Curso de
Geografia – Licenciatura terá os seguintes objetivos e pressupostos:
I – introduzir o futuro professor no meio profissional e oportunizar-lhe contato com a
realidade educacional na qual deverá atuar;
II – aplicar os conhecimentos adquiridos nas disciplinas componentes da Estrutura
Curricular por intermédio da vivência em situações de sala de aula;
III – oportunizar, através de um trabalho orientado por professores qualificados, atividades
práticas durante o Estágio Supervisionado na Universidade, nas escolas das redes pública
e/ou em outras instituições de ensino que se prestem às atividades. Acrescente-se que, com
o advento das novas tecnologias, as vídeo-aulas e as tele-aulas devem ser aproveitadas
como forma de os acadêmicos estarem atentos para outras possibilidades e formas reais de
ensino-aprendizagem mediadas por TV e vídeo (vídeo conferências);
IV - desenvolver nas disciplinas da área de Estágio Supervisionado um relatório final que
dê continuidade ao desenvolvido em Didática, com o propósito maior de interligar, sempre
que possível, a pesquisa, o ensino e a extensão;
V – estabelecer, dentro dos recursos humanos e materiais disponíveis, formas e
oportunidades de interlocução continuada com instituições de ensino para encaminhar
discussões e levantamentos de necessidades de ambas as partes acerca de questões de
ensino.

CAPÍTULO IX

DA SUPERVISÃO DO ESTÁGIO
Art. 15º Compreende-se por supervisão a assessoria dada ao aluno no decorrer do Estágio,
respectivamente, por docentes da UFAL, pelos supervisores de cada uma das disciplinas de
Estágio Supervisionado e por profissionais das escolas campo de Estágio, tais como
professores, coordenadores e diretores de escolas nas quais o aluno desenvolve suas
atividades de estágio, de forma que se propicie ao estagiário condições de elaboração do
programa e execução do Estágio com o máximo de aproveitamento.
Parágrafo Único. A supervisão do plano de estágio é considerada atividade de ensino,
constando no plano da faculdade e no plano individual do professor
Art. 16º A prática de Estágio deve ser feita de comum acordo entre o estagiário e seu
supervisor.

118

CAPÍTULO X

DAS ATIVIDADES DE SUPERVISÃO À DISTÂNCIA
Art. 17º Faculta-se ao professor da disciplina de Estágio a concessão da supervisão da
regência realizada pelo aluno em outros municípios, à distância, através dos meios
eletrônicos apropriados, e desde que estes estejam disponibilizados e autorizados pela
Universidade, em complemento aos encontros presenciais entre estagiários e professor
orientador, obedecidas as seguintes condições:
a) Que as mensagens trocadas entre supervisor e estagiário estejam seguramente mantidas
por ambos, preferencialmente mediante o uso de programas (ambientes) para criação,
participação e administração de cursos via internet, autorizados e mantidos pela UFAL.
b) Na impossibilidade do uso de tais programas (ambientes), faculta-se ao professor e ao
aluno, de comum acordo, realizar as atividades de supervisão à distância por meio de
correio eletrônico. Para tal finalidade, o professor deverá utilizar seu endereço eletrônico
fornecido pela UFAL.
Ambos, professor e aluno, devem se comprometer em guardar todas as mensagens trocadas
ao longo da supervisão, por um período mínimo de 06 meses após o término da supervisão.
Parágrafo Único. Fica a cargo do supervisor de estágio e do estagiário, em comum acordo,
decidir a quantidade de horas destinadas para a supervisão da regência à distância.

DAS FASES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO E DAS ATRIBUIÇÕES DO
SUPERVISOR
Art. 18º O Estágio Supervisionado deve se desenvolver através da execução de atividades
relacionadas à Orientação, Monitoria e Regência.
§ 1º A Orientação contará com exposições teóricas a serem realizadas pelo supervisor do
Estágio e da participação dos estagiários em atividades teóricas e práticas oferecidas pela
UFAL.
§ 2º A Monitoria contará com a atuação do estagiário na escola, em atividades variadas,
podendo compreender tanto a execução de atividades em sala, junto ao professor, como
atividades gerais de reconhecimento e análise do âmbito escolar como um todo.
§ 3º A Regência constará do desenvolvimento de aulas práticas;
§ 4º Nenhum aluno ficará isento do Estágio Supervisionado – aquele que já exerce o
Magistério poderá requerer autorização junto a Comissão para realizar o Estágio
Supervisionado na escola onde estiver lotado.
Art. 19° São atribuições do supervisor (Professor da disciplina de Estágio Supervisionado):
a) participar da elaboração do Programa de Estágio junto do discente;
b) zelar pela qualidade das atividades do Estágio;
c) orientar a elaboração do relatório final;
d) participar da avaliação de desempenho dos estagiários;
e) armazenar, nas dependências da UFAL, todos os relatórios finais de estágio
supervisionado.
119

CAPÍTULO XI

DO ESTAGIÁRIO
Art. 20º São considerados estagiários os alunos regularmente matriculados nas disciplinas
de Estágio Supervisionado.
Art. 21º São direitos dos estagiários:
I - receber orientação e assessoramento da Comissão e do supervisor durante o período de
realização do Estágio;
II - dispor dos elementos básicos necessários à execução de suas atribuições, dentro das
possibilidades científicas, técnicas e financeiras da escola/instituição onde realizar o
Estágio;
III - recorrer, mediante fundamentação de petição, de qualquer decisão do supervisor;
IV - ser esclarecido sobre os convênios firmados para realização do seu Estágio e
apresentar sugestões que sirvam para aprimorar o desenvolvimento do estágio.
Parágrafo Único. A Universidade Federal de Alagoas, através de seus órgãos competentes,
assegurará assistência de seguro de acidente pessoal em favor dos estagiários.

Art. 22º São deveres dos estagiários:
I – conhecer e cumprir o regulamento de Estágio;
II – participar da elaboração do Programa de Estágio;
III – cumprir o Programa de Estágio e respeitar suas normas de funcionamento e datas
estabelecidas pelo supervisor;
IV – manter sigilo sobre as atividades e informações a que tiver acesso em razão de suas
atividades no Estágio;
V – comunicar imediatamente ao supervisor sua ausência ou quaisquer fatos que venham a
interferir no desenvolvimento do Estágio;
VI – zelar pelo equipamento e material da UFAL e da instituição onde se realiza o estágio;
VII – elaborar e submeter à apreciação do supervisor o relatório final exigido para as
disciplinas de estágio no tempo previsto;
VIII – cumprir toda a carga horária prescrita para o estágio supervisionado;
IX – aceitar as escolas campo de estágio conveniadas;
X – anexar ao relatório final todos os documentos e registros pertinentes ao estágio
supervisionado;
XI – entregar nas escolas campo de estágio uma carta de apresentação advinda da UFAL
em nome do supervisor de estágio;
XII – ter assiduidade nas aulas das disciplinas de estágio;
XIII – respeitar e adequar-se às normas disciplinares e regimentais da UFAL e das
instituições de ensino onde prestar estágio;
XIV – ter ética e comportamento social adequado em todos os ambientes que envolvem o
120

estágio supervisionado;
XV – refazer planos, projetos e relatórios sempre que solicitado pelo supervisor;
XVI – registrar todas as atividades desenvolvidas no período de estágio;
XVII – entregar a versão definitiva do relatório final de estágio ao supervisor, no prazo
pré-fixado, como requisito final de aprovação.

CAPÍTULO XI

DA AVALIAÇÃO
Art. 23º A avaliação dos estagiários deverá garantir a realimentação dos currículos do
Curso de Geografia - Licenciatura, bem como indicar caminhos para a melhoria da
qualidade do ensino que a Universidade oferece.
§ 1º A verificação da aprendizagem nas disciplinas da área de Estágio Supervisionado será
composta de, no mínimo, 04 (quatro) avaliações assim distribuídas para cada disciplina de
Estágio:
a) avaliação contínua, feita através do acompanhamento semanal das atividades
desenvolvidas pelos alunos, verificando a participação de cada um deles e/ou de grupos de
alunos nas aulas teóricas e nas demais atividades programadas durante o Estágio, tais como
discussões, seminários, participação em palestras, entrevistas e observações feitas nas
escolas;
b) trabalhos escritos (artigo, ensaio, resenhas);
c) prática docente (regência, palestras, mini-cursos, oficinas);
d) provas escritas e/ou relatórios parciais;
e) relatório final.
§ 2º Considerada a natureza das disciplinas de estágio supervisionado, NÃO haverá a
possibilidade de provas substitutivas.
§ 3º Será considerado aprovado o estagiário que obtiver, na média final das disciplinas de
Estágio Supervisionado, nota igual ou superior a 7,0.

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 24° O Regulamento de Estágio Curricular Supervisionado está subordinado à
Comissão e à Coordenação de Geografia – Licenciatura da UFAL.
Art. 25º Os casos omissos serão dirimidos pela Comissão.

121

ANEXO 2 - RESOLUÇÃO Nº 03/2014: Normas para aferição de até 200
(duzentas) horas obrigatórias de Atividades Acadêmico-CientíficoCulturais
(AACC)
RESOLUÇÃO Nº 03/2014 – Colegiado do Curso de Licenciatura em Geografia, de 22
de janeiro de 2014.
Dispõe sobre normas para aferição de até 200
(duzentas)
horas
obrigatórias
de
Atividades
Acadêmico-Científico-Culturais (AACC) para os
alunos do curso de Licenciatura em Geografia.
O COORDENADOR DO CURSO DE GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL
DE ALAGOAS – CAMPUS DO SERTÃO,
Faço saber que o Colegiado do Curso de Geografia, usando de atribuições e,
CONSIDERANDO a exigência do curso, em cumprimento por parte dos discentes,
alternativamente, de 200 horas de Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (AACC);
CONSIDERANDO as diretrizes estabelecidas pelo projeto pedagógico do curso, formar
licenciados em Geografia em condições de atuarem nas escolas das redes públicas e
privadas, de acordo com as atuais exigências pedagógicas;
CONSIDERANDO a necessidade de padronização das regras de contabilização da AACC,
bem como a sua divulgação para professores e alunos do curso de Geografia;

RESOLVE
Aprovar os critérios para aferição de até 200 (duzentas) horas obrigatórias de Atividades
Acadêmico-Científico-Culturais (AACC) para os alunos do Curso de Licenciatura em
Geografia;
A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Coordenação do Curso de Licenciatura em Geografia,
em Delmiro Gouveia, 22 de janeiro de 2014
___________________________________________
Profa. Dra. Danielle Gomes da Silva
Coordenadora do Curso de Licenciatura em Geografia
__________________________________________________
Profa. Msc. Francisca Maria Teixeira Vasconcelos
Vice-coordenadora do Curso de Licenciatura em Geografia

122

Anexo da Resolução nº 03/2014 – Colegiado do Curso de Geografia, de 22 de janeiro
de 2014.
CRITÉRIOS PARA AFERIÇÃO DAS ATIVIDADES ACADÊMICO-CIENTÍFICOCUTURAIS (AACC) – CURSO DE LICÊNCIATURA EM GEOGRAFIA –
CAMPUS DO SERTÃO
Capítulo I
Disposições Preliminares
Art. 1º - Esta resolução estabelece os critérios para a aferição das 200 (duzentas) horas
obrigatórias de Atividades Acadêmico-Científico-Cultural (AACC) para os alunos do
Curso de Licenciatura em Geografia – Campus do Sertão.
Capítulo II
Aferição das Horas de AACC
Art. 2º - O aluno poderá cumprir sua carga horária de AACC realizando atividades no
mínimo em duas das seguintes modalidades: ensino, pesquisa e extensão. As atividades
que serão computadas, bem como suas respectivas cargas horárias equivalentes são as
seguintes:
I.

ATIVIDADES DE ENSINO

Atividades

Pontuação por atividade

Pontuação máxima

1. Bolsa de monitora em disciplina ligada ao Curso de
Geografia da UFAL.

Semestre = 40 h AACC

80 horas

2. Bolsa de monitoria em outros cursos da UFAL.

Semestre = 35 h AAC

70 horas

3. Projeto de monitoria voluntária no curso
deGeografia.

Semestre = 50 h AACC

100 horas

1 h = 2 h AACC
1 h = 2 h AACC
1 h = 2 h AACC

100horas
80 horas
60 horas

1 h = 1 h AACC
1 h = 2 h AACC
1 h = 2 h AACC

100 horas
80 horas
60 horas

Obra = 60 h AACC
Obra = 30 h AACC

120 horas
60 horas

Obra = 30 h AACC

30 horas

4. Participação como docente em projetos de natureza
educacional, no âmbito da UFAL, tais como: redução
do analfabetismo, educação de adultos, educação
inclusiva, nas modalidades a seguir.
4.1. Curso de aperfeiçoamento (mínimo de 40 h/a).
4.2. Curso de atualização (mínimo de 40 h/a).
4.4. Oficinas e minicursos (mínimo de 3h/a).
5. Participação como auxiliar, assistente ou monitor em
projetos de natureza educacional.
5.1. Curso de aperfeiçoamento (mínimo de 180 h/a).
5.2. Curso de atualização (mínimo de 40 h/a).
5.3. Minicursos e oficina (mínimo de 3 h/a).
6. Produção, de material didático-pedagógico,
resultante de projeto ligado a uma instituição
educacional pública ou privada.
6.1. Livro, vídeo ou mídia digital
. Autor
. Co-autor
6.2. Texto ou artigo.
. Autor

123

. Co-autor

Obra = 15 h AACC

15 horas

Obra = 30 h AACC
Obra = 15 h AACC

60 horas
30 horas

8. Apoio ao ensino:
8.1. Bolsa de apoio técnico
8.2. Voluntário de apoio técnico

1 h = 1 h AACC
1 h = 1 h AACC

60 horas
80 horas

9. Premiação de trabalho acadêmico de ensino por
parte de instituição pública ou privada.
9.1. Âmbito internacional
9.2. Âmbito nacional
9.3. Âmbito regional ou local

Prêmio = 40 h AACC
Prêmio = 30 h AACC
Prêmio = 25 h AACC

40 horas
30 horas
25 horas

7. Participação como auxiliar ou assistente na produção
de material didático pedagógico, resultante de projeto
ligado a uma instituição educacional pública ou
privada:
7.1. Livro, vídeo ou mídia digital.
7.2. Texto ou artigo

II. PESQUISA
Atividades

Pontuação por atividade

Pontuação
máxima

1. Bolsistas de iniciação científica e do Programa de
Educação Tutorial (PET) atuando em projeto de pesquisa
registrado na UFAL.

Semestre = 40 h AACC

80 horas

Semestre = 50 h AACC

100 horas

Semestre = 35 h AACC

70 horas

4. Trabalhos acadêmicos na área de Geografia ou em
área correlata, inéditos, em publicações a seguir.
4.1. Periódico indexado internacionalmente.
4.2. Periódico indexado nacionalmente.
4.3. Periódico de circulação regional ou local.

Obra = 80 h AACC
Obra = 60 h AACC
Obra = 50 h AACC

80 horas
60 horas
100 horas

5. Produção de livro técnico, publicado na área de
Geografia ou correlata, que tenha sido aprovado por
comissão editorial.
5.1. Autoria de livro técnico
5.2. Autoria de capítulo de livro técnico

Obra = 80 h AACC
Obra = 50 h AACC

100 horas
80 horas

6. Apresentação de trabalho em congressos ou atividades
semelhantes.
6.1. Âmbito internacional.
6.2. Âmbito nacional.
6.3. Âmbito regional ou local.

Atividade = 40 h AACC
Atividade = 25 h AACC
Atividade = 20 h AACC

80 horas
100 horas
80 horas

7. Trabalho completo publicado em Anais de congresso
ou atividade semelhante
7.1.Âmbito internacional.

Obra = 40 h AACC

80 horas

2. Voluntário em projeto de iniciação científica atuando
em projeto de pesquisa registrado na UFAL.
3. Participante em projeto de pesquisa, credenciado por
órgão de fomento, vinculado a outras instituições
públicas.

124

7.2. Âmbito nacional.
7.3. Âmbito regional ou local.

Obra = 35 h AACC
Obra = 30 h AACC

70 horas
90 horas

8. Resumo em anais de congressos ou atividades
semelhantes.
8.1. Âmbito internacional.
8.2. Âmbito nacional.
8.3. Âmbito regional ou local

Obra = 20 h AACC
Obra = 15h AACC
Obra = 10 h AACC

60 horas
60 horas
60 horas

9. Monografia premiada em concurso público
9.1. Âmbito internacional.
9.2. Âmbito nacional.
9.3. Âmbito regional ou local.

Obra = 80 h AACC
Obra = 60 h AACC
Obra = 50 h AACC

80 horas
60 horas
50 horas

10. Premiação de trabalho acadêmico de pesquisa por
parte de instituição pública ou privada.
10. 1. Âmbito internacional.
10.2. Âmbito nacional.
10.3. Âmbito regional ou local.

Prêmio = 40 h AACC
Prêmio = 30 h AACC
Prêmio = 25 h AACC

40 horas
30 horas
25 horas

Pontuação por atividades

Pontuação
máxima

Atividade = 20 h AACC
Atividade = 15 h AACC
Atividade = 10 h AACC

40 horas
45 horas
50 horas

3 h = 1 h AACC

100 horas

Plenária = 4 h AACC
Plenária = 2 h AACC

20 horas
30 horas

Semestre =20 h AACC

40 horas

Semestre =10 h AACC

20 horas

4. Trabalhos específicos do profissional de Geografia
realizados em museus, arquivos, centros de
documentação e semelhantes.
4.1. Por cada hora de trabalho

1 h = 1h AACC

100 horas

5. Participação em apresentações artísticas em
instituições públicas ou privadas, tais como espetáculo
de teatro, música, poesia, dança, exposição de pinturas e
fotografias. As apresentações devem estar vinculadas a
projetos acadêmicos sócio-ambientais, ligados à
Geografia.
5.1. Por montagem

Atividade = 10h AACC

60 horas

Atividade =10 h AACC

40 horas

III. EXTENSÃO
Atividades
1. Participação em eventos acadêmicos na área de
Geografia ou em área correlata, tais como: cursos,
congressos, seminários, conferências, simpósios e
colóquio:
1.1. Âmbito internacional.
1.2. Âmbito nacional.
1.3. Âmbito regional ou local.
2.Estágio “não curricular” na área de Geografia ou
correlata, realizado em instituição pública ou privada.
3. Representação estudantil
3.1.Colegiados superiores da UFAL (por cada plenária).
3.2.Plenária Departamental e no Colegiado do Curso de
Geografia (por cada plenária).
3.3.Membro eleito para o DCE da UFAL (por semestre).
3.4.Membro eleito para o CA de Geografia (por
semestre).

6.Promoção e/ou participação em atividades culturais
regulares, tais como, grupo de cinema e outros, em
instituições públicas e privadas, ligadas à Geografia (por
semestre).

125

7. Bolsista de Extensão cadastrado na UFAL.

Semestre =40 h AACC

80 horas

8. Bolsista voluntário registrado em projeto de Extensão
cadastrado na UFAL

Semestre = 50 h AACC

100 horas

2 h = 3 h AACC

60 horas

10. Participação em minicurso, oficina e similares na
área de Geografia ou em área correlata.
10.1. Âmbito internacional.
10.2. Âmbito nacional.
10.3. Âmbito regional ou local.

1 h = 2 h AACC
1 h = 1 h AACC
1 h = 1 h AACC

40 horas
40 horas
40 horas

11. Participação como ouvinte em conferência, palestras
e similares na área de Geografia ou correlata.

Atividade = 1 h AACC

40 horas

Atividade = 6 h AACC

60 horas

Prêmio = 40 h AACC
Prêmio = 30 h AACC
Prêmio = 25 h AACC

40 horas
30 horas
25 horas

9. Colaborador voluntário em atividade de Extensão

12. Visita técnica a instituições culturais patrimoniais,
vinculada a projeto acadêmico e não a atividades
disciplinares regulares.
13.Premiação de trabalho acadêmico de extensão por
parte de instituições pública ou privada:
13.1. Âmbito internacional.
13.2. âmbito nacional.
13.3. Âmbito regional ou local.

Capítulo 3
Computação das horas de AACC nos registros individuais dos alunos
Art 1o – Para obterem o registro das horas de AACC, os alunos do curso de Geografia
deverão entregar à Coordenação do Curso, no prazo legalmente fixado a cada semestre, um
requerimento solicitando a validação das atividades desenvolvidas com os respectivos
documentos comprobatórios.
Parágrafo único – Cada documento só poderá ser contabilizado uma única vez, ainda que
possa ser abrigado em mais de um critério.
Art 2o – A cada semestre letivo o coordenador do Curso de Geografia determinará o
período para entrega dos relatórios de AACC e a data da divulgação dos resultados.
Art 3o – O Coordenador do Curso encaminhará os processos a membros do Colegiado de
Curso para análise e respectivo parecer que serão votados na plenária do Colegiado.
Art. 4o – Após aprovada a computação das horas de AACC pelo Colegiado, o Coordenador
do Curso fará o devido registro no SIEWEB e arquivará o processo.
Art 5o – O Colegiado do Curso de Geografia poderá definir normas complementares para
cada tipo de atividade, bem como exigir documentos que julgar necessários para computar
horas de AACC.
Art 6o – Só serão contabilizadas as atividades realizadas durante o período em que o aluno
estiver vinculado ao curso de Licenciatura em Geografia - Campus do Sertão.
Capítulo 4
Disposições finais e transitórias
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Art. 7o – Os casos omissos serão analisados e decididos pelo Colegiado de Curso de
Geografia – Campus do Sertão.
Art. 8o – Esta resolução entra em vigor na data de sua aprovação pelo Colegiado de Curso
de Geografia – Campus do Sertão.
Coordenação do Curso de Geografia,
em Delmiro Gouveia, 22 de janeiro de 2014.

___________________________________________
Profa. Dra. Danielle Gomes da Silva
Coordenadora do Curso de Licenciatura em Geografia

__________________________________________________
Profa. Msc. Francisca Maria Teixeira Vasconcelos
Vice-coordenadora do Curso de Licenciatura em Geografia

127

ANEXO 3 – RESOLUÇÃO Nº 001/2013 (Revisada em 12 de junho de 2019):
Regulamenta o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do Curso de Licenciatura
em Geografia da Universidade Federal de Alagoas, Campus do Sertão, e dá outras
providências.
RESOLUÇÃO Nº 001 de 26 de novembro de 2013. Revisada e aprovada em 12 de
junho de 2019.
Regulamenta o Trabalho de Conclusão de
Licenciatura (TCC) do Curso de Geografia da
Universidade Federal de Alagoas, Campus do
Sertão, e dá outras providências.
O Colegiado de Curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Federal de Alagoas,
Campus do Sertão, no uso de suas atribuições, passa a regulamentar a elaboração e
apresentação dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) DE CARÁTER
MONOGRÁFICO, segundo as seguintes disposições:
Art. 1º – As normas que regem as Monografias do Curso de Geografia se encontram
nesta Resolução, cujo objetivo é nortear alunas, alunos, professoras e professores sobre as
suas disposições, orientando-as/os quanto às normas de funcionamento, programas e
disciplinas a serem cumpridas pelos mesmos, a fim de favorecer o processo de formação
profissional e articular ensino, pesquisa e extensão.
Art. 2º – A elaboração dessa regulamentação está de acordo com as Diretrizes do Curso
de Geografia, conforme Projeto Político Pedagógico (PPC) aprovado em maio de 2018
pelo Colegiado de Curso de Graduação em Geografia.
Art. 3º – Os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) deverão ser orientados por docentes
efetivos da Universidade Federal de Alagoas – UFAL.
§ 1º – As professoras e os professores substitutos poderão orientar Trabalhos de
Conclusão de Curso (TCC).
§ 2º – Os discentes deverão ter ciência que a orientação e/ou coorientação do TCC
realizada por professora e professor substituto só poderá ocorrer durante a vigência do
contrato do mesmo, cabendo ao discente desenvolver e apresentar o TCC no respectivo
período.
§ 3º – Em caso de desligamento do professor ou professora substituta, o/a discente deverá
procurar outro docente, que seja vinculado a UFAL.
§ 4º – Os professores e professoras efetivos e substitutos poderão rescindir o compromisso
de orientação, caso o discente não cumpra os prazos e metas estabelecidas pelos mesmos.
Art. 4º – O trabalho Monográfico deve propiciar a complementação do ensino e da
aprendizagem da aluna e do aluno, devendo ser executado por ela/ele, acompanhado,
orientado e avaliado por um(a) docente da Universidade, em conformidade com o
currículo, programas e calendários escolares, sendo condição para obtenção do diploma de
Conclusão de Curso.
§ 1º – Há possibilidade de coorientação de docentes de instituição pública Federal ou
Estadual, desde que o/a coorientador/a apresente titulação de Especialista, Mestre ou
Doutor, e que haja autorização do orientador ou orientadora. Todo pedido de coorientação
128

deverá ser justificado e encaminhado para apreciação do colegiado do curso, podendo ser
deferido ou não.
Art. 5º – Fica estabelecido que o limite máximo de trabalhos por orientador seja 05
(cinco), salvo nos casos em que haja o interesse particular do/a orientador/a em exceder
este limite.
Art. 6º – Ao final do 8° período, a Monografia deverá ser apresentada à Banca
Examinadora para defesa com, no mínimo, 40 laudas.
§ 1º – Apresentar o trabalho final dentro do cronograma de atividades estabelecido pela
comissão de TCC, colegiado de curso e NDE.
§ 2 – O orientando ou a orientanda que não cumprir em tempo máximo o cronograma de
atividades terá que solicitar ao Colegiado do Curso de Geografia uma ampliação de prazo
para defesa. Esta solicitação deverá ser encaminhada ao Colegiado do Curso de Geografia,
mediante justificativa; podendo o Colegiado denegar o pedido.
Art. 7º – Compete à Comissão de TCC, entre outras atribuições:
§ 1º – Coordenação acadêmica das Monografias do curso de Geografia;
§ 2º – Acompanhar e orientar periodicamente as atividades docentes e discentes
vinculadas as Monografias;
§ 3º – Elaborar e manter atualizado, juntamente com a Coordenação do Curso de
Geografia e o Colegiado do Curso de Geografia, a Regulamentação do Trabalho de
Conclusão de Licenciatura, aprovada por estas instâncias;
§ 4º – Mediar com os discentes, ao final do 6º semestre, a escolha das linhas de pesquisa e
do/a docente que irá lhe orientar;
§ 5º – Organizar reuniões para dialogar sobre a construção das Monografias;
§ 6º – Disponibilizar para divulgação, em local público, a relação contendo o nome das
alunas e dos alunos e a respectiva data da apresentação das Monografias à Banca
Examinadora;
§ 7º – Enviar a Coordenação de curso, em até 05 (cinco) dias úteis após a entrega das
versões definitivas do TCC, a ata de defesa do TCC para lançamento da nota do(a)
aluno(a) e posterior arquivamento.
Art. 8º – A disciplina Pesquisa Educacional tem por objetivo instrumentalizar o/a aluno(a)
no processo de construção do Projeto de Pesquisa para a efetiva elaboração da
Monografia.
§ 1º – Deverá o aluno e a a l u n a se subsidiar na disciplina Pesquisa Educacional
para a escolha do tema e conhecimento das regras desta regulamentação para assim dar
início à execução do trabalho Monográfico.
§ 2º – A aprovação na disciplina Pesquisa Educacional é condição para o/a discente dar
início à elaboração do trabalho Monográfico e, por conseguinte, obter, em caso de
aprovação, diplomação de conclusão do Curso de Geografia.
§ 3º – O Projeto de Pesquisa deverá ser elaborado pelo(a) aluno(a) durante a execução da
disciplina Pesquisa Educacional, que se realizará no 6º período, e seu desempenho deverá
ser avaliado, pelo/a professor/a da disciplina no transcorrer desse período, respeitando os
objetivos da disciplina.
129

Art. 9º – O trabalho Monográfico poderá ser definido pelo/pela discente a partir de temas
oriundos das experiências vivenciadas no campo de estágio e/ou outro campo, desde que
relacionados às áreas da Ciência Geográfica.
Art. 10 – O aluno e a aluna compete a escolha da temática que será abordada no trabalho
Monográfico, com exclusiva responsabilidade sobre esta escolha, sob orientação da
professora ou professor da disciplina de Pesquisa Educacional e/ou sob orientação do
Professor ou professora Orientador/a, conforme disposto no Art. 09 dessa regulamentação.
Art. 11 – O(a) aluno(a) deverá convidar a professora ou o professor orientador(a) que irá
orientar o seu trabalho Monográfico, conforme a área de trabalho de cada docente. A
orientação será condicionada a aceitação por parte do(a) professor(a) orientador(a)
convidado(a), mediante assinatura do Termo de Orientação de TCC (disponível no site) que
deverá ser entregue à Comissão de TCC do curso de Licenciatura em Geografia.
Art. 12 - O trabalho Monográfico deverá ser realizado individualmente, apresentado e
avaliado por Banca Examinadora.
Art. 13 – A defesa oral da Monografia deverá ser realizada pelo aluno ou aluna, em sessão
pública, em tempo máximo de (20) minutos, cabendo tão somente ao monografando e aos
membros da banca o mérito da discussão sobre o trabalho de monografia.
§ 1º – A apresentação da Monografia deverá obedecer rigorosamente aos prazos do
calendário acadêmico da universidade;
§ 2º – A banca examinadora, após apresentação oral da Monografia, realizará as arguições
julgadas necessárias, visando elucidar quaisquer aspectos que se fizerem necessários;
§ 3º – A nota do TCC será atribuída pela banca examinadora e deverá ser entre 0,0 (zero)
e 10 (dez). Será considerado aprovada ou aprovado a(o) aluna(o) que obtiver a média igual
ou superior a 7,0 (sete).
§ 4º – A nota final é resultante da média aritmética entre as notas atribuídas por cada
membro da Banca Examinadora.
§ 5º – A avaliação da Banca Examinadora é soberana, não cabendo ao aluno ou a aluna
recurso para revisão de nota.
§ 6 º – No julgamento final do TCC, serão considerados necessariamente o trabalho
propriamente dito (registro impresso) e a sua apresentação oral;
§ 7º – O aluno ou aluna, após a apresentação da Monografia, deverá ser informado do
respectivo grau conferido pela banca examinadora;
§ 8 º – A banca examinadora poderá exigir alterações na Monografia, cabendo a/ao
discente realizar as correções no prazo máximo de 30 (trinta) dias corridos.;
Art. 14 – O trabalho Monográfico deverá caracterizar-se como pesquisa teórica,
bibliográfica, empírica e teórica/bibliográfica/empírica. No caso da pesquisa empírica no
trabalho Monográfico, orienta-se verificar a necessidade de submissão ao Comitê de Ética
da UFAL, conforme Regimento Interno da Instituição.
Art. 15 – Fica estabelecido que cada professor e professora orientador/a deverá realizar
orientação conforme calendário pré-estabelecido com o/a discente.
Art. 16 – É direito da orientadora ou do orientador do(a) orientador(a) desligar o/a
discente de sua orientação caso o(a) mesmo(a) não cumpra o disposto no Art. 18 desta
regulamentação.
130

Art. 17 – Durante o período de orientação do TCC, o(a) professor(a) orientador(a),
com base nesta regulamentação, atenderá aos critérios, devendo:
§ 1º- C o m u n i c a r à Comissão de TCC a data da defesa por meio do Requerimento de
TCC, indicando a data da defesa e os nomes dos professores que irão compor a Banca;
§ 2 º – Agendar data e sala, (assim como os recursos a serem utilizados) para defesa da
monografia do(a) discente;
§ 3 º – Agendar as defesas de preferência no turno da noite;
§ 4 º – Preparar e Imprimir os seguintes documentos para a defesa: Ata, Folha de
aprovação e Declarações dos professores(as) da banca (docs disponíveis no site). Obs: as
declarações devem ser assinada pela Comissão de TCC.
Art. 18 - A Banca Examinadora será composta pelo(a) professor(a) orientador(a), por
um(a) professor(a) da Universidade F e d e r a l d e A l a g o a s e por um(a) professor(a)
convidado(a), atendendo-se a o seguinte critério:
§ 1º – Na composição da Banca deverá conter obrigatoriamente pelo menos 01 (um/a)
docente da área de Geografia.
§ 2 º – Poderá participar como avaliador e avaliadora de banca examinadora servidor/a de
instituição pública Federal, Estadual ou Municipal de ensino ou pesquisa, desde que tenha
título de especialista, mestre ou doutor/a.
§ 3º – Também poderá participar profissional que tenha título de especialista, mestre ou
doutor/a.
§ 4º – Também poderá participar, estudantes vinculadas/os à programas de pós-graduação
em Instituição reconhecida pelo MEC.
§ 5º – Em caso de coorientação, o mesmo poderá substituir o orientador no momento da
defesa do TCC e/ou participar da banca como o quarto integrante da banca examinadora.
Art. 19 – É dever da/do discente:
§ 1 º - Escolher a temática que será abordada na Monografia, com exclusiva
responsabilidade sobre a escolha;
§ 2 º – Ser aprovado(a), previamente, na disciplina de Pesquisa Educacional;
§ 3º – Ser assíduo(a) e pontual nos encontros agendados com o(a) professor(a)
orientador(a);
§ 4º – Desenvolver as tarefas solicitadas pelo(a) professor(a) orientador(a), de acordo com
o cronograma pré-estabelecido;
§ 5 º – Entregar o TCC no prazo estabelecido e de acordo com os padrões e normas da
UFAL vigentes, disponíveis com a Comissão de TCC;
§ 6 º – Caso o TCC tenha sido reprovado, a/o discente deverá realizar uma nova matrícula
para concluir o TCC em um novo semestre, se ainda estiver dentro do prazo para conclusão
do curso;
§ 7º – E n c a m i n h a r à Banca Examinadora a Monografia em 03 (três) cópias
impres s as e encadernadas (espiral) antes da defesa;
§ 8 º – Entregar na biblioteca do Campus do Sertão, até 30 (trinta) dias corridos após a
aprovação do TCC pela Banca Examinadora, 01 (uma) cópia da versão definitiva da
Monografia em capa dura na cor preta com letras douradas, com mais 01 (uma) cópia
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em CD, para o acervo da biblioteca, conforme as normas vigentes da ABNT e padrão
UFAL de normatização de Monografias.
§ 9 º – Entregar na coordenação do curso 01 (uma) cópia da versão definitiva do TCC
em capa dura na cor preta com letras douradas, com mais 01 (uma) cópia em CD,
para o acervo da coordenação, juntamente com o comprovante de entrega
das versões da biblioteca e a cópia da ata de aprovação, para que a nota do
TCC possa ser inserida no sistema.
Art. 20 – O TCC reger-se-á pela presente Regulamentação de Trabalho de
Conclusão de Licenciatura em Geografia.
Art. 21 – A presente regulamentação entrará em vigor a partir da data de sua aprovação
pelo Colegiado do Curso de Geografia.
Art. 22 – Os casos omissos nesta regulamentação serão encaminhados por escrito à
Comissão de TCC e ao Colegiado do Curso de Geografia a fim de serem deliberados em
sessão extraordinária.

Coordenação do Curso de Geografia – Licenciatura
Colegiado do Curso de Geografia
Delmiro Gouveia, 12 de junho de 2019

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APÊNDICES
Fluxograma do Curso de Geografia – Licenciatura

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