PPC_Ciências: Biologia, Física e Química

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                    MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS DO SERTÃO
PROGRAMA INSTITUCIONAL DE FOMENTO E INDUÇÃO DA INOVAÇÃO DA FORMAÇÃO INICIAL E
CONTINUADA DE PROFESSORES COM ÊNFASE NA EDUCAÇÃO INTEGRAL – PRILEI/UFAL

CURSO DE LICENCIATURA CIÊNCIAS: BIOLOGIA, FÍSICA e QUÍMICA

PROJETO PEDAGÓGICO DE CURSO
(Edital nº 3/2025 SEB/MEC)

Prof. Dr. Agnaldo José dos Santos
Prof. Dr. Amauri da Silva Barros
Prof. Dr. Willamys Cristiano Soares Silva
Prof. Dra. Maria Danielle Araújo Mota
Prof. Dra. Monique Gabriela Ângelo da Silva
Prof. Dr. Elton Casado Fireman
Márcia Valéria Oliveira Gonçalves
Profa. Dra. Valéria R. dos Santos Malta
Rogério Brilhante Gonçalves
Profa. Dra. Francisca Maria Teixeira Vasconcelos
Profa. Dra. Ana Paula Solino Bastos
Prof. Dr. Marcelo Felisberto de Lima

Delmiro Gouveia – AL, janeiro de 2026

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CAMPUS DO SERTÃO
CURSO DE LICENCIATURA CIÊNCIAS: BIOLOGIA, FÍSICA e QUÍMICA
(Edital nº 3/2025 SEB/MEC)
Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Ciências: Biologia, Física e Química elaborado de acordo com a
Resolução CNE/CP 04/2024 e Edital nº 3/2025 SEB/MEC- Programa institucional de fomento e indução da inovação
da formação inicial e continuada de professores com ênfase na Educação Integral – PRILEI/UFAL.

Reitor da UFAL
Prof. Dr. Josealdo Tonholo
Vice-Reitora
Prof. Dra. Eliane Aparecida Holanda Cavalcanti
Pró-Reitora de Graduação
Profª. Drª. Eliane Barbosa da Silva
Corpo Técnico PROGRAD
Márcia Valéria Oliveira Gonçalves
Prof. Dr. Willamys Cristiano Soares Silva
Diretores do Campus do Sertão
Prof. Dr. Thiago Trindade Matias – Diretor Geral
Prof. Dra. Flávia Jorge de Lima – Diretora Acadêmica
Comissão de Elaboração
Prof. Dr. Agnaldo José dos Santos
Profa. Dra Valéria R. dos Santos Malta
Prof. Dra. Maria Danielle Araújo Mota
Prof. Dra. Monique Gabriela Ângelo da Silva
Prof. Dr. Elton Casado Fireman
Márcia Valéria Oliveira Gonçalves
Rogério Brilhante Gonçalves
Profa. Dra. Francisca Maria Teixeira Vasconcelos
Profa. Dra. Ana Paula Solino Bastos
Prof. Dr. Marcelo Felisberto de Lima
Delmiro Gouveia – AL, janeiro de 2026.
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SUMÁRIO
1. DADOS DA INSTITUIÇÃO _______________________________________________ 06
2. DADOS DO CURSO _____________________________________________________ 06
2.1 Público Alvo _________________________________________________________ 07
2.2 Formas de Ingresso ao Curso ____________________________________________ 07
3. CONTEXTUALIZAÇÃO __________________________________________________ 07
3.1 Contexto regional e local _______________________________________________ 08
3.2 Adequação Docente ____________________________________________________ 11
4. CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO _______________________________________ 12
5. PERFIL DO EGRESSO ___________________________________________________ 21
6. CAMPO DE ATUAÇÃO __________________________________________________ 22
7. PRINCÍPIOS NORTEADORES, HABILIDADES E COMPETÊNCIAS _____________ 22
7.1 Princípios norteadores _________________________________________________ 22
7.1.1 Formação sólida __________________________________________________ 22
7.1.2 Fortalecimento entre a teoria e a prática ________________________________ 23
7.2 Compreensão da diversidade cultural e pluralidade dos indivíduos _______________ 23
7.3 Interdisciplinaridade ___________________________________________________ 23
7.4 Habilidades e competências _____________________________________________ 24
8. OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS ______________________________________ 26
8.1 Objetivos gerais ______________________________________________________ 27
8.2 Objetivos específicos __________________________________________________ 27
9. ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA _________________________________________ 28
9.1 Colegiado do Curso de Licenciatura em Ciências: Biologia, Física e Química ______ 28
9.2 Núcleo Docente Estruturante (NDE) ______________________________________ 30
9.3 Equipe Multidisciplinar ________________________________________________ 30
10. MATRIZ E PROPOSTA CURRICULAR _____________________________________ 32
10.1 Matriz curricular _____________________________________________________ 33
10.2 Transversalidade _____________________________________________________ 36
10.3 Educação em Direitos Humanos _________________________________________ 36
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10.4 Educação para as Relações Étnico-Raciais _________________________________ 37
10.5 Educação Ambiental __________________________________________________ 39
11. ORDENAMENTO CURRICULAR __________________________________________ 40
12. EMENTAS _____________________________________________________________ 44
12.1 Ementário dos Componentes Curriculares do 1º Período ______________________ 44
12.2 Ementário dos Componentes Curriculares do 2º Período ______________________ 49
12.3 Ementário dos Componentes Curriculares do 3º Período ______________________ 55
12.4 Ementário dos Componentes Curriculares do 4º Período ______________________ 61
12.5 Ementário dos Componentes Curriculares do 5º Período ______________________ 69
12.6 Ementário dos Componentes Curriculares do 6º Período ______________________ 75
12.7 Ementário dos Componentes Curriculares do 7º Período ______________________ 81
12.8 Ementário dos Componentes Curriculares do 8º Período ______________________ 87
12.9 Ementário dos Componentes Curriculares Optativos _________________________ 97
13. ATIVIDADES COMPLEMENTARES ______________________________________ 104
14. ESTÁGIO SUPERVISIONADO____________________________________________ 106
14.1 Relação Teoria e Prática ______________________________________________ 109
14.2 Relação com a rede de escolas da Educação Básica ________________________ 113
14.3 Prática Pedagógica nos Componentes Curriculares _________________________ 114
15. RESIDENCIA DOCENTE ________________________________________________ 117
16. ENSINO MEDIADO POR TECNOLOGIAS______________ ____________________119
16.1 Ambiente Virtual de Aprendizagem ____________________________________ 121
16.2 Material Didático na Formação Discente: Abrangência, Acessibilidade e Inovação _122
17. TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO _________________________________ 123
18. ATIVIDADES DE TUTORIA _____________________________________________ 124
18.1 Conhecimentos, Habilidades e Atitudes Necessárias às Atividades de Tutoria ____ 126
19. ATIVIDADES ACADÊMICAS DE EXTENSÃO – AAE ________________________ 127
20. POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO _____________________ 130
20.1 Inovação e Qualificação ______________________________________________ 131
20.2 Internacionalização __________________________________________________ 131
4

20.3 A Responsabilidade Social ____________________________________________ 132
20.4 Acessibilidade ______________________________________________________ 133
20.5 Inclusão e Política de Cotas ___________________________________________ 136
20.6 Apoio ao Discente ___________________________________________________ 136
20.7 Política de Extensão _________________________________________________ 137
20.8 Política de Pesquisa __________________________________________________ 138
21. METODOLOGIAS DE ENSINO, APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO ___________ 139
21.1 Avaliação e Aprendizagem ____________________________________________ 142
21.2 Autoavaliação do Curso ______________________________________________ 146
22. INFRAESTRUTURA ___________________________________________________ 148
23. RECURSOS HUMANOS ________________________________________________ 150
24. REFERÊNCIAS ________________________________________________________ 152

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1 – DADOS DA INSTITUIÇÃO
 INSTITUIÇÃO:
Universidade Federal de Alagoas
 LEI DE CRIAÇÃO:
Lei nº 3.867, de 25 de janeiro de 1961.
 UNIDADE ACADÊMICA:
Campus do Sertão.
 MUNICÍPIO - SEDE:
Delmiro Gouveia
 ESTADO:
Alagoas - AL
 REGIÃO:
Nordeste
 ENDEREÇO DE FUNCIONAMENTO DO CURSO:
Rodovia AL 145, Km 3, nº. 3849, Bairro Cidade Universitária - Delmiro Gouveia – AL.
2 – DADOS DO CURSO
 NOME DO CURSO:
Ciências: Biologia, Física e Química
 TÍTULO OFERTADO:
Licenciado em Ciências: Biologia, Física e Química
 TURNO:
Noturno
 CARGA HORÁRIA:
3.350 horas
 DURAÇÃO :
4 anos (8 semestres)
 VAGAS: 60 vagas de acordo com o Edital nº 3/2025-Ministério da Educação/Secretaria
de Educação Básica, de 18 de julho de 2025.

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2.1 – Público-alvo
As vagas são destinadas para os alunos com bom desempenho no ENEM, sob o
compromisso de realizarem 1 (um) ano de residência docente na rede pública de ensino com
recebimento de bolsa, e para os professores, dos Anos Finais do Ensino Fundamental, do Ensino
Médio e da Educação de Jovens e Adultos, sem qualificação adequada, sem qualificação adequada,
priorizando os que não possuem curso superior a fim de contribuir com o alcance da Meta 15 do
Plano de Nacional de Educação (PNE) que prevê a formação de professores em curso de
licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
2.2 – Formas de ingresso ao curso
O ingresso no curso de Ciências é efetivado por meio de processo seletivo, sendo a prova
do ENEM o meio de seleção, e a plataforma SISu/MEC (Sistema de Seleção Unificada), o meio de
inscrição, respeitados os critérios de cotas em vigor. A UFAL poderá adotar outros processos de
seleção, simplificados ou não, para o preenchimento de vagas ociosas ou em casos de convênios
firmados no interesse público. Dentre outros, aqueles que dizem respeito à formação de professores
que atuam na rede pública de ensino e à formação de gestores públicos. Em todos os casos, a
igualdade de oportunidade de acesso é garantida por meio de editais.
3 – CONTEXTUALIZAÇÃO
Fundada em 1961, a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) é uma instituição federal de
ensino superior, instalada no Campus A. C. Simões, em Maceió, e em mais dois campi no interior
do Estado: Campus Arapiraca e suas unidades em Viçosa, Penedo e Palmeira dos Índios e Campus
do Sertão, com sede em Delmiro Gouveia, e unidade em Santana do Ipanema.
A presença da UFAL no território alagoano, por meio de suas atividades de ensino,
pesquisa, extensão e assistência, representa importante vetor de desenvolvimento de Alagoas,
sobretudo por se tratar de um dos Estados que apresenta elevadíssimos indicadores de
desigualdades do Brasil. Mas, ao mesmo tempo, significa enfrentar enorme desafio para exercer

7

plenamente sua missão social neste contexto de grandes limitações e precariedades.
Na qualidade de maior instituição pública de ensino superior do estado, a UFAL foi criada
em 25 de janeiro de 1961, por ato do então presidente Juscelino Kubitscheck, reunindo as
Faculdades de Direito (1933); Medicina (1951), Filosofia (1952), Economia (1954), Engenharia
(1955) e Odontologia (1957).
Dentro do Plano de Expansão das instituições públicas de ensino superior, denominado
Expansão com Interiorização, do Governo Federal, a UFAL criou, em 2006, o Campus Arapiraca,
no agreste alagoano, que se estende de sua sede, em Arapiraca, para as unidades em Palmeira dos
Índios, Penedo e Viçosa. Em 2010, foi inaugurado o Campus do Sertão, com sede em Delmiro
Gouveia e a unidade de Santana do Ipanema.
A UFAL tem por missão produzir, multiplicar e recriar o saber coletivo em todas as áreas
do conhecimento de forma comprometida com a ética, a justiça social, o desenvolvimento humano
e o bem comum.

3.1 – Contexto regional e local
Com uma extensão territorial de 27.767.661 km 2, o Estado de Alagoas é composto por 102
municípios distribuídos em 03 mesorregiões (Leste, Agreste e Sertão alagoano) e 13 microrregiões.
De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, apresentavam população residente 3.120.922 habitantes,
sendo 73,64% em meio urbano.
A inserção espacial da UFAL leva em consideração as demandas apresentadas pela
formação de profissionais em nível superior e a divisão do Estado em suas meso e microrregiões.
Essa configuração espacial é contemplada com uma oferta acadêmica que respeita às características
econômicas e sociais de cada localidade, estando as suas unidades instaladas em cidades polo
consideradas fomentadoras do desenvolvimento local.
Com a interiorização, a UFAL realiza cobertura universitária significativa em relação à
demanda representada pelos egressos do Ensino Médio em Alagoas, à exceção do seu litoral norte,
cujo projeto de instalação do campus no município de Porto Calvo se encontra em tramitação na
SESu//MEC.
O PIB per capita estadual era de R $12.335,00, em 2014, sendo o setor de serviços o mais
8

importante na composição do valor agregado da economia, com participação de 66,35 %. Os
restantes 33,65% estão distribuídos em atividades agrárias – tradicionalmente policultura no
Agreste, pecuária no Sertão e cana-de-açúcar na Zona da Mata, além do turismo, aproveitando o
grande potencial da natureza do litoral.
Embora Alagoas possua notórias belezas naturais e equipamentos turísticos, os problemas
ambientais existem e afastam potencialmente os visitantes, produzindo estagnação em setores
econômicos vitais e, com isso, desemprego e exclusão. Com efeito, a demanda pela formulação de
políticas públicas integradas, resultado de múltiplas competências acadêmicas e representações da
sociedade civil, torna a criação do curso de Ciências como um diferencial, contribuindo, direto e
indiretamente, para a transformação desse cenário.
Além dos fatores econômicos e ambientais mencionados, outro aspecto que também
justifica a criação do curso, diz respeito ao déficit educacional vivido no estado de Alagoas. De
acordo com o IPEA, Alagoas apresentava a terceira menor renda per capita dos nove Estados
nordestinos, cerca de R$ 6.728, obtida mediante a divisão do total do PIB (R$ 21,235 bilhões) pelo
total da população do Estado (3,1 milhões de habitantes). A População Economicamente Ativa de
Alagoas (PEA) correspondia, em 2011, a 1,3 milhões de pessoas. Destes, apenas 3% da população
(cerca de 40 mil pessoas) recebiam mais de cinco salários mínimos, ficando 232 mil potenciais
trabalhadores (cerca de 17% da PEA) sem qualquer renda. Além disso, 574 mil pessoas (45% da
PEA) recebiam até um salário mínimo, e 470 mil pessoas (38% da PEA) recebiam entre um e 5
salários mínimos. De acordo com o IBGE, em 2014, o estado de Alagoas obteve a segunda menor
renda per capita do país.
De acordo com o índice de Gini (indicador que afere o grau de desigualdades social entre as
regiões e países), Alagoas possui uma das maiores polaridades de distribuição da renda no Brasil:
1% dos mais abastados (aproximadamente 35 mil pessoas) detém 12% da renda do estado, enquanto
os 50% mais pobres (por volta de 1,5 milhão de pessoas) ficam com apenas 14% da renda estadual.
Parte substancial da disparidade de renda atestada antes se deve ao déficit educacional verificado no
estado. Conforme a PNAD (Pesquisa Anual de Domicílios – IBGE, 2011), do total da População
Economicamente Ativa (PEA) existente em Alagoas, 21% não possuíam qualquer instrução, e mais
de 30% não detinha sequer o primeiro grau (primeiro ciclo do ensino fundamental).
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Algumas das diretrizes estratégicas da Secretaria de Educação do Estado de Alagoas, com o
escopo de minimizar as disparidades ora apresentadas, são: ampliar a rede Estadual de Ensino;
adequar qualitativamente e quantitativamente o quadro de pessoal; ampliar a jornada do aluno nas
Escolas; fomentar a ampliação da oferta do Ensino fundamental; ampliar a oferta do Ensino Médio
e Educação Profissional; garantir o cumprimento da Política Estadual da Educação; fortalecer o
Regime de Colaboração. Tendo em vista que a Secretaria de Educação do estado, estabeleceu essas
e outras diretrizes, se torna relevante que prossigamos com nosso trabalho, que é, primariamente,
formar professores de Ciências para a Educação Básica, ideia que converge com as necessidades de
nossa região, com o perfil do egresso do Curso, e com as demandas provenientes da Secretaria de
Educação do Estado de Alagoas.
Segundo os dados fornecidos pelo IBGE, censo 2010, o índice de Desenvolvimento
Humano Municipal (IDHM) é de 0,631, o qual ainda é baixo se comparado à média nacional, ou até
mesmo aos nossos vizinhos fronteiriços, como Pernambuco: 0,673, e Sergipe: 0,665. Além disso, a
incidência da pobreza em nosso estado é de 59,54%, segundo dados do Próprio IBGE, o que,
também, nos deixa atrás de Sergipe: 47,80 %, e de Pernambuco: 52,50%. Como se não bastasse
Alagoas ter os piores índices de IDHM e de Pobreza em relação a seus vizinhos, o Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) é de apenas 4,1 - o que nos deixa, em cenário
nacional, à frente, somente, do Estado do Amapá e do Pará.
Com o intuito de impulsionar e alavancar esses índices, e ainda considerando os limites contextuais
e institucionais dessa atuação, o Curso de Licenciatura em Ciências, atende às necessidades da
sociedade regional e local, por meio da formação de professores que atuem no sistema básico de
educação, pois se compreende que, através da educação, a transformação pode ser viabilizada.
Além disso, a oferta de novas vagas para a formação de professores poderá contribuir para
minimizar o gigantesco déficit educacional do Estado de Alagoas, um dos grandes responsáveis
pela distribuição desigual de oportunidades profissionais e manutenção estrutural da pobreza.

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3.2 Adequação Docente
A proposta do Curso intersdisciplinar de Ciências:BFQ fundamenta-se na necessidade de
qualificar e valorizar o professor de Ciências na Educação Básica na região do Sertão alagoano —
uma demanda evidenciada por diagnósticos oficiais do Ministério da Educação (MEC) e do
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Esses estudos
indicam a carência de professores com formação adequada na área, conforme demonstrado no
quadro a seguir de indicadores tanto dos anos finais do ensino fundamental como no ensino médio.
INDICADOR DE ADEQUAÇÃO DOCENTE - FUNDAMENTAL - ANOS FINAIS
MUNICÍPIO
CURSO

Ciências

Delmiro
Gouveia

77,10

Pariconha

Água
Branca

Olho D
´Água do
Casado

Piranhas

Inhapi

Mata
Grande

Média
/disciplina

Média/
Alagoas

35,60

58,60

91,30

82,90

25,80

40,50

58,83

67,2

INDICADOR DE ADEQUAÇÃO DOCENTE - ENSINO MÉDIO
MUNICÍPIO
Pariconha

Água
Branca

Olho D
´Água do
Casado

Piranhas

Inhapi

Mata
Grande

Média
/disciplina

Média/
Alagoas

100

100

95

87,5

93,8

100

100

96,61

87,8

Física

80

0

100

83,3

86,4

81,8

78,9

72,91

69,5

Química

27

83,3

100

83,3

71,1

75

61,5

71,6

84,5

CURSO

Delmiro
Gouveia

Biologia

Com base nos dados apresentados sobre o Indicador de Adequação Docente nas etapas do
Ensino Fundamental (anos finais) e Ensino Médio, nos sete municípios do Sertão Alagoano
(Delmiro Gouveia, Pariconha, Água Branca, Olho D’Água do Casado, Piranhas, Inhapi e Mata
11

Grande), é possível observar lacunas na formação docente. As maiores deficiências na adequação
docente concentram-se nos anos finais do Ensino Fundamental, especialmente nos Municípios de
Inhapi, Mata Grande e Pariconha apresentam os menores índices de adequação, o que reforça a
urgência de políticas de formação e valorização docente de professores de Ciências nesses
territórios.
Esses dados reforçam a necessidade de ampliação da oferta de cursos de licenciatura em
Ciências interdisciplinar e formação continuada nos municípios do Sertão Alagoano, priorizando
áreas com maiores déficits, como Ciências Interdisciplinar nos anos finais do Fundamental e
ensino médio. A proposta da UFAL se mostra alinhada às evidências diagnósticas, reforçando seu
papel estratégico na melhoria da qualidade da Educação Básica na região.

4 – CONTEXTUALIZAÇÃO DO CURSO
Trata-se da proposta de reoferta do Curso de Licenciatura em Ciências:BFQ, considerando
que o mesmo foi submetido e aprovado no segundo Edital SEB/MEC Nº 66/2021 (resultado da
seleção foi publicado no DOU N° 215, quarta-feira, 17 de novembro de 2021. ISSN 1677-7069) do Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial Continuada de
Professores e Diretores Escolares (PRIL), que teve por objetivo selecionar propostas de Instituições
de Ensino Superior (IES), voltadas para formação inicial de professores, visando à oferta de vagas
em cursos de Pedagogia e Licenciaturas.
As aulas do Curso tiveram início em 2022 após o lançamento dos editais de seleção de
discentes. Com vistas ao preenchimento de 60 vagas, foram ao todo, publicados 7 Editais para
preenchimento das vagas - O Processo Seletivo aconteceu por meio da celebração de Acordo de
Cooperação Técnica entre a Universidade Federal de Alagoas e as prefeituras dos municípios
alagoanos de Água Branca-AL, Delmiro Gouveia-AL, Inhapi-AL, Olho D'Água do Casado-AL,
Pariconha-AL e Piranhas-AL. A seleção ofertou vagas para Profissionais com vínculo efetivo
(concursados) com alguma Secretaria Municipal de Educação ou Escola da rede pública de ensino
12

municipal (Assistentes/Auxiliares Administrativos, Secretários, Diretores, Monitores, Professores
etc.) das prefeituras de Água Branca-AL, Delmiro Gouveia-AL, Inhapi-AL, Olho D´Água do
Casado-AL, Pariconha-AL e Piranhas-AL e para candidatos(as) que fizeram as provas de pelo
menos uma edição do ENEM nos últimos 5 anos (2016, 2017, 2018, 2019 e 2020) e que não
tiveram zerado a redação, conforme disciplinado no edital. O acordo de cooperação técnica entre a
universidade e as as prefeituras possibilitou a assiduidade dos discentes, tornando os índices de
evasão os menores possíveis.
Por seu perfil inovador, foram trabalhadas metodologias ativas como feiras de ciências,
construção e lançamento de foguetes e também de microscópios com materiais reciclados, além de
práticas pedagógicas para melhor aprendizagem tais como o Juri simulado e ePodcasts, são
exemplos das diversas práticas pedagógicas ativas desenvolvidas pelos docentes juntamente com os
discentes ao longo do curso, nas diversas atividades, destacando assim o curso como uma
licenciatura única. Não podendo deixar de destacar também a prática no chão da escola, elemento
este, fundamental para o amadurecimento do futuro docente que tem a oportunidade de desenvolver
sua formação se reconhecendo por meio da vivência no espaço escolar.
Podemos seguramente apontar que a prática no chão da escola desde o primeiro período e as
metodologias ativas e inovadoras foram o diferencial na formação e estimulo dos discentes à
permanecer no curso. O modelo de aulas por módulos foi outro diferencial, os discentes relatam que
nunca poderiam cursar uma Universidade Federal se o modelo de aulas fosse o tradicional. Eles
agradecem à UFAL pela oportunidade de fazer um curso superior graças ao PRILEI. Muitos já estão
recebendo propostas para trabalhar como docente e relatam como o PRILEI abriu portas na vida
deles.
Entre periódicos relatórios de entrega, visitas presenciais de especialistas da SEB/MEC e
ida ao MEC, o curso de Ciências:BFQ do Programa PRILEI foi avaliado anualmente por
especialista da SEB/MEC, visando o acompanhamento do projeto em observância a diversas
questões como boas práticas, metodologias ativas, ações em rede, entre outros. Abaixo podemos
acompanhar as datas das ocorências das avaliações/visitas de acompanhamento.
1. 30/05/2022 [Visita de avaliação presencial no Campus do Sertão]
13

2. 08/10/2022 [Visita de avaliação presencial no Campus do Sertão]
3. 16/07/2023 [Ida à Brasília]
4. 30 e 31/10/2023 [Visita de avaliação presencial / Maceió]
5. 09 e 10/12/2024 [Ida à Brasília]
O Curso de Ciências do Programa PRILEI tem por objetivo sanar as deficiências causadas
pela falta de professores de Ciências no alto Sertão de Alagoas e demais localidades circunvizinhas.
Por meio de um currículo atualizado e mais inovador para atender a complexa e crescente
demanda por educação de qualidade apresentamos este novo projeto pedagógico de curso a fim de
atender as demandas da região por professores de Ciências interdisciplinar (ver seção 3.2
Adequação Docente). Uma vez que priorizamos na matriz curricular disciplinas que dialogam de
forma mais efetiva com as políticas nacionais e com as demandas das escolas, tais como:
1. Cultura Oceânica
Onde discutimos:
◦ A importância das bacias oceânicas
◦ As características físicas e químicas das águas oceânicas;
◦ A compreensão das relações físico-ambientais e socioeconômicas dentro do conceito de
Zona Costeira, do planejamento, da gestão, do potencial turístico e socioeconômico, com
enfoques direcionados a problemáticas da costa brasileira.
2. CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral I, II, III e IV
Onde discutimos:
◦ Fundamentos e Planejamento de Ações Extensionistas em Educação Integral;
◦ Elaboração de Práticas Pedagógicas em Contextos Escolares e Comunitários;
◦ Planejamento de sequências didáticas investigativas de Ciências que integrem dimensões
cognitivas, socioemocionais, corporais, éticas e estéticas, considerando os diferentes
tempos e espaços educativos da Educação Integral;
◦ Articulação entre o conhecimento científico e as realidades das escolas ou espaços
comunitários;
◦ Relação escola-comunidade-território e o papel do professor como articulador de saberes
na formação humana integral. Intervenção Educacional e Sistematização da Prática;
◦ Consolidação de projetos extensionistas em contextos educativos na perspectiva da
Educação integral, com foco no aprofundamento da ação docente em Ciências;
◦ Avaliação processual e participativa das intervenções pedagógicas;
◦ Sistematização da prática por meio de instrumentos reflexivos, narrativas e portfólios;
◦ Articulação entre teoria, prática e pesquisa;
◦ Análise crítica de experiências de ensino de Ciências a partir dos princípios da equidade,
inclusão e diversidade. Fortalecimento do papel do licenciando como agente
14

◦
◦
◦
◦
◦

transformador social e educacional;
Produção de Conhecimento e Socialização das Experiências;
Elaboração de materiais pedagógicos, artigos, relatos e produtos educacionais com base
nas experiências vivenciadas;
Socialização das práticas em eventos científicos e feiras educativas;
Produção de saberes docentes e popularização científica em diálogo com os princípios da
Educação Integral;
Reflexão crítica sobre a formação inicial, ética profissional e compromisso social do
professor de Ciências.

3. Educação Conectada e Inteligência Artificial
Onde discutimos:
◦ Estudo das relações entre Educação, Cultura Digital e Inteligência Artificial (IA);
◦ Análise crítica das tecnologias digitais e conectadas no contexto escolar e suas
implicações para o ensino de Ciências;
◦ Fundamentos teóricos e éticos da IA aplicada à educação;
◦ Plataformas adaptativas, algoritmos e sistemas de recomendação: oportunidades e
desafios;
◦ Planejamento pedagógico com uso de tecnologias baseadas em IA;
◦ Desenvolvimento de práticas educativas conectadas, inclusivas e emancipadoras, com
base nos princípios da cidadania digital, da justiça algorítmica e da equidade
educacional. Formação docente para o uso crítico, reflexivo e ético da IA na escola).
4. Educação Inclusiva e Equitativa
Onde discutimos:
◦ Estudo dos fundamentos históricos, filosóficos, legais e pedagógicos da educação
inclusiva e equitativa no Brasil;
◦ Análise crítica das políticas públicas e diretrizes curriculares voltadas à inclusão de
estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas
habilidades/superdotação, bem como de grupos historicamente marginalizados (étnicoraciais, de gênero, classe e território);
◦ Reflexão sobre o papel do professor de Ciências na promoção da equidade, da
acessibilidade e da valorização da diversidade no ambiente escolar;
◦ Discussão de estratégias pedagógicas, recursos didáticos e práticas interdisciplinares para
o ensino de Ciências em contextos inclusivos;
◦ Planejamento e avaliação de propostas de ensino equitativas, respeitando os diferentes
tempos, ritmos e modos de aprender dos estudantes.
5. Educação Ambiental e Sustentabilidade
Onde discutimos:
◦ Bases, histórico e objetivos da Educação Ambiental;
◦ Relação homem-natureza; Políticas públicas e Educação Ambiental;
15

Noções de Legislação Ambiental;
Sustentabilidade e impacto ambiental;
Planejamento integrado em Educação Ambiental – Transversalidade;
Atividades práticas em Educação Ambiental.

◦
◦
◦
◦

6. Recursos Naturais Hídricos, Minerais e Energéticos
Onde discutimos:
◦ Conceituar e exemplificar os materiais naturais como recursos para o desenvolvimento da
sociedade, nas suas diversas formas (recursos minerais, hídricos e energéticos);
◦ Fornecer ao licenciando elementos para discussão e reflexão sobre o papel da Natureza
na formação dos recursos;
◦ O significado da utilização dos recursos no desenvolvimento da sociedade e no ciclo
natural global;
◦ A importância da conservação e recuperação dos recursos e áreas exploradas.
Todas essas disciplinas vem no sentido de dialogar com a Agenda 2030 – ODS
Os objetivos do programa previstos no Edital nº 66/2021 (SEB/MEC) são semelhantes aos
do no novo Edital nº 03/2025 (SEB/MEC), porém com acréscimo das primeiras 7 (sete) metas,
destacadas a seguir:
1) incentivar a melhoria da qualidade da docência na Educação Básica, com ênfase nas
escolas da rede pública;
2) apoiar a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios na seleção e na
retenção de profissionais qualificados para os seus sistemas de ensino;
3) fomentar a atratividade, a permanência e a conclusão em cursos de licenciatura junto
às IES;
4) ampliar o ingresso de licenciados na carreira docente;
5) diminuir a carência de professores da Educação Básica nas regiões e nas áreas de
conhecimento de maior carência;
6) reduzir as desigualdades regionais nas redes de ensino da Educação Básica;

16

7) assegurar a equidade de oportunidades de desenvolvimento na formação docente e a
valorização profissional dos professores;
8) contribuir para a valorização social da profissão docente, de modo a reconhecer a
importância dos professores para o desenvolvimento do País;
9) induzir a oferta de cursos de licenciaturas inovadoras, que atendam às necessidades e
à organização da atual política curricular da Educação Básica e da formação de professores para
atuar nessa etapa de ensino;
10) promover a adequação da Pedagogia e das Licenciaturas à Base Nacional Comum
Curricular (BNCC), aos currículos e às matrizes estabelecidas pelas redes de ensino, às
propostas pedagógicas curriculares das escolas de Educação Básica e às Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da
Educação Escolar Básica (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para
graduados não licenciados e cursos de segunda licenciatura);
11) contribuir para o alcance da Meta 15 do Plano Nacional de Educação (PNE),
oferecendo aos professores em serviço na rede pública oportunidade de acesso à formação
específica de nível superior, em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam;
12) prestar apoio técnico e financeiro, em caráter suplementar, às IES, a fim de promover
a formação inicial de qualidade para o exercício da docência na Educação Básica;
13) incentivar o desenvolvimento de propostas formativas inovadoras, que considerem as
especificidades da formação em serviço para professores da Educação Básica, por meio do uso
pedagógico das tecnologias, das metodologias ativas, de ensinos híbridos e que contemplem os
temas transversais contemporâneos;
14) estimular a articulação das Instituições de Ensino Superior (pós-graduação,
pedagogia e licenciaturas) com as Redes de Ensino, visando ao desenvolvimento da atuação
prática de pedagogos e licenciados, por meio do estágio e disciplinas práticas;
15) e estimular o desenvolvimento e a oferta de novos formatos de curso de formação de
17

professores, visando a promover licenciaturas interdisciplinares, em rede e com ênfase na vivência
prática na escola básica, buscando preencher as lacunas acadêmicas no que concerne à formação
interdisciplinar dos professores da Educação Básica.
Os recursos financeiros são provenientes do orçamento da SEB/MEC, na Ação Orçamentária
20RJ - Apoio à Capacitação e Formação Inicial e Continuada para a Educação Básica, de acordo
com o limite orçamentário fixado para o Programa. O edital tem a duração de 04 anos. Por isso, a
integralização do curso deverá ocorrer em 04 anos (08 semestres).
Diante desta oportunidade e de toda experiência adquirida com o Curso de Licenciatura
em Ciências (aprovado no Edital nº 66/2021), o Campus do Sertão decidiu concorrer novamente
ao Edital MEC/SEB Nº 03/2025 por meio da reoferta do curso de Ciências. Trata-se de um curso
presencial, sendo que atividades didático-pedagógicas remotas serão utilizadas. O curso de
Ciências está estruturado conforme orientam as seguintes legislações:
I. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN – 9.394/96;
II. Parecer CNE/CP nº 5, de 7 de março de 2025, que orienta a implantação das Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do
Magistério da Educação Escolar Básica (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica
para graduados não licenciados e cursos de segunda licenciatura).
III. A Resolução CNE/CP Nº 4, de 29 de maio de 2024, que dispõe sobre as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do
Magistério da Educação Escolar Básica (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica
para graduados não licenciados e cursos de segunda licenciatura);
IV. Lei nº. 11.788, de 25 de setembro de 2005, que dispõe sobre o estágio de estudantes;
V. Decreto Nº. 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que regulamenta a Lei nº. 10.436, de 24 de
abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no
10.098, de 19 de dezembro de 2000;
VI. Resolução CNE/CP nº. 02, de 15 de junho de 2012, que estabelece as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental;
VII. Resolução CNE/CP nº. 01, de 17 de junho de 2004, e Parecer CNE/CP 03/2004, que
18

Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico- Raciais e para
o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana;
VIII. Resolução CNE/CP nº. 01, de 30 de maio de 2012, que estabelece Diretrizes Nacionais
para a Educação em Direitos Humanos;
IX. Resolução Nº 95/2019-CONSUNI/UFAL, de 10 de dezembro de 2019, que disciplina os
estágios curriculares supervisionados dos cursos técnicos, de graduação e de pós- graduação da
UFAL;
X. Instrução Normativa PROGRAD Nº 5, de 16 de dezembro de 2019, que disciplina e orienta
os processos de aproveitamento de atividades laborais, para fins de dispensa parcial da carga
horária dos estágios obrigatórios nos cursos de Pedagogia e licenciaturas;
XI. Resolução Nº 52/2012-CONSUNI/UFAL, de 05 de novembro de 2012, que institui o
Núcleo Docente Estruturante (NDE) no âmbito dos cursos de graduação da UFAL;
XII. Resolução Nº 25/2005-CEPE, de 26 de outubro de 2005, que institui e regulamenta o
funcionamento do regime acadêmico semestral nos cursos de graduação da UFAL, a partir do
ano letivo de 2006;
XIII. Decreto nº 12.456 de 19 de maio de 2025, que dispõe sobre a oferta de educação a
distância por instituições de educação superior em cursos de graduação e regulamenta que os
cursos de graduação ofertem no mínimo 70% de sua carga horária por meio de atividades
presenciais.
O curso de Ciências situa-se no contexto do desenvolvimento de formas inovadoras,
que consideram as especificidades da formação em serviço para professores da Educação
Básica, por meio do uso pedagógico das tecnologias, das metodologias ativas, de ensinos
híbridos e que contemplem os temas transversais contemporâneos. A proposta do curso
considera a formação na perspectiva interdisciplinar como estratégia de integração
metodológica, preparando o professor para compreender o meio, a diversidade cultural e
regional entendendo a docência como prática social, a pesquisa como princípio educativo como
prática de transformação econômico-social.
A constituição de uma cidadania democrática pressupõe uma efetiva participação dos
cidadãos na tomada de decisões. Muitas dessas decisões envolvem questões relacionadas à
19

Ciência da Natureza e suas Tecnologias. Assim, defendemos que a função geral da educação
básica é a formação para a cidadania e, considerando que para exercer essa cidadania os
indivíduos precisam dispor de conhecimentos científicos, colocamos o Ensino de Ciências da
Natureza como uma das formas que o sujeito pode alcançar uma efetiva participação
comunitária, participação que necessita de conhecimentos desta natureza. Para que o Ensino de
Ciências cumpra esse papel na sociedade – a formação para a cidadania - é preciso que ocorra
transformação na forma de pensar diversas questões do mundo contemporâneo, inclusive a
formação de seus professores, que têm apontado cada vez mais desafios e perspectivas,
sobretudo para pensar a formação de estudantes com pensamento científico crítico; que estejam
preparados para os desafios socioambientais contemporâneos, tais como as mudanças
climáticas, a crise da biodiversidade, a sustentabilidade, o consumo responsável e a justiça
ambiental, temas ainda pouco explorados com profundidade no cotidiano escolar; assim como
também pensar numa formação pautada na educação inclusiva e equitativa, de modo a formar
profissionais da área de Ciências que saibam lidar com a diversidade (cultural, étnica, de
gênero, de aprendizagem).
Sendo assim, formar um profissional qualificado para o exercício da docência, para
contribuir de modo efetivo no processo de desenvolvimento do país, deve ser uma das
prioridades da Universidade. Outra prioridade é atender as demandas, no que se refere a
quantidade de profissionais que são necessários para amenizar ou até mesmo suprir o déficit na
região. A UFAL, que possui em seus princípios institucionais “Universidade e Ensino Público e
de Qualidade”, assume a responsabilidade de ampliar o ingresso de discentes aos seus cursos
sem deixar de reconhecer e de valorizar o princípio da universalidade do acesso ao ensino
superior. A partir dessas considerações, propõe-se aqui o curso de Licenciatura em Ciências:
Biologia, Física e Química, visando atender efetivamente áreas de estudo como Ciências
interdisciplinar, proporcionando uma formação sólida necessárias para o bom desenvolvimento
da disciplina de Ciências nos Anos Finais do Ensino Fundamental.

20

5 – PERFIL DO EGRESSO
O egresso deverá ter uma sólida formação em Ciências para atuar nos Anos Finais do
Ensino Fundamental. O curso está organizado de forma a dar aos profissionais egressos as
ferramentas necessárias para o trabalho multi/interdisciplinar, capazes de acompanhar as constantes
mudanças na evolução da sociedade. Portanto, o perfil profissional buscado baseia-se na concepção
de um docente em processo de formação contínua, com capacidade de refletir, analisar e
ressignificar sua ação pedagógica, em uma perspectiva crítica e compromissada na busca de
emancipação profissional e humana.
O repertório de conhecimentos a ser abordado durante o processo formativo é alicerçado em
áreas das Ciências, visando à formação de professores pautada em uma visão crítica, humana e
científica e inovadora. Dessa forma o egresso estará habilitado para desenvolver projetos
pedagógicos interdisciplinares na área das Ciências interdisciplinares em espaços educativos
escolares e não escolares. A titulação concedida ao egresso será de Licenciado(a) em Ciências.
1.

Referenciais Curriculares para Ciências: Biologia, Física e Química, que no perfil do

egresso prevê as seguintes especificidades:
O Licenciado em Ciências: Biologia, Física e Química é o professor que planeja, organiza e
desenvolve atividades e materiais relativos à Educação em Ciências. Sua atribuição central é a
docência na Educação Básica, que requer sólidos conhecimentos sobre os fundamentos da Física, da
Química e da Biologia, sobre seus desenvolvimentos históricos e suas relações interpessoais, assim
como sobre estratégias para a transposição do conhecimento das Ciências Naturais em saber
escolar. Além de trabalhar diretamente na sala de aula, o licenciado elabora e analisa materiais
didáticos, como livros, textos, vídeos, programas computacionais, ambientes virtuais de
aprendizagem, entre outros. Realiza ainda pesquisas em Educação em Ciências, coordena e
supervisiona equipes de trabalho. Em sua atuação, prima pelo desenvolvimento do educando,
incluindo sua formação ética, a construção de sua autonomia intelectual e de seu pensamento
crítico.
Com base nas descrições acima apresentadas, o curso de Ciências: Biologia, Física e
Química procura oferecer aos seus alunos a possibilidade de aprofundarem estudos na área de seu
21

interesse (Biologia, Física, Química) através de uma formação geral que ofereça conhecimentos
básicos dessas quatro áreas de conhecimento, com vistas a sua formação profissional. A partir do
contato com docentes de formações diversas, é esperado que se propicie um ambiente adequado
para discussões de natureza crítica e para a boa formação do aluno como profissional responsável,
reflexivo e pesquisador da sua própria prática.

6 – CAMPO DE ATUAÇÃO
A graduação (licenciatura) em Ciências: Biologia, Física e Química possibilitará que o
egresso atue nos Anos Finais do Ensino Fundamental.
7 – PRINCÍPIOS NORTEADORES, HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
Objetivando a preparação de profissionais docentes qualificados para a Educação Básica,
certos princípios, habilidades e competências devem ser observadas na elaboração de novas
propostas de formação, procurando conciliar quantidade e qualidade no processo de ensino e
aprendizagem. Entre estes se destacam:
7.1 Princípios norteadores
7.1.1 Formação sólida
O professor de Ciências no Brasil enfrenta desafios pedagógicos, estruturais, sociais e éticos
que exigem cada vez mais uma formação sólida, com apoio institucional e políticas públicas
comprometidas com a valorização docente. Ao mesmo tempo, também se abrem possibilidades de
inovação, como o uso de tecnologias conectadas, abordagens críticas e a promoção de uma
alfabetização científica emancipadora. De fato, verifica-se o imperativo de dar identidade própria à
formação do professor de Ciências, processo de difícil construção e que merece toda a atenção
possível por parte da agência formadora. Somente assim será possível que a formação do futuro
professor de Ciências ocorra ao longo de todo o percurso acadêmico e em todos os espaços
escolares e não escolares.

22

7.1.2 Fortalecimento entre a Teoria e a Prática
É de fundamental importância a vivência profissional com a teoria e prática, que não seja
nem dicotômica e nem excludente. Mas que possuam um olhar epistemológico, cujos saberes sejam
entendidos numa perspectiva de práxis social. Para tanto, faz-se necessário romper com a
tradicional visão de que a teoria precede a prática, ou que a prática objetiva ser o campo de
aplicação da teoria, ou outras visões parecidas. Sendo assim, a proposta pedagógica deste Curso
visa trabalhar a prática em todo componente curricular, buscando não somente a imersão no
ambiente escolar, mas também possibilitando que investigações sobre a prática também possam ser
vivenciadas em outros espaços e contextos. Saber e saber fazer são partes de um mesmo processo
contínuo e unitário que se entrelaçam permanentemente. Ademais, toda a formação do professor
deve levar este princípio em consideração.
7.2 Compreensão da diversidade cultural e pluralidade dos indivíduos
Diante da complexidade do mundo de hoje, todo processo formativo deve respeitar a
diversidade e a diferença, e levá-las em conta, seja relativa aos sujeitos de aprendizagem, seja no
tocante aos contextos de vida em que esses se encontram. Este princípio revela-se de suma
importância quando se considera o profissional em formação na área de educação na medida em
que, muitas vezes, existem enormes diferenças entre o educador e o educando. O professor é
elemento fundamental no trabalhar em prol do respeito à diversidade e valorização das diferenças.
7.3 Interdisciplinaridade
A interdisciplinaridade se apresenta como instrumento essencial para a promoção de uma
formação integrada e em harmonia com a realidade atual. As mudanças sociais, cada vez mais,
exigem uma formação cidadã crítica e reflexiva. Nesse sentido, o aspecto interdisciplinar, pressupõe
a desfragmentação dos saberes, a refutação das áreas isoladas de produção do conhecimento e,
acima de tudo, a desalienação intelectual no campo da pesquisa científica. Trabalhar com
interdisciplinaridade é um desafio, pois atribuem para o curso uma formação compartilhada por
grupos de pesquisa, redes de saberes, sem desconectar-se dos problemas emergentes. Além de
23

construir novas posturas diante do conhecimento, realizando um trabalho articulado entre as
diferentes áreas que compõem o currículo do curso.
Além disso, o desenvolvimento profissional do educador requer que lhe seja permitido a
experimentação de tantos formatos diferentes quanto possíveis. Assim, devem ser contempladas,
além das tradicionais disciplinas, outras modalidades de formação que permitirão uma diversidade
de experiências formativas, incluindo oficinas, projetos, vivências, visitas, seminários, grupos de
estudo, oficinas, laboratórios etc. Nestes formatos diferenciados serão destacados os projetos de
pesquisa e extensão como aliados no processo formativo do licenciando, nos quais será possível
integrar teoria e prática, trabalhar interdisciplinarmente e em equipe, além de fazer uso de novas
tecnologias no processo de aprender.
7.4 Habilidades e Competências
O licenciado em Ciências pela sua formação, terá capacitação, em atendimento aos
objetivos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na área de Ciências da Natureza e suas
Tecnologias, para levar os alunos a compreenderem e a utilizarem a Ciência como elemento de
interpretação e intervenção do cotidiano e a tecnologia como um recurso integrado ao currículo. Em
vista dos conteúdos apresentados na BNCC, o licenciado em Ciências poderá tratar deles de
maneira atualizada e rigorosamente científica, fazendo a conexão entre as ciências tradicionalmente
apresentadas separadamente nas escolas. Considerando-se a diversidade das atividades exigidas em
sua prática profissional, faz-se necessária a aquisição, pelo licenciado em Ciências, de um amplo
espectro de competências e habilidades. Dentre muitas destacamos:
a) Habilidades Gerais
i.

Compreender os fundamentos e conceitos das áreas de Biologia, Física, Química e seus
processos investigativos.

ii.

Utilizar as Ciências como uma linguagem para a expressão dos fenômenos naturais;

iii. Resolver problemas experimentais, desde seu reconhecimento e a realização de
medições até a análise de resultados;
iv. Elaborar modelos físicos, químicos ou biológicos, reconhecendo seus domínios de
24

validade;
v.

Atuar com responsabilidade social, valorizando a diversidade cultural, étnico-racial, de
gênero e necessidades específicas dos alunos.

vi. Desenvolver competências de educação midiática e combate à desinformação científica.
vii. Estabelecer relações entre ciência, tecnologia, sociedade e meio ambiente (CTSA).
viii. Entender a natureza da ciência, seus limites, métodos e implicações éticas.
ix. Concentrar esforços e persistir na busca de soluções para problemas bem elaborados;
x. Utilizar os diversos recursos da informática educativa, dispondo de noções de linguagem
computacional;
xi. Conhecer e absorver novas técnicas, métodos ou uso de instrumentos, seja em medições,
seja em análise de dados (teóricos ou experimentais);
xii. Reconhecer as relações do desenvolvimento da Ciência com outras áreas do saber,
tecnologias e instâncias sociais, especialmente contemporâneas;
xiii. Apresentar resultados científicos em distintas formas de expressão, tais como:
relatórios, trabalhos para publicação, seminários e palestras.
b) Habilidades Específicas
i.

Planejar, implementar e avaliar atividades didáticas para o ensino de Ciências, utilizando
experimentos e práticas investigativas com recursos acessíveis;

ii. Explicar fenômenos naturais e tecnológicos com base em conceitos científicos e aplicar o
conhecimento científico na resolução de problemas do cotidiano;
iii. Adaptar o ensino às realidades locais, respeitando os contextos socioculturais dos alunos;
iv. Planejar e desenvolver diferentes experiências didáticas em Ciências, reconhecendo os
elementos relevantes às estratégias adequadas;
v. Elaborar ou adaptar materiais didáticos de diferentes naturezas, identificando seus objetivos
formativos, de aprendizagem e educacionais;
vi. Promover a alfabetização científica e a educação ambiental crítica.

25

c) Competências Essenciais
i. Dominar princípios gerais e fundamentos da Ciência, estando familiarizado com seus
conteúdos clássicos e modernos;
ii. Descrever fenômenos naturais, processos e equipamentos tecnológicos em termos de
conceitos, teorias e princípios gerais;
iii. Formular a solução de problemas, experimentais ou teóricos, práticos ou abstratos, fazendo
uso dos instrumentos laboratoriais ou matemáticos apropriados;
iv. Manter atualizada sua cultura científica geral e sua cultura técnica profissional específica;
v. Desenvolver práticas pedagógicas conectadas com uso crítico e criativo das tecnologias
digitais;
vi. Trabalhar de forma integrada com a comunidade escolar e com outros docentes, em projetos
interdisciplinares e ações coletivas.
vii. Demonstrar domínio das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), na produção
e na utilização de material didático para o ensino de Ciências;
viii. Desenvolver uma ética de atuação profissional e a consequente responsabilidade social,
compreendendo a Ciência como conhecimento histórico, desenvolvido em diferentes
contextos sócio-políticos, culturais e econômicos.

8 – OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS
O objetivo do curso de Licenciatura em Ciências é formar professores com sólida formação
científica, pedagógica, ética e crítica, capazes de atuar nos Anos Finais do Ensino Fundamental da
Educação Básica, promovendo o ensino das Ciências Naturais de forma contextualizada,
investigativa, interdisciplinar e socialmente comprometida, englobando desde a gênese do
conhecimento científico até a sua veiculação em espaços formais e não formais de Educação. A
formação visa contribuir para o desenvolvimento pleno dos estudantes, alinhada aos princípios da
Educação Integral, da alfabetização científica crítica, da inclusão social e da transformação da
realidade, por meio de práticas pedagógicas que valorizem a diversidade, a autonomia e a cidadania.

26

8.1 Objetivos gerais:
a. Propor um currículo inovador na formação de Ciências, visando a construção de uma
concepção integradora para a formação de professores dos Anos Finais do Ensino
Fundamental;
b. Ensejar a formação de professores bem qualificados em disciplinas específicas do ensino de
Ciências e dotados também de visão transversal no que tange ao ambiente e ao lugar;
c. Proporcionar experiências de reflexão sobre o trabalho docente como prática social, tendo
na pesquisa e na sustentabilidade um princípio educativo;
d. Promover uma atuação docente alinhada à Educação Integral, contribuindo para o
desenvolvimento das múltiplas dimensões humanas dos estudantes — cognitiva, ética,
afetiva, corporal, social e cultural — por meio de práticas educativas inclusivas, participativas
e emancipatórias.
8.2 Objetivos específicos:
a. Desenvolver a relação entre o campo teórico-conceitual das Ciências e suas Tecnologias,
considerando especialmente o contexto da região metropolitana de Delmiro Gouveia e
adjacências;
b. Fortalecer a relação entre Educação, desenvolvimento científico, econômico-social
sustentável, a partir da escola e da formação de professores;
c. Qualificar a atuação dos educadores durante seu exercício profissional acerca das
complexidades e das diversidades dos ambientes que nos cercam;
d. Estimular o desenvolvimento de ações articuladas de pesquisa e de extensão voltadas para
demandas dos professores do Anos Finais do Ensino Fundamental;
e. Desenvolver projetos pedagógicos de pesquisa e extensão como princípios na formação
dos educadores;

27

f. Preparar o professor para atuar em contextos de diversidade, valorizando os saberes locais e
as culturas juvenis, respeitando as diferenças étnico-raciais, de gênero, de orientação sexual,
de condição socioeconômica e de aprendizagem.
g. Discutir modelos e propostas de contexto empreendedoras visando a sustentabilidade a
acessibilidade e a preservação do meio ambiente;
h. Formar educadores para docência em atuação específica em Ciências no âmbito dos Anos
Finais do Ensino Fundamental;
i. Desenvolver estratégias de formação para a docência interdisciplinar em uma organização
curricular por áreas do conhecimento e outros espaços educativos;
j. Contribuir na construção de alternativas de organização do trabalho docente, que permitam
a expansão da Educação Básica com a rapidez e a qualidade exigidas pela dinâmica social
atual.
k. Democracia, Direitos Humanos e Cidadania Global;
l. Cultura e Identidade: Desafios Contemporâneo;
m.

Globalização, Economia e Sustentabilidade;

n. Movimentos Sociais e Transformações Culturais.

9 – ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA
9.1 Colegiado do Curso de Licenciatura em Ciências: Biologia, Física-e Química
Considerando os artigos 25 e 26 do Regimento Geral da UFAL: Art. 25. O Colegiado de
Curso de Graduação é órgão vinculado à Unidade Acadêmica, com o objetivo de coordenar o
funcionamento acadêmico de Curso de Graduação, seu desenvolvimento e avaliação
permanente, sendo composto de:
I.

05 (cinco) professores efetivos, vinculados ao Curso e seus respectivos suplentes, que
estejam no exercício da docência, eleitos em Consulta efetivada com a comunidade

28

acadêmica, para cumprirem mandato de 02 (dois) anos, admitida uma única
recondução;
II.

01 (um) representante do Corpo Discente, e seu respectivo suplente, escolhido em
processo organizado pelo respectivo Centro ou Diretório Acadêmico, para cumprir
mandato de 01 (um) ano, admitida uma única recondução;

III.

01 (um) representante do Corpo Técnico-Administrativo, e seu respectivo suplente,
escolhidos dentre os Técnicos da unidade acadêmica, eleito pelos seus pares, para
cumprir mandato de 02 (dois) anos, admitida uma única recondução.
Parágrafo Único – O Colegiado terá 01 (um) Coordenador e seu Suplente, escolhidos
pelos seus membros dentre os docentes que o integram.
Art. 26. São atribuições do Colegiado de Curso de Graduação:
I.

coordenar o processo de elaboração e desenvolvimento do Projeto
Pedagógico do Curso, com base nas Diretrizes Curriculares Nacionais, no
perfil do profissional desejado, nas características e necessidades da área de
conhecimento, do mercado de trabalho e da sociedade;

II.

coordenar o processo de ensino e de aprendizagem, promovendo a integração
docente-discente, a interdisciplinaridade e a 23 compatibilização da ação
docente com os planos de ensino, com vistas à formação profissional
planejada;

III.

coordenar o processo de avaliação do Curso, em termos dos resultados
obtidos, executando e/ou encaminhando aos órgãos competentes as alterações
que se fizerem necessárias;

IV.

colaborar com os demais Órgãos Acadêmicos; V. Avaliar e reformular em
articulação com o NDE o PPC do Curso, conforme prevê o Artigo 6° e 7° da
Resolução CONSUNI/UFAL N° 06/2018.

29

9.2 Núcleo Docente Estruturante (NDE)
Em atendimento à Portaria 147/2007, ao Parecer CONAES 04/2010 e a Resolução
CONAES 01/2010, a UFAL instituiu, através da Resolução 52/2012, no âmbito de seus Cursos de
graduação, os Núcleos Docentes Estruturantes – NDE – em conformidade com as especificações
legais.
O NDE do Curso do Curso de Licenciatura em Ciências: Biologia, Física-e Química é
composto de, no mínimo, cinco membros, todos docentes com titulação de pós graduação stricto
senso e formação na área do Curso.
O NDE terá, segundo a Resolução 52/2012, as seguintes atribuições:
I.

Contribuir para a consolidação do perfil profissional do egresso do curso;

II.

Zelar pela integração curricular interdisciplinar entre as diferentes atividades de
ensino constantes no currículo;

III.

Indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e
extensão, oriundas de necessidades da graduação, de exigências do mercado de
trabalho e consoantes com as políticas públicas relativas à área de
conhecimento do curso; IV. Zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares
Nacionais para os Cursos de Graduação

9.3 Equipe Multidisciplinar
A equipe multidisciplinar desempenha um papel essencial no contexto da educação a
distância (EaD), alinhando-se ao Projeto Pedagógico do Curso (PPC) e garantindo uma abordagem
integrada e eficaz para o desenvolvimento educacional. Composta por profissionais de diferentes
áreas do conhecimento, essa equipe é responsável por diversas etapas fundamentais para a
promoção de uma experiência educacional de qualidade.
Entre suas atribuições, destaca-se a concepção, produção e disseminação de tecnologias,
metodologias e recursos educacionais voltados à EaD. Esses esforços são essenciais para atender às

30

necessidades pedagógicas e tecnológicas dos alunos, promovendo acessibilidade, inovação e
alinhamento com as diretrizes curriculares. O trabalho em equipe permite que conhecimentos
específicos de áreas sejam combinados, enriquecendo as soluções oferecidas.
No curso de Licenciatura em Ciências: Biologia, Física e Química, por sua especificidade, a
equipe multidisciplinar é composta por docentes do curso, com formação em diferentes áreas do
conhecimento e por membros do comitê gestor, de acordo com o regimento interno do PRILEI.
Art. 5º Compete ao Comitê Gestor do Programa institucional de fomento e indução da inovação da
formação inicial continuada de professores e diretores escolares com ênfase na Educação Integral
planejar, coordenar, acompanhar e avaliar as ações acadêmicas e administrativas relativas à
implantação dos Cursos de Licenciatura em Pedagogia, Licenciatura em Letras/Português e
Licenciatura em Ciências e demais ações, nos termos da Portaria 412 do MEC, de 17 de junho de
2021, e do Edital 66 da SEB/MEC, de 30 de setembro de 2021.
§ 1º – O Comitê Gestor exercerá a função de Equipe Multidisciplinar para coordenar, validar e
acompanhar as ações acadêmicas através do desenvolvimento de materiais didáticos, presenciais e
EaD, disponibilizados aos discentes, em cumprimento aos planos cursos de disciplinas em cada
semestre letivo.
A equipe atua com base em um plano de ação documentado e implementado, que organiza
suas metas, estratégias e ações em consonância com os objetivos do curso. Além disso, os processos
de trabalho são formalizados, assegurando a padronização, a eficiência e a continuidade das
atividades, independentemente de mudanças na composição da equipe ou nos cenários de aplicação.
A presença de uma equipe multidisciplinar bem estruturada é um diferencial significativo
para as instituições de ensino que oferecem cursos à distância. Ela não apenas garante a qualidade e
a inovação dos processos educacionais, mas também promove uma experiência de aprendizado
mais inclusiva, interativa e relevante para os estudantes.
Cabe sinalizar que, de acordo com a Res. 4/2024, Art 7º, a incorporação de espaços virtuais
de aprendizagem é fundamental para aprimoramento das práticas de ensino, “permitindo
dinamicidade e interatividade para exploração de métodos inovadores de ensino que se adaptem às
necessidades diversificadas dos alunos, desenvolvendo o pensamento crítico e habilidade de
navegar eficazmente no vasto universo da informação digital” (p. 4-5). Em outras palavras, essa
31

integração possibilita ao Curso de Ciências o fortalecimento das competências necessárias ao futuro
professor à navegação eficaz no complexo mundo da informação digital.

10 – MATRIZ E PROPOSTA CURRICULAR
O curso de Ciências: Biologia, Física e Química possui a carga horária total de 3.350 (três
mil trezentos e cinquenta horas), com o tempo mínimo e máximo para integralização do curso
definidos em 08 períodos. Sua organização curricular, está embasada na Resolução CNE/CP Nº 4,
de 29 de maio de 2024, que dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação
Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação Escolar Básica (cursos de
licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados e cursos de segunda
licenciatura). De acordo com estas diretrizes, os Cursos de Formação de Professores devem se
organizar em torno de quatro núcleos.
 O Núcleo I: engloba os estudos de formação geral - EFG, composto por disciplinas
relacionadas aos conhecimentos científicos, educacionais e pedagógicos que
fundamentam a compreensão do fenômeno educativo e da educação escolar e formam a
base comum para todas as licenciaturas. As disciplinas dedicadas ao núcleo 1 devem
totalizar 880 horas na matriz curricular.
 O Núcleo II: engloba os estudos da aprendizagem e aprofundamento dos conteúdos
específicos das áreas de atuação profissional - ACCE, formado por disciplinas que
abordam os conteúdos específicos das áreas, componentes, unidades temáticas e objetos
de conhecimento da BNCC, e para o domínio pedagógico desses conteúdos. As
disciplinas dedicadas ao núcleo 1I devem totalizar 1600 horas na matriz curricular.
 O Núcleo III: engloba as atividades acadêmicas de extensão - AAE, realizadas na
forma de práticas vinculadas aos componentes curriculares: envolvem a execução de
ações de extensão nas instituições de Educação Básica, com orientação,
acompanhamento e avaliação de um professor formador da IES. 320 (trezentas e vinte)
horas de atividades acadêmicas de extensão conforme Núcleo III, de que trata o art. 13,

32

inciso III da Resolução 04/2024, desenvolvidas nas instituições de Educação Básica,
lugar privilegiado para as atividades dos cursos de licenciatura; essa carga horária,
vinculada aos componentes curriculares desde o início do curso, deve estar discriminada
no PPC da instituição formadora.
 O Núcleo IV: engloba o estágio curricular supervisionado - ECS, componente
obrigatório da organização curricular das licenciaturas, deve ser realizado em instituição
de Educação Básica e tem como objetivo atuar diretamente na formação do licenciando.
A carga horária total dedicada aos estágios corresponde a 400 horas e devem aparecer
desde o início do curso.
10.1 Matriz curricular
Quadro 1. Matriz curricular do curso de Ciências: Biologia, Física e Química.
1º Período
Código

Componentes Curriculares

Carga Horária
Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

Estágio Supervisionado I

6

1

5

Gestão da Educação do Trabalho Escolar

4

2

1

1

72

Profissão Docente

3

1

1

1

54

Didática

4

2

1

1

72

Política, Organização e Gestão da Educação Básica

4

3

1

21

9

9

TOTAL
2º Período
Componentes Curriculares

108

72

3

378

Carga Horária
Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral I

3

0

0

Matemática Básica

4

3

1

72

Leitura e Produção Textual

3

2

1

54

Tecnologias e Educação Inovadora

4

3

1

72

Desenvolvimento e Aprendizagem

4

3

1

72

Currículo

3

2

1

54

21

13

5

TOTAL
3º Período

3

3

54

378

Carga Horária
33

Componentes Curriculares

Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

Estágio Supervisionado II

6

1

5

Biologia Celular e Molecular

4

2

1

Química Geral

4

3

1

72

Estatística e Probabilidade

4

3

1

72

Avaliação Educacional

3

1

1

1

54

21

10

9

2

378

TOTAL
4º Período
Componentes Curriculares

108
1

72

Carga Horária
Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral II

3

0

0

Física Básica 1

4

2

2

72

Cultura Oceânica, Ecologia e Biodiversidade

4

3

1

72

Química Geral 2

4

3

1

72

Educação Conectada e Inteligência Artificial

4

3

1

72

Metodologia Científica

3

3

0

54

22

14

5

TOTAL
5º Período
Componentes Curriculares

3

3

54

396

Carga Horária
Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

Estágio Supervisionado III

6

1

5

108

Física Geral 2

4

3

1

72

Didática do Ensino de Ciências

4

2

2

72

Educação Inclusiva e Equitativa

4

2

1

1

72

Educação Ambiental e Sustentabilidade

4

2

1

1

72

22

10

10

2

396

TOTAL
6º Período
Componentes Curriculares

Carga Horária
Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral III

3

0

0

Química Orgânica e Contemporânea

4

3

1

72

Pesquisa Educacional

4

3

1

72

Física Contemporânea

4

3

1

72

Biologia Moderna

4

3

1

72

Optativa 1

4

3

1

72

23

15

5

TOTAL
7º Período

3

3

54

414

Carga Horária
34

Componentes Curriculares

Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

Estágio Supervisionado IV

6

1

5

108

Libras

3

1

2

54

Astronomia Básica

4

2

1

1

72

Biologia Humana

4

2

1

1

72

Pesquisa em Ciências 1

3

2

1

Recursos Naturais Hídricos, Minerais e Energéticos

4

2

0

2

72

24

10

10

4

432

TOTAL
8º Período

54

Carga Horária

Componentes Curriculares

Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral IV

3

0

0

Optativa 2

4

3

1

72

Temas Integradores no Ensino de Ciências

4

2

2

72

Desafios para o Ensino de Ciências

3

1

2

54

História, Filosofia e Epistemologia das Ciências

4

3

1

72

Pesquisa em Ciências 2

3

2

1

54

21

11

7

TOTAL

3

3

54

378

Carga Horária Total dos Componentes Curriculares (horas)

3150

Carga Horária Complementar (horas)

200

Carga Horária Total do Curso (horas)

3.350

Quadro 2: Resumo da carga horária por período e a carga horária total do curso.
Carga Horária por Período (horas)
1º
6º
2º
3º
4º
5º
7º
8º
Períod
Períod
Período Período Período Período
Período Período
o
o
378

378

378

396

396

414

432

Carga Horária Total
dos Componentes
Curriculares

Carga Horária
Complementar

3150

200

378

Totalizando 3350 horas de Curso
Com exceção das disciplinas de Estágio (I, II, III, IV) e Prática Pedagógica de Educação Integral (I,
II, III, IV), todas as demais ocorrem com 70% de sua carga horária no formato presencial e 30% nos
formatos síncrono e assíncrono com auxílio pedagógico de tutores (as).

35

10.2 Transversalidade
A matriz pretende combinar uma formação de sólida base teórico-metodológica, humanista
e prática, associada às demandas e especializações necessárias ao exercício de atividades no
mercado de trabalho. Dessa forma, os Grupos de Formação procuram conjugar os conhecimentos
teóricos e práticos que permitam a construção de trajetórias alternativas e individualizadas, porém
afinadas as demandas e interesses globais da sociedade brasileira, e, especificamente, alagoana.
Desse modo, além da possibilidade de ter uma formação geral como professor-pesquisador em
Ciências, o curso de Ciências possibilita aos estudantes orientar seus estudos de modo a conciliar as
contribuições de qualquer uma das diversas áreas que estruturam o curso – Física, Química e
Ciências Biológicas – com sua prática profissional futura.
10.3 Educação em Direitos Humanos
A Educação em Direitos Humanos na UFAL adequa-se à Resolução CNE/CP nº. 01/2012.
Sua inserção nos PPC dos cursos deve ocorrer: I) pela transversalidade, por meio de temas
relacionados aos Direitos Humanos e tratados interdisciplinarmente; II) como um conteúdo
específico de uma das disciplinas já existentes no currículo escolar; III) de maneira mista, ou seja,
combinando transversalidade e disciplinaridade.
De acordo com o PNEDH (2006), a educação em Direitos Humanos pode ser executada no
ensino superior de várias maneiras. O curso de Ciências, no âmbito de suas disciplinas de “Política,
Organização e Gestão da Educação Básica”, “Desafios para o Ensino de Ciências”, “Temas
Integradores no ensino de Ciências”, “História, Filosofia e Epistemologia das Ciências”, “Educação
Inclusiva e equitativa”, possui uma aproximação com esse tema, uma vez que aborda em diferentes
contextos a compreensão da diversidade e a luta por uma sociedade democrática e igualitária. Desse
modo, não é raro que dentre as linhas de pesquisa desenvolvidas pelo curso, existam algumas que
contemplem o debate dos Direitos Humanos.
Diante de tal familiaridade, optou-se, no curso, pela transversalização da Educação em
Direitos Humanos. Isso significa que esse tema formativo é abordado transversal e
interdisciplinarmente em disciplinas do quadro obrigatório e eletivo do curso. A temática de
direitos humanos, para além da definição do termo direitos humanos, Ciência é uma frente
36

discursiva que abarca o interesse de debater e assegurar o direito de grupos minoritários, tais como:
crianças, mulheres, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, entre outros. Ao debater os
direitos que concernem tais grupos, estamos debatendo os modos como políticas hegemônicas e
globais pretendem dar conta da especificidade de relações étnicas, ambientais, de gênero,
promovendo a dignidade humana e a diversidade.
A seguir, listamos as disciplinas que abordam de forma transversal esse tema. São elas:
a) Disciplinas Obrigatórias:


Política, Organização e Gestão da Educação Básica;



Desafios para o Ensino de Ciências;



Temas Integradores no Ensino de Ciências.



História, Filosofia e Epistemologia das Ciências



Educação Inclusiva e equitativa

b) Disciplinas Optativas:


Sociologia da Educação

Desse modo, enquanto instituição de ensino, propomos problematizar e contextualizar histórica e
politicamente a criação e a manutenção de direitos humanos como promotor de ideias de justiça,
igualdade e liberdade. O curso de Ciências: Biologia, Física e Química – promove uma educação
em direitos humanos que atenta para a valorização da diversidade e do entendimento sobre a
educação enquanto veículo transformador da sociedade.
10.4 Educação para as Relações Étnico-Raciais
Em atenção à Lei 10.639/2003, à Lei 11.645/2008 e à Resolução CNE/CP 01/2004,
fundamentada no Parecer CNE/CP 03/2004 que dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação de Relações Étnico Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira,
Africana e Indígena, os PPCs da UFAL vem tratando a temática de forma transversal.

37

Além de cumprir com as exigências normativas educacionais brasileiras, a proposta de uma
Educação para as Relações Étnico-raciais (ERER), incorporada aos currículos dos cursos de
licenciatura desta instituição de ensino superior, por meio dos Projetos Pedagógicos de Cursos
(PPCs), estimulando a integração entre saberes étnicos constitutivos de nossa sociedade (branco,
indígena, negro e cigano), em destaque a sociedade alagoana, além de possibilitar a produção de
novos conhecimentos científico, cultural, tecnológico e artístico, ou a revisão dos conhecimentos
existentes, de modo a promover condutas e políticas de formação profissional que valorizem as
diversidades étnico-raciais. Em decorrência dessa proposta, referendar-se-á o compromisso firmado
pela UFAL, dentre outros, de aperfeiçoamento das políticas de ações afirmativas, dos cursos de
graduação e pós-graduação, implementadas, oficialmente, desde 11 de novembro de 2003, por meio
da Resolução CONSUNI/UFAL nº 33, que aprovou o Programa Ações Afirmativas para Afrodescendentes (PAAF) nesta instituição, com o empenho do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros
(NEAB-UFAL), criado em 1981, inicialmente Centro de Estudos Afrobrasileiros (CEAB), que atua
tanto internamente à UFAL, com o papel de promover cursos de formação/capacitação, debates,
disponibilização de acervo (documental e bibliográfico) para consulta e coordenação geral de editais
sobre ERER; quanto externamente, em parceria com outras instituições educacionais do estado, do
país e/ou outros países, e com os movimentos sociais.

Nesse sentido, o curso de Ciências de

acordo com as referidas leis e resoluções, pretende abordar essa temática em suas pesquisas e na
extensão, problematizando tal discussão em disciplinas obrigatórias e Optativas, especialmente:
a) Disciplinas Obrigatórias:
 Desafios para o Ensino de Ciências;
 Temas Integradores no Ensino de Ciências.
 História, Filosofia e Epistemologia das Ciências
b) Disciplinas Optativas:
 Sociologia da Educação

38

10.5 Educação Ambiental
Com o intuito de impulsionar o desenvolvimento de uma consciência críticotransformadora que enfrente os desafios impostos pela crescente disseminação de problemas
ambientais, o curso de Ciências da Universidade Federal de Alagoas tem empreendido esforços para
dotar seus discentes de ferramentas analíticas que subsidiem uma interpretação sociopolítica das
múltiplas dimensões que compõem a questão ambiental. Assim, o curso dirigiu esforços no sentido
de estabelecer um tratamento transversal para os conteúdos relacionados à exploração econômica da
natureza, e, consequentemente, para os conflitos e problemas relacionados aos usos e apropriações
dos recursos naturais.
Desde os anos de 1970, estamos envolvidos em transformações sem precedentes nas esferas
econômica, política, sociocultural e ambiental. Essas transformações, configuradas pela
reestruturação produtiva do processo capitalista, encerradas no pensamento neoliberal e do processo
de globalização, desestruturam conquistas sociais importantes e tornam ainda mais evidentes quão
frágeis são a economia, a política e a organização social da maioria dos estados nacionais do
Planeta. Resgata-se de Carvalho (2002) a ideia de que toda educação é ambiental, pois se a
Educação não vier acompanhada pela dimensão ambiental, “perde sua essência e pouco pode
contribuir para a continuidade da vida humana” (CARVALHO, 2002 p. 36). Assim, a Lei nº 9.795,
de 27 de abril de 1999, regulamentada pelo Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002, dispõe
especificamente sobre a Educação Ambiental (EA) e institui a Política Nacional de Educação
Ambiental (PNEA), como componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar
presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo. As DCNs
de Educação Ambiental (RESOLUÇÃO CNE/CP Nº2/2012) destacam que “o papel transformador
e emancipatório da Educação Ambiental torna-se cada vez mais visível diante do atual contexto
nacional e mundial em que a preocupação com as mudanças climáticas, a degradação da natureza, a
redução da biodiversidade, os riscos socioambientais locais e globais, as necessidades planetárias
evidenciam-se na prática social”. Isso posto, nota-se a necessidade de inserir no processo educativo
do curso de Ciências as discussões de educação ambiental, na visão da interdisciplinaridade.
O trabalho interdisciplinar de educação ambiental se caracteriza pela ampliação do espaço
social e visa à disseminação crítica dos conhecimentos socioambientais, culturais e políticos,
39

articulando-os à realidade local, nacional e global, com a formação cidadã e ética. Busca-se superar
a mera ideia de ecologizar o processo educativo, pois o trabalho de educação ambiental não se
limita ao acúmulo de conceitos de ecologia ou ao trabalho com problemas ambientais, por isso, as
disciplinas de “Cultura Oceânica, Ecologia e Biodiversidade”, “Educação Ambiental e
Sustentabilidade”, “Recursos Naturais, Hídricos, Minerais e Energéticos”, “Relação: Água, Solo e
Planta (optativa)”, “Química Ambiental (optativa)” discutem as questões socioambientais,
articulando com a formação do perfil profissional do curso. Note-se que além das disciplinas
obrigatórias, o tema também sera abordado de forma extensionista e também em disciplinas
optativas. Além das disciplinas listadas anteriormente, com vias a garantir uma formação pautada
nos princípios da autonomia, flexibilidade e interdisciplinaridade do futuro profissional docente,
segue abaixo uma lista de disciplinas Optativas, que poderão vir a ser cursadas pelos/as estudantes
de Ciências.
Quadro 03 – Matriz de conteúdos curriculares optativos.
Conteúdos Curriculares Optativos

Carga Horária

Empreendedorismo

72 h

Relação: Água, Solo e Planta

72 h

Química Ambiental

72 h

Tópicos de Astronomia e Cosmologia

72 h

Equações Diferenciais e Aplicações

72 h

Matemática Financeira

72 h

Sociologia da Educação

72 h

----

11 – ORDENAMENTO CURRICULAR
O Curso de Ciências: Biologia, Física e Química, presencial, tem sua matriz curricular
desenvolvida ao longo de 8 semestres, como estabelece o Edital nº. 3/2025-Ministério da
Educação/Secretaria de Educação Básica para o Programa institucional de Fomento e Indução da
Inovação da Formação Inicial Continuada de Professores e Diretores Escolares com ênfase na
Educação Integral (Prilei). Para cumprir toda a matriz curricular o licenciando deverá cumprir um
total de 3350 horas, discriminadas na tabela a seguir. Observa-se que a distribuição das cargas
40

horárias está em consonância com a Resolução CNE/CP Nº 04/2024, que dispõe sobre as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da
Educação Escolar Básica (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados
não licenciados e cursos de segunda licenciatura).
No que se refere a natureza das disciplinas/atividades e suas respectivas finalidades para a
formação dos estudantes, segundo os grupos formativos o curso está organizado em da maneira a
seguir:
Quadro 4. Organização dos núcleos de formação de acordo com os componentes curriculares.
Núcleo

Componente Curricular

Carga
Horár
ia

Matemática Básica

72

Biologia Celular e Molecular

72

Química Geral

72

Estatística e Probabilidade

72

Física Básica 1

72

Cultura oceânica, Ecologia e Biodiversidade

72

Química Geral 2

72

Física Geral 2

72

Núcleo II Didática do Ensino de Ciências
Aprendizagem e
Educação Ambiental e Sustentabilidade
Aprofundamento dos
Conteúdos Específicos das Química Orgânica e Contemporânea
áreas de atuação profissional – Física Contemporânea
ACCE
Biologia Moderna

Carga
Horária
Total dos
Núcleos

72
72
72
72

1.602
horas

72

Optativa 1

72

Astronomia Básica

72

Biologia Humana

72

Pesquisa em Ciências 1

54

Recursos Naturais, Hídricos, Minerais e Energéticos

72

Optativa 2

72

Temas Integradores no Ensino de Ciências

72

Desafios para o ensino de Ciências

54
41

História, Filosofia e Epistemologia das Ciências

72

Pesquisa em Ciências 2

54

Gestão da Educação do Trabalho Escolar

72

Profissão Docente

54

Didática

72

Política, Organização e Gestão da Educação Básica

72

Leitura e Produção Textual

54

Núcleo I Tecnologias e Educação Inovadora
Estudos de Formação Geral – Desenvolvimento e Aprendizagem
EFG – [Conhecimentos
Currículo
científicos educacionais e
Avaliação Educacional
pedagógicos]

72
72
54
54

Educação Conectada e Inteligência Artificial

72

Metodologia Científica

54

Educação Inclusiva e Equitativa

72

Pesquisa Educacional

72

Libras

54

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral I

54

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral II

54

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral III

54

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral IV

54

Gestão da Educação do Trabalho Escolar

18

Profissão Docente
Núcleo III Atividades Acadêmicas de Didática
Extensão - AAE, realizadas na
forma de práticas vinculadas Educação Inclusiva e Equitativa
aos componentes curriculares: Educação Ambiental e Sustentabilidade

18

Núcleo IV Estágio Curricular
Supervisionado – ECS

900
horas

18
18

414
horas

18

Astronomia Básica

18

Biologia Humana

18

Recursos Naturais Hídricos, Minerais e Energéticos

36

Biologia Celular e Molecular

18

Avaliação Educacional

18

Estágio Supervisionado I

108

Estágio Supervisionado II

108

Estágio Supervisionado III

108

432
horas

42

Estágio Supervisionado IV

108

Atividades Complementares

200 horas

Total

3350 horas

No quadro a seguir é possível ver o resumo da carga horária.
Quadro 5. Resumo da carga horária organizada de acordo com temas curriculares.
Resumo da Carga Horária por Setores e Grupos
itens

Núcleo

Carga horária (horas)

a

Disciplinas obrigatórias

I, II, III, IV

3150

b

Disciplinas Optativas

II

144

c

Conteúdos específicos das áreas

II

1602

d

Estágio Curricular Supervisionado

IV

432

e

Trabalho de Conclusão de Curso – TCC

II

108

f

Atividades Complementares

g

Atividades Acadêmicas de Extensão – AAE
Componentes Curriculares de Extensão – CCE

200
III

414

Total [soma das cargas horárias dos itens a e f ]

3350 horas

Quadro 6. Carga horária organizada de acordo com os Componentes Curriculares de Extensão.
CCE - COMPONENTES CURRICULARES DE EXTENSÃO

PERÍODO

CH

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral I

2º

54

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral II

4º

54

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral III

6º

54

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral IV

8º

54

TOTAL

216 horas

----

43

12 – EMENTAS
12.1 Ementário dos Componentes Curriculares do 1º Período
Quadro 7. Matriz curricular do 1º período do curso de Ciências.
1º Período
Código

Componentes Curriculares

Carga Horária
Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

Estágio Supervisionado I

6

1

5

Gestão da Educação do Trabalho Escolar

4

2

1

1

72

Profissão Docente

3

1

1

1

54

Didática

4

2

1

1

72

Política, Organização e Gestão da Educação Básica

4

3

1

21

9

9

TOTAL

108

72
3

378

----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

ESTÁGIO SUPERVISIONADO I

108 h

Ementa:
 Observação do contexto escolar. Discussões quanto à sua estrutura organizacional e

administrativa. Investigação da organização do trabalho pedagógico em Ciências na
escola. Discussão das Diretrizes Curriculares para o ensino de Ciências na Escola
Básica. Análise e discussão dos documentos oficiais que regem o currículo de Ciências
nos anos finais Ensino Fundamental. Avaliação do impacto dessas políticas na
realidade educacional. Discussões acerca das relações entre escola, currículo e
conhecimento específico de Ciências.

Bibliografia Básica:
1º
Semestre

1. BARREIRO, I. M. F.; GEBRAN, R. A. Prática de Ensino e Estágio
Supervisionado na Formação de Professores. São Paulo. Avercamp, 2006. ISBN
9788589311373.
2. PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 7a ed. São Paulo: Cortez,
2012. ISBN 9788524919718.
3. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 15a ed., Petrópolis,
ed. Vozes, 2013. ISBN 9788532626684.
Bibliografia Complementar:

44

XIV.
BRASIL, Lei no 9.394 de 23 de dezembro de 1996. Dispõe sobre
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília - DF: Congresso Nacional,
1996.
XV.TIBALLI, E. F. A.; CHAVES, S. M. Concepções e práticas em formação de
professores: diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, ISBN
9788574902234.
XVI.
CARVALHO, A. M. P. et. al. Ensinar a ensinar: didática para a
escola fundamental e média. São Paulo: Cengage Learning, 2001. ISBN
9788522102426.
----

Disciplina

Carga Horária

GESTÃO DA EDUCAÇÃO DO TRABALHO ESCOLAR

72 h

Código

Ementa:


Estudo da gestão educacional no âmbito do(s) sistema(s), com foco no
planejamento, e da escola como organização social e educativa: concepções,
características e elementos constitutivos do sistema de organização e gestão do
trabalho escolar, tendo como eixo o projeto político-pedagógico. Disciplina com
carga horária extensionista de 18 horas.

Bibliografia Básica:

1º
Semestre

1. GANDIN, Danilo. Soluções de planejamento para uma prática estratégica e
participativa. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
2. LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da Escola: Teoria e Prática. 5 ed (rev e
ampl.) São Paulo: Heccus Editora, 2011.
3. LIMA, Licínio C. A escola como organização educativa: uma abordagem
sociológica. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2003.
4. MEYER Jr., Victor. A Escola como organização complexa. In: Ana Maria Eyng;
Maria Lourdes Gisi. (Org.). Políticas e Gestão da Educação Superior: desafios e
perspectivas. Ijuí: Editora Unijuí, 2007, v., p. 231-261.
Bibliografia Complementar:
1. VASCONCELLOS,

Celso

dos

S.

Planejamento:

Projeto

de

Ensino45

aprendizagem e Projeto Político-Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2005.
2. VEIGA, I. P. A. e FONSECA, Marilia (orgs.). As dimensões do Projeto
Político-Pedagógico: novos desafios para a escola. 8 ed. São Paulo: Papirus,
2010.
----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

PROFISSÃO DOCENTE

54 h

Ementa:


Estudo da constituição histórica e da natureza do trabalho docente, articulando o papel
do Estado na formação e profissionalização docente e da escola como principal locus de
expressão desse trabalho. Disciplina com carga horária extensionista de 18 horas.

Bibliografia Básica:
1. ARROYO, Miguel. Ofício de mestre; imagens e auto-imagens. Petrópolis:
Vozes, 2000;
1º
Semestre

2. COSTA, Marisa C. Vorraber. Trabalho Docente e Profissionalismo: uma análise
sobre gênero, classe e profissionalismo no trabalho de professoras e professores
de classes populares. Porto Alegre: Sulina, 1995.
3. MARQUES, Maria Auxiliadora de Resende Braga; DAVID, Alessandra. As
interfaces da profissão docente. São Paulo: Junqueira & Marin, 2012.
Bibliografia Complementar:
1. VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Profissão Docente: novos estudos, novas
perspectivas. Campinas: Papirus, 2012.
2. VICENTINI, Paula Perin; LUGLI, Rosário Genta. História da Profissão Docente
no Brasil: representações em disputa. São Paulo: Cortez Editora, 2009, 234p.

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Código

Componente Curricular

Carga Horária

DIDÁTICA

72 h

Ementa:
1º
Semestre
46



Fundamentos epistemológicos da Didática; A Didática e a formação do
professor; O objeto de estudo da didática: objetivos, conteúdos, metodologia,
relação entre professor e aluno, recursos de ensino e avaliação; O planejamento
didático e a organização do trabalho docente; Didática da Educação a Distância
– EaD (momentos síncronos e assíncronos; aula presencial, virtual, videoaula e
webconferências; atividades e avaliações on-line, sala de aula invertida, fóruns e
debates; Metodologias ativas; Educação Especial e Inclusiva; Gestão de
Sistemas e Unidades Educacionais; Organização e função da escola;
Coordenação Pedagógica. Disciplina com carga horária extensionista de 18
horas.

Bibliografia Básica:
1. BEHRENS, M. A. O paradigma emergente e a prática pedagógica. Curitiba:
Champagnat, 2010.
2. CORDEIRO, J. Didática. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2009.
3. CUNHA, M. I. A docência como ação complexa: o papel da didática na
formação de professores. In: MARTINS, P. L. O.; JUNQUEIRA, S. R. A.
(Org.). Conhecimento local e conhecimento universal: pesquisa, didática e ação
docente. Curitiba: Champagnat, 2004.
4. LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2008.
5. LIBANEO, J. C. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Cuiabá:
Alternativa, 2007.
6. VERDE, E. S. L. Didática Geral. Teresina: EDUFPI/CEAD, 2012.
Bibliografia Complementar:
1. CANDAU, V. M. A didática em questão. Petrópolis: Vozes, 1984.
2. HERNANDEZ, F. A Organização do currículo por projetos de trabalho: o
conhecimento é um caleidoscópio. 5. ed. Porto Alegre: ArtMed, 1998.
3. HYDT, R. C. C. Curso de Didática Geral. 8. ed. São Paulo: Ática, 2006.
4. GIL, A. C. Metodologia do Ensino Superior. São Paulo: Atlas, 2005.

47

5. MARTINS, P. L. O. As formas e práticas de interação entre professor e alunos.
In: VEIGA, I. P. A. Lições de didática. Campinas: Papirus, 2006.
6. RIOS, T. A. Compreender e ensinar: por uma docência da melhor qualidade. 4.
ed. São Paulo: Cortez, 2003.
7. VEIGA, I. P. A. As dimensões do processo didático na ação docente. In: A
aventura de formar professores. Campinas: Papirus, 2009.
8. ZABALA, A. A Prática Educativa: como ensinar. Porto Alegre: ArtMed, 1998.
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Componente Curricular

Carga Horária

POLÍTICA, ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO
BÁSICA

72 h

Código

Ementa:


Estudo das políticas e da organização dos Sistemas Educacionais brasileiro e
alagoano no contexto das transformações da sociedade contemporânea, a partir
de análise histórico-crítica das políticas educacionais, das reformas de ensino,
dos planos de educação e da legislação educacional.

Bibliografia Básica:
1. ABREU, Mariza. Organização da Educação Nacional na Constituição e a LDB.
Ijui/ SC: UNIJUI. 1999.
1º
Semestre

2. AZEVEDO, Janete Maria Lins. A educação como política pública.
Campinas/SP: Autores Associados, 1997.
3. FREITAG, Bárbara. Escola, Estado e sociedade. 7 ed. rev. Rio de Janeiro:
Moraes, 2007.
Bibliografia Complementar:
1. SAVIANI, Dermeval. Sistema Nacional de Educação e Plano Nacional de
Educação: significado, controvérsias e perspectivas. Campinas, SP: Autores
Associados, 2014
2. LIRA, Sandra. Alagoas 2000-2013. São Paulo: Perseu Abramo, 2013.

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48

12.2 Ementário dos Componentes Curriculares do 2º Período
Carga Horária

2º Período
Código

Componentes Curriculares

Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral I

3

0

0

Matemática Básica

4

3

1

72

Leitura e Produção Textual

3

2

1

54

Tecnologias e Educação Inovadora

4

3

1

72

Desenvolvimento e Aprendizagem

4

3

1

72

Currículo

3

2

1

54

21

13

5

TOTAL

3

3

54

378

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Componente Curricular

Carga Horária

CCE - PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL I

54 h

Código

Ementa:


2º
Período

Fundamentos e Planejamento de Ações Extensionistas em Educação Integral Introdução aos fundamentos da Educação Integral na formação docente em
Ciências. Reflexão crítica sobre políticas públicas, currículo e formação humana
em documentos orientadores da Educação Integral no Brasil. Análise dos
territórios educativos e identificação de demandas escolares e comunitárias.
Planejamento inicial de projetos de extensão, com foco na articulação entre
ciência, cidadania e inclusão. Abordagem do conceito de CTSA (CiênciaTecnologia-Sociedade-Ambiente) como eixo formativo.

Bibliografia Básica:
1. BRASIL. Referenciais Curriculares da Educação Integral. MEC/SECADI, 2013.
2. BRASIL. Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação
Básica. Resolução CNE/CP nº 2/2019.
3. MOLL, J. (Org.). Caminhos da Educação Integral no Brasil: direito a outros
tempos e espaços educativos. Porto Alegre: Penso, 2012.
4. FRACALANZA, H. et al. Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. São
Paulo: Moderna, 2017.

49

5. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, E. P. Ensino de
Ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2021.
Bibliografia Complementar:
1. GADOTTI, M. Educação Integral no Brasil: avanços e desafios. São Paulo:
Instituto Paulo Freire, 2009.
2. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.
São Paulo: Paz e Terra, 1996.
3. VIEIRA, L. F. (Org.). Educação integral e políticas públicas: reflexões e
práticas. Rio de Janeiro: Lamparina, 2016.
4. SANTOMÉ, J. T. Currículo e interculturalidade. São Paulo: Cortez, 2011.
5. MORAES, R. Metodologia de projetos e ensino de Ciências. Porto Alegre:
EDIPUCRS, 2013.
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Código

Componente Curricular

Carga Horária

MATEMÁTICA BÁSICA

72 h

Ementa:


Conceito de função. Funções lineares e afins. Funções polinomiais, polinômio
interpolador de Lagrange. Funções racionais, homográficas e a hipérbole.
Funções algébricas. Funções exponenciais e logarítmicas. Funções
trigonométricas. Introdução às funções logaritmo e exponencial.

Bibliografia Básica:
2º
Período

1. DOLCE, O.; POMPEO, J. N. Fundamentos de Matemática Elementar. 7 ed. v. 9.
São Paulo: Atual, 2003.
2. DOLCE, O.; POMPEO, J. N. Fundamentos de Matemática Elementar. 5 ed. v.
10. São Paulo: Atual, 1993.
3. LIMA, E. L. Medidas e Formas em Geometria. Coleção do Professor de
Matemática. n.o 3. Rio de Janeiro. Sociedade Brasileira de Matemática. 2a
Edição. 1997.
4. DOERING, C. I. e DOERING, L. R. Pré-cálculo. Editora da UFRGS (ISBN:
9788570259691).
50

5. LIMA, E. L. A matemática do ensino médio. Editora SBM (ISBN: 8585818107
(v. 1); 8585818115 (v. 2); 8585818123 (v.3)).
Bibliografia Complementar:
1. CARVALHO. P. C. P. Introdução à Geometria Espacial. 4 ed. Rio de Janeiro:
IMPA, 2005.
2. BARBOSA, J. L. M. Geometria Euclidiana Plana. 8 ed. Rio de Janeiro: IMPA,
2005.
3. REZENDE, E. Q.; QEIROZ, M. L. B. Geometria Euclidiana Plana e
Construções Geométricas. Campinas: Editora Unicamp, 2000.
4. WAGNER, E. Construções Geométricas. 4a Ed. Rio de Janeiro: SBM, 2001.
5. CARMO, M. P. Trigonometria e números complexos. Editora Sociedade
Brasileira de Matemática (ISBN: 8585818085).
6. LIMA, E. L. Logaritmos. Editora Sociedade Brasileira de Matemática (ISBN:
9788585818050).
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Código

Componente Curricular

Carga Horária

LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

54 h

Ementa:


2º
Período

A leitura como método de interpretação do discurso. A interpretação de textos.
A produção escrita textual. A diferença entre oralidade e escrita. A linguagem e
os seus pressupostos: o discurso argumentativo, a sua função, natureza e divisão.
Coesão e coerência. Tipos de textos: paráfrases; resumo, narração, descrição;
dissertação, artigo, monografia e petição inicial. Prática científico-pedagógica de
escrita a partir dos preceitos técnicos da ABNT.

Bibliografia Básica:
1. ANTUNES, Irandé Costa. Lutar com Palavras: coesão e coerência. São Paulo:
Parábola, 2005.
2. KASPARY, Adalberto J. Português para profissionais. 22. ed.. Porto Alegre:
51

Edita, 2003. 235 p. ISBN 85-86188-04-2.
3. KASPARY, Adalberto. Português em Exercícios: Com soluções. 6.ed. Porto
Alegre: Edita, 2007. 240 p. ISBN 8571550581.
4. KOCK, VanildaSalton, BOFF, Odete Maria Benetti e PAVANI, Cínara Ferreira.
Prática Textual: atividades de leitura e escrita. Petrópolis: Vozes, 2006.
Bibliografia Complementar:
1. MARTINS, Dileta Silveira; ZILBERKNOP, Lúbia Scliar. Português
instrumental: de acordo com as atuais normas da ABNT. 29 ed. São Paulo:
Atlas, 2010. 560 p. ISBN 9788522446605.
2. MEDEIROS, João Bosco; TOMASI, Carolina. Português forense: língua
portuguesa para curso de direito. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2010. 412 p.
3. KOCH, I.V. Desvendando os segredos do texto. 2 ed. São Paulo: Cortez, 2002.
4. POSSENTI, S. Apreender
Unicamp/CEFIEL/MEC, 2005.

a

escrever

(reescrevendo).

Campinas:

5. GRANATIC, Branca. Técnicas básicas de redação. 4 ed., São Paulo: Scipione,
2008.
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Componente Curricular

Carga Horária

TECNOLOGIAS E EDUCAÇÃO INOVADORA

72 h

Código

Ementa:


2º
Período

A importâncias das tecnologias digitais para a inovação do ensino; Principais
ferramentas digitais usadas no ensino de ciências; Relação entre o uso do
laboratório físico e do virtual: vantagens e desvantagens; Novos cenários na
Educação. Empreendedorismo educacional digital. Competência digital e novos
papéis do professor e do aluno. Pesquisa e aplicação de tecnologias digitais para
aprendizagem ativa. Estudo e habilidades para o uso dos recursos inovadores
digitais no âmbito educacional aplicados ao ensino de Ciências.

Bibliografia Básica:
1. Pimentel, F. S. C., da Silva, A. P. Tecnologias digitais e inovação em educação:
abordagens, reflexões e experiências. Editora Pedro & João.
52

2. Cleide Jane de Sá Araújo; PINTO, Anamelea de Campos. (org.)). Tecnologias
digitais da informação e comunicação na educação. Maceió: EDUFAL, 2017.
3. MORAN, José Manuel. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Papirus,
2013.
4. SCHIVANI, Milton, LUCIANO, Peterson Guimarães; ROMERO, Talita
Raquel. Novos Materiais e Tecnologias Digitais no Ensino de Física. Livraria da
Física, 2017.
5. Almeida, M. E. B.; Valente, J. A. Tecnologias e curriculo: trajetórias
convergentes ou divergentes? Paulus, 2011.
6. Moraes, M. C.; Valente, J. A. (orgs.). Como pesquisar em educação a partir da
complexidade e da transdisciplinaridade? Paulus, 2008.
7. Perrenould, P., Thurler, M. G. Macedo, L., Machado, N. J., Allessandrini, C. D.
As competências para ensinar no século XXI: a formação dos professores e o
desafio da avaliação. Artmed. 2008.
8. KENSKI, V. M. Educação e tecnologias. O novo ritmo da informação. São
Paulo: Papirus, 2007.
Bibliografia Complementar:
1. LEVY, Pierry. Cibercultura. São Paulo: 34, 2006.
2. Almeida, M. E. B.; Bertoncello, L. Apropriação do uso pedagógico das TDIC.
-PUCSP, PUCPR. Artigo.
3. Litto, F. M; Formiga, M. (orgs.). Educação a distância: o estado da arte: volume
II. Pearson-Prentice Hall. 2011.
4. Okada, A. (org.). Cartografia cognitiva: mapas do conhecimento para pesquisa,
aprendizagem e formação docente. KCM. 2008.BEHAR, P. A. (org)
5. Valente, J. A.; de Almeida, M. E. B. (orgs.). Formação de educadores e distancia
e integração de mídias. Avercamp Editora. 2009.
6. Vasconcellos, Maria J. E. Pensamento sistêmico: o novo paradigma da ciência.
2.ed. Campinas: Papirus, 2003.
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53

Componente Curricular

Carga Horária

DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM

72 h

Código

Ementa:


Estudo dos processos psicológicos do desenvolvimento humano na infância, na
adolescência e na fase adulta segundo as teorias clássicas da Psicologia do
Desenvolvimento e as atuais ciências do desenvolvimento na perspectiva dos
ciclos de vida. O desenvolvimento humano frente a diversidade cultural, social e
étnica dos múltiplos contextos de desenvolvimento. Articular o estudo do
desenvolvimento com as concepções de aprendizagem e com a área da
Educação.

Bibliografia Básica:
2º
Período

1. COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, J. Desenvolvimento psicológico e
educação: psicologia evolutiva. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2004, vol. 1.
2. MOREIRA, M. B.; MEDEIROS, C. A. Princípios básicos de análise do
comportamento. São Paulo: Artmed, 2007.
3. KUPFER, M. C. Freud e a Educação. O mestre do impossível. 3ª Ed. São Paulo:
Scipione, 1995.
Bibliografia Complementar:
1. OLIVEIRA, M. K. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento: um processo
sócio-histórico. São Paulo: Scipione, 2010.
2. SHAFFER, D. R.; KIPP, K. Psicologia do Desenvolvimento: infância e
adolescência. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

CURRÍCULO

54 h

Ementa:
2º
Período



As teorias de currículo; o currículo como artefato social, cultural e histórico; a
importância do projeto político-pedagógico na escola e suas formas de
elaboração, implementação e avaliação. As perspectivas históricas do campo do
54

currículo no Brasil. Análise da relação do currículo com a sociedade, ideologia e
com as relações de poder. Teorias da educação e currículo. Caracterizar o
componente curricular de natureza compreensiva e de caráter teórico-prático,
para tratar de processos que capacitam para o exercício da docência. Abordar o
ensino e a aprendizagem a partir de uma perspectiva contextualizada da
educação e do conhecimento.
Bibliografia Básica:
1. MORAES, R. & MANCUSO, R. (Orgs.) Educação em Ciências: Produção de
Currículos e Formação de Professores. Unijuí: Ijuí, 2004. 304p.
2. KRASILCHIK, Myriam. A evolução no ensino das Ciencias no período 19501985. In: O professor e o currículo das Ciências. São Paulo: EPU/Edusp, 1987.
3. BRASIL. Orientações Educacionais Complementares aos parâmetros
Curriculares Nacionais. Ciências da Natureza, Matemática e suas tecnologias.
Disponível
em:
<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_02_internet.pdf>.
CHASSOT, A. A Ciência através dos Tempos. Editora Moderna: São Paulo,
1994. 191p.
Bibliografia Complementar:
1. MOREIRA, Antonio Flávio (1999). Currículo: políticas e práticas. 5 ed.
Campinas, Papirus, 1999.
2. SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e interdisciplinariedade: o currículo
integrado. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
----

12.3 Ementário dos Componentes Curriculares do 3º Período
3º Período
Código

Componentes Curriculares

Carga Horária
Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

Estágio Supervisionado II

6

1

5

108

Biologia Celular e Molecular

4

3

1

72

Química Geral

4

2

1

Estatística e Probabilidade

4

3

1

1

72
72

55

Avaliação Educacional

TOTAL

3

2

1

21

12

9

54

1

378

----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

ESTÁGIO SUPERVISIONADO II

108 h

Ementa:


Discussões acerca do saber docente e dos problemas e desafios do trabalho
docente. Contextualização histórica do Ensino de Ciências na escola básica e
tendências atuais do Ensino de Ciências. Desenvolvimento, em colaboração
com o professor da escola, de atividades que contribuam com os conteúdos em
trabalho (aulas teóricas, experimentos, feiras, mostras, demonstrações,
utilização de novas tecnologias de informação e comunicação, entre outras).
Observação do contexto de sala de aula quanto aos aspectos que envolvem a
relação professor/aluno, motivação e interesse, dificuldades no
ensino/aprendizagem de Ciências.

Bibliografia Básica:

3º
Período

1. BARREIRO, I. M. F.; GEBRAN, R. A. Prática de Ensino e Estágio
Supervisionado na Formação de Professores. São Paulo. Avercamp, 2006. ISBN
9788589311373.
2. PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 7a ed. São Paulo: Cortez,
2012. ISBN 9788524919718.
3. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 15a ed.,
Petrópolis, ed. Vozes, 2013. ISBN 9788532626684.
Bibliografia Complementar:
1. BRASIL, Lei no 9.394 de 23 de dezembro de 1996. Dispõe sobre Diretrizes e
Bases da Educação Nacional. Brasília - DF: Congresso Nacional, 1996.
2. TIBALLI, E. F. A.; CHAVES, S. M. Concepções e práticas em formação de
professores: diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, ISBN
9788574902234.
3. CARVALHO, A. M. P. et. al. Ensinar a ensinar: didática para a escola
fundamental e média. São Paulo: Cengage Learning, 2001. ISBN
56

9788522102426.
----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

BIOLOGIA CELULAR E MOLECULAR

72 h

Ementa:


Microscopia, Estudo da (ultra) estrutura da célula animal e vegetal como
unidade funcional essencial à vida e dos constituintes diversos de diferentes
tecidos nos aspectos morfológicos, fisiológicos e macromoleculares, integrando
os conhecimentos de bioquímica, biologia molecular e genética na compreensão
dos mecanismos celulares, na homeostasia, nas alterações metabólicas e
patológicas. Essa disciplina possui carga horária extensionista totalizando 18
horas no semestre.

Bibliografia Básica:
1. ALBERTS, B.; JOHNSON, A.; LEWIS, J.; et al. Biologia Molecular da Celula.
6ª editora Editora Artmed, 2017.

3º
Período

2. ALBERTS, B.; BRAY, D.; HOPKIN K.; et al. Fundamentos da Biologia
Celular: Uma Introdução à Biologia Molecular da Célula. 4ª ed. ArtMed, 2017.
3. DE ROBERTIS, E. M. F.; HIB, J. Biologia Celular e Molecular. 16ª ed.
Guanabara Koogan, 2014
Bibliografia Complementar:
1. LODISH, H.; BERK, A.; KAISER, C. A.; et al. Biologia Celular e Molecular. 7ª
ed. Editora Artmed, 2014.
2. POLLARD, T.; EARNSHAW, W.; LIPPINCOTT-SCHWARTZ, J.; JOHNSON,
G. Cell Biology. 3rd ed. Elsevier, 2017.
3. BOLSORVER, S. R.; HYAMS, J. S.; et al. Biologia Celular. 2ª ed. Rio de
Janeiro:
Guanabara Koogan, 2005.
4.

COOPER, G.M.; HAUSMAN, R.E. A célula – Uma abordagem molecular 3ª
ed. Artmed Ciências, 2007.

57

5. JUNQUEIRA, L. C. U.; CARNEIRO, J. Biologia Celular e Molecular. 9ª ed.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

QUÍMICA GERAL

72 h

Ementa:


3º
Período

A formação dos elementos químicos. A constituição da matéria. Mendeleyev e o
Universo dos elementos. A formação das moléculas. As interações matéria e
energia. Panoramas da Química através da Tabela Periódica: dos metais aos não
metais, das bases aos ácidos. Os estados da matéria e suas transformações.
Formas de energia e seu papel nas mudanças de estado e nas transformações
químicas. Teoria do Big Bang; Nucleossíntese; Química e evolução da Terra;
Constituição da matéria / Natureza Ondulatória; O átomo nuclear e a existência
do núcleo; Estrutura Eletrônica; Noções básicas sobre mecânica quântica;
Relação de incerteza de Heisenberg; Dualidade onda-partícula; Números
quânticos; Orbitais atômicos; Princípio da exclusão; Mendeleev e o universo dos
elementos; História da construção da tabela; Propriedades periódicas; Elementos
Metálicos e semi-metálicos, não metálicos; Ligações químicas; História da
ligação química; Natureza da ligação química; Abordagem quântica; Ligações
múltiplas; Basicidade e acidez; Formas de energia; Energia e estados da matéria;
Termodinâmica e equilíbrio; Variação da energia livre e sua relação da constante
de equilíbrio; Termoquímica. Essa disciplina possui carga horária de prática
extensionista totalizando 18 horas no semestre.

Bibliografia Básica:
1. MAAR, Juergen H. Pequena História da Química: Primeira Parte – Dos
primórdios a Lavoisier, 1ª Ed. Florianópolis: Papa livros, 1999
2. MAAR, Juergen H. Pequena História da Química: – Segunda Parte – de
Lavoisier ao Sistema Periódico, 1ª Ed. Florianópolis: Papa livros, 2011
3. TOMA, H. E., Coleção de Química Conceitual: 1. Estrutura atômica, ligações e
estereoquímica; 2. Elementos químicos e seus compostos. Editora Blucher, SP.
2012.
4. FILGUEIRAS, C. A. 200 anos da teoria atômica de Dalton. Quim. Nova na
Escola, n.20, 38-44. http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc20/v20a07.pdf

58

Bibliografia Complementar:
1. Estrutura da matéria: uma visão molecular. Cadernos Temáticos de Química
Nova na Escola. Edição especial, v. 4, 2001.
http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/
2. Representação estrutural da matéria. Cadernos Temáticos de Química Nova na
Escola. Edição especial, v. 7, 2007. http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/
3. Bibliografia de artigos específicos e revisões da Química Nova, Química Nova
na Escola, Revista Virtual de Química e QNINT.
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Código

Componente Curricular

Carga Horária

ESTATÍSTICA E PROBABILIDADE

72 h

Ementa:


Introdução a matemática (números; frações; funções; raízes de equações;
sistemas de equações; notação de somatório e Gráficos). Introdução a estatística
descritiva. Variáveis quantitativas. Dados discretos e contínuos (não cobrar
integrais). Medidas de tendência central. Medidas de dispersão. Noções de
Probabilidade e inferência estatística. Exemplos práticos do uso da estatística
para estudos científicos em Ciências e no mundo em geral.

Bibliografia Básica:
3º
Período

1. FONSECA, J. S., MARTINS, G. A., Curso de Estatística. 6ª Edição, São Paulo,
Editora Atlas S.A, 2009.
2. SPIEGEL, M.R. Estatística. São Paulo: McGraw-Hill, 1985.
3. ROSINI, A. M. As novas tecnologias da informação e a educação a distância.
São Paulo: Thomson Learning: 2007.
4. VIEIRA, S. Introdução a bioestatística. 3. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro:
Campus, 1998.
Bibliografia Complementar:
1. BUSSAB, W.O.; MORETTIN, P.A. Métodos quantitativos: estatística básica.
59

São Paulo: Atual, 1987.
2. PAGANO, M.; GAUVREAU, K. Princípios de bioestatística. São Paulo:
Thomson, 2006.
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Código

Componente Curricular

Carga Horária

AVALIAÇÃO EDUCACIONAL

54 h

Ementa:


Estudo da avaliação como instrumento indispensável para o planejamento e
acompanhamento das ações educativas. As diferentes concepções da avaliação e
suas manifestações práticas na escola. Procedimentos e instrumentos da
avaliação da aprendizagem. Essa disciplina possui carga horária extensionista
totalizando 18 horas no semestre.

Bibliografia Básica:
1. BARRETO, E. de S.; PINTO, R. P. (Orgs.). Avaliação na educação básica
(1990-1998).
2. HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da préescola à universidade. 14ª ed. Porto Alegre: Mediação, 1998.
3º
Período

3. FREIRE, Paulo. Educação e Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.
4. VALADARES, E. C. Física mais que divertida. 3ª Ed. UFMG, 2012.
Bibliografia Complementar:
1. ALMEIDA, Fernando José de e FRANCO, Mônica Gardelli. Avaliação para
Aprendizagem – o processo avaliativo para melhorar o desempenho dos alunos.
São Paulo: Ática, 2011.
2. ALMEIDA, Geraldo Peçanha de. Prática para Avaliação escolar – Dicas e
Sugestões de como fazer. Rio de Janeiro: Editora Wak, 2012.
3. DEMO, Pedro. Avaliação qualitativa. Campinas. São Paulo: Autores
Associados, 2008.
4. FERNANDES, D. Avaliar para aprender: fundamentos, práticas e políticas. São
60

Paulo: UNESP. 2009.
5. GREANEY, Vincent e KELLOGHAN, Thomas. O uso dos Resultados da
Avaliação do Aproveitamento Escolar. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2010.
6. HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré
‐escola à universidade. Porto Alegre: Editora Mediação, 2012. SANTANNA,
I.M. Por que avaliar? Como avaliar? Critérios e instrumentos. Petrópolis: Vozes,
2013.
----

12.4 Ementário dos Componentes Curriculares do 4º Período
4º Período
Código

Carga Horária

Componentes Curriculares

Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral II

3

0

0

Física Básica 1

4

2

2

72

Cultura Oceânica, Ecologia e Biodiversidade

4

3

1

72

Química Geral 2

4

3

1

72

Educação Conectada e Inteligência Artificial

4

3

1

72

Metodologia Científica

3

3

0

54

22

14

5

TOTAL

3

3

54

396

----

Componente Curricular

Carga Horária

CCE - PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL II

54 h

Código

Ementa:


4º
Período

Elaboração de Práticas Pedagógicas Extensinistas em Contextos Escolares e
Comunitários - planejamento de sequências didáticas investigativas de Ciências
que integrem dimensões cognitivas, socioemocionais, corporais, éticas e
estéticas, considerando os diferentes tempos e espaços educativos da Educação
Integral. Articulação entre o conhecimento científico e as realidades das escolas
ou espaços comunitários. Relação escola-comunidade-território e o papel do
professor como articulador de saberes na formação humana integral.

Bibliografia Básica:
1. CARVALHO, A. M. P. (Org.). A formação de professores de Ciências:
61

articulando saberes. São Paulo: Cortez, 2005.
2. DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A.; PERNAMBUCO, E. P. Ensino de
Ciências: fundamentos e métodos. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2021.
3. HERNÁNDEZ, F. Transgressão e mudança na educação: os projetos de
trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998.
4. MOLL, J. (Org.). Caminhos da Educação Integral no Brasil: direito a outros
tempos e espaços educativos. Porto Alegre: Penso, 2012.
5. ROCHA, H. R. da. Práticas docentes, escola e comunidade: perspectivas para
a formação docente na licenciatura. Curitiba: CRV, 2020.
Bibliografia Complementar:
1. BRASIL. Referenciais Curriculares da Educação Integral. MEC/SECADI,
2013.
2. FRACALANZA, H.; AMARAL, D. M.; GOUVÊA, G. Ciência e cultura:
ensino por investigação. São Paulo: Moderna, 2017.
3. GADOTTI, M. Educação Integral no Brasil: avanços e desafios. São Paulo:
Instituto Paulo Freire, 2009.
4. SANTOMÉ, J. T. Currículo e interculturalidade. São Paulo: Cortez, 2011.
5. VIEIRA, L. F. (Org.). Educação Integral e Políticas Públicas: reflexões e
práticas. Rio de Janeiro: Lamparina, 2016.
----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

FÍSICA BÁSICA 1

72 h

Ementa:

4º
Período

Sistema Internacional de Unidades, Comprimento, Tempo, Massa, Mudança de
Unidades, Grandezas físicas, vetores e escalares. Movimento em Uma e Duas
Dimensões – Cinemática da partícula, velocidade média e instantânea,
movimento retilíneo com aceleração constante, aceleração média e instantânea,
corpos em queda livre. As Leis de Newton, Forças e Aplicações, Momento
Linear e Colisões. Trabalho, Energia Cinética e Conservação da Energia.
Fluidos, Ondas e As Leis da Termodinâmica. Essa disciplina possui carga
62

horária de prática pedagógica totalizando 18 horas no semestre.
Bibliografia Básica:
1. GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física sob a Coordenação de Luiz
Carlos Menezes, João Zanetic e Yassuko Hosoume), Física 1 - Mecânica, São
Paulo, Edusp, 5ª. Ed., 1999;
2. GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física sob a Coordenação de Luiz
Carlos
Menezes, João Zanetic e Yassuko Hosoume), Física 2 - Física Térmica
e Óptica, São Paulo, Edusp, 4ª. Ed., 1998;
3. ALVARENGA, B.; MÁXIMO, A. Física: Contexto & Aplicações. São Paulo:
Scipione, 2011.
4. RAMALHO JÚNIOR, Francisco; FERRARO, Nicolau Gilberto; SOARES,
Paulo Antônio de Toledo. Os fundamentos da Física 1/Mecânica. 9ª.ed. São
Paulo: MODERNA, 2000.
5. RAMALHO JÚNIOR, Francisco; FERRARO, Nicolau Gilberto; SOARES,
Paulo Antônio de Toledo. Os fundamentos da Física 2/Termologia, Óptica,
Ondas. 9ª.ed. São Paulo: MODERNA, 2000.
6. RESNICK, R.; HALLIDAY, D.; JEARL, W. Fundamentos de Física. Mecânica.
v. 1, 9. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012.
Bibliografia Complementar:
1. CARNEIRO, F. L. Analise dimensional e teoria da semelhança e dos modelos
físicos. 2. ed. Rio de Janeiro: UFRJ, 1996.
2. GASPAR, Alberto. Física para o professor. São Paulo: ÁTICA, 2005.
3. CORRADI, W.; TÁRSIA, R. D.; OLIVEIRA, W. S.; VIEIRA, S. L. A.;
NEMES, M. C.; BALZUWEIT, K. Fundamentos de Física I. Belo Horizonte:
UFMG/EAD, 2010.
4. VALADARES, E. C. Física mais que divertida - Inventos eletrizantes baseados
em materiais reciclados e de baixo custo. 3. ed. Editora UFMG, 2012.
5. SERWAY, R. Física para cientistas e engenheiros: com física moderna. Vol. 1.
63

3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1996.
6. TIPLER, P. A.; MOSCA, G. (Org.). Física para cientistas e engenheiros. Vol. 1.
6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010.
----

Código

4º
Período

Componente Curricular

Carga Horária

CULTURA OCEÂNICA, ECOLOGIA E BIODIVERSIDADE

72 h

Ementa:
 Estrutura e compartimentação das bacias oceânicas: oceanos e mares.
Características físicas e químicas das águas oceânicas. Movimentos das águas
oceânicas. Marés. Os oceanos e mares como componentes dos geossistemas.
Compreensão das relações físico-ambientais e socioeconômicas dentro do
conceito de Zona Costeira, planejamento e gestão. Estudo dos setores costeiros e
marinhos do ponto de vista do meio físico, das questões de ordem científica,
política e jurídica. Tendências mundiais de planejamento, gestão e
gerenciamento ambiental e da utilização do potencial turístico e
socioeconômico, com enfoques direcionados a problemáticas da costa brasileira.
Noções de ecologia. Importância, perda, utilização sustentável e conservação. A
convenção sobre diversidade biológica. Conceitos, componentes, magnitudes e
escalas de biodiversidade, - Conceitos de classificação dos seres vivos. Relações
entre os Seres vivos. Sucessão Ecológica. Evolução conceitual da ecologia de
sistemas; Princípios fundamentais: estrutura e funcionamento dos ecossistemas;
Fluxo de energia e matéria nos ecossistemas; Os Diferentes Ecossistemas e suas
características; Diversidade, Estabilidade e maturidade dos ecossistemas naturais
e dos ecossistemas sob ação antrópica; Introdução à biodiversidade: definições,
origens e manutenção. Evolução da biodiversidade. Geração e manutenção da
diversidade genética. Padrões e mecanismos de especiação e de extinção. Uso de
critérios e indicadores no uso da biodiversidade; Manutenção da biodiversidade
a nível de comunidades. Funções ecológicas da biodiversidade. Influências do
ser humano sobre a biodiversidade. Ciclos Biogeoquímicos: os ciclos da água,
carbono, nitrogênio, fósforo e enxofre e suas interações; Utilização sustentável;
biologia da conservação. Estudos de caso. ( -Nomenclatura e Sistemática,
-Microbiologia (Monera, Fingi e Protista), -Animais e Plantas). Essa disciplina
possui carga horária de prática pedagógica totalizando 18 horas no semestre.
Bibliografia Básica:
1. BRASIL. 2008. Macrodiagnóstico da zona costeira e marinha do Brasil.
Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 242p.
2. MORAES, A. C. R. 1999. Contribuições para a Gestão da Zona Costeira do
Brasil: Elementos para uma Geografia do Litoral Brasileiro. São Paulo: Hucitec.
64

3. CHRISTOPHERSON, R. W. 2012. Geossistemas – Uma Introdução à Geografia
Física. Porto Alegre: Bookman. 728 p.
4. GARRISON, T. 2010. Fundamentos de Oceanografia. São Paulo: Cengage
Learning, 4ª ed. 426 p.
5. HENRY, R.. Ecologia de reservatórios: estrutura, função e aspectos sociais.
6. BENSUSAN, N. 2006. Conservação da biodiversidade em áreas protegidas. Rio
de Janeiro: Editora FGV. 176p.
7. PRIMACK, R.B. & RODRIGUES, E. 2001. Biologia da conservação. 1ed.
Londrina. E. Rodrigues.
8. SPERGEL, B.; DAVENPORT, L. & TERBORGH, J. (Orgs.). 2002. Tornando
os parques eficientes: estratégias para a conservação da natureza nos trópicos.
Curitiba: Ed. da UFPR/Fundação o Boticário de Proteção à Natureza. 518p.
(Série Pesquisa, n.75).
9. BEGON, M.; HARPER, J.L. & TOWSEND, C.R. 2007. Ecologia: de Indivíduos
a ecossistemas. Porto Alegre: Artmed Editora. 4ª edição. 752p.
10. TOWNSEND, C. R.; BEGON, M. & HARPER, J. L. 2006. Fundamentos em
Ecologia. 2ªed. Porto Alegre: Artmed. 592p.
Bibliografia Complementar:
1. ODUM, E. P.; BARRET, G. W. Fundamentos de Ecologia. 5. ed. São Paulo:
Thomson Learning, 2007.
2. SCHMIEGELOW, J. M. M . O Planeta azul: uma introdução às ciências
marinhas. Interciência, 2004,.
3. BITAR, Omar Y. Meio Ambiente e Geologia. São Paulo: Senac, 2004.
4. SOARES, M. Oceano..nosso futuro: relatório da Comissão Mundial
independente sobre oceanos, 1999.
5. SOUZA, R.B.. Oceanografia por satélites. São Paulo: Oficina de textos, 2005.
6. ESTEVES, F. A.. Fundamentos de Limnologia. Rio de Janeiro,
Interciência/FINEP. 2ª ed. 602 p. 1998.
7. FUNDIBIO: FAPESP, Botucatu, SP. 1999 Rebouças, A.C.; Braga, B. &
Tundisi, J.G. (Eds) Águas doces no Brasil: capital ecológico, uso e conservação.
São Paulo, Escrituras Editora. 3ª Ed.,2006.
8. ROLAND, F.; Cesar, D. & Marinho, M.M. (Eds). Lições de Limnologia. São
Carlos, RiMa Editora. 2005, 532p.
9. BENSUSAN, N. (org) 2002. Seria melhor mandar ladrilhar? Biodiversidade:
como, para que, por quê? 1ed. Brasília. UnB. BRASIL. 2004.
10. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Diretoria do programa Nacional de
Conservação da Biodiversidade – DCBio. 2004. Segundo relatório nacional para
a convenção sobre a diversidade biológica: Brasil/ Ministério do Meio
Ambiente. Diretoria do Programa nacional de Conservação da Biodiversidade –
DCBio. – Brasília: Ministério do Meio Ambiente. 347p. (Série Biodiversidade).
11. CULLEN JR., L.; RUDRAN, R. & VALLADARES-PADUA, C. (Orgs.). 2003.
65

Métodos em biologia da conservação e manejo da vida silvestre. Curitiba: Ed. da
UFPR/ Fundação o Boticário de Proteção à Natureza, 667p.
12. DOUROJEANNI, M.J & PÁDUA, M.T.J. 2007. Biodiversidade: a hora
decisiva. Curitiba: Ed. UFPR. 284p.
13. MARENGO, J.A. 2007. Mudanças Climáticas Globais e Seus Efeitos Sobre a
Biodiversidade: caracterização do clima atual e definição das alterações
climáticas para o território brasileiro ao longo do Século XXI. Brasília: MMA,
2006. 212p. (Série Biodiversidade, v. 26).
14. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. 2002. Biodiversidade Brasileira –
Avaliação e identificação de áreas e ações prioritárias para a conservação,
utilização sustentável e repartição dos benefícios da biodiversidade nos biomas
brasileiros. Brasília: MMA/SBF. 404p.
15. RICKLEFS, R.E. 2003. A economia da natureza. 5ed. Rio de Janeiro:
Guanabara-Koogan.
16. RIDLEY, M. 2006. Evolução. 3a. ed. Porto Alegre: ArtMed Editora. 752p.
17. SECRETARIADO DA CONVENÇÃO SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA.
2006.
18. PANORAMA DA BIODIVERSIDADE GLOBAL 2. Brasília: Ministério do
Meio Ambiente, Secretaria de Biodiversidade e Florestas (MMA). 81p.
----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

QUÍMICA GERAL 2

72 h

Ementa:


4º
Período

Apresentação dos princípios fundamentais da Química Orgânica e sua
abrangência; fontes naturais de obtenção de compostos orgânicos. Importância
da Química Orgânica para a Sociedade. Alcanos, alcenos, arenos, haletos de
alquila, alcoóis, fenóis e éteres: aspectos estruturais, eletrônicos e de
estereoquímica, incluindo intermediários de reações; correlação entre estrutura e
propriedades químicas e físicas; reações químicas características e seus
mecanismos gerais.

Bibliografia Básica:
1. SOLOMONS, T. W. G.; FRYHLE, C. Química Orgânica. 8ª ed., Rio de Janeiro:
LTC, v. 1, 2005.
2. BRUICE, P. Y. Química Orgânica. 4ª ed.; Editora Pearson Prentice Hall, São
Paulo, 2006.
3. MORRISON, R. T.; BOYD, R. N. Organic Chemistry. 6a ed., Prentice-Hall,
66

New. Jersey, 1992.
Bibliografia Complementar:
1. SOARES, N. A. Famílias e Estruturas Funcionais em Química Orgânica –
Nomenclatura. SBQed. no prelo.
----

Componente Curricular

Carga Horária

EDUCAÇÃO CONECTADA E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

72 h

Código

Ementa:


Estudo das relações entre Educação, Cultura Digital e Inteligência Artificial
(IA). Análise crítica das tecnologias digitais e conectadas no contexto escolar e
suas implicações para o ensino de Ciências. Fundamentos teóricos e éticos da IA
aplicada à educação. Plataformas adaptativas, algoritmos e sistemas de
recomendação: oportunidades e desafios. Planejamento pedagógico com uso de
tecnologias baseadas em IA. Desenvolvimento de práticas educativas
conectadas, inclusivas e emancipadoras, com base nos princípios da cidadania
digital, da justiça algorítmica e da equidade educacional. Formação docente para
o uso crítico, reflexivo e ético da IA na escola. Inovação e Empreendedorismo
Educacional Digital.

Bibliografia Básica:
4º
Período

1. ALMEIDA, M. E. B.; VALENTE, J. A. (orgs.). Tecnologia no
desenvolvimento do professor: formação continuada e práticas pedagógicas.
São Paulo: Paulus, 2020.
2. BARRETO, Elba Siqueira de Sá. Inteligência artificial na educação:
implicações para o currículo e a formação docente. São Paulo: Cortez, 2021.
3. BRASIL. Referenciais de competências digitais para professores. Brasília:
MEC, 2021.
4. LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999.
5. MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 21. ed. São
Paulo: Cortez, 2020.
Bibliografia Complementar:
1. CUKIERMAN, H.; FIGUEIREDO, D. B.; LOPES, R. A. M. (orgs.). Educação
67

e inteligência artificial: desafios, tensões e possibilidades. Rio de Janeiro:
PUC-Rio, 2022.
2. SCHLEMMER, Eliane et al. Educação Híbrida: ensino e aprendizagem
presencial e online. Porto Alegre: Penso, 2021.
3. UNESCO. Recomendação sobre a ética da inteligência artificial. Paris:
Unesco, 2021.
4. KAUFMAN, L. & BACH, D. Teaching AI: Exploring New Frontiers for
Learning. International Society for Technology in Education, 2019.
5. MITCHELL, M. Artificial Intelligence: A Guide for Thinking Humans. New
York: Penguin, 2019.
----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

METODOLOGIA CIENTÍFICA

54 h

Ementa:


4º
Período

O método de trabalho da Ciência Moderna, e sua influência no modelo de
conhecimento acadêmico. Pré-requisitos do Trabalho Científico. Visão Geral do
Trabalho Científico. A Ciência da Antiguidade e suas diferenças de concepção
em relação á Ciência Moderna. Tipos de conhecimento: senso comum,
conhecimento religioso, conhecimento cientifico. A pesquisa acadêmica: tipos e
natureza das pesquisas acadêmicas. Elaboração de Trabalhos Científicos. Formas
de leitura e síntese textual: Fichamento, Resumo, Mapa Conceitual, Resenha,
Artigo Acadêmico.

Bibliografia Básica:
1. SEVERINO, A.J. Metodologia do Trabalho Científico. 23. ed. São Paulo:
Cortez, 2007.
2. LAKATOS, E.M.; MARCONI, M.A. Fundamentos de Metodologia Científica.
7. ed. Curitiba: Atlas, 2010.
3. CERVO, A.; BERVIAN, P.A.; DA SILVA, R. Metodologia Científica.6. ed.São
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007.
Bibliografia Complementar:

68

1. VAN FRAASSEN, B. C. A imagem científica. São Paulo: Unesp, 2007.
2. MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Fundamentos de metodologia científica.
6. ed. São Paulo: Atlas, 2005.
3. ALVES-MAZZOTTI, A.J.et al. O método nas ciências naturais e sociais:
pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998.
4. ANDRÉ, M. (org.). O papel da pesquisa na formação e prática dos professores.
Campinas: Papirus, 2001.
5. FLICK U. Introdução à Metodologia de Pesquisa. Porto Alegre: Artmed, 2012.
6. PRODANOV, C.C.; FREITAS, E.C. Metodologia do trabalho científico [recurso
eletrônico]: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. Novo
Hamburgo: Feevale, 2013.
7. AQUINO, I.S. ComoLer Artigos Científicos: Graduação ao Doutorado. 3. ed.
São Paulo: Saraiva. 2012.
8. GIL, A.C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5. ed. Curitiba: Atlas, 2010.
9. LEITE FT. Metodologia Científica: métodos e técnicas de pesquisa. São Paulo:
Aparecida, 2008.
----

12.5 Ementário dos Componentes Curriculares do 5º Período
5º Período
Código

Componentes Curriculares

Carga Horária
Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

Estágio Supervisionado III

6

1

5

108

Física Geral 2

4

3

1

72

Didática do Ensino de Ciências

4

2

2

72

Educação Inclusiva e Equitativa

4

2

1

1

72

Educação Ambiental e Sustentabilidade

4

2

1

1

72

22

10

10

2

396

TOTAL
----

69

Código

Componente Curricular

Carga Horária

ESTÁGIO SUPERVISIONADO III

108 h

Ementa:


Discussões acerca do planejamento escolar. Estudo dos conteúdos de Ciências
para os anos finais do Ensino Fundamental: seleção, sequencia e abordagens.
Discussão acerca da avaliação da aprendizagem em Ciências (concepções e
práticas). Estudo da possibilidade de utilização de materiais didáticos e
paradidáticos de Ciências. Planejamento e desenvolvimento, em sala de aula, de
sequências didáticas e de avaliação da aprendizagem.

Bibliografia Básica:
1. BARREIRO, I. M. F.; GEBRAN, R. A. Prática de Ensino e Estágio
Supervisionado na Formação de Professores. São Paulo. Avercamp, 2006.
ISBN 9788589311373.
5º
Período

2. PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 7a ed. São Paulo: Cortez,
2012. ISBN 9788524919718.
3. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 15a ed.,
Petrópolis, ed. Vozes, 2013. ISBN 9788532626684.
Bibliografia Complementar:
1. BRASIL, Lei no 9.394 de 23 de dezembro de 1996. Dispõe sobre Diretrizes e
Bases da Educação Nacional. Brasília - DF: Congresso Nacional, 1996.
2. TIBALLI, E. F. A.; CHAVES, S. M. Concepções e práticas em formação de
professores: diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, ISBN
9788574902234.
3. CARVALHO, A. M. P. et. al. Ensinar a ensinar: didática para a escola
fundamental e média. São Paulo: Cengage Learning, 2001. ISBN
9788522102426.

----

70

Código

Componente Curricular

Carga Horária

FÍSICA GERAL 2

72 h

Ementa:


A Lei de Coulomb; O campo elétrico; Potencial eletrostático: capacitores e
materiais dielétricos; Corrente elétrica; O Campo magnético e suas fontes; A Lei
de Ampère; A Lei de Indução de Faraday: indutância e propriedades magnéticas
dos materiais; Experiências sobre os fundamentos da eletricidade e do
magnetismo. Essa disciplina possui carga horária de prática pedagógica
totalizando 18 horas no semestre.

Bibliografia Básica:
1. RAMALHO JÚNIOR, Francisco; FERRARO, Nicolau Gilberto; SOARES,
Paulo Antônio de Toledo. Os Fundamentos da Física 3/Eletricidade, Introdução
a Física Moderna e Analise Dimensional . 9ª.ed. São Paulo: MODERNA, 2000.
2. GREF (Grupo de Reelaboração do Ensino de Física sob a Coordenação de Luiz
Carlos Menezes, João Zanetic e Yassuk Hosoume), Física 3 Eletromagnetismo, São Paulo, Edusp, 3ª. Ed., 1998;
5º
Período

3. HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. (Org.). Fundamentos de física.
Vol. 3. 6. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 2003.
4. SERWAY, R. Física para cientistas e engenheiros: com física moderna. Vol. 1.
3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1996.
5. TIPLER, P. A.; MOSCA, G. (Org.). Física para cientistas e engenheiros. Vol. 3.
6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2010.
6. BARBOSA, P. H. R. Física III. Teresina: CEAD/UFPI, 2010.
Bibliografia Complementar:
1. CAMPOS, A. A.; ALVES, E. S.; SPEZIALI, N. L. (Org.). Física Experimental
Básica na Universidade. 2. ed. Belo Horizonte: UFMG, 2008.
2. HEWITT, P. G.; WOLF, P. R. (Org.). Fundamentos de física conceitual. Porto
Alegre: Bookman, 2009.
3. MENEZES, L. C. Matéria: uma aventura do espírito: fundamentos e fronteiras
71

do conhecimento físico. São Paulo: Livraria da Física, 2005.
4. NUSSENZVEIG, H. M. Curso de Física Básica. Vol. 3. 5. ed. São Paulo:
Edgard Blucher, 2013.
5. YOUNG, H. D.; FREEDMAN, R. A. (Org.). Física. Vol. 3. 8. ed. São Paulo:
Pearson Education do Brasil, 2011
----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

DIDÁTICA DO ENSINO DE CIÊNCIAS

72 h

Ementa:


A função social do ensino de Ciências. O processo de aprendizagem em
Ciências. Referências curriculares nacionais e regionais para o ensino de
ciências da natureza. Planejamento do ensino. Modalidades didáticas no ensino
de Ciências. A avaliação da aprendizagem e alternativas metodológicas para o
ensino de Ciências Naturais, bem como estratégias de ensino. O papel da
experimentação no ensino de Ciências. Avaliação de recursos didáticos.

Bibliografia Básica:
1. CARVALHO, A. M. P.; GIL-PÉREZ, D. Formação de professores de
ciências: Tendências e inovações. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2001.
5º
Período

2. POZO, Juan Ignacio; CRESPO, Miguel Ángel Gómez. A aprendizagem e o
ensino de ciências: do conhecimento cotidiano ao conhecimento científico. 5.
ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
3. KRASILCHIK, M. Prática de ensino de biologia. 4. ed. São Paulo: Ed. da
USP, 2004.
4. CACHAPUZ, A. et al. A Necessária renovação do ensino das ciências. São
Paulo: Cortez, 2005.
Bibliografia Complementar:
1. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo. Cortez. 1994.
2. TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. 8. ed. Petrópolis:
Vozes, 2007.

72

3. VEIGA, I. P. A. A prática pedagógica do professor de didática. Campinas:
Papirus, 1989.
----

Componente Curricular

Carga Horária

EDUCAÇÃO INCLUSIVA E EQUITATIVA

72 h

Código

Ementa:


Estudo dos fundamentos históricos, filosóficos, legais e pedagógicos da
educação inclusiva e equitativa no Brasil. Análise crítica das políticas públicas e
diretrizes curriculares voltadas à inclusão de estudantes com deficiência,
transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação, bem
como de grupos historicamente marginalizados (étnico-raciais, de gênero, classe
e território). Reflexão sobre o papel do professor de Ciências na promoção da
equidade, da acessibilidade e da valorização da diversidade no ambiente escolar.
Discussão de estratégias pedagógicas, recursos didáticos e práticas
interdisciplinares para o ensino de Ciências em contextos inclusivos.
Planejamento e avaliação de propostas de ensino equitativas, respeitando os
diferentes tempos, ritmos e modos de aprender dos estudantes. Essa disciplina
possui carga horária extensionista totalizando 18 horas no semestre.

Bibliografia Básica:
5º
Período

1. ARANHA, Maria Salete Fábio. Educação especial na perspectiva da inclusão
escolar. São Paulo: Cortez, 2006.
2. BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). MEC, 2018.
3. BRASIL. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva. MEC/SEESP, 2008.
4. CARVALHO, A. M. P. Ensino de Ciências e inclusão escolar: possibilidades
didáticas. Revista Ciência & Educação, v. 18, n. 3, 2012.
5. ROMANOWSKI, Joana Paulin; ENS, Romilda Teodora (Orgs.). Educação
escolar e equidade: desafios e possibilidades. Curitiba: CRV, 2021.
Bibliografia Complementar:
1. ALMEIDA, Laurinda Ramalho de et al. (Orgs.). Educação inclusiva com
qualidade: desafios da formação de professores. Campinas: Autores Associados,
2015.

73

2. CANDAU, Vera Maria. Educação, Direitos Humanos e Diversidade
Cultural. Petrópolis: Vozes, 2012.
3. MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: o que é? por quê? como
fazer? São Paulo: Moderna, 2003.
4. PERRENOUD, Philippe. Ensinar: agir na urgência, decidir na incerteza. Porto
Alegre: Artmed, 2001.
5. SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos.
Rio de Janeiro: WVA, 2003.
6. UNESCO. Educação inclusiva: o caminho para o futuro. Genebra: UNESCO,
2009.
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Componente Curricular

Carga Horária

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE

72 h

Código

Ementa:


5º
Período

Bases, histórico e objetivos da Educação Ambiental; Relação homem-natureza;
Políticas públicas e Educação Ambiental; Noções de Legislação Ambiental;
Sustentabilidade e impacto ambiental; Planejamento integrado em Educação
Ambiental – Transversalidade; Atividades práticas em Educação Ambiental.
Sustentabilidade Energética e Fontes Renováveis. O estudo de fontes de energia
renovável (solar, eólica, hídrica, biomassa) e a eficiência energética,
promovendo o desenvolvimento de soluções sustentáveis para os desafios
energéticos globais. Essa disciplina possui carga horária extensionista
totalizando 18 horas no semestre.

Bibliografia Básica:
7. DIAS, G. F. Atividades Interdisciplinares de Educação Ambiental. São Paulo:
Gaia, 2012.
8. MILLER, G. T.; SPOOLMAN, S. E. Ciência Ambiental. 14. ed. São Paulo:
Cengage Learning, 2015.
9. REIGOTA, M.; HELIODORA, B.; PRADO, S. (Org.). Educação Ambiental:
utopia e práxis. São Paulo: Cortez, 2008.
10. TIRONI, S. P. Educação Ambiental: o caminho para a sustentabilidade. Maceió:
IFAL, 2013.
74

Bibliografia Complementar:
1. BARSANO, P. R.; BARBOSA, R. P. Meio ambiente: guia prático e didático. 1.
ed. São 92Paulo: Érica, 2012.
2. DIAS, G. F. Dinâmicas e instrumentação para Educação Ambiental. São Paulo:
Gaia, 2010.
3. DIAS, G. F. Educação Ambiental: princípios e práticas. São Paulo: Gaia, 2006.
4. PHILIPPI-JR., A.; PELICIONI, M. C. F. Educação Ambiental em diferentes
espaços. São Paulo: Signus, 2007.
5. ______________________. Educação Ambiental e sustentabilidade. 2. ed. São
Paulo: Manole, 2014.
6. ROSA, A. H.; FRACETO, L. F. Meio ambiente e sustentabilidade. 1. ed. Porto
Alegre: Bookman, 2012.
7. SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos. 2. ed.
São Paulo: Oficina de Textos, 2013.
----

12.6 Ementário dos Componentes Curriculares do 6º Período
6º Período
Código

Componentes Curriculares

Carga Horária
Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral III

3

0

0

Química Orgânica e Contemporânea

4

3

1

72

Pesquisa Educacional

4

3

1

72

Física Contemporânea

4

3

1

72

Biologia Moderna

4

3

1

72

Optativa 1

4

3

1

72

23

15

5

TOTAL

3

3

54

414

----

75

Componente Curricular

Carga Horária

CCE - PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL
III

54 h

Código

Ementa:


Intervenção Educacional e Sistematização da Prática Extensionista Consolidação de projetos extensionistas em contextos educativos na perspectiva
da Educação integral, com foco no aprofundamento da ação docente em
Ciências. Avaliação processual e participativa das intervenções pedagógicas.
Sistematização da prática por meio de instrumentos reflexivos, narrativas e
portfólios. Articulação entre teoria, prática e pesquisa. Análise crítica de
experiências de ensino de Ciências a partir dos princípios da equidade, inclusão
e diversidade. Fortalecimento do papel do licenciando como agente
transformador social e educacional.

Bibliografia Básica:
1. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática
educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2019.

6º
Período

2. CARVALHO, A. M. P. (Org.). A formação de professores de Ciências:
articulando saberes. São Paulo: Cortez, 2005.
3. ZEICHNER, Kenneth. Repensando as conexões entre a formação na
universidade e as experiências nas escolas na formação de professores. Revista
Educação e Sociedade, v. 30, n. 109, p. 411-438, 2009.
4. OLIVEIRA, Zilma de M. Ramos de (Org.). Portfólio: reflexões e experiências
no cotidiano da prática docente. São Paulo: Cortez, 2002.
5. PIMENTA, Selma Garrido; GHEDIN, Evandro. Professor reflexivo no Brasil:
gênese e crítica de um conceito. São Paulo: Cortez, 2012.
Bibliografia Complementar:
1. RUSSO, Célia Linhares (Org.). Sistematização da prática: uma proposta para o
trabalho docente. Petrópolis: Vozes, 2010.
2. CANDAU, Vera Maria. Educação, Direitos Humanos e Diversidade Cultural.
Petrópolis: Vozes, 2012.
3. FRIGOTTO, Gaudêncio (Org.). Educação e a crise do trabalho: perspectivas de
76

final de século. Petrópolis: Vozes, 1998.
----

Componente Curricular

Carga Horária

QUÍMICA ORGÂNICA E CONTEMPORÂNEA

72 h

Código

Ementa:


A Química da vida, ambiente e materiais de fontes fósseis e renováveis. Interrelações química-física-biologia-matemática. Tecnologias convergentes e
sustentabilidade. O setor industrial químico. A percepção da química pela
sociedade. A contribuição científica e tecnológica da Química (Brasil e Global)
para melhoria da qualidade de vida. Nanociência e nanotecnologia.

Bibliografia Básica:
1. L. P., SCHNETZER, R. P. Função Social: O que significa ensino de química
para formar o cidadão? Química Nova na Escola, São Paulo, n. 4, p. 28-34,
1996.
2. CHASSOT, Attico Inácio (1995). Para que(m) é útil o ensino? Alternativas para
um ensino (de Química) mais crítico. Canoas: Ed. da ULBRA.
6º
Período

3. MÓL, G. de S. e SANTOS, W.L.P.; CASTRO, E.N.F de; SILVA, G. de S.;
MATSUNAGA, R.T. ; SILVA, R.R. da; FARIAS, S.B.; SANTOS, S.M. de O. e
DIB, S.M.F. Química na sociedade: Projeto de ensino de Química em um
contexto social . 2ª ed. Brasília, Editora Noyori, The future of chemistry, Nature
Chemistry 1, 5, 2009.
4. Galembeck, F.; Alquimia no Século 21, editorial J. Braz. Chem. Soc., 22, 195,
2011.
5. Molecules: The Elements and the Architecture of Everything (Inglês), 2016,
Theodore Gray.
6. TOMA, H. E., Coleção de Química Conceitual: 1. Estrutura atômica, Ligações e
estereoquímica; 2. Elementos químicos e seus compostos; 3. Energia, estados e
transformações químicas; 4. Química de coordenação, organometálica e catálise.
5. Química bioinorgânica e Ambiental. Editora Blucher, SP. 2012.
7. SANTOS, W. L. P. (coordenador); Química & Sociedade, Ed. Nova Geração,
São Paulo, 2005.
8. Estrutura da matéria: uma visão molecular. Cadernos Temáticos de Química
Nova
na
Escola.
Edição
especial,
v.
4,
2001.
77

http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/
9. Novos materiais. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola. Edição
especial, v. 2, 2001.
Bibliografia Complementar:
1. Bibliografia de artigos específicos e revisões da Química Nova, Química Nova
na Escola, Revista Virtual de Química e QNINT
2. ANTUNES, A. (organizadora). Setores da indústria química orgânica. 1ed. Rio
de Janeiro: E-papers Serviços Editoriais Ltda, 2007. 242 p.
3. SHREVE, R.N.; BRINK Jr., J.A. Indústrias de processos químicos. 4ª ed. Rio de
Janeiro: Guanabara Dois S.A., 1977. 714 p.
4. GALEMBECK, F.; BARBOSA, C.A.S.; DE SOUSA, R.A. Aproveitamento
sustentável de biomassa e de recursos naturais na inovação química. Química
Nova, v. 32, n. 3, p. 571-581, 2009.
5. LENARDÃO, E. J.; FREITAG, R. A.; DABDOUB, M. J.; BATISTA, A. C. F.;
SILVEIRA, C. C. “Green chemistry” – os 12 princípios da química verde e sua
inserção nas atividades de ensino e pesquisa, Química Nova, v. 26, p. 123-129,
2003;
6. VAZ JR., S. Rumo a uma Química Renovável Brasileira a partir da Biomassa
Vegetal. Revista Virtual de Química, v. 9, n. 1, p. 238-247, 2017.
7. TOMA, H. E., Coleção de Química Conceitual: 1. Estrutura atômica, Ligações e
estereoquímica; 5. Nanotecnologia Molecular – Materiais e Dispositivos.
8. Estrutura da matéria: uma visão molecular. Cadernos Temáticos de Química
Nova
na
Escola.
Edição
especial,
v.
4,
2001.
http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/Novos materiais. Cadernos Temáticos de
Química Nova na Escola. Edição especial, v. 2, 2001.
----

Código

6º
Período

Componente Curricular

Carga Horária

PESQUISA EDUCACIONAL

72 h

Ementa:


Aprender conceitos norteadores e aspectos operacionais de um processo de
pesquisa em educação científica. Mais especificamente, abordagem dos
78

seguintes temas: a educação científica como campo profissional de ensino e de
pesquisa; metodologia da investigação em educação científica: estrutura de uma
investigação e paradigmas epistemológicos da pesquisa educacional;
modalidades de pesquisa. Elaboração de projetos de pesquisa. Processos de
coleta, sistematização e análise de informações. Redação e apresentação da
pesquisa. Critérios de avaliação de um trabalho de pesquisa.
Bibliografia Básica:
1. ANDRÉ, M. (Org.). O papel da pesquisa na formação e na prática dos
professores. Série Prática Pedagógica, 9ª Ed. Campinas/SP; Papirus, 2009.
2. FIORENTINI, D.; LORENZATO, S. Investigação em educação matemática:
percursos teóricos e metodológicos. Coleção Formação de Professores.
Capinas/SP: Autores Associados, 2006.
3. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4 Ed. São Paulo: Atlas, 2002.
Disponível em:
https://professores.faccat.br/moodle/pluginfile.php/13410/mod_resource/
content/1/como_elaborar_projeto_de_pesquisa_-_antonio_carlos_gil.pdf
Acesso em: 08 ago. 2018.
4. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia
científica. 5.ed. São Paulo. Atlas 2003.
Bibliografia Complementar:
1. ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2009.
2. BICUDO, M. A. V.; BORBA, M. de C. (Orgs.). Educação Matemática: pesquisa
em movimento. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2009.
3. BICUDO, M. A. V. (Org.). Pesquisa em Educação Matemática: Concepções
&amp; Perspectivas. São Paulo: Editora UNESP, 1999.
4. D’AMBROSIO, U. Educação Matemática: da Teoria à Prática. 23ª ed. Campinas
–SP: Papirus, 2004.
5. FAZENDA, I. C. A. (Org.). Metodologia da pesquisa educacional. 4ed. São
Paulo: Cortez, 1989.
6. FAZENDA, I. C. A. (Org.). Novos enfoques da pesquisa educacional. São
Paulo: Cortez, 1992.

79

7. LAVILLE, C.; DIONNE, J. A construção do Saber: manual de metodologia da
pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: ARTMED; Belo horizonte: Editora da
UFMG, 2006.

----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

FÍSICA CONTEMPORÂNEA

72 h

Ementa:


Tópicos da: Teoria da Relatividade Especial; Radiação térmica e o postulado de
Plank; Propriedades corpusculares da radiação - efeito fotoelétrico, efeito
Compton e Fótons; Propriedades Ondulatórias das Partículas – dualidade
onda-partícula e o princípio da incerteza; Modelos Atômicos de
Thomson, Rutherford, Bohr e Sommerfeld e o princípio da correspondência; A
equação de Schrödinger. Novas descobertas.

Bibliografia Básica:
1. Paul A. Tipler e Ralph A. Llewellyn, Física moderna, LTC, 6ª Edição, 2014.
6º
Período

2. EISBERG, R. e RESNICK, Física Quântica, 9ª ed., Rio de Janeiro: Editora
Campus, 1994.
3. HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: óptica e física
moderna, Vol. 4, 8ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2009;
Bibliografia Complementar:
1. RAYMOND, A., SERWAY, J. e JEWETT Jr., J. W. Princípios da Física: ótica e
física moderna. Vol. 4, 3ª ed. São Paulo: Editora Cengage, 2008;
2. J. J. Brehm e J. W. Mullins, Introduction to the structure of matter: a course
in modern physics, John Willey, 1ª edição, 1989.
3. Stephen T. Thornton e Andrew Rex, Modern Physics for Scientists and
Engineers, Cengage Leraning, 4ª Edição, 2013.

----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

BIOLOGIA MODERNA

72 h

Ementa:
6º
Período



Tópicos Introdutórios em Evolução, Diversidade e Bioética. Bases químicas.
Estrutura e função das principais biomoléculas. Fundamentos do metabolismo
energético. Replicação. Tradução e transcrição. Ecologia e sociedade.
80

Biotecnologia e Bioengenharia: aplicação da ciência para resolver problemas
biológicos, como produção de alimentos, saúde e sustentabilidade.
Bibliografia Básica:
1. ALBERTS, Bruce et al. Fundamentos da biologia celular. 2.ed. Porto Alegre:
ARTMED, 2006. 2.
2. NELSON, David L; COX, Michael M. Lehninger. Princípios de bioquímica.
5.ed. Porto Alegre: Artmed, 2011.
3. Silverthorn, Dee Unglaub. - Fisiologia Humana – Uma Abordagem Integrada. 5a
ed., Ed. Artmed 2010.
Bibliografia Complementar:
1. LODISH, Harvey; KAISER, Chris A; BERK, Arnold; KRIEGER, Monty;
MATSUDAIRA, Paul; SCOTT, Matthew P. Biologia celular e molecular. 5.ed.
Porto Alegre: Artmed, 2005.
2. ALBERTS, Bruce; JOHNSON, Alexander; LEWIS, Julian; RAFF, Martin;
ROBERTS, Keith; WALTER, Peter. Biologia molecular da célula. 5.ed. Porto
Alegre: Artmed, 2010.
3. COOPER, Geoffrey M.; HAUSMAN, Robert E. A célula: uma abordagem
molecular. 3.ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
4. Stryer, L., Tymoczko, J. L., Berg, J. M. Bioquímica. 5a ed., Ed. GuanabaraKoogan 2004.
5. CAMPBELL, Mary K.; FARRELL, Shawn O. Bioquímica. São Paulo: Heinle
Cengage Learning, 2011.
----

12.7 Ementário dos Componentes Curriculares do 7º Período
7º Período
Código

Componentes Curriculares

Carga Horária
Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

Estágio Supervisionado IV

6

1

5

108

Libras

3

1

2

54

81

Astronomia Básica

4

2

1

1

72

Biologia Humana

4

2

1

1

72

Pesquisa em Ciências 1

3

2

1

Recursos Naturais, Hídricos, Minerais e Energéticos

4

2

0

2

72

24

10

10

4

432

TOTAL

54

----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV

108 h

Ementa:


Observação e reflexão sobre a prática de ensino de Ciências no nível básico, no
contexto da formação do cidadão. Regência de ensino com exercício de todas
as funções inerentes ao professor de Ciências no nível básico. Análise reflexiva
e vivencial de problemas atinentes ao ensino da C i ê n c i a s e das
possibilidades de superação e inovação com ênfase nas práticas
interdisciplinares em Educação nas Ciências.

Bibliografia Básica:
1. BARREIRO, I. M. F.; GEBRAN, R. A. Prática de Ensino e Estágio
Supervisionado na Formação de Professores. São Paulo. Avercamp, 2006.
ISBN 9788589311373.
7º
Período

2. PIMENTA, S. G.; LIMA, M. S. L. Estágio e docência. 7a ed. São Paulo: Cortez,
2012. ISBN 9788524919718.
3. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 15a ed.,
Petrópolis, ed. Vozes, 2013. ISBN 9788532626684.
Bibliografia Complementar:
1. BRASIL, Lei no 9.394 de 23 de dezembro de 1996. Dispõe sobre Diretrizes e
Bases da Educação Nacional. Brasília - DF: Congresso Nacional, 1996.
2. TIBALLI, E. F. A.; CHAVES, S. M. Concepções e práticas em formação de
professores: diferentes olhares. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, ISBN
9788574902234.
3. CARVALHO, A. M. P. et. al. Ensinar a ensinar: didática para a escola
fundamental e média. São Paulo: Cengage Learning, 2001. ISBN
9788522102426.
82

----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais

54 h

Ementa:


Panorama histórico, fundamentos teóricos e metodológicos da Libras.
Introdução às competências e habilidades para comunicação com educandos
surdos. Conceito de Libras, gramática, nomenclaturas, regionalismo, História da
Educação de Surdos, Cultura Surda, legislação, intérprete. Saudações, alfabeto
manual, pronomes, numerais, dias, meses e sinais relacionados ao tempo, família
e sinais relacionados às pessoas, sinais relacionados à educação e ao curso,
profissões, verbos, adjetivos, localizações.

Bibliografia Básica:
1. QUADROS, Ronice Muller de. Educação de Surdos – A aquisição da
linguagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997;
2. QUADROS, R. M. O tradutor e intérprete de língua brasileira de sinais.
BRASÍLIA, SEESP/MEC, 2004.
7º
Período

3. FERREIRA BRITO, L. Por uma gramática das línguas de sinais. Rio de Janeiro,
Tempo Brasileiro, 1995.
4. CAPOVILLA, F.; RAPHAEL, V. Dicionário enciclopédico ilustrado trilíngue –
Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. (vol. I e II). São Paulo: EDUSP, 2001;
5. GOES, M. C. R. Linguagem, surdez e educação. Campinas, Autores Associados,
1996.
6. BRASIL, Secretaria de Educação Especial. LIBRAS em Contexto. Brasília:
SEESP, 1998;
7. BRASIL, Secretaria de Educação Especial. Língua Brasileira de Sinais. Brasília:
SEESP, 1997.
Bibliografia Complementar:
1. CAPOVILLA, F. C., RAPHAEL, W. D. Enciclopédia da Língua de Sinais
Brasileira: O Mundo do Surdo em Libras. São Paulo, SP: Edusp, Imprensa
Oficial do Estado de São Paulo; 2004 a. v.1. [Sinais da Libras e o universo da
educação; e Como avaliar o desenvolvimento da competência de leitura de
83

palavras (processos de reconhecimento e decodificação) em escolares surdos do
Ensino Fundamentação Médio];
2. SACKS, O. Vendo vozes: uma jornada pelo mundo dos surdos. Rio de Janeiro:
Imago, 1990.
----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

ASTRONOMIA BÁSICA

72 h

Ementa:


O conhecimento astronômico: gênese e evolução. A mecânica celeste e o
sistema solar. Esfera celeste e coordenadas astronômicas. Instrumentação em
Astronomia. Estrelas, Galáxias e Cosmologia. Essa disciplina possui carga
horária extensionista totalizando 18 horas no semestre.

Bibliografia Básica:
7º
Período

1. SOUZA OLIVEIRA FILHO, Kepler et. al., Fundamentos de Astronomia e
Astrofísica, UFRGS (1997).
2. FRIAÇA, A. et. Al. (Organizadores), Astronomia: Uma visão geral do
universo, 2ª edição, EDUSP (2008).
Bibliografia Complementar:
1. BOCZKO R., Conceitos de Astronomia, Edgard Blucher (1983).

----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

BIOLOGIA HUMANA

72 h

Ementa:

7º
Período

Desenvolvimento embrionário. Conceitos fundamentais teóricos e práticos de
Histologia Humana: classificação dos tecidos. Ensino teórico de fisiologia
humana: mecanismos básicos da fisiologia orgânica e relações entre os órgãos e
os diversos sistemas orgânicos. Parasitologia e Patologias, Essa disciplina possui
carga horária extensionista totalizando 18 horas no semestre.

Bibliografia Básica:
1. Guyton, Arthur C.; Hall, John.Tratado de Fisiologia Médica. ed.12ª Rio de
84

Janeiro: Elsevier. 2011.
2. De Mello Aires M Fisiologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2007.
3. Moore K. L., Persaud T.V.N., Embriologia Básica. 7ª ed. Rio de Janeiro:
Elsevier. 2008.
Bibliografia Complementar:
1. Sobotta, J. Ulrich W. Sobotta | Atlas de Histologia Citologia, Histologia e
Anatomia Microscópica. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2007.
2. Nelson, David L.; COX, Michal M. Princípios de bioquímica de Lehninger. 5ed.
Porto Alegre : Artmed, 2011.
3. Cleveland P. Hickman Jr; Larry S. Roberts; Allan Larson, Princípios integrados
de zoologia. 11a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2004.
4. Maia, Jorge Doyle, Embriologia Humana. 6ª ed. São Paulo: Atheneu. 2005.
5. Young B. Estevens A., Lowe J. S., Wheater Histologia Funcional ed. 5 Elsevier
Brasil, 2007.
6. CECÍLIO, LCO. As Necessidades de Saúde como Conceito Estruturante na Luta
pela Integralidade e Equidade na Atenção em Saúde In: MATTOS, R. &
PINHEIRO, R.(orgs.).
7. Os Sentidos da Integralidade na Atenção e no Cuidado. São Paulo-Rio de
Janeiro, Hucitec/IMS, 2001, pp 113-126.
----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

PESQUISA EM CIÊNCIAS 1

54 h

Ementa:

7º
Período

Possibilitar o desenvolvimento de trabalho de pesquisa completo sob a
supervisão de um professor orientador. Demonstrar capacidade de escolher um
determinado tema, maturidade teórica para tratar o assunto e sua habilidade em
concatenar uma teoria especifica e a realidade pertinente. Escolher um tema,
pesquisa bibliográfica, projeto de pesquisa, cronograma, revisão de literatura.
Apresentação de seminário e discussões do projeto de conclusão de curso.

Bibliografia Básica:

85

1. ALVARENGA, M. A. F. P.; COUTO ROSA, M. V. F. P. Apontamentos de
metodologia para a ciência e técnicas de redação científica. Porto Alegre: Sergio
Antonio Fabris Editor.
2. MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e
execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise
e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 2008.
3. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo, Atlas, 2010.
Bibliografia Complementar:
1. ANDRÉ, Marli. Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 1995.
2. BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação: Uma
Introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto, 1994.
3. GALIAZZI, M. C. Educar Pela Pesquisa - Ambiente de Formação de
Professores de Ciências. Ijuí: Ed. Unijuí, 2003.
4. MARTINS, J. O trabalho com projetos de pesquisa: do Ensino Fundamental ao
Médio. Ed. Papirus.
5. ZAGO, Nadir et al. Itinerários de Pesquisa: Perspectivas qualitativas em
Sociologia da Educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. cap. 4. p. 265-286.
----

Componente Curricular

Carga Horária

RECURSOS NATURAIS, HÍDRICOS, MINERAIS E
ENERGÉTICOS

72 h

Código

Ementa:

7º
Período

conceituar e exemplificar os materiais naturais como recursos para o
desenvolvimento da sociedade, nas suas diversas formas (recursos minerais,
hídricos e energéticos), fornecendo ao licenciando elementos para discussão e
reflexão sobre o papel da Natureza na formação dos recursos e o significado da
utilização dos recursos no desenvolvimento da sociedade e no ciclo natural
global, bem como a importância da conservação e recuperação dos recursos e
áreas exploradas. Os créditos-trabalho desta disciplina correspondem a
planejamento, execução e avaliação de pesquisa, trabalho de campo, leituras
programadas e trabalhos especiais de acordo com a natureza da disciplina. Essa
disciplina possui carga horária extensionista totalizando 36 horas no semestre.
86

Bibliografia Básica:
1. Goldemberg, J. Energia no Brasil. Livros Técnicos e Científicos Editora. 1979.
171p.
2. Teixeira, W.; Fairchild, T.R.; Toledo, M.C.M. de; Taioli, F. (organizadores).
2009. Decifrando a Terra. São Paulo, Companhia Editora Nacional, IBEP, 623p.
Bibliografia Complementar:
1. Craig, Vaughan,
Skinner. Resources of the Earth - origin, use and
environmental impact. Prentice Hall. 1996. 472p.
2. Goldemberg, Johansson, Reddy, Williams. Energy for a sustainable world.
Wiley Eastern Ltd. 1998. 517p.
3. Keller. Environmental Geology. Macmillan Publ. Co. 1992. 521p.
----

12.8 Ementário dos Componentes Curriculares do 8º Período
8º Período
Código

Carga Horária

Componentes Curriculares

Semanal Teórica Prática Extensão Semestral

CCE - Prática Pedagógica de Educação Integral IV

3

0

0

Optativa 2

4

3

1

72

Temas Integradores no Ensino de Ciências

4

2

2

72

Desafios para o Ensino de Ciências

3

1

2

54

História, Filosofia e Epistemologia das Ciências

4

3

1

72

Pesquisa em Ciências 2

3

2

1

54

21

11

7

TOTAL

3

3

54

378

----

Componente Curricular

Carga Horária

CCE - PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL IV

54 h

Código

Ementa:
8º
Período



Produção de Conhecimento e Socialização das Experiências Extensinistas Elaboração de materiais pedagógicos, artigos, relatos e produtos educacionais
com base nas experiências vivenciadas. Socialização das práticas em eventos
87

científicos e feiras educativas. Produção de saberes docentes e popularização
científica em diálogo com os princípios da Educação Integral. Reflexão crítica
sobre a formação inicial, ética profissional e compromisso social do professor de
Ciências.
Bibliografia Básica:
1. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a Pedagogia do
Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2019.
2. CARVALHO, Anna Maria Pessoa de (Org.). A formação do professor de
Ciências: desafios e perspectivas. São Paulo: Cortez, 2008.
3. GHEDIN, Evandro; FRANCO, Marli E. D. André. Narrativas de formação e
práticas docentes. São Paulo: Cortez, 2012.
4. GIROUX, Henry. Professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica
da aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.
5. MOLL, Jaqueline (Org.). Educação Integral: fundamentos, experiências e
práticas. São Paulo: Vozes, 2019.
Bibliografia Complementar:
1. BRASIL. Referenciais Curriculares da Educação Integral. MEC/SECADI, 2013.
2. HERNÁNDEZ, Fernando. Cultura visual, mudança educativa e projeto de
trabalho. Porto Alegre: Artmed, 2007.
3. DELIZOICOV, Demétrio; ANGOTTI, José André; PERNAMBUCO, E. P.
Ensino de Ciências: fundamentos e métodos. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2021.
4. MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti et al. Aprendizagem da docência:
conhecimento e experiências. São Carlos: EdUFSCar, 2002.
5. MOREIRA, A. F. D.; CANDAU, V. M. (Orgs.). Didática Crítica: saberes e
práticas docentes. Petrópolis: Vozes, 2013.
6. NÓVOA, António. Professores: imagens do futuro presente. Lisboa: Educa,
2007.
7. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes,
2014.
----

88

Componente Curricular

Carga Horária

TEMAS INTEGRADORES NO ENSINO DE CIÊNCIAS

72 h

Código

Ementa:


Estudo de abordagens interdisciplinares envolvendo projetos em diversos
contextos incluindo contextos locais relacionados aos conteúdos da base da
formação como Biologia, Física e Química com suas relações sociais e
ambientais,
e
também,
Astronomia,
Matemática
Financeira
e
Empreendedorismo.
Globalização,
Economia
e
Sustentabilidade.
Sustentabilidade Energética e Fontes Renováveis.

Bibliografia Básica:
1. BENDER, W. N. Aprendizagem Baseada em Projetos: Educação Diferenciada
para o Século XXI, tradução Fernando de Siqueira Rodrigues. Porto Alegre:
Penso Editora, 2014.
2. VEIGA, I. P. A. (org.). Metodologia participativa e as técnicas de ensino e
aprendizagem. Curitiba: CRV, 2017.
8º
Período

3. CONRADO, D. M.; NUNES-NETO, N. F. (org.). Questões sociocientíficas:
fundamentos, propostas de ensino e perspectivas para ações sociopolíticas.
Salvador: EDUFBA, 2018.
4. GUERRA, J A dos Santos, Pedagogia de projetos: Técnicas para o Ensino de
Ciências. Curitiba, Appris, 2018.
5. PIMENTA, C. (org.). Interdisciplinaridade, humanismo e universidade. Porto:
Campo das Letras, 2004.
Bibliografia Complementar:
1. DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 9. ed. Campinas: Autores Associados,
2011. (Coleção Educação Contemporânea).
2. HERNÁNDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: os projetos de
trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998.
3. PIETROCOLA, M.; PINHO-ALVES, J.; PINHEIRO, T. F. Prática
interdisciplinar na formação disciplinar de professores de ciências. Investigações
em Ensino de Ciências, [s. l.], v. 8, n. 2, p. 131-152, 2003. Disponível em:
89

https://www.if.ufrgs.br/cref/ojs/index.php/ienci/article/view/544/339.
4. PIETROCOLA, M. Uma crítica epistemológica sobre as bases do currículo: a
interdisciplinaridade como um saber de segunda ordem. Educação, sociedade &
culturas, Porto, n. 55, p. 31-51, 2019.
----

Componente Curricular

Carga Horária

DESAFIOS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS

54 h

Código

Ementa:


O processo de ensino e aprendizagem em Ciências. O papel e a influência das
Concepções Alternativa. A função e o papel das atividades experimentais no
Ensino de Ciências. Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT).
Planejamento e elaboração de unidades de Ensino (ênfase teórica e
experimental) fundamentada em diferentes perspectivas teórico-metodológicas.
7Análise e discussões sobre o uso de recursos tecnológicos no ensino de
Ciências. A produção do conhecimento científico e suas relações socioculturais.
As diferenças de gênero, de corpo, de sexualidade. Elaboração de projetos
didáticos no ensino de Ciências e Biologia para a pluralidade e inclusão escolar
(Aulas decampo, feiras, mostras).

Bibliografia Básica:
8º
Período

1. CANDAU, V. M. Sociedade, cotidiano escolar e cultura(s): uma aproximação.
Educação & Sociedade, ano XXIII, no 79, 2002, p. 125-161.
2. VERRANGIA, D. e SILVA, P. B. G. e. Cidadania, relações étnico-raciais e
educação: desafios e potencialidades do ensino de Ciências. Educação e
Pesquisa, São Paulo, v. 36, no 3, 2010, p. 705-718.
3. Silva, R.C. Orientação Sexual: possibilidade de mudança na escola. Campinas,
SP: Mercado das Letras, 2002 (Coleção Dimensões da Sexualidade) Fagundes,
T.C.P.C. Barbosa, M.P.M. Oficinas sobre Sexualidade e Gênero. Salvador:
Helvécia, 2007.
4. CARVALHO, A. M. P. de e GIL-PEREZ, D.G. Formação de professores de
ciências. 7ª ed. São Paulo: Cortez, 2003.
5. DELIZOICOV, D. et al. Ensino de Ciências: Fundamentos e Métodos. São
Paulo: Cortez,2002, 265 p.
6. KRASILCHIK, M. Prática de ensino de biologia. 4ª edição, São Paulo: 2008.
90

Bibliografia Complementar:
1. ARROYO, M. A educação básica e o movimento social no campo. ARROYO,
M.;
2. CALDART, R.; MOLINA, M. (Org.). Por uma educação do campo. Petrópolis:
Vozes, 2004.
3. AIKENHEAD, G. e LIMA, K. E. C. Ciência, Cultura e Cidadania: Educação em
Ciências Transcultural. In: Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em
Ciências, Vol. 9, no 3, 2009.
4. BAPTISTA, G. C. S. Importância da demarcação de saberes no ensino de
Ciências para sociedades tradicionais. Ciência & Educação, v.16, No 3, 2010, p.
679-694.
5. CARVALHO, M. Quem é negro, quem é branco: desempenho escolar e
Classificação racial de alunos. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro:
ANPEd; Campinas: Autores Associados, n. 28, 2005, p. 62-75.
6. Figueiró, M.N.D. Formação de Educadores Sexuais: Adiar não é mais possível.
Campinas, SP: Mercado de Letras; Londrina, PR: Eduel, 2006. (Coleção
Dimensões da Sexualidade).
7. Aquino, J.G. (org). Sexualidade na Escola: Alternativas Teóricas e Práticas. São
Paulo: Summus, 1997.
8. Moro, C.C. A Questão de Gênero no Ensino de Ciências. Chapecó: Argos, 2001.
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Código

8º
Período

Componente Curricular

Carga Horária

HISTÓRIA, FILOSOFIA E EPISTEMOLOGIA DAS
CIÊNCIAS

72 h

Ementa:
 O que é a História da Ciência. Exemplos que caracterizam as relações e tensões
entre a ciência e a sociedade. Aborda tópicos de História da biologia, física,
química, astronomia. A relação da História da Ciência com o ensino de ciências.
Prover condições para situar alguns importantes desenvolvimentos da
ciência em um viés histórico, incentivar discussões, trazer os temas éticos e
enfatizar a sua pertinência. O Século XVI: Copérnico; Revolução Científica do
Século XVII (Galileu, Kepler, Newton); Pensadores importantes do Século
91

XVII: Descartes, Leibniz, Espinosa, Pascal, entre outros. A Unificação
Newtoniana. Os séculos XVIII e XIX: Termodinâmica e o
Eletromagnetismo; Século XX: As Teorias Quântica e Relativista. Sobre o
Método da Ciência. Os Relatos de Popper, de Kuhn, de Feuerabend entre outros.
Empiristas e Racionalistas. A revolução Copernicana de Kant. Do Ontológico,
do Epistemológico e do Metodológico. Problemas epistemológicos da
Complexidade e do Reducionismo. Questões Éticas e Relações Ciência,
Tecnologia, Sociedade e Ambiente. A Mulher na Ciência. Obstáculos
Históricos, Sociais e Culturais ao Reconhecimento dos Importantes Papéis da
Mulher, do(a) Índio(a), do(a) Negro(a) na Construção da nossa Sociedade. Os
Direitos Humanos vistos à luz da História, da Filosofia e da Sociologia da
Ciência. Análise de algumas das principais formas de compreender e avaliar o
conhecimento científico face ao desenvolvimento da ciência a partir do século
XX. Noções de teoria, modelo, indução, dedução, explicação e avaliação
empírica. O Empirismo Lógico, a concepção de Karl R. Popper, a filosofia
histórica e sociologicamente orientada de Thomas S. Kuhn, a concepção de Imre
Lakatos sobre a relação entre história e filosofia da ciência e a questão de valores
e ciência, concepções de G. Bachelard e outras acerca de temas de
epistemologia.
Bibliografia Básica:
1. MATTHEWS, Michael R. História, Filosofia e Ensino de Ciências: A Tendência
Atual de Reaproximação. Caderno Catarinense de Ensino de Física, v.12, n.3,
p.164-214, dez. 1995.
2. C. C. Silva (Ed.). Estudos de história e filosofia das ciências: subsídios para
aplicação no ensino. São Paulo, SP: Livraria da Física.
3. BACHELARD, G., O Novo Espírito Científico, São Paulo: Nova Cultura,
Coleção ‘Os Pensadores’, 1988.
4. BASTOS FILHO, J. B., O que é uma Teoria Científica? Uma breve
provocação sobre um tema complexo, Maceió: EDUFAL, 1998.
5.

2005.

, Reducionismo: Uma Abordagem Epistemológica, Maceió: Edufal,

6. BUNGE, M., Etica y Ciencia, Buenos Aires: Siglo Veinte, 1972.
7. CHALMER, O que é Ciência afinal?, São Paulo: Editora Brasiliense, 1993.
8. Braga, M., Guerra, A. & Reis, J. C. (2003). Breve história da ciência moderna.
Vol. 1: Convergência de saberes (Idade Média). Rio de Janeiro, RJ: Jorge Zahar.
9. Braga, M., Guerra, A. & Reis, J. C. (2004). Breve história da ciência moderna.
Vol. 2: Das máquinas do mundo ao universo-máquina (séculos XV a XVII). Rio
de Janeiro, RJ: Jorge Zahar.
92

10. Braga, M., Guerra, A. & Reis, J. C. (2005). Breve história da ciência moderna.
Vol. 3: Das luzes ao sonho do doutor Frankenstein. Rio de Janeiro, RJ: Jorge
Zahar.
11. COLIN, A., História Ilustrada da Ciência, vol. 1, Das Origens à Grécia, Rio de
Janeiro: Zahar Editor, 1987.
12.

, História Ilustrada da Ciência, vol. 2, Oriente, Roma e Idade Média,
Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1987.

13.

, História Ilustrada da Ciência, vol. 3, Da Renascença à Revolução
Científica, Rio de Janeiro: Zahar, Editor, 1987.

14.

, História Ilustrada da Ciência, vol. 4, A Ciência dos Séculos XIX e
XX, Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1987.

15. FEYERABEND, P., Contra o Método, Rio de Janeiro: Livraria Francisco
Alves, 1977.
16. KUNH, T. S., A Estrutura das Revoluções Científicas, São Paulo: Editora
Perspectiva, 1975.
17.

, O Caminho desde A Estrutura: Ensaios Filosóficos. 19701993, com
uma Entrevista Autobiográfica. São Paulo: UNESP, 2006.

18. PRADO JR., C. Formação do Brasil Contemporâneo, São Paulo: Companhia
das Letras, 1a edição, 2011 [Livro originalmente publicado em 1942.
19. BRASIL. Diversidade e Inclusão. História da Cultura Africana e Afro-brasileira
na Educação Infantil, Ministério da Educação. Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização, Brasília: MEC SECADI UFSCar, 2014. Disponível
em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000227009.
20. CHALMERS, Alan. O que é ciência afinal? São Paulo, Brasiliense, 1999.
21. FEI L, Herbert. “A visão 'ortodoxa' de teorias: comentários para defesa assim
como para crítica”, Scientiae Studia, v. 2, n. 2, 2004, p. 259-277.
22. FEYERABEND, Paul. “El problema de la existencia de las entidades teóricas",
Scientiae Studia, v. 3, n. 2, 2005, p. 257-275 e p. 277-312.
23. FEYERABEND, Paul. Contra o método. São Paulo, Editora UNESP, 2003.
24. HEMPEL, Carl . “Problemas y cambios en el criterio empirista de significado”,
in: A. J. Ayer(ed). El positivismo logico. México, Fondo de Cultura Económica,
1993, p. 115-136.
25. KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo,
93

Perspectiva, 1998.
26. LAKATOS, Imre. Falsificação e metodologia dos programas de investigação
científica. Lisboa, Edições 70, 1999.
27. LAUDAN, Larry et alii. “Mudança científica: modelos filosóficos e pesquisa
histórica”, Estudos Avançados (IEA-USP), n. 19, 1993, p. 7-89.
28. LAUDAN, Larry. O progresso e seus problemas. São Paulo Editora UNESP,
2011.
29. POPPER, Karl R. A lógica da pesquisa científica. São Paulo, Cultrix, 2003.
30. POPPER, Karl R. Conjecturas e refutações: o processo do conhecimento
cientifico. São Paulo, Editora Moderna, 2008.
Bibliografia Complementar:
1. LAKATOS, I. & MUSGRAVE, A. (ORG.), A Crítica e o Desenvolvimento do
Conhecimento, São Paulo: Cultrix, Editora da Universidade de São Paulo,
1979
2. LATOUR, B., Ciência e Ação: Como seguir cientistas e engenheiros
sociedade afora, São Paulo, Editora da UNESP, 2000.
3. POPPER, K. R., Conjecturas e Refutações, Brasília: Editora da UnB, 1982.
4. ABRANTES, Paulo. Imagens da natureza, imagens de ciência. Campinas,
Papirus, 1998.
5. BACHELARD, Gaston. A formação do espirito científico. Rio de Janeiro,
Contraponto, 2007.
6. BACHELARD, Gaston. O novo espírito científico. Lisboa, Edições 70, 2008.
7. CHALMERS, Alan. A fabricação da ciência. São Paulo Editora UNESP, 1994.
8. CUPANI, Alberto. “A filosofia da ciência de Larry Laudan e a crítica do
positivismo”, Manuscrito, v. 17, n. 1, 1994, pp. 91-143.
9. DIN LE, Herbert. “Aristotelismo moderno”, Scientiae Studia, v. 3, n. 2, 2005, p.
243-255.
10. DUTRA, Luiz Henrique de Araujo. Introdução à epistemologia. São Paulo,
94

Editora UNESP, 2010.
11. HAHN, Hans; NEURATH, Otto; CARNAP, Rudolf. "A concepção científica do
mundo: o Círculo de Viena", Cadernos de História e Filosofia da Ciência, série
1, n. 10, 1986.
12. HEMPEL, Carl G. "Teoría de la verdad de los positivistas lógicos", in: J. A.
Nicolás; M. J. Frápoli (ed). Teorías de la verdad en el siglo XX. Tecnos, 1997
("On the Logical Positivists’ Theory of Truth", Analysis, v. 2, n. 4, 1935, p. 49–
59).
13. KRAGH, Helge. Introdução à historiografia da ciência. Porto, Porto Editora,
2001.
14. KUHN, Thomas S. A tensão essencial. São Paulo, Editora UNESP, 2011.
15. KUHN, Thomas S. O caminho desde a estrutura: ensaios filosóficos, 1970-1993,
com uma entrevista autobiográfica. São Paulo, Editora UNESP, 2006.
16. LAKATOS, Irme; MUSGRAVE, Alan (eds). A crítica e o desenvolvimento do
conhecimento. São Paulo, Cultrix / Editora USP, 1979.
17. LAUDAN, Larry. Ciencia y relativismo. Madrid, Alianza Editorial, 1993.
18. LOSEE, John. Introdução histórica à filosofia da ciência. Belo Horizonte,
Itatiaia, 2000.
19. MOSTERÍN, Jesús. Conceptos y teorías en la ciencia. Madrid, Alianza Editorial,
2.ed., 2003.
20. MOSTERÍN, Jesús. Conceptos y teorías en la ciencia. Madrid, Alianza Editorial,
2.ed., 2003.
21. O’HEAR, Anthony (ed). Karl Popper: filosofia e problemas. São Paulo, Editora
da UNESP/Cambridge University Press, 1997.
22. PAPINEAU, David (ed). The philosophy of science. Oxford, Oxford University
Press, 1996.
23. POPPER, Karl. Os dois problemas fundamentais da teoria do conhecimento. São
Paulo, Editora UNESP, 2013.
24. PUTNAM, Hilary. Representation and reality. Cambridge (Massachusetts), MIT
95

Press, 1991.
----

Código

Componente Curricular

Carga Horária

PESQUISA EM CIÊNCIAS 2

54 h

Ementa:


Permitir a prática da pesquisa de cunho profissional, ainda no ambiente
estudantil, bem como a defesa das conclusões alcançadas em tal pesquisa. Tal
trabalho caracteriza a transição do mundo acadêmico para o mundo profissional.
Proporcionar ao acadêmico situações nas quais possa analisar, processar e
concluir sobre os dados coletados na pesquisa que desenvolve. Estimular a
consulta à bibliografia especializada, bem como o aprimoramento da capacidade
de interpretação crítica. Aprofundar os conhecimentos na área de interesse do
aluno em consonância com as linhas de pesquisa do curso. Conclusão e
apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso, que envolve o levantamento,
a análise e a difusão dos resultados obtidos na pesquisa realizada pelo discente,
dentro do que é preconizado no projeto do componente curricular Pesquisa em
Ciências I, segundo as normas acadêmicas da ABNT.

Bibliografia Básica:
8º
Período

1. UFAL. Manual Para Normatização de Trabalhos Acadêmicos. Helena Cristina
Pimentel do Vale, Lívia Aparecida Ferreira Lenzi. Sistemas de Bibliotecas –
UFAL. 2022.
2. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 14724. Informação e
documentação – Trabalhos acadêmicos – Apresentação. Rio de Janeiro, 2011.
3. ALVARENGA, M. A. F. P.; COUTO ROSA, M. V. F. P. Apontamentos de
metodologia para a ciência e técnicas de redação científica. Porto Alegre: Sergio
Antonio Fabris Editor.
4. MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e
execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e
interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 2008.
5. GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo, Atlas, 2010.
Bibliografia Complementar:
1. ALMEIDA, M. S. Elaboração de projeto, TCC, dissertação e tese: uma
96

abordagem simples, prática e objetiva. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2014.
2. BARROS, A. J. P.; LEHFELD, N. A. Projeto de pesquisa: propostas
metodológicas. 19. ed. Petrópolis: Vozes, 2010.
3. COSTA, M. A. F.; COSTA, M. F. B. Projeto de pesquisa: entenda e faça. 4. ed.
Petrópolis: Vozes, 2012.
4. MARTINS-JR, J. Como escrever trabalhos de conclusão de curso: instruções
para planejar e montar, desenvolver, concluir, redigir e apresentar trabalhos
monográficos e artigos. 1. ed. Petrópolis: Vozes, 2008.
5. MEDEIROS, J. B. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos,
resenhas. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
6. ANDRÉ, Marli. Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 1995.
7. BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação: Uma
Introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto, 1994.
8. CHASSOT, Attico. A Ciência através dos tempos. São Paulo: Moderna, 2001.
191 p.
9. CHASSOT, Áttico Inácio. Educação conSciência. Santa Cruz do Sul: Ed.
Universidade de Santa Cruz do Sul, 2003. 243 p.
10. CHASSOT, Áttico Inácio. A ciência é masculina?: é sim, senhora!. 2. ed. São
Leopoldo: Ed. Universidade do Vale do Rio dos Sinos, 2006. 110 p.
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12.9 Ementário das Conteúdos Curriculares Optativos
As disciplinas Optativas têm a finalidade de ampliar e enriquecer os conhecimentos do
aluno, a partir de seu interesse em estudar conteúdos específicos de outros cursos, mas que têm
afinidades com as ciências naturais e constitui-se em elemento integrador do currículo, sendo
realizadas por meio da matrícula extraordinária.

Código

Disciplina Optativa

Carga Horária

Empreendedorismo

72 h
97

Ementa:
Características do comportamento empreendedor. Metodologias ativas aplicadas ao
ensino do empreendedorismo e da inovação. Criatividade e Inovação. Atitude
empreendedora.
Bibliografia Básica:
1. DOLABELA, F. Oficina do empreendedor. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.
2. DOLABELA, F. Pedagogia empreendedora. São Paulo: Editora da Cultura, 2003.
3. LOPES, R. M. A.. Educação empreendedora: conceitos, modelos e práticas.
Elsevier, 2010.
4. LOPES, R. M. A. Ensino de empreendedorismo no Brasil: panorama, tendências
e melhores práticas. Alta Books Editora, 2019.
5. SAMPAIO, Mara. Atitude empreendedora: descubra com Alice seu país das
Maravilhas. Editora Senac São Paulo, 2019.
Bibliografia Complementar:
1. BARON, Robert A.; SHANE. Scott A. Empreendedorismo: uma visão do
processo. São Paulo: Thompson Learning, 2007.
2. BORGES, Cândido; FILION, Louis Jacques; SIMARD, Germain. Jovens
empreendedores e o processo de criação de empresas. RAM. Revista de
Administração Mackenzie, v. 9, p. 39-63, 2008.
3. DOLABELA, F. Empreendedorismo, uma forma de ser: saiba o que são
empreendedores individuais e coletivos. Brasília: Agência de Educação para o
Desenvolvimento, 2003.
4. DOLABELA, F.; FILION, L. J. Fazendo revolução no Brasil: a introdução da
pedagogia empreendedora nos estágios iniciais da educação. Revista de
Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, v.3, n.2, p. 134-181, 2013.
5. DOLABELA, Fernando. O Segredo de Luísa. 30 ed. São Paulo: Cultura, 2006.
----

Código

Disciplina Optativa

Carga Horária

Relação: Água, Solo e Planta

72 h

98

Ementa:
Os sistemas e os processos: o Homem e o sistema solo –planta - atmosfera; a água; o
solo; a planta; a atmosfera; a água em equilíbrio; movimento da água. O solo como um
sistema físico; estado energético da água no solo; Movimento da água no solo.
Evaporação da água no solo; Extração de água pelas plantas; Efeitos de déficit e excesso
de água nos diferentes estágios de desenvolvimento da cultura; Métodos de estimativa da
evapotranspiração; Disponibilidade de água para a planta; Balanço hídrico.
Bibliografia Básica:
1. KERBAUY, Gilberto B. Fisiologia Vegetal. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2008.
2. RAVEN, Peter H.; EVERT, Ray F. & EICHHORN, Susan E. Biologia Vegetal.
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
3. MAJEROWICZ, Nidia. Fisiologia Vegetal. Rio de Janeiro: Âmbito Cultural,
2003.
Bibliografia Complementar:
1. TAIZ, Lincoln & ZEIGER, Eduardo. Fisiologia Vegetal. Porto Alegre: Artmed,
2006.
2. CUTTER, Elizabeth G. Anatomia Vegetal. São Paulo: Roca, 1986.
3. JUDD, Walter s; Campbell, Christopher ; Kellogg, Elizabeth; Stevens, Peter F.
Sistematica vegetal - um enfoque filogenético. Rio de janeiro: Artmed, 3 edição,
2009.
4. CAMPBELL, Mary K. Bioquímica. Porto Alegre: Artmed, 2008.
----

Código

Disciplina Optativa

Carga Horária

Química Ambiental

72 h

Ementa:
Introdução à química ambiental; A química e a poluição no ar; Uso de energias e suas
consequências ambientais; Substâncias tóxicas; Contaminação das águas; Gerenciamento
de resíduos e solos contaminados. Uso da química na produção de energia alternativa;
Conservação ambiental x impactos no contexto regional.
99

Bibliografia Básica:
1. Sanchez, L.E.; Avaliação de Impacto Ambiental Conceitos e Métodos. São Paulo:
Oficina de Textos, 2008.
2. Colin, B. Química Ambiental. 2. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.
3. William M. Stigliani, Thomas G. Spiro; Química Ambiental ; 2ª. Edição, 2008.
Bibliografia Complementar:
1. Stanley E. Manahan, Química Ambiental, Lewis Publishers, Chelsea, Mi –
chigan, 2000.
2. TOWNSEND, C. R.; BEGON, M.; HARPER, J. L. Fundamentos em Ecologia. 2.
ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. 592 p.
----

Disciplina Optativa

Carga Horária

Tópicos de Astronomia e Cosmologia

72 h

Código

Ementa:
Estudo da evolução histórica da astronomia, desde a antiguidade até os dias atuais.
Estudo do Sistema Solar, sua formação e evolução, da evolução estelar e do universo.
Estudo dos movimentos aparente dos astros, das estações do ano e da utilização de
calendários. Prática pedagógica integrando o conhecimento desta componente ao
contexto escolar.
Bibliografia Básica:
1. HORVATH, J. E. O ABCD da Astronomia e Astrofísica. São Paulo, Editora
Livraria da Física, 2004.232 p.
2. OLIVEIRA FILHO, K. S., SARAIVA, M. F. O. Astronomia e Astrofísica. 2ª ed,
São Paulo, Editora Livraria da Física, 2004. 298 p.
Bibliografia Complementar:
1. FRIAÇA, A. C. S. (org). Astronomia: uma visão geral do universo. São Paulo,
Edusp, 2008. 254 p.
----

100

Disciplina Optativa

Carga Horária

Equações Diferenciais e Aplicações

72 h

Código

Ementa:
Equações diferenciais ordinárias de 1ª ordem; equações diferenciais ordinárias lineares de
2ª ordem a coeficientes constantes; equações diferenciais de 1ª ordem. Aplicações na
Física, Química, Biologia e em outras áreas de conhecimento. Modelagem Matemática e
Fenômenos
Naturais:
modelagem
matemática,
previsão
de
fenômenos
naturais, crescimento populacional, mudanças climáticas e propagação de doenças.
Bibliografia Básica:
1. BOYCE, W. E. e Diprima, R. C., Equações Diferenciais e Problemas de Valores
de Contorno, JohnWiley & Sons, Inc, 1996.
2. LEITHOLD, Louis – O Cálculo com Geometria Analítica, Volume 2, HARBRA,
São Paulo.
3. GUIDORIZZY, Hamilton Luiz – Um curso de Cálculo, Volumes 2 e 4, LTC, Rio
de Janeiro.
Bibliografia Complementar:
1. ABUNAHAMAN, Sérgio Antônio – Equações Diferencias, LTC, Rio de Janeiro.
ÁVILA, Geraldo S. S. – Cálculo 2, LTC, Rio de Janeiro.
2. BRONSON, Richard - Moderna Introdução às Equações Diferenciais – Mc Graw
Hill do Brasil, São Paulo – Coleção Schaum.
3. BOYCE, W. E. and Diprima, R. C., Elementary Differential Equations and
Boundary value Problems, JohnWiley & Sons, Inc, 1996.
----

Código

Disciplina

Carga Horária

Matemática Financeira

72 h

Ementa:
Conceitos fundamentais relacionados ao dinheiro, finanças pessoais e economia. O valor
do dinheiro no tempo. Juros Simples e Compostos. Descontos Simples e Compostos.
Real e Nominal. Rendas. Tipos de Taxas. Operação de Descontos. Sequência de
101

Pagamentos. Amortização de Dívidas. Sistemas de Empréstimos. Anuidades.
Capitalização. Correção Monetária. Amortização de Débitos. Comparação entre
Alternativas de Investimentos. Depreciação. Custos Operacionais. Preço Atual. Preço
Futuro. Bolsa de Valores.
Bibliografia Básica:
1. ASSAF Neto, A. Matemática Financeira e suas aplicações. 9. ed. São Paulo:
Atlas, 2006.
2. BRANCO, Anísio Costa Castelo, Matemática financeira aplicada, pioneira
Thomson, São Paulo, 2002.
3. BRUNI, Adriano Leal. Matemática Financeira. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2007.
4. CRESPO, Antônio Arnot , Matemática comercial e financeira fácil, 13ª edição,
Saraiva, São Paulo, 2000.
Bibliografia Complementar:
1. DE FRANCISCO, W. Matemática Financeira. 7. ed. São Paulo: Atlas, 1994.
2. FARO, C. Fundamentos de Matemática Financeira. São Paulo: Atlas, 2006.
3. HAZZAN, Samuel. Matemática financeira. 6 ed. São Paulo: Saraiva, 2007.
4. IEZZI, Gelson et al. Fundamentos de Matemática Elementar , Vol. 11. São Paulo,
Atual, 2006.
5. MATHIAS, W. F.; Gomes, J. M. Matemática Financeira: com + de 600 exercícios
resolvidos e propostos. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
6. MATHIAS, Washington Franco. Matemática financeira. 4 ed. São Paulo: Atlas,
2004.
7. SAMANEZ, C.P., Matemática Financeira-Aplicações à Análise de Investimentos,
Pearson-Prentice Hall, 3ed., 2002.
8. SOBRINHO, J. D. V. Matemática Financeira. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
----

102

Disciplina

Carga Horária

Sociologia da Educação

72 h

Código

Ementa:
Democracia, Direitos Humanos e Cidadania Global. A sociologia e a antropologia; O
campo da sociologia da educação: surgimento e correntes teóricas; A escola e os
sistemas de ensino nas sociedades contemporâneas; O campo educativo: sujeitos,
currículos, representações sociais e espaços educativos; O respeito à diversidade cultural,
religiosa e de faixa geracional; Direitos educacionais de adolescentes e jovens em
cumprimento de medidas socioeducativas; Direitos humanos; Proteção dos direitos da
pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Cultura e Identidade: Desafios
Contemporâneos. Movimentos Sociais e Transformações Culturais.
Bibliografia Básica:
1. BRASIL. Ministério da Educação / Secretaria de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade Ministério da Educação. Orientações e Ações para a
Educação das Relações Étnico-Raciais. Brasília: SECAD, 2006.
2. CUNHA, M. A. A. Sociologia da educação. Belo Horizonte: Editora UFMG /
EAD, 2010.
3. HAECHT, A. V. Sociologia da Educação: a escola posta à prova. 3. ed. Porto
Alegre: ArtMed, 2008.
4. JOSEPH, L.; SOORYA, L.; THURM, A. Transtorno do Espectro Autista. São
Paulo: Hogrefe CETEPP, 2016.
5. MARQUES, S. Sociologia da Educação. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012.
Bibliografia Complementar:
1. MARTINS, C. B. O que é Sociologia. São Paulo: Brasiliense, 1994.
2. NASCIMENTO, F. F. Sociologia da Educação. Teresina: EDUFPI/CEAD, 2011.
3. OLIVEIRA, S. M. V. Sociologia da Educação. Vitória: Ed. UFES/NEAD, 2009.
4. ONU. Organizações das Nações Unidas. Declaração Universal dos Direitos
Humanos (DPI/876). Rio de Janeiro: UNIC, 2009. Disponível em
<http://www.onu.org.br/img/2014/09/DUDH.pdf>. Acesso em Março, 2018.
5. TORRES, C. A. (Org.). Teoria crítica e sociologia política da educação. São
103

Paulo: Cortez: Instituto Paulo Freire, 2003.
6. BHABHA, H. O local da cultura. (Trad. ÁVILA, M. et al.). Belo Horizonte: Ed.
UFMG, 2001.

13 - ATIVIDADES COMPLEMENTARES
No curso de Ciências: Biologia, Física e Química serão destinadas 200 horas de sua carga
horária total para atividades teórico-práticas de aprofundamento em áreas específicas de interesse
dos/as estudantes, as quais podem ser constituídas por:
a. seminários e estudos curriculares, em projetos de iniciação científica, iniciação à docência,
residência docente, monitoria e extensão, entre outros, definidos no projeto institucional da
instituição de educação superior e diretamente orientados pelo corpo docente da mesma
instituição;
b. atividades práticas articuladas entre os sistemas de ensino e instituições educativas de modo
a propiciar vivências nas diferentes áreas do campo educacional, assegurando
aprofundamento e diversificação de estudos, experiências e utilização de recursos
pedagógicos;
c. mobilidade estudantil, intercâmbio e outras atividades previstas no PPC;
d. atividades de comunicação e expressão visando à aquisição e à apropriação de recursos de
linguagem capazes de comunicar, interpretar a realidade estudada e criar conexões com a
vida social.
No curso de Ciências serão consideradas atividades reconhecidas como válidas para
composição desta carga horária, as seguintes atividades:
Quadro 14 – Barema com as Atividades Teórico-Práticas Complementares
ATIVIDADE

Carga Horária Máxima para
Aproveitamento por Programa

Monitoria (Atividade de monitoria tal como regulamentada

144 h
104

pela UFAL).
PIBID – Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência

PIBIC - Iniciação Científica (Atividades de iniciação
científica desenvolvidas junto a um ou mais professores,
com o financiamento ou não das agências de fomento à
pesquisa (FAPEAL, CNPq, etc.).

Participação em Congressos e Seminários Científicos de
reconhecido valor científico, desde que na área de
formação do(a) aluno(a) ou em áreas afins.

162 h

162 h

162 h

Atividades voluntárias desenvolvidas em organizações
privadas, públicas e não governamentais.
(Estas atividades incluem também a atuação em
movimentos comunitários e sociais, atividades de
assessoria ou consultoria a movimentos comunitários e
sociais, desde que demandem um esforço efetivo de
utilização/aplicação dos conhecimentos obtidos no Curso
às atividades desempenhadas).

162 h

Participação em projetos e/ou atividades de extensão

162 h

Estágios curriculares não obrigatórios

162 h

Realização de palestras, minicursos ou oficinas

162 h

105

Disciplinas oferecidas por outras instituições e/ou unidades
acadêmicas não contempladas no currículo do curso;

162 h

A carga horária máxima admitida por atividades será de 162 horas (base 18), garantindo assim uma
maior diversidade das atividades complementares. Com exceção das atividades de monitoria com e
sem bolsa, já regulamentadas pela UFAL, todas as outras precisam ser submetidas à aprovação do
Coordenador e/ou Colegiado do Curso de Ciências. Em última instância o comitê gestor poderá
deliberar.
14 ESTÁGIO SUPERVISIONADO
A Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008 – Lei do Estágio, define o “estágio como o ato
educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para
o trabalho produtivo do estudante”.
Na UFAL os estágios curriculares supervisionados são regulamentados a partir da Lei do
Estágio em conjunto com a RESOLUÇÃO Nº 95/2019-CONSUNI/UFAL, de 10 de dezembro de
2019, ficando definido como componente curricular, presente nos cursos de graduação, sendo
dividido em estágios curriculares supervisionados, obrigatório e não obrigatório.
O estágio curricular supervisionado obrigatório para o curso de Ciências, está previsto e
orientado a partir do Art. 14, paragrafo 1, Inciso IV, das Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Formação Inicial de Professores para a Educação Básica, Resolução CNE/CP Nº 4, de 29 de maio
de 2024. De acordo com esta normativa serão destinadas 400 (quatrocentas) horas para o estágio
supervisionado, em situação real de trabalho em escola. No curso de Ciências: BFQ o estágio
supervisionado será gerido pelo/a Coordenador/a de Estágio e pelo colegiado do Curso e será
realizado em escolas conveniadas das redes públicas municipais e estaduais da região,
considerando que tais convênios e ações promovem integração com a rede pública de ensino e
permitem o desenvolvimento, a testagem, a execução e a avaliação de estratégias didáticopedagógicas, inclusive com o uso de tecnologias educacionais, sendo as experiências
documentadas, abrangentes e consolidadas, com resultados relevantes para os/as discentes e para as
106

escolas de educação básica, a partir de ações comprovadamente exitosas ou inovadoras.
São atribuições do/a Coordenador/a de Estágio:
i.

Coordenar todas as atividades que se referem ao Estágio Supervisionado no âmbito do
curso de Ciências: BFQ;

ii. Fazer o levantamento das escolas e horários referentes às aulas Ciências: Biologia, Física,
Química

existentes

nas

instituições

de

ensino

selecionadas/conveniadas

para

encaminhamento dos/as estagiários/as;
iii. Encaminhar, auxiliado pelo/a Professor/a Orientador/a do Estágio, os/as estagiários/as,
através de documentação padrão elaborada pela Coordenação de Estágio;
Quanto a documentação referente ao encaminhamento de estagiários/as, esta é composta
pelo formulário de solicitação/renovação e autorização de Estágio, e este deverá ser entregue pelo/a
Professor/a Orientador/a e pelo/a Coordenador/a de Estágio aos/as estagiários, e depois de
cumpridos os procedimento legais, os/as estagiários/as os devolverão para o/a Coordenador/a de
Estágio, o/a qual, cadastrará no sistema SIGAA para assim serem emitidos os termos de
compromisso. Os termos deverão ser impressos em 3 vias e assinados, sendo:
i.

1 (uma) via para o Estagiário;

ii.

1 (uma) via para a Escola/Assemelhado;

iii. 1 (uma) via para a Coordenação do Curso de Graduação.
Para atender o que determina a legislação, Lei Nº 11.788 de 25/09/2008, será de
responsabilidade do/a Professor/a Orientador/a do Estágio, o encaminhamento e acompanhamento
efetivo das atividades desenvolvidas pelos/as estagiários/as, para tanto, as instituições de ensino
para as quais estes/estas serão conduzidos/as deverão, prioritariamente, estar localizadas no
município conveniados da Universidade Federal de Alagoas, possibilitando, desse modo, o
acompanhamento efetivo dos/as estagiários/as pelo/a Professor/a Orientador/a, uma vez que
compete a este/a último/a, acompanhar as atividades desenvolvidas pelos/as estagiários/as através:
a)

De visitas periódicas às escolas;

b)

Do recebimento das fichas de frequência, preenchidas pelo/a Professor/a Supervisor/a e
107

assinadas por esse/essa e pela Direção da instituição de ensino ou Coordenadores de Área, a
serem entregues, pelo/a estagiário/a ao/a Professor/a Orientador/a, ao final de cada mês; Do
recebimento dos Plano de aula ou Relatos de vivência a serem entregues durante ou ao final
de cada período, conforme previamente definido pelo/a Professor/a Orientador/a;
c)

Dos Relatórios de Conclusão de estágio I, II, III e IV, a serem entregues pelos/as
estagiário/as ao/a Professor/a Orientador/a ao final do semestre, como parte da avaliação das
atividades dos/as estagiários/as.

d)

Casos excepcionais serão tratados pelo colegiado de curso e sua respectiva coordenação.
A avaliação dos estagiários será feita, em parceria, pelo/a Professor/a Orientador/a da

instituição de ensino e pelo/a Professor/a Supervisor/a da parte concedente, através:
1.

De visitas periódicas as escolas, devendo o/a Professor/a Supervisor/a dos Estágios,
acompanhar as atividades realizadas pelos/as estagiários/as, relatando a eles, em encontros
posteriores, os pontos positivos e os que necessitam melhorar devendo também subsidiá-los
na busca de soluções para eventuais dificuldades quanto a realização de tais atividades;

2.

Das fichas de avaliação a serem preenchidas pelo/a Professor/a Orientador/a da instituição
de ensino em parceria com o/a Supervisor/a da parte concedente;

3.

Dos Relatórios de Finais de Estágio (Relatórios de Atividades), que deverão ser entregues
no final de cada etapa do Estágio Supervisionado, como condição para aprovação, e após o
processo de correção e avaliação dos mesmos, em data estipulada pelo/a Professor/a
Orientador/a, deverão ser entregues na Coordenação do Curso;

4.

O Relatório de Estágio é um documento individual, que registra todas as atividades
desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado por parte dos/as estudantes.
Acatando o que orienta a INSTRUÇÃO NORMATIVA PROGRAD Nº 5, de 16 de

dezembro de 2019, que disciplina e orienta os processos de aproveitamento de atividades laborais,
para fins de dispensa parcial da carga horária dos estágios obrigatórios nos cursos de Pedagogia e
licenciaturas da UFAL, o curso de Ciências: BFQ poderá reduzir a carga horária destinada aos
estágios supervisionados dos/as estudantes que comprovem estar em efetiva atividade docente na
educação básica, desde que sua atuação seja compatível com o nível de ensino exigido nessa etapa
108

do Estágio Supervisionado e que apresente os requisitos definidos na INSTRUÇÃO
NORMATIVA PROGRAD Nº 05. No curso de Ciências, o Estágio Supervisionado ocorrerá a
partir do primeiro ano do curso, conforme Res. 04/2024 e será distribuído nos semestres ímpares,
sendo Estágio Supervisionado I no 1º semestre (108h), Estágio Supervisionado II no 3º semestre
(108h), Estágio Supervisionado III, no 5º Semestre (108h) e Estágio Supervisionado IV no 7º
Semestre (108h), totalizando uma carga horária de 432 horas. Os Estágios serão desenvolvidos,
prioritariamente, nas escolas públicas em que ofertam os anos finais do Ensino Fundamental. O
professor tem seu trabalho vinculado diretamente ao conhecimento, assim, este profissional precisa
da teoria para fundamentar sua prática, e que esta precisa ser continuamente refletida para que sua
teoria seja ressignificada.
14.1 Relação teoria e prática
O estágio supervisionado no curso de Ciências é uma etapa essencial da formação docente,
que proporciona uma imersão gradual e reflexiva no ambiente escolar. A primeira fase dessa
experiência, o Estágio Supervisionado I, envolve a observação do contexto escolar, permitindo ao
estagiário conhecer as dinâmicas do cotidiano escolar, a interação entre professores, alunos e
gestores, bem como os fatores socioculturais que influenciam o ambiente educativo. A partir dessa
observação, são promovidas discussões sobre a estrutura organizacional e administrativa da escola,
com o objetivo de compreender como os aspectos institucionais impactam o funcionamento
pedagógico e a qualidade do ensino. Essa análise crítica fornece subsídios para que os licenciandos
avaliem os processos administrativos e organizacionais que dão suporte às práticas pedagógicas.
Outra atividade central é a investigação da organização do trabalho pedagógico em Ciências
na escola, que envolve o estudo das metodologias, estratégias e recursos utilizados pelos
professores no ensino dessa disciplina. Os estagiários têm a oportunidade de refletir sobre as
práticas pedagógicas observadas, considerando os desafios e as possibilidades de aprimoramento.
O estágio também inclui a discussão das Diretrizes Curriculares para o ensino de Ciências
na Escola Básica e a análise dos documentos oficiais que regem o currículo de Ciências nos anos
finais do Ensino Fundamental, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Essa etapa é
fundamental para que os licenciandos compreendam os fundamentos legais e pedagógicos que
109

orientam o ensino de Ciências, além de avaliar como essas diretrizes são aplicadas no contexto real
das escolas.
Ademais, é realizada uma avaliação do impacto dessas políticas educacionais na realidade
escolar, considerando as possíveis lacunas entre o que é prescrito nos documentos oficiais e o que
ocorre na prática. Essa análise possibilita uma visão crítica sobre a efetividade das políticas
educacionais e suas implicações no ensino e aprendizagem de Ciências.
Por fim, são promovidas discussões acerca das relações entre escola, currículo e o
conhecimento específico de Ciências, incentivando os licenciandos a refletirem sobre como o
conteúdo científico pode ser integrado ao contexto escolar de forma significativa. Essas discussões
também abordam a relevância do ensino de Ciências para o desenvolvimento crítico dos alunos,
destacando seu papel na formação de cidadãos conscientes e capazes de compreender e interagir
com o mundo de maneira informada.
O estágio supervisionado II aprofunda a formação prática e reflexiva do futuro docente,
ampliando sua compreensão sobre os desafios e as possibilidades do ensino de Ciências na
Educação Básica. Esse estágio se organiza a partir de uma série de atividades que articulam teoria e
prática, desenvolvendo competências fundamentais para o exercício da docência.
Inicialmente, são realizadas discussões acerca do saber docente e dos problemas e desafios
do trabalho docente, considerando a complexidade e as demandas da profissão. Essas reflexões
permitem aos licenciandos analisarem criticamente o papel do professor, as dificuldades enfrentadas
no cotidiano escolar e as estratégias para lidar com elas, promovendo uma formação mais
consciente e resiliente.
Outro eixo importante é a contextualização histórica do Ensino de Ciências na escola básica e as
tendências atuais dessa área. Os estagiários investigam como o ensino de Ciências evoluiu ao longo
do tempo, compreendendo as transformações pedagógicas, os avanços tecnológicos e as mudanças
nas políticas educacionais que moldam as práticas atuais. Esse estudo também aborda tendências
inovadoras, como metodologias ativas, ensino por investigação e o uso de tecnologias digitais no
ensino de Ciências.
No campo prático, os estagiários colaboram com o professor regente da escola para o
desenvolvimento de atividades que contribuam com os conteúdos em trabalho, como aulas teóricas,
110

experimentos, feiras de Ciências, mostras, demonstrações e o uso de novas tecnologias de
informação e comunicação (TICs). Essa parceria promove uma troca de experiências enriquecedora,
além de proporcionar aos licenciandos uma vivência concreta das demandas e desafios da sala de
aula. Além disso, é realizada a observação do contexto de sala de aula, com foco nos aspectos que
envolvem a relação professor/aluno, a motivação e o interesse dos estudantes, bem como as
dificuldades no ensino e na aprendizagem de Ciências. Essa observação é fundamental para que os
licenciandos compreendam as dinâmicas pedagógicas e sociais que influenciam o processo de
ensino-aprendizagem, possibilitando a elaboração de estratégias para superar obstáculos e promover
o engajamento dos alunos.
Durante o Estágio Supervisionado III aprofunda o processo de formação docente,
enfocando o planejamento, a aplicação de estratégias pedagógicas e a avaliação no contexto do
Ensino de Ciências para os anos finais do Ensino Fundamental. O estágio inicia com discussões
acerca do planejamento escolar, ressaltando sua importância como ferramenta para organizar e
orientar o trabalho pedagógico. Nesse contexto, os licenciandos aprendem a articular objetivos,
conteúdos, metodologias e avaliações de forma coerente e alinhada às necessidades dos estudantes e
às diretrizes curriculares. Outro aspecto central é o estudo dos conteúdos de Ciências para os
anos finais do Ensino Fundamental, com foco na seleção, sequência e abordagens didáticas. Os
licenciandos analisam os principais temas da disciplina, considerando sua relevância, complexidade
e adequação à faixa etária dos alunos. Esse estudo permite construir estratégias que tornam o ensino
mais acessível e significativo.
O estágio também inclui discussões sobre a avaliação da aprendizagem em Ciências,
abordando concepções e práticas que vão além da simples aferição de resultados. Os estagiários
refletem sobre como a avaliação pode ser utilizada como instrumento formativo, capaz de identificar
avanços, dificuldades e promover o desenvolvimento contínuo dos estudantes. Além disso, os
licenciandos investigam a possibilidade de utilização de materiais didáticos e paradidáticos de
Ciências, avaliando recursos como livros, jogos educativos, aplicativos digitais e outros
instrumentos que enriquecem o processo de ensino-aprendizagem. Essa análise incentiva a escolha
de materiais que sejam didaticamente adequados, atraentes e alinhados aos objetivos pedagógicos.

111

A etapa prática do estágio envolve o planejamento e desenvolvimento, em sala de aula,
de sequências didáticas e de estratégias de avaliação da aprendizagem. Os estagiários elaboram
e aplicam propostas pedagógicas completas, que incluem objetivos claros, atividades diversificadas
e formas de avaliar o aprendizado dos alunos. Durante essa vivência, eles têm a oportunidade de
testar metodologias, adaptar estratégias em função das necessidades da turma e refletir sobre os
resultados obtidos.
O Estágio Supervisionado IV é a culminação do processo formativo prático, oferecendo aos
licenciandos uma experiência completa de imersão na realidade docente. Essa etapa tem como foco
a integração das aprendizagens anteriores com a prática pedagógica ativa, promovendo o
desenvolvimento de competências essenciais ao exercício profissional.
A primeira fase do estágio envolve a observação e reflexão sobre a prática de ensino de
Ciências no nível básico, considerando o papel da disciplina na formação do cidadão. Nessa etapa,
os licenciandos analisam como os conteúdos de Ciências são ensinados, avaliando as metodologias
utilizadas, a interação professor-aluno e a conexão do ensino com questões sociais, ambientais e
culturais. Essa reflexão crítica permite identificar práticas bem-sucedidas e oportunidades de
melhoria no ensino de Ciências.
Em seguida, os estagiários assumem a regência de ensino, desempenhando todas as funções
inerentes ao professor de Ciências no nível básico. Essa vivência inclui o planejamento de aulas, a
condução de atividades em sala, a aplicação de estratégias de avaliação e a gestão da dinâmica de
ensino-aprendizagem. Durante a regência, os licenciandos têm a oportunidade de aplicar seus
conhecimentos teóricos e práticos, adaptando suas estratégias pedagógicas às necessidades
específicas dos alunos e do contexto escolar. O estágio também promove a análise reflexiva e
vivencial de problemas relacionados ao ensino de Ciências. Os estagiários identificam desafios
enfrentados na prática, como dificuldades de aprendizagem, falta de recursos, desinteresse dos
alunos ou limitações curriculares. Além de identificar os problemas, eles exploram possibilidades
de superação e inovação, elaborando propostas pedagógicas que busquem tornar o ensino mais
inclusivo, dinâmico e significativo.
Uma ênfase especial é dada às práticas interdisciplinares na Educação em Ciências,
incentivando os licenciandos a integrar conhecimentos de diferentes áreas do saber e estabelecer
112

conexões entre os conteúdos científicos e outras disciplinas. Essa abordagem interdisciplinar é
fundamental para ampliar a compreensão dos alunos sobre temas complexos e promover uma visão
integrada do conhecimento.
Assim, o estágio supervisionado IV consolida a formação docente, preparando os licenciandos para
atuar de maneira reflexiva, crítica e inovadora no ensino de Ciências. Essa experiência fortalece sua
capacidade de contribuir para uma educação que forma cidadãos conscientes, capazes de interagir
com o mundo de forma responsável e transformadora.
14.2 Relação com a rede de escolas da Educação Básica
Para atender o que determina a legislação, Lei Nº 11.788 de 25/09/2008, será de
responsabilidade do/a Professor/a Orientador/a do Estágio, o encaminhamento e acompanhamento
efetivo das atividades desenvolvidas pelos/as estagiários/as. Para tanto, as instituições de ensino
para as quais estes/estas serão conduzidos/as deverão, prioritariamente, estar localizadas nos
municípios conveniados com a Universidade Federal de Alagoas, possibilitando, desse modo, o
acompanhamento efetivo dos/as estagiários/as pelo/a Professor/a Orientador/a, uma vez que
compete a este/a último/a, acompanhar as atividades desenvolvidas pelos/as estagiários/as através:
a)

De visitas periódicas às escolas;

b)

Do recebimento das fichas de frequência, preenchidas pelo/a Professor/a Supervisor/a e

assinadas por esse/essa e pela Direção da instituição de ensino ou Coordenadores de Área, a serem
entregues, pelo/a estagiário/a ao/a Professor/a Orientador/a, ao final de cada mês;
c)

Do recebimento dos Plano de aula ou Relatos de vivência a serem entregues durante ou ao

final de cada período, conforme previamente definido pelo/a Professor/a Orientador/a;
d)

Dos Relatórios de Conclusão de estágio I, II, III e IV, a serem entregues pelos/as

estagiário/as ao/a Professor/a Orientador/a ao final do semestre, como parte da avaliação das
atividades dos/as estagiários/as.
e)

Casos excepcionais serão tratados pelo colegiado de curso e sua respectiva coordenação.
A avaliação dos estagiários será feita, em parceria, pelo/a Professor/a Orientador/a da

instituição de ensino e pelo/a Professor/a Supervisor/a da parte concedente, através:
113

a)

De visitas periódicas as escolas, devendo o/a Professor/a Supervisor/a dos Estágios,

acompanhar as atividades realizadas pelos/as estagiários/as, relatando a eles, em encontros
posteriores, os pontos positivos e os que necessitam melhorar devendo também subsidiá-los na
busca de soluções para eventuais dificuldades quanto a realização de tais atividades;
b)

Das fichas de avaliação a serem preenchidas pelo/a Professor/a Orientador/a da instituição

de ensino em parceria com o/a Supervisor/a da parte concedente;
c)

Dos Relatórios de Finais de Estágio (Relatórios de Atividades), que deverão ser entregues

no final de cada etapa do Estágio Supervisionado, como condição para aprovação, e após o processo
de correção e avaliação dos mesmos, em data estipulada pelo/a Professor/a Orientador/a, deverão
ser entregues na Coordenação do Curso;
O Relatório de Estágio é um documento individual, que registra todas as atividades
desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado por parte dos/as estudantes.
14.3 Prática Pedagógica nos Componentes Curriculares

De acordo com as orientações da Resolução CNE/CP nº 04/2024 – Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação
Escolar Básica, e demais aspectos normativos relativos às DCNs, é previsto para os cursos de
licenciatura o desenvolvimento da carga horária prática distribuída ao longo dos componentes
curriculares do curso, desde o seu início.
A prática é fundamental na formação dos estudantes. Vale ressaltar que, segundo o Parecer
CNE/MEC 5/2025 a prática deve estar presente em todo o percurso formativo do licenciando,
devendo ser desenvolvida em uma progressão que, partindo da familiarização inicial com a
atividade docente, conduza, de modo harmônico e coerente, para o estágio supervisionado, no qual
a prática deverá ser engajada e incluir a mobilização, a integração e a aplicação do que foi
aprendido no curso, bem como deve estar voltada para resolver os problemas e as dificuldades
vivenciadas nos anos anteriores de estudo e pesquisa.
Segundo a normativa, centralizar a educação profissional na prática não significa pensar
114

que a mesma deva se dar exclusivamente no espaço escolar. A prática pode acontecer de distintas
formas, sendo assim, “muitas tarefas de ensino podem ser exploradas como locais frutíferos para
a investigação e a aprendizagem: selecionar e desenvolver materiais curriculares, planejar aulas
e avaliar o trabalho dos alunos, por exemplo” (p. 5). Além disso, o parecer reforça que essas
atividades práticas devem estar presentes em todas as disciplinas do curso de licenciatura que
estejam vinculadas à profissão docente.
Sendo assim, as atividades práticas serão desenvolvidas em diferentes formatos e poderão
ocorrer nos espaços da escola e fora dela, tais como:

Nos ambientes
escolares

observação da dinâmica escolar, o dia a dia da escola; a observação da
legislação vigente e seu modelo de gestão; a observação de como a escola
usa as tecnologias e se implementa o pensamento computacional; a
observação da biblioteca/acervo; observação da infraestrutura geral mas
principalmente dos laboratórios de ensino; todos são elementos importantes
para o contato com a escola. Pelo viés da intervenção, por exemplo,
podemos ter projetos que após a observação sejam usados para contribuir
com a escola.

Nos ambientes
não escolares

planejamento de aulas; elaboração de material didático e sequências de
ensino; análise de documentos oficiais de educação e dados estatísticos
sobre avaliação escolar, a exemplo do IDEB, PISA, etc; elaboração de
instrumentos avaliativos para o ensino de Ciências; elaboração de
plataformas educacionais ou criação de protótipos educativos para
atendimento à alunos com necessidades especiais; desenvolvimento de
micro aulas e oficinas pedagógicas; entre outras atividades.

Essas atividades serão desenvolvidas nos Componentes Curriculares de Exntensão
(CCE) ligadas à formação docente:

 CCE - PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL I

Fundamentos e Planejamento de Ações Extensionistas em Educação Integral - Introdução
aos fundamentos da Educação Integral na formação docente em Ciências. Reflexão
crítica sobre políticas públicas, currículo e formação humana em documentos
orientadores da Educação Integral no Brasil. Análise dos territórios educativos e
identificação de demandas escolares e comunitárias. Planejamento inicial de projetos de
115

extensão, com foco na articulação entre ciência, cidadania e inclusão. Abordagem do
conceito de CTSA (Ciência-Tecnologia-Sociedade-Ambiente) como eixo formativo.
 CCE - PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL II
Elaboração de Práticas Pedagógicas Extensinista em Contextos Escolares e Comunitários
- planejamento de sequências didáticas investigativas de Ciências que integrem
dimensões cognitivas, socioemocionais, corporais, éticas e estéticas, considerando os
diferentes tempos e espaços educativos da Educação Integral. Articulação entre o
conhecimento científico e as realidades das escolas ou espaços comunitários. Relação
escola-comunidade-território e o papel do professor como articulador de saberes na
formação humana integral.
 CCE - PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL III
Intervenção Educacional e Sistematização da Prática Extensionista - Consolidação de
projetos extensionistas em contextos educativos na perspectiva da Educação integral,
com foco no aprofundamento da ação docente em Ciências. Avaliação processual e
participativa das intervenções pedagógicas. Sistematização da prática por meio de
instrumentos reflexivos, narrativas e portfólios. Articulação entre teoria, prática e
pesquisa. Análise crítica de experiências de ensino de Ciências a partir dos princípios da
equidade, inclusão e diversidade. Fortalecimento do papel do licenciando como agente
transformador social e educacional.

 CCE - PRÁTICA PEDAGÓGICA DE EDUCAÇÃO INTEGRAL IV

Produção de Conhecimento e Socialização das Experiências Extensinistas - Elaboração
de materiais pedagógicos, artigos, relatos e produtos educacionais com base nas
experiências vivenciadas. Socialização das práticas em eventos científicos e feiras
educativas. Produção de saberes docentes e popularização científica em diálogo com os
princípios da Educação Integral. Reflexão crítica sobre a formação inicial, ética
profissional e compromisso social do professor de Ciências.
Um dos princípios da Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica é “a
articulação entre a teoria e a prática no processo de formação docente, fundada no domínio dos
conhecimentos científicos e didáticos, contemplando a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e
extensão”. Além disso, é necessária esta articulação entre teoria e prática para que os alunos
aprendam em situação real, construindo estratégias para as realidades complexas, aprendendo a
enfrentar obstáculos epistemológicos, didáticos, dentre outros.
116

15 – RESIDENCIA DOCENTE
A inserção dos licenciandos nas escolas, ainda em seu processo de formação, é de
fundamental importância. No contexto do Programa Institucional de Fomento e Indução da
Inovação da Formação Inicial Continuada de Professores e Diretores Escolares- PRILEI, o curso
de licenciatura Ciências na UFAL/Campus do Sertão, prevee em sua matriz curricular o Estágio
Curricular Obrigatório e, nesses componentes, busca-se desenvolver condições favoráveis para a
construção de espaços de reflexão e construção da docência, em uma perspectiva crítica no
processo de formação de professores.
O PRILEI prevê no último ano do curso que os licenciandos realizem a Residência
Docente (RD) na rede pública de ensino com recebimento de bolsa. A RD vem ao encontro do
suprimento da necessidade de mais experiência do licenciando na escola, vivenciando o cotidiano
e possibilitando uma formação mais sólida. Certamente que, quanto mais vivenciar a docência na
prática, o residente mais aperfeiçoará sua formação, pois

nos fazemos professores, sendo

professores.
Cabe ressaltar, também, a importância do valor da bolsa para essa experiência, os discentes
receberão um valor de R$ 750,00 para ajudá-los a se locomoverem e a investirem em sua
formação.
Outro fator importante em relação à inserção dos licenciandos nas escolas de educação
básica é a contribuição no processo de ensino e aprendizagem, e nos momentos de capacitação,
que permitem o diálogo, a reflexão e a atualização do professor regente, pois, ao mesmo tempo em
que aprendem, os licenciandos também ensinam e compartilham novas estratégias e metodologias.
O projeto da Residência Docente-PRILEI fica à cargo de cada instituição realizar a sua
implementação, visando oportunizar aos acadêmicos o reconhecimento e a aplicação de diferentes
metodologias didáticas nas salas de aula da educação básica, assim como visa aproximar cada vez
mais os licenciandos das escolas, sobretudo aquelas em tempo integral.
Por meio desses caminhos, inserindo os alunos efetivamente nas escolas e, ao mesmo
tempo, colocando em pauta nas reuniões de espaços formativos do PRILEI, com seus pares e
professores do curso, que entendemos ser possível tornar mais produtivas e efetivas as noções de
117

teoria e prática. Sendo assim, destacamos os seguintes objetivos desse programa:
 Inspirar os licenciandos residentes para a valorização de sua própria formação pedagógica e
da carreira do magistério;
 Oportunizar aos licenciandos residentes práticas pedagógicas que possam contribuir no
processo de ensino, refletindo sobre as questões que envolvam os impactos ambientais na
sociedade nas diferentes etapas da educação (educação infantil, ensino fundamental);
 Oportunizar que o licenciando residente vivencie dentro de escolas de ensino básico, boas
práticas de ensino, com professores qualificados e que, assim, possam iniciar confiantes as
suas próprias práticas docentes, apoiadas na atuação de professores experientes;
 Suscitar a curiosidade e o interesse no estudo de diferentes metodologias de ensino,
abordando a interdisciplinaridade entre as áreas: língua portuguesa, ciências e pedagogia;
 Realizar atividades reflexivas que despertem os residentes para práticas educacionais
inovadoras;
 Fomentar o estudo teórico mediante a leitura e discussão de artigos que tratam sobre
educação ambiental e interdisciplinaridade;
 Fomentar o trabalho pedagógico com a valorização das questões culturais e sociais locais,
relacionando saberes experienciais aos acadêmicos;
 Realizar mostras artísticas dos trabalhos desenvolvidos na escola-campo, buscando ampliar
a visão mundo, bem como a percepção da comunidade escolar sobre a questão do meio
ambiente;
 Contemplar aspectos relacionados à ampliação e ao aperfeiçoamento do uso da língua
portuguesa, bem como à capacidade comunicativa, oral e escrita, como elementos centrais
da formação dos professores;
A formas de acompanhamento do licenciando durante todo o período em que ocorrerá a
Residência Docente serão realizados encontros semanais entre licenciandos residentes, docente
orientador, coordenador da RD, coordenadores do Curso e do PRILEI, com o intuito da realização
de atividades de formação, acompanhamento, avaliação e produção. Dentre as atividades previstas
estão:
118

 Encontros de acompanhamento, socialização e avaliação;
 Elaboração de relatório sobre as atividades realizadas pelos licenciandos residentes;
 Registro das atividades realizadas;
 Ficha de frequência assinada pelo professor da escola e professor orientador;
 Estudos envolvendo leituras de obras contemporâneas e rodas de estudos sobre a Base
Nacional Comum Curricular.

16 – ENSINO MEDIADO POR TECNOLOGIAS
A presença, cada vez maior, das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação
(TDICs) em todos os setores da sociedade torna-se uma ameaça de exclusão social para os
indivíduos que participam de um processo educativo que se mantém à margem da formação de
competências necessárias para inserção nesta nova sociedade. Para esta inserção exige-se, mais do
que nunca, um leque de competências intelectuais, muito além das específicas para realização de
determinada tarefa, dado que as exigências profissionais se atualizam constantemente. Exige-se um
indivíduo com autonomia para enfrentar e resolver problemas novos, a todo instante, assim como
um indivíduo com autonomia para manter-se em constante processo de aprendizagem, aprimorando
cada vez mais a sua inteligência e criatividade.
A realidade do século XXI apresenta desafios a serem enfrentados na ação de educar
pessoas. Para o ensino superior, tendo em vista o caráter de autonomia acadêmica que o universo da
aprendizagem pode proporcionar aos estudantes, e tendo como base no uso pedagógico das
ferramentas tecnologias da chamada era da informação, cada vez mais as Tecnologias Digitais da
Informação e Comunicação (TDIC) podem integrar as propostas curriculares. Sendo assim,
inspirados numa visão interdisciplinar e transdisciplinar das áreas de conhecimento, buscamos
contemplar aspectos não somente científicos neste projeto de curso, mas agregar também caráter
tecnológico e uso de ferramentas e ambientes favoráveis a educação a distância, visando a formação
de profissionais docentes com consciência para esta modalidade em desenvolvimento.
A matriz curricular do curso se propõe a fazer uso de tecnologias e recursos da EAD, onde

119

de acordo com o Decreto 12.456, de 19 de maio de 2025 que dispõe sobre a oferta de educação a
distância por instituições de educação superior em cursos de graduação, é autorizado até 30% da
carga horária em EaD nos cursos de Graduação.
Objetivando uma maior flexibilização curricular do curso e a institucionalização de métodos
e práticas de ensino-aprendizagem inovadoras, o Curso de Ciências:BFQ utilizará parte de sua carga
horária total (30%) para a realização de atividades a distância pelos alunos. Nesse sentido, recursos
tecnológicos serão utilizados, didaticamente, na busca por estabelecer uma dinâmica entre estudos
individuais e recursos de multimídias na produção do conhecimento.
Desse modo, o/a estudante pode assim desenvolver competências no sentido da utilização
das novas tecnologias como ferramenta para o exercício das suas atividades curriculares com ênfase
na sua prática pedagógica, com vistas à formação e atuação docente, com foco no processo de
construção do conhecimento e da inclusão digital.
Para isso, serão utilizadas ferramentas pedagógicas de software de Sistemas Gerenciadores
de Conteúdo (SGC), também conhecidos como Learning Management System (LMS), que é um
ambiente computacional que permite ao professor gerenciar um curso a distância, provendo o
planejamento, a implementação e gestão do aprendizado à distância. O software modular Object
Oriented Dynamic Learning Enviroment (Moodle) será adotado como um dos recursos pedagógico
mediador do ensino‐aprendizagem do curso, entre outros tais como o Google Classroom e Google
Meet. Esse software foi desenvolvido sob a ótica do construtivismo social, que defende a
construção de ideias e conhecimentos em grupos sociais de forma colaborativa, uns para com os
outros, criando uma cultura de compartilhamento de significados no processo de ensino‐
aprendizagem.
O curso utilizará, prioritariamente, tecnologias web. Nessa proposta, o ambiente virtual de
aprendizagem (AVA) – Moodle funcionará como elo de interação entre professor‐aluno, de forma
ativa, critica e participativa, buscando sempre novas alternativas para o processo ensino
‐aprendizagem. No modelo proposto de educação virtual, serão incentivados os estudos autônomos
no decorrer do curso. O estudo a distância será realizado pelo estudante por meio de leitura
individual ou coletiva, na interação com o sistema de acompanhamento e pela realização de
atividades individuais ou coletivas no ambiente de aprendizagem Moodle, entre outros. Na
120

plataforma Moodle, o aluno dispõe de diversas ferramentas de interação e de suporte aos estudos,
utilizadas conforme as necessidades do processo ensino‐aprendizagem.
16. 1 Ambiente Virtual de Aprendizagem
O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) é estruturado para oferecer uma experiência
educacional integrada e interativa, utilizando materiais, recursos e tecnologias que promovem o
engajamento, a reflexão e a colaboração entre tutores, discentes e docentes. A organização do AVA
possibilita que os conteúdos das disciplinas sejam apresentados de forma clara e acessível,
utilizando textos, vídeos, fóruns, e outros recursos multimídia, com o objetivo de atender diferentes
estilos de aprendizagem e necessidades específicas.
A cooperação é fomentada por meio de ferramentas de comunicação síncrona e assíncrona, como
fóruns de discussão, chats e videoconferências, que permitem a troca de ideias, o esclarecimento de
dúvidas e o desenvolvimento de projetos colaborativos. Essas interações promovem não apenas a
construção coletiva do conhecimento, mas também a reflexão crítica sobre o conteúdo das
disciplinas, criando um ambiente dinâmico e participativo.
Além disso, o AVA é projetado para assegurar a acessibilidade metodológica, instrumental e
comunicacional. Isso inclui o uso de ferramentas que respeitam os princípios do desenho universal,
oferecendo recursos como legendas, leitores de tela e materiais em formatos alternativos. A
metodologia utilizada favorece a autonomia do estudante, sem perder o suporte necessário para o
sucesso no aprendizado.
As avaliações periódicas ocorrem por meio de atividades diversificadas, como provas
online, trabalhos em grupo, projetos individuais, participações em fóruns e autoavaliações. Esses
instrumentos permitem acompanhar o progresso dos estudantes e identificar áreas que necessitam de
reforço. Os resultados das avaliações são registrados no próprio AVA, garantindo transparência e
acessibilidade para todos os envolvidos no processo educacional.
Os registros das avaliações são analisados regularmente por tutores e docentes, servindo
como base para ações de melhoria contínua. Essas ações incluem a revisão de conteúdos, ajustes
metodológicos, implementação de novos recursos tecnológicos e estratégias pedagógicas, sempre
com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino e potencializar os resultados de aprendizagem.
121

Assim, o AVA não é apenas uma plataforma de suporte, mas um instrumento central para o
desenvolvimento educacional eficaz e inclusivo.
16.2 Material Didático na Formação Discente: Abrangência, Acessibilidade e Inovação
O material didático descrito no Projeto Pedagógico do Curso (PPC) desempenha um papel
central na formação dos discentes, seja na modalidade de Educação a Distância (EAD) ou
presencial. Em ambas as modalidades, a elaboração ou validação desse material por uma equipe
multidisciplinar (no caso de EAD) ou por um corpo docente especializado (no caso presencial)
assegura que ele esteja alinhado com os objetivos formativos estabelecidos no PPC, atendendo às
especificidades e exigências do curso.
A abrangência e o aprofundamento teórico do material permitem que os discentes adquiram uma
compreensão sólida e ampla dos conteúdos, cobrindo as competências e habilidades requeridas para
a formação profissional. Além disso, sua construção se pauta por critérios de coerência teórica e
metodológica, garantindo que as abordagens apresentadas sejam atualizadas, consistentes e
fundamentadas nos referenciais mais relevantes para a área de estudo.
No que se refere à acessibilidade metodológica e instrumental, o material é elaborado de
forma a contemplar diferentes estilos de aprendizagem e níveis de compreensão, facilitando a
apropriação do conhecimento por todos os estudantes. Isso inclui a adoção de uma linguagem clara,
inclusiva e acessível, que promove a equidade no processo de ensino-aprendizagem. Recursos
tecnológicos inovadores, como objetos de aprendizagem interativos, videoaulas, podcasts e fóruns
virtuais, também são empregados para enriquecer o conteúdo e proporcionar uma experiência
didática dinâmica e envolvente.
A bibliografia indicada nos materiais é cuidadosamente selecionada para garantir sua adequação às
exigências formativas, equilibrando obras clássicas e atualizadas, artigos científicos, e materiais
complementares que ampliam a visão dos discentes sobre os temas estudados. Essa curadoria
assegura que os estudantes tenham acesso às melhores referências disponíveis, fomentando o
pensamento crítico e a capacidade de análise.
Por fim, a integração de recursos inovadores e comprovadamente eficazes na prática
educacional, como a utilização de realidade aumentada, simuladores, jogos educativos e ferramentas
122

de avaliação formativa, contribui para uma experiência de aprendizado diferenciada. Esses
elementos não apenas potencializam o engajamento dos estudantes, mas também desenvolvem
competências que dialogam diretamente com as demandas do mercado de trabalho e da sociedade
contemporânea. Dessa forma, o material didático descrito no PPC configura-se como um elemento
essencial para o alcance dos objetivos educacionais, promovendo uma formação de qualidade,
inclusiva e alinhada às necessidades de formação integral dos discentes.
17 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - TCC
Os componentes curriculares “Pesquisa em Ciências 1” e “Pesquisa em Ciências 2”, além
de instituírem exercício de prática de pesquisa com complexidade superior àquelas desenvolvidas
no decorrer do curso, articulando ensino e pesquisa, serão os momento de aplicação e
aprofundamento do conjunto de componentes curriculares em sua formação construídos ao longo da
graduação.

Os

trabalhos

desenvolvidos

nesses

componentes

corresponderão

alicerces

metodológicos ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), os quais deverão expressar o resultado
da contribuição de cada ação como sujeito autônomo, comprometido com as questões referentes ao
Curso, capaz de estabelecer relações entre conhecimentos, preocupado com o arcabouço teórico e
com a correlação entre teoria e prática e, sobretudo, atento às questões referentes ao estudo das
Ciências e/ou à docência em Biologia, Física e Química.
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é requisito obrigatório para a integralização do
curso de Ciências e consiste na elaboração de uma monografia, artigo científico ou produção técnica
(software, material didático ou paradidático, fundamentado teoricamente e inédito), sobre um tema
de conteúdo relacionados a Química, Física ou Biologia, ou sobre o ensino da Química, Física ou
Biologia preferencialmente nos Anos Final do Ensino Fundamental.
Poderá ser iniciado a partir do 5º período, sob a orientação de um professor vinculado à
Universidade Federal de Alagoas, e deverá ser cadastrado na coordenação de curso até o 7º período
de curso. Nessa produção deve ser valorizado o desenvolvimento das seguintes habilidades: riqueza
de argumentos, o conteúdo, a correção ortográfica e gramatical, coerência e coesão textual,
encadeamento de ideias, leitura de texto em outros idiomas distintos do português, apresentação
estética etc.
123

A Instrução Normativa Conjuta de TCC N°01/2024 Prograd/Campus do Sertão/UFAL de
03 de maio de 2024, dispõe sobre a avaliação do Trabalho de Conclusão de Curso dos discentes e
adota outras providências. As atribuições do orientador de um TCC encontram-se na Instrução
Normativa nº 02 de 27 de setembro de 2013 da PROGRAD/UFAL.
O discente deverá preparar uma apresentação oral do trabalho e a carga horária de TCC será
contabilizada mediante aprovação do mesmo por uma banca examinadora sugerida pelo seu
orientador. A banca examinadora deverá ter pelo menos três docentes de qualquer instituição de
ensino superior reconhecida pelo MEC, pública ou privada, com titulação mínima de mestre, e
tendo pelo menos um docente que lecione no curso. No caso de o vínculo do membro da banca
examinadora ser com instituição privada, o orientador deverá solicitar autorização do Colegiado,
mediante comprovação de vínculo do docente com a IES. Em casos especiais, desde que tenha sido
aprovada a solicitação pelo colegiado, o discente poderá ser dispensado da apresentação oral.
Ao colegiado cabe a escolha de um coordenador ou de uma comissão de TCC que se
responsabilizará pelo acompanhamento desta atividade no âmbito do curso. Os TCC deverão
satisfazer os critérios e as normas estabelecidas na Instrução Normativa nº 02 de 27 de setembro de
2013 da PROGRAD/UFAL.

18 – ATIVIDADES DE TUTORIA
Os tutores/as devem ser licenciados em Física, Química, Ciências, Ciências Biológicas ou
Pedagogia, e ter concluído o Mestrado em Ciências (Química, Física, Biologia) ou Educação ou
Ensino que atuam no Polo de Apoio Presencial ou na Instituição, cujas funções são orientar o
processo de aprendizagem dos alunos, garantindo o cumprimento dos objetivos do ensino; criar
propostas de atividades e auxiliar na sua resolução, sugerindo, quando necessário, fontes de
informação alternativas; interagir com os alunos em encontros presenciais e/ou virtuais, de forma
individual ou em grupos, visto que ele atua como um agente dinamizador, organizador e
principalmente orientador, fazendo com que o aluno possa se autoavaliar e assim perceber a
construção do seu próprio conhecimento; desenvolver competência tecnológica; assiduidade no

124

feedback; capacidade de gerenciamento de equipes e gestão de pessoas; domínio sobre o conteúdo;
competência de comunicação; e competências de mediação.
O tutor atua como um mediador entre os professores, alunos e a instituição. Cumpre o
papel de auxiliar o processo de ensino e aprendizagem ao esclarecer dúvidas de conteúdo, reforçar a
aprendizagem, coletar informações sobre os estudantes e prestar auxílio para manter e ampliar a
motivação dos alunos.
O tutor é o profissional responsável pelo bom andamento das atividades. Este profissional
assume a missão de articulação de todo o sistema de ensino-aprendizagem, quer na modalidade
semipresencial ou à distância.
O tutor deverá acompanhar, motivar, orientar e estimular a aprendizagem autônoma do
aluno, utilizando-se de metodologias e meios adequados para facilitar a aprendizagem. Ele assume
função estratégica, tendo como finalidade resolver os problemas de comunicação, bem como outros
que surjam ao longo do processo de ensino.
Os tutores atuarão de forma presencial e on-line. A tutoria presencial ocorrerá quando o
aluno sozinho ou em pequenos grupos, se dirigir ao Campus para esclarecer dúvidas a respeito de
questões administrativas e acadêmicas do curso, bem como sobre as disciplinas que está cursando.
Na atividade de tutoria à distância o tutor é um orientador da aprendizagem do aluno que,
frequentemente, necessita do docente ou de um orientador para indicar o que mais lhe convém em
cada circunstância. Essa tutoria ocorre quando o aluno busca contato com o tutor, através dos
seguintes meios de comunicação: telefone (WhatsApp), ferramenta do ambiente virtual de ensino e
de aprendizagem e e-mail.
O curso se propõe a desenvolver um fluxo de comunicação interativa e bidirecional,
mediada pela ação tutorial com acompanhamento pedagógico e avaliação sistemática da
aprendizagem. Concebe-se a educação como uma ação consciente e coparticipativa que possibilite
ao aluno a construção de um projeto profissional político e inovador. É nesta perspectiva que se
situa a ação tutorial, com o propósito de propiciar ao estudante a distância um ambiente de
aprendizagem personalizado, capaz de satisfazer suas necessidades educativas.
As atividades de tutoria no curso de Licenciatura em Ciências são avaliadas de forma
contínua e estruturada, envolvendo tanto os discentes quanto a equipe pedagógica. Esse processo
125

busca garantir a qualidade do acompanhamento acadêmico e o alinhamento das ações de tutoria às
necessidades do curso e dos estudantes.
18.1 Conhecimentos, Habilidades e Atitudes Necessárias às Atividades de Tutoria

Para executar as atividades desempenhadas pelo tutor ele necessita num primeiro momento
de conhecimentos teóricos, habilidades de exploração das tecnologias e de uma postura proativa.
Além disso, o tutor deve ter conhecimento das rotinas de trabalho e conhecimento de como devem
ser realizadas as atividades no processo de tutoria. A seguir, explicitamos as habilidades e atitudes
para executar as atividades por um tutor:


Domínio dos conteúdos científicos e pedagógicos pertinentes ao curso.



Familiaridade com o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) e suas diretrizes.



Competência no uso das tecnologias e plataformas digitais adotadas no curso.



Capacidade de mediar processos de ensino-aprendizagem em diferentes formatos
(presencial, híbrido ou à distância).



Comunicação clara e empática, com foco na escuta ativa e na orientação individualizada.



Organização e gestão de tempo para acompanhar e apoiar o progresso acadêmico dos
discentes.



Adaptação a mudanças e inovações tecnológicas e pedagógicas.



Proatividade e compromisso com o sucesso acadêmico dos estudantes.



Postura ética, respeitosa e inclusiva.



Incentivo à autonomia e ao pensamento crítico dos discentes.
As ações da equipe de tutoria são pautadas pelo alinhamento às diretrizes do PPC,

promovendo práticas pedagógicas que favoreçam a formação integral dos licenciados. A equipe
atua em sinergia com as demandas comunicacionais, utilizando estratégias de comunicação
acessíveis e personalizadas para atender às necessidades dos estudantes. Além disso, a tutoria faz
uso de tecnologias modernas, que facilitam a interação, o engajamento e a continuidade do
aprendizado, seja por meio de plataformas digitais ou outras ferramentas de ensino.
A atuação dos tutores é monitorada regularmente por meio de avaliações periódicas. Essas

126

avaliações consideram feedbacks de estudantes, análise de indicadores de desempenho acadêmico e
revisão de práticas adotadas. Com base nos resultados, a coordenação do curso juntamente com o
professor da disciplina reorienta o trabalho dos tutores, esclarecendo dúvidas e escutando suas
dificuldades, buscando solucionar os problemas encontrados.
O curso conta com o suporte institucional necessário para estimular a criatividade e a
inovação na tutoria. Isso inclui recursos financeiros e tecnológicos para implementar novas
metodologias e ferramentas pedagógicas.

19 – ATIVIDADES ACADÊMICAS DE EXTENSÃO – AAE/COMPONENTES
CURRICULARES DE EXTENSÃO (CCE)
Como estabelece a Resolução Nº 04/2018 – CONSUNI/UFAL, por atividades de extensão é
entendido o processo interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político que promove a
interação transformadora entre Universidade e outros setores da sociedade. Essa resolução
regulamenta as ações de extensão como componente curricular obrigatório nos projetos
pedagógicos dos cursos de graduação da UFAL. No Curso de Ciências, as ações de Extensão estão
distribuídas ao longo do curso, desde o início, como componentes curriculares, denominados:


CCE - Prática Pedagógica e Educação Integral I;



CCE - Prática Pedagógica e Educação Integral II;



CCE - Prática Pedagógica e Educação Integral III;



CCE - Prática Pedagógica e Educação Integral IV;



Gestão da Educação do Trabalho Escolar;



Profissão Docente;



Didática;



Educação Inclusiva e Equitativa



Educação Ambiental e Sustentabilidade;



Astronomia Básica;



Biologia Humana;



Recursos Naturais, Hídricos, Minerais e Energéticos;
127



Biologia Celular e Molecular



Avaliação Educacional

Terão o formado de acordo com a Resolução CNE/CP 04/2024, que trata especificamente da
inserção curricular da extensão para os cursos de licenciatura, estabelece que:
III - Núcleo III – Atividades Acadêmicas de Extensão – AAE realizadas na forma de práticas
vinculadas aos componentes curriculares:


Envolvem a execução de ações de extensão nas instituições de Educação Básica, com
orientação, acompanhamento e avaliação de um professor formador da IES” (Brasil, 2024a,
art. 13).



III - 320 (trezentas e vinte) horas de atividades acadêmicas de extensão conforme Núcleo
III, de que trata o art. 13, inciso III desta Resolução, desenvolvidas nas instituições de
Educação Básica, lugar privilegiado para as atividades dos cursos de licenciatura; essa
carga horária, vinculada aos componentes curriculares desde o início do curso, deve estar
discriminada no PPC da instituição formadora; (Brasil, 2024a, art. 14, § 1° ).
Destaca-se, que as 320 horas de práticas sejam obrigatoriamente realizadas em instituições

de educação básica, entretanto, a carga horária excedente de extensão poderá ser desenvolvida em
ambientes não escolares. Dessa forma, para além do cumprimento da carga horária mínima de
extensão através dos componentes curriculares o estudante poderá desenvolver outras ações de
extensão, devidamente cadastradas no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas SIGAA da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX, contabilizando esse excedente como carga horária
complementar.
As ações propostas ao colegiado/NDE para cada Atividade Acadêmicas de Extensão - AAE,
deverão ser cadastradas no SIGAA/UFAL. Não podemos perder de vista que essas ações
contribuirão de forma efetiva para a melhoria na Educação Básica no Estado. Nesse sentido,
esperamos que nossas atividades acadêmicas de extensão atuem preferencialmente nas seguintes
linhas ou áreas temáticas:
128

i.

Educação;

ii.

Educação Integral;

iii.

Formação de professores;

iv.

Metodologias e estratégias de ensino/aprendizagem;

v.

Ciências;

vi.

Tecnologia da informação;

vii.

Divulgação científica e tecnológica;

viii.

Sustentabilidade;

ix.

Meio ambiente;

x.

Cultura;

xi.

Direitos Humanos.

xii.

Tecnologia;

A avaliação dos estudantes participantes dessas Atividades Acadêmicas de Extensão se dará
de forma contínua, desde a preparação inicial até o momento da produção dos relatórios finais sobre
a mesma.
Essa proposta de curricularização das práticas extensionistas se insere como ação presente no
Plano Nacional de Educação (2014-2024) que parte da concepção de que a extensão universitária é
um processo educativo, cultural e científico que articula atividades de ensino e pesquisa
promovendo assim o vínculo e aproximação necessária para estabelecer a relação transformadora
entre Universidade e Sociedade.
A partir da proposta de curricularização da extensão como ação integradora nos cursos de
graduação compreende-se que é preciso não somente repensar as concepções e práticas de extensão,
mas também refletir sobre a desfragmentação do conhecimento. Esta reflexão se torna mais
complexa quando tratamos desse modelo de integração no Curso dado que se trata de uma área cuja
formação já guarda em si uma complexidade marcada pela necessidade de responder a uma
formação ideal de educadoras e educadores para uma sociedade diversa, antagônica e para um
contexto social em constante mudança. Nesse caso, a integrar a prática extensionista na matriz
curricular do Curso se torna uma ação-resposta a estas demandas e mais ainda, como forma de
129

consolidar o caráter transformador da relação Universidade e seu entorno.
A Extensão universitária é pensada aqui na mesma perspectiva sinalizada por Freire (2001):
não é um processo impositivo da lógica universitária para a comunidade; não se trata de uma
comunicação de um núcleo intelectual que objetifica o outro sujeito ou cenário social, mas trata-se
de um verdadeiro diálogo, que se propõe sistemático, porém sempre aberto à multiplicidade de
representações de mundo. A perspectiva da Universidade será sempre a de compreensão e
acolhimento das várias lógicas culturais e visões sobre comportamento social, organização e
desenvolvimento cultural e humano e os diversos significados e subjetividades que constitui as
comunidades que estarão vinculadas à prática extensionista definida no Curso de Ciências do
Campus do Sertão.
A opção metodológica que orientará essas ações é a metodologia participativa que é
entendida como um conjunto de procedimentos através dos quais os sujeitos (internos ou externos à
universidade), envolvidos no projeto estão interligados em dispositivos de consulta, diagnósticos,
ensino, pesquisa, capacitação, diálogos efetivamente elaborados para alcançar objetivos em comum.
Do mesmo modo, utilizaremos a pesquisa-ação como fundamental para o desenvolvimento de uma
visão e uma prática educativa que permite aos estudantes e professores, compreender as
singularidades do cotidiano comunitário e também participar dele. Essas ações contribuirão para
consolidar o sentido de práxis extensionista em uma visão aberta do trabalho intelectual, assim
sendo, a extensão deixa de ser atividade menor (com finalidade mal definida na Universidade),
adquirindo valor como forma de compromisso social, fonte de conhecimento e de capacitação para
todos os envolvidos.
As ações de extensão (AAE) do curso de Ciências serão discutidas e analisadas em reunião
colegiada a fim de contempladas informações importantes quanto às ações à serem desenvolvidas
no âmbito do curso.

20 – POLÍTICAS INSTITUCIONAIS NO ÂMBITO DO CURSO
O ensino de graduação adotará políticas centradas em três grandes eixos, visando à
melhoria contínua da oferta de seus cursos, a formação cidadã, o reconhecimento pela sociedade e a
130

garantia de formação adequada ao perfil de egresso desejado. Isso passa necessariamente por
inovação e qualificação, internacionalização, e gestão acadêmica.
20.1 Inovação e Qualificação
A universidade deve possibilitar uma revisão permanente dos seus projetos pedagógicos,
incluindo nesse debate os novos desenhos curriculares, inclusive aqueles já implantados quando da
interiorização, estando atenta a novas tendências e desafios para a sociedade em um mundo
contemporâneo e buscando sempre novas práticas pedagógicas.
No nosso curso se promove o uso das ferramentas de Tecnologia da Informação e da
Comunicação por meio de Ambientes Virtuais de Aprendizagem; a Produção de material
instrucional pelos docentes; a Implantação de sistemas de tutoria e reforço das monitorias, sejam
elas via presencial ou a distância; a adoção de metodologias inovadoras como Problem-Based
Learning (PBL); a ampliação dos seminários integradores, projetos integradores e/ou seminários
temáticos; Formação de grupos de aprendizagem, coordenados por docentes e acompanhados por
alunos dos anos finais, criando assim uma ampla rede de atendimento didático pedagógico;
Fomentar demais estruturas didático-pedagógicas; Intensificar a mobilidade intra e interinstitucional
como forma de ampliar conhecimentos, saberes e culturas.
A universidade não deve perder de vista que uma formação completa deve também levar
em consideração a inclusão dos estudos dos direitos humanos, da sustentabilidade, da
acessibilidade, das questões étnicos raciais e afros descendentes.
20.2 Internacionalização
O ensino de graduação pensa a internacionalização como um caminho de possibilidades de
formação, deixando os currículos locais efetivamente sem fronteiras. O que implica na criação de
novas normas de aproveitamento de estudos e adequação curricular para permitir o ir e vir dos
sujeitos da aprendizagem. A flexibilização curricular, assim, é peça fundamental nesse processo.
A universidade deve se preocupar também em dar uma formação inicial e/ou complementar
nas línguas estrangeiras, eliminando um dos grandes limitadores na concretização do sonho de
muitos. Para isso, a Faculdade de Letras – FALE oferece cursos de línguas gratuitos, para
131

estudantes e professores, de forma regular, a partir de editais vinculados à Pró-Reitoria de Extensão
– PROEX. Além disso, importa ressaltar ainda que os/as nossos/as estudantes são estimulados e têm
participado dos editais de intercâmbio para fora do país
20.3 A Responsabilidade Social
A Universidade Federal de Alagoas não se considera proprietária de um saber pronto e
acabado que vai ser oferecido à sociedade, mas, ao contrário, ao participar dessa sociedade, é
sensível aos seus saberes, problemas e apelos, quer através dos grupos sociais com os quais
interage, quer através das questões que surgem de suas próprias atividades de ensino, de pesquisa e
de extensão.
Atenta aos movimentos sociais, priorizando ações que visem à superação das atuais
condições de desigualdade e exclusão existentes em Alagoas, no Nordeste e no Brasil, a ação cidadã
da UFAL não pode prescindir da efetiva difusão do conhecimento nela produzidos. Portanto, as
populações, cujos problemas tornam-se objeto da pesquisa acadêmica são, também, consideradas
sujeito desse conhecimento, o que lhes assegura pleno direito de acesso às informações e produtos
então resultantes. Neste sentido, a prestação de serviços é considerada produto de interesse
acadêmico, científico, filosófico, tecnológico e artístico do ensino, da pesquisa e extensão, devendo
ser a realidade e sobre a realidade objetiva, produzindo conhecimentos que visem à transformação
social.
Além disso, importa considerar que no ano de 2024, a UFAL foi certificada com o Selo
Social alinhado às metas da Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ODS), garantindo assim legitimidade e credibilidade a formação ofertada, fortalecendo os temas
como sustentabilidade, inclusão, equidade, diversidade, direitos humanos e inovação. Tais temas
estão presentes de forma transversal nos componentes curriculares do curso, garantindo assim um
compromisso ético e social com a formação de uma nova sociedade mais humana e justa.
Desse modo, o Curso de Ciências anseia contribuir para o desenvolvimento da
responsabilidade social da UFAL alinhada às políticas sustentáveis presentes na Agenda 2030/ODS,
uma vez que as atividades de ensino, pesquisa e extensão se realizam em estreita relação com a
realidade social e política do estado de Alagoas e em diálogo com as demandas advindas de

132

diversos grupos sociais. O conjunto das atividades do curso responde a atual abertura do leque de
atuação profissional do educador nos diversos campos de intervenção e visa contribuir
significativamente à formação de profissionais que atuem em processos sócio-políticos e culturais
para além do universo acadêmico, com foco principal nas espaços educacionais formais e nãoformais. Para tal propósito, além dos temas e ações de ensino, pesquisa e extensão, outras ainda têm
se tornado o foco das atividades do Curso, tais como as políticas públicas, a valorização da
memória e do patrimônio cultural, a produção cultural e artística, as práticas e comportamentos
políticos, os pleitos e características das comunidades tradicionais, rurais, quilombolas e indígenas.
O investimento do Curso na formação de profissionais eticamente
comprometidos com a sociedade e cientes de sua responsabilidade social, bem como na produção e
divulgação de conhecimentos resultantes de processos dialógicos junto aos diversos grupos e
movimentos sociais, objetiva contribuir para dirimir as desigualdades sociais presentes no estado,
inclusive a partir de uma prática docente qualificada.
20.4 Acessibilidade
A UFAL possui um núcleo de estudos (Núcleo de Acessibilidade - NAC) voltado para o
entendimento das necessidades postas para o seu corpo social, no sentido de promoção de
acessibilidade e de atendimento diferenciado aos portadores de necessidades especiais em atenção à
Política de Acessibilidade adotada pelo MEC e à legislação pertinente O próprio dimensionamento
dessas necessidades merece um cuidado especial, haja vista a forma atual de identificação dos/das
estudantes: auto- declaração. Por outro lado, a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus
servidores para o estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e execução de
ações voltadas para essas necessidades.
Ao esforço para o atendimento universal à acessibilidade arquitetônica, junta- se agora o
cuidado de fazer cumprir as demais dimensões exigidas pela Política de Acessibilidade, qual sejam
a acessibilidade: pedagógica, metodológica, de informação e de comunicação.
A acessibilidade pedagógica e metodológica do curso atenta para o que rege o art. 59 da Lei
12.764/2012, que afirma: “Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades
especiais: I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para
133

atender às suas necessidades”.
Assim, o Núcleo de Acessibilidade foi criado em outubro de 2013 e desde então tem
consolidado suas ações na Instituição, e, de acordo com a Lei 13.146/2015 visa “assegurar e a
promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais da
pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”.
O próprio dimensionamento dessas necessidades merece um cuidado especial, haja vista a
forma atual de identificação dos alunos: a auto declaração. Assim, professores e estudantes com
deficiência, precisam solicitar atendimento educacional especializado e, este ocorre continuamente e
de acordo com as suas necessidades.
O NAC tem investido na formação da comunidade universitária com a proposição de
projetos, cursos e oficinas (Tecnologia Assistiva - Deficiência Visual e Deficiência Física,
Estratégias de Ensino do Surdo cego, Práticas Inclusivas na Educação Superior, Sextas Inclusivas,
entre outros).
Por outro lado, a UFAL tem investido na capacitação técnica de seus servidores para o
estabelecimento de competências para diagnóstico, planejamento e execução de ações voltadas para
essas necessidades. Para tal atendimento a UFAL assume o compromisso de prestar atendimento
especializado aos alunos portadores de deficiência auditiva, visual, visual e auditiva e cognitiva
sempre que for diagnosticada sua necessidade. Procura-se, desta forma, não apenas facilitar o
acesso, mas estar sensível às demandas de caráter pedagógico e metodológico de forma a permitir
sua permanência produtiva no desenvolvimento do curso. À luz do Decreto Nº 5.296, de 2 de
dezembro de 2004 – Regulamenta a Lei n. 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de
atendimento às pessoas que especifica, e a Lei n. 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que
estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas
portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.
A partir de 2016, o NAC ainda tem atuado na intermediação com os diferentes órgãos da
UFAL, principalmente junto à SINFRA, PROGRAD e PROEST, para a minimização de possíveis
barreiras (físicas e acadêmicas) à permanência do estudante com deficiência, como preconiza a Lei
10.098/2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das
pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Aqui, merece destaque a construção
134

de calçadas táteis, rampas de acesso aos prédios, corrimãos, adaptações de banheiros e salas de aula,
entre outras obras necessárias à permanência dos estudantes e professores com deficiência na
universidade.
Com relação ao atendimento de discentes com Transtorno do Espectro Autista, conforme
disposto na Lei N° 12.764, de 27 de dezembro de 2012, incluso no instrumento de avaliação dos
cursos de graduação do INEP de junho de 2015, a Universidade Federal de Alagoas, nesse
momento fomenta estudos e debates no intuito de constituir uma política institucional que explicite
ações neste âmbito e que fundamente os cursos de graduação desta instituição em metodologias e
ações atitudinais que visem a inclusão de pessoas com este transtorno.
No que tange ao curso de Ciências, dentro de suas limitações e especificidades, os docentes e
técnicos serão incentivados a atender, sempre que houver necessidade, de forma especializada,
àqueles que necessitam: disponibilizando material didático digital acessível - tanto na biblioteca
setorial como por meio de plataformas educacionais (Plataforma Moodle, entre outras, caso
houver); disponibilizando material didático em formato impresso e acessível e; quando necessário,
disponibilizando material em formato impresso em caráter ampliado (para estudantes com baixa
visão).
Ainda, do ponto de vista das estratégicas relativas à organização didático pedagógica, o
curso conta com a inserção da disciplina de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), em seu Projeto
Pedagógico.
Além disso, em respeito à diversidade inerente ao ser humano, e com intuito, na medida do
possível, de assegurar a implementação da educação inclusiva, tentaremos garantir, em nossas
avaliações, práticas especializadas para aqueles que têm algum tipo de necessidade específica,
como: estudantes com deficiência visual, e discentes com grau leve de deficiência/problema mental.
Como exemplos de ações afirmativas de inclusão, poderíamos citar que nosso corpo docente é
orientado a estender o tempo de avaliação para esses discentes. Também, caso haja um alto grau de
deficiência visual, existe a possibilidade de aplicação da avaliação oral, ou de outros mecanismos
inclusivos.
Ressaltamos que os casos, nos quais haja a impossibilidade de atendimento dentro do
próprio Curso, seja por questões físicas, seja por questões de vulnerabilidades existentes, os

135

mesmos serão encaminhados para o Núcleo de Acessibilidade do Campus do Sertão/UFAL.
20.5 Inclusão e Política de Cotas
No ano de 2015 foram reservadas 40% (quarenta por cento) das vagas de cada curso e turno
ofertados pela UFAL para os/as estudantes egressos das escolas públicas de Ensino Médio. Destas,
50% (cinquenta por cento) das vagas foram destinadas aos candidatos oriundos de famílias com
renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo (um salário mínimo e meio) bruto per capita e 50%
(cinquenta por cento) foram destinadas aos candidatos oriundos de famílias com renda igual ou
superior a 1,5 salário mínimo (um salário mínimo e meio) bruto per capita. Nos dois grupos que
surgem depois de aplicada a divisão socioeconômica, serão reservadas vagas por curso e turno, na
proporção igual à de Pretos, Pardos e Indígenas (PPI) do Estado de Alagoas, segundo o último
censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, que corresponde a 67,22%
(sessenta e sete vírgulas vinte e dois por cento). A meta da UFAL de destinar 50% de suas vagas a
alunos egressos de escolas públicas, foi atendida em 2016. Nesse momento, a instituição atende
plenamente à Lei nº12.711/2012, inclusive no que tange à cotas para pessoas com deficiência.
O NEABI (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas) da UFAL desempenha um
papel essencial na promoção das políticas de ações afirmativas, igualdade étnico-racial e
valorização da memória, cultura e presença negra e indígena na universidade e região. Este núcleo
possui representantes em todos os campi da UFAL (Maceió, Arapiraca, Delmiro Gouveia,
Engenharias), com coordenações locais e equipe técnica dedicada. Essa estrutura fortalece o
compromisso com a presença indígena e quilombola na instituição. Na UFAL, Campus do Sertão,
o NEABI vem desenvolvendo diversas atividade de estudos e pesquisas sobre racismo e tem
realizado ações junto às comunidades indígenas e quilombolas da região, no sentido de
fortalecimento da luta pela igualdade étnico-racial.
20.6 Apoio ao Discente
O NAD – Núcleo de Apoio Discente, é uma instância de apoio acadêmico voltada para
otimizar a presença do aluno do curso de Ciências, nas atividades universitárias, visando reduzir o
índice de evasão, retenção e maximizar o processo de aprendizagem e vivência dentro do curso. As
136

ações do NAD serão desenvolvidas em consonância com o planejado de ações institucionais do
curso que, em médio e longo prazo, impactem positivamente os índices de sucesso discente.
As Palestras ou Mini-cursos visam à atualização discente e devem prioritariamente versar sobre
temas (ou abordagens) contemporâneos, contemplando temáticas diversas e circulantes no mundo
presente, em escalas local e global, não devendo se restringir apenas à área de formação. Por isso,
outros docentes, estudantes dos cursos de Pós-graduação e pesquisadores externos podem ser
convidados para essa ação. Prioritariamente, a atividade não deve ser realizada nos horários de aula
e, na medida do possível, devem buscar contemplar conteúdos e temas diversificados e atuais, de
formação geral e com impacto direto na atuação profissional, podendo ser realizadas on line.
Cursos de verão poderão ser ofertados para alunos que eventualmente se atrasem no curso.
Medidas como essa ocorrem no sentido de ajudar os alunos para que todos consigam integralizar
sua formação com qualidade e no prazo de 8 semestres.
20.7 Política de Extensão
A UFAL reafirma a Extensão Universitária como processo acadêmico definido e efetivado
em função das exigências da realidade, além de indispensável na formação do estudante, na
qualificação do professor e no intercâmbio com a sociedade e incentiva a promoção da extensão em
todas as áreas temáticas de extensão e diretrizes gerais definidas pela Política Nacional de Extensão
Universitária.
No âmbito deste curso de Ciências, diversas ações de extensão serão desenvolvidas com o
objetivo de contribuir na formação dos estudantes, de forma contextualizada socialmente,
envolvendo diversas comunidades, no sentido da melhoria das condições de vida dessas
populações.
A Resolução 65/2014 - CONSUNI/UFAL, no art. 3°, trata que “a Extensão Universitária, inspirada
no princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, é um processo
interdisciplinar, educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora
entre a Universidade e outros setores da sociedade”.
Com a Resolução CNE/CP 04/2024, que trata especificamente da inserção curricular da

137

extensão para os cursos de licenciatura, estabelece que:
III - Núcleo III – Atividades Acadêmicas de Extensão – AAE realizadas na forma de práticas
vinculadas aos componentes curriculares:


Envolvem a execução de ações de extensão nas instituições de Educação Básica, com
orientação, acompanhamento e avaliação de um professor formador da IES” (Brasil, 2024a,
art. 13).



III - 320 (trezentas e vinte) horas de atividades acadêmicas de extensão conforme Núcleo
III, de que trata o art. 13, inciso III desta Resolução, desenvolvidas nas instituições de
Educação Básica, lugar privilegiado para as atividades dos cursos de licenciatura; essa
carga horária, vinculada aos componentes curriculares desde o início do curso, deve estar
discriminada no PPC da instituição formadora; (Brasil, 2024a, art. 14, § 1° ).
Destaca-se, que as 320 horas de práticas sejam obrigatoriamente realizadas em instituições

de educação básica. A carga horária excedente de extensão poderá ser desenvolvida em ambientes
não escolares. Dessa forma, para além do cumprimento da carga horária mínima de extensão através
dos componentes curriculares o estudante poderá desenvolver outras ações de extensão,
devidamente cadastradas no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas - SIGAA da
Pró-Reitoria de Extensão – PROEX, contabilizando esse excedente como carga horária
complementar.
20.8 Política de Pesquisa
Dado o caráter pluri e multi disciplinar que lhe é inerente, a Universidade Federal de
Alagoas promove a pesquisa nas mais diversas áreas de conhecimento, incentivando a formação de
grupos e núcleos de estudo que atuam nas mais diversificadas linhas de pesquisa, considerando a
classificação das áreas de conhecimento do CNPq.
O incentivo à produção científica, tecnológica e cultural qualificada, se dá através de
mecanismos que visa o aumento da produção do conhecimento produzido na UFAL. Entre eles vale
salientar a política de apoio prioritário à publicação em periódicos de alto fator de impacto, através
de lançamento de edital de concessão de recursos para a tradução e pagamento de taxas de
138

publicação. Todas as ações de pesquisa desenvolvidas na UFAL são registradas e
institucionalizadas, no âmbito da Pró-Reitoria de Pesquisa (PROPEP), através da sua inclusão no
Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. Os grupos existentes na UFAL e suas linhas de pesquisa
podem ser consultados, sempre de forma atualizada, no link http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/.

21 - METODOLOGIAS DE ENSINO, APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO
A proposta metodológica do curso de Ciências constitui-se no polo aglutinador em torno do
qual, se articulam os diferentes momentos formativos, previstos na matriz curricular. Sua
concepção, emana das epistemologias que concebem a formação em Ciências da natureza e suas
tecnologias e o ensino, como vertente emancipatória pela aprendizagem consciente, criativa, plena e
crítica.
A integralização das disciplinas organiza-se em conformidade com as orientações e
reflexões, advindas das concepções elaboradas pelo corpo docente, uma vez que se tornam
imprescindíveis as percepções daqueles que estão responsáveis pelas progressões das aprendizagens
no desenvolvimento da formação docente.
O curso de Ciências tem seu referencial metodológico orientado, principalmente, pela sua
Espiral da Docência, que traz a singularidade de pensar e organizar seu desenvolvimento, buscando
vivenciar, organizar, analisar e refletir criticamente sobre o contexto das Ciências Biológicas, Física
e Química, e das inúmeras escolas do estado de Alagoas, que se enumeram ao longo de tantos
espaços sociais, quase indiscriminadamente, ao mesmo tempo também, que objetiva estudar
detalhadamente, os processos e fundamentos de escolarização, de importâncias ímpares na
construção e elaboração dos saberes de vida e cidadania.
Os princípios metodológicos, que orientam o ensino e a aprendizagem do curso de Ciências
privilegiam a análise e a resolução de situações-problema como estratégias didáticas que abordam
metodologias ativas inovadoras. O estudante-professor, através do requisito básico da práxis para
construção de competências, se insere na realidade e no debate contemporâneo, que o qualifica
frente aos desafios próprios das suas condições profissionais. Todos os tipos de conhecimentos,
139

elencados ao desenvolvimento profissional, desde as questões culturais, sociais, econômicas, até a
própria perspectiva humana e profissional, devem ter assegurados os seus entendimentos reflexivos
através da relação teoria-prática. A metodologia que permeia os planos de ensino do curso, é
pautada na premissa da interdisciplinaridade, metodologias ativas, avaliação e experiências dentro
da realidade da escola. Por meio das atividades desenvolvidas, os alunos demonstram e aplicam
suas competências, ou seja, vivenciam situações do cotidiano, agregando o conhecimento de
diversas disciplinas desenvolvidas. Acrescenta-se a isso as questões relativas à ética e à
responsabilidade social que são relevantes no processo de desenvolvimento social e de projetos da
área.
O planejamento e a avaliação são componentes fundamentais para se garantir um
desenvolvimento curricular acompanhado por um desempenho de excelência dos alunos, mediado
pelo caráter crítico. Assim, faz-se a avaliação formativa como integrante básica de aprendizagem
além de diagnóstico, regulação, finalização e integração de saberes e competências da sua formação.
O delineamento metodológico é apresentado de forma mais específica e detalhada nos planos das
disciplinas. De uma forma genérica, os/as professores se utilizam de atividades como:


Aulas expositivas dialogadas:
os conteúdos programáticos podem ser abordados em nível básico, avançado ou
aprofundado, consoante a natureza da matéria ou localização curricular, quer do
ponto de vista conceitual ou experimental. Elas ocorrem a partir da necessidade dos
acadêmicos, geralmente a partir de discussão de conteúdo por meio de técnicas de
discussão em grupo e leituras coletivas;



Aulas de campo:
Observação

e

sistematização

das

práticas

cotidianas,

como

também,

desenvolvimento de atividades que aproximem o/a estudante da realidade
educacional, dos espaços escolares, do chamado chão da escola, e não escolares,
propiciando, a capacidade de observação, proposição e reflexão-crítica sobre os
fatos e acontecimentos da realidade em que está inserido a escola, podendo intervir
140

com ações que minimizem os problemas detectados.


Metodologias Ativas de Aprendizagem:
os estudantes são vistos como protagonistas da aprendizagem por meio de técnicas
como:

Sala de aula invertida, Estudos de caso, Aprendizagem baseada em

problemas (PBL), Aprendizagem baseada em projetos (ABP). Com essa
metodologia, o estudante desenvolve a autonomia, criatividade e resolução de
problemas.


Metodologia Investigativa em Laboratórios:
Baseada na resolução de problemas, questionamentos e hipóteses, os alunos são
conduzidos a um processo ativo de construção de conhecimento, estimulando a
curiosidade científica e o pensamento crítico. Comum em práticas com
experimentos em laboratórios e investigações em sala de aula.



Grupos Colaborativos e Comunidades de Aprendizagem:
Favorecem a formação colaborativa, a reflexão coletiva e a construção do
conhecimento em grupo. Nesse tipo de metodologia, os estudantes são estimulados
a práticas de co-docência, trocas de experiências e formação entre pares, sobretudo
com profissionais da escola. Com esse tipo de metodologia, geralmente são
propostos momentos destinados à elaboração e execução das Atividades
Curriculares de Extensão - ACE. Em geral, depois do planejamento da ACE que
ocorre durante encontros presenciais com carga horária específica para esse fim,
tem-se os eventos de extensão que se dão na parceria entre universidade-escolacomunidade;



Eventos Científicos (feiras, ciclo de palestras, simpósios, encontros, congressos,

etc.):
o discente do curso de Ciências é estimulado a participar de eventos promovidos
141

pela

REDE

e

eventos

acadêmico-científicos

relacionados

a

área

de

Ciências:Biologia, Física e Química. Há também, uma preocupação do curso em
também promover tais eventos;


Uso de Tecnologias Digitais e Plataformas Virtuais:
Integração de Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAs), laboratórios virtuais,
simulações e ferramentas interativas. Esse tipo de metodologia estimula a
alfabetização digital e o uso pedagógico de tecnologias, inclusive com recursos de
Inteligência Artificial, com práticas híbridas e educação conectada. O currículo
desenvolvido será complementado com a realização de atividades semipresenciais.
Utilizando o ambiente virtual de aprendizagem da UFAL, o Moodle, o currículo
também é complementado através de atividades semipresenciais como estudos
dirigidos, pesquisas bibliográficas, resolução de exercícios. Vale ressaltar que tais
atividades devem ser planejadas e acompanhadas pelo professor responsável pelo
componente curricular.

21.1 Avaliação e Aprendizagem
O processo avaliativo se dará durante todo o desenvolvimento do curso, tendo como
pressupostos básicos a avaliação participativa e processual, atendendo aos diversos níveis de
avaliação, tais como: a avaliação da aprendizagem, avaliação do material utilizado, da metodologia
tanto do professor quanto do curso. Esta, constitui uma prática constante de realimentação,
possibilitando as intervenções que se fizerem necessárias, como forma de minimizar os possíveis
óbices do processo de ensino e avaliação da aprendizagem.
A avaliação didático-pedagógica está fundamentada numa perspectiva emancipatória onde
o aluno, a partir da reflexão da sua prática pedagógica associando-a aos conceitos teóricos
discutidos ao longo do curso permita-lhe desenvolver uma proposta de autonomia pessoal e
desenvolvimento profissional que extrapole os modelos tradicionais de avaliação.

Dessa

forma, a avaliação do processo ensino-aprendizagem insere-se na própria dinâmica curricular. A
142

avaliação é, portanto, uma atitude de responsabilidade da instituição, dos/as professores/as e dos/as
estudantes, com foco no processo formativo. A avaliação que aqui se propõe não é uma atividade
puramente técnico-teórica, ela deve ser processual e formativa; e, manter coerência com todos os
aspectos do planejamento e execução tanto do Projeto Pedagógico do Curso como também
constantes nos planos de ensino de todas as disciplinas.
A avaliação do ensino-aprendizagem transcende a concepção de avaliação da aprendizagem
e deve ser integrada ao PPC como dado que interfira consistentemente na ação pedagógica do curso,
de maneira que garanta a flexibilização curricular e que permita a adequação do desenvolvimento
acadêmico à realidade na qual se insere a UFAL. A avaliação requer, portanto, por parte de todos
os atores envolvidos com o processo educacional, uma permanente aferição avaliativa do Projeto
Pedagógico em relação aos fins pré-constituídos, às metas e às ações definidas. Assim, a avaliação
deve ser percebida como movimento de reflexão sobre os constitutivos do processo de ensinoaprendizagem, do plano político-pedagógico e das atividades curriculares.
No plano institucional, a avaliação da aprendizagem atende ao Art. 9º. da Resolução 25/05
– CEPE que determina que o regime de aprovação do/a estudante, em cada disciplina, será
efetivado mediante a apuração da frequência às atividades didáticas e do rendimento escolar. Neste
entendimento, o Art. 10 afirma que: “Será considerado reprovado por falta o aluno que não
comparecer a mais de 25% (vinte e cinco por cento) das atividades didáticas realizadas no semestre
letivo”.
Parágrafo Único - O abono, compensação de faltas ou dispensa de frequência, só será permitido nos
casos especiais previstos nos termos do Decreto-Lei no 1.044 (21/10/1969), Decreto-Lei no 6.202
(17/04/1975) e no Regimento Geral da UFAL.
A mesma resolução apresenta um capítulo detalhando como se efetiva a apuração do rendimento
escolar.
Art. 11 - A avaliação do rendimento escolar se dará através de:
a) Avaliação Bimestral (AB), em número de 02 (duas) por semestre letivo;
b) Prova Final (PF), quando for o caso;
c) Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
§ 1º – Somente poderão ser realizadas atividades de avaliação, inclusive prova final, após a

143

divulgação antecipada de, pelo menos, 48 (quarenta e oito) horas, das notas obtidas pelo aluno em
avaliações anteriores.
§ 2º - O aluno terá direito de acesso aos instrumentos e critérios de avaliação e, no prazo de 02
(dois) dias úteis após a divulgação de cada resultado, poderá solicitar revisão da correção de sua
avaliação, por uma comissão de professores designada pelo Colegiado do Curso.
Art. 12 - Será também considerado, para efeito de avaliação, o Estágio Curricular Obrigatório,
quando previsto no PPC.
Art. 13 - Cada Avaliação Bimestral (AB) deverá ser limitada, sempre que possível, aos conteúdos
desenvolvidos no respectivo bimestre e será resultante de mais de 01 (um) instrumento de
avaliação, tais como: provas escritas e provas práticas, além de outras opções como provas orais,
seminários, experiências clínicas, estudos de caso, atividades práticas em qualquer campo utilizado
no processo de aprendizagem.
§ 1º - Em cada bimestre, o aluno que tiver deixado de cumprir 01 (um) ou mais dos instrumentos de
avaliação terá a sua nota, na Avaliação Bimestral (AB) respectiva, calculada considerando-se a
média das avaliações programadas e efetivadas pela disciplina.
§ 2º - Em cada disciplina, o aluno que alcançar nota inferior a 7,0 (sete) em uma das 02 (duas)
Avaliações Bimestrais, terá direito, no final do semestre letivo, a ser reavaliado naquela em que
obteve menor pontuação, prevalecendo, neste caso, a maior
Art. 14 - A Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais será a média aritmética, apurada até
centésimos, das notas das 02 (duas) Avaliações Bimestrais.
§ 1º - Será aprovado, livre de prova final, o aluno que alcançar Nota Final (NF) das Avaliações
Bimestrais, igual ou superior a 7,00 (sete).
§ 2º - Estará automaticamente reprovado o aluno cuja Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais
for inferior a 5,00 (cinco).
Art. 15 - O aluno que obtiver Nota Final (NF) das Avaliações Bimestrais igual ou superior a 5,00
(cinco) e inferior a 7,00 (sete), terá direito a prestar a Prova Final (PF).
Parágrafo Único - A Prova Final (PF) abrangerá todo o conteúdo da disciplina ministrada e será
realizada no término do semestre letivo, em época posterior às reavaliações, conforme o Calendário
144

Acadêmico da UFAL.
Art. 16 - Será considerado aprovado, após a realização da Prova Final (PF), em cada disciplina, o
aluno que alcançar média final igual ou superior a 5,5 (cinco inteiros e cinco décimos).
Parágrafo Único - O cálculo para a obtenção da média final é a média ponderada da Nota Final (NF)
das Avaliações Bimestrais, com peso 6 (seis), e da nota da Prova Final (PF), com peso 4 (quatro).
Art. 17 - Terá direito a uma segunda chamada o aluno que, não tendo comparecido à Prova Final
(PF), comprove impedimento legal ou motivo de doença, devendo requerê-la ao respectivo
Colegiado do Curso no prazo de 48 (quarenta e oito) horas após a realização da prova.
Parágrafo Único - A Prova Final, em segunda chamada, realizar-se-á até 05 (cinco) dias após a
realização da primeira chamada, onde prevalecerá o mesmo critério disposto no Parágrafo único do
Art. 16.
O curso de Ciências: Biologia, Física e Química atende, portanto, ao Art. 9º. da Resolução
25/05 – CEPE. Desta forma, a avaliação da aprendizagem é condizente com a concepção de ensino
que norteia a metodologia adotada para a consecução da proposta curricular, de forma a fortalecer a
perspectiva da formação integral dos/as estudantes respeitando a diversidade e a pluralidade das
suas formas de manifestação e participação nas atividades acadêmicas, sem se distanciar, entretanto,
das determinações legais e institucionais.
Avaliação e Aprendizagem são conceitos complexos tratados como processos distintos mas
que podem se inter-relacionar. Ambos se desenvolvem metodologicamente ao longo de cada
disciplina de forma quantitativa e qualitativa. A “Aprendizagem de metodologias de Avaliação” é
uma das característica do curso de Ciências/PRILEI. Essas metodologias devem estar inserida nos
Planos de Ensino/Planos de Curso de forma metodológica.
Torna-se importante, portanto, desencadear processo de avaliação que possibilite analisar
como se realiza não só o envolvimento do/a estudante no seu cotidiano, mas também como se
realiza o surgimento de outras formas de conhecimento, obtidas de sua prática e de sua experiência,
a partir dos referenciais teóricos e práticos trabalhados no curso. Além disso, conforme já sinalizado
anteriormente, em respeito à diversidade inerente ao ser humano, e com intuito, de assegurar a
implementação de uma educação inclusiva, tentamos garantir, em nossas avaliações, práticas
especializadas para aqueles que têm algum tipo de necessidade específica, como: estudantes com
145

deficiência visual, e discentes com grau leve de deficiência/problema mental. Como exemplos de
ações afirmativas de inclusão, poderíamos citar que nosso corpo docente é orientado a estender o
tempo de avaliação para esses discentes. Também, caso haja um alto grau de deficiência visual,
existe a possibilidade de aplicação da avaliação oral, ou de outros mecanismos inclusivos.
Há ainda, uma preocupação com uma melhor adequação entre os modelos de avaliação
utilizados no curso e as exigências de âmbito nacional, para considerar o desempenho de egressos
do ensino superior (ENADE). Nesse sentido, constitui-se enquanto prática constante dos/as
professores/as do curso, a incorporação de modelos avaliativos que propõem uma aproximação
desse tipo de exame. Principalmente, por meio, do uso de questões, exercícios, simulados e
apresentação de seminários de aula valendo nota.
Também ao final do curso, o/a estudante deve apresentar um Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC) e defendê-lo perante uma banca examinadora.
21.2 Autoavaliação do Curso
A avaliação permanente do Projeto Pedagógico do Curso é importante para aferir a
adequação do novo currículo, como também para certificar-se da necessidade de alterações futuras
que possam contribuir para a otimização do mesmo, considerando-se tanto a sua dinamicidade
como a dinamicidade histórica, exterior a ele. Esta avaliação é feita pelo colegiado do curso e pelo
NDE, tomando como instrumento base os relatórios da CAA – Comissão de Autoavaliação e os
relatórios acadêmicos relativos à evasão, retenção e aproveitamento escolar dos discentes. Os
mecanismos a serem utilizados deverão permitir tanto uma avaliação institucional como uma
avaliação do desempenho acadêmico – ensino e aprendizagem – de acordo com as normas vigentes,
viabilizando uma análise diagnóstica e formativa durante o processo de implementação do projeto.
Deverão ser utilizadas estratégias que possam garantir uma discussão ampla do projeto, mediante
um conjunto de questionamentos organicamente ordenados que facilitem a identificação de
possíveis deficiências e/ou de mudanças históricas que atuem dinamicamente sobre a estrutura
curricular, forçando a sua adequação.
O Curso será avaliado também pela sociedade, através da ação/intervenção docente/discente
expressa na produção e nas atividades concretizadas no âmbito da extensão universitária, em
146

parceria com instituições e estabelecimentos locais, assim como através dos estágios curriculares
não obrigatórios, a partir do momento em que suas ações e procedimentos serão divulgados por
mecanismos de comunicação digital, disponibilizados pelo Campus e/ou pela instituição.
O roteiro proposto pelo INEP/MEC para a avaliação das condições de ensino, em
atendimento ao artigo 9, inciso IX, da lei n 9.394/96 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), servirá de instrumento para avaliação, sendo o mesmo constituído pelos
seguintes tópicos:
I. Organização didático-pedagógica: administração acadêmica, projeto do curso, atividades
acadêmicas articuladas ao ensino de graduação;
II. Corpo docente: formação profissional, condições de trabalho, atuação e desempenho
acadêmico e profissional;
III. Infraestrutura: instalações gerais, biblioteca,

instalações e laboratórios específicos

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) instituiu a criação de
COMISSÕES INTERNAS DE AUTOAVALIAÇÃO. Respeitando essas orientações, o CONSUNI
– UFAL afere, através da RESOLUÇÃO Nº 52/2013, a criação das CAAs. O instrumento elaborado
pela comissão do curso terá formato digital, ancorado na plataforma Google Forms. São elaborados
formulários específicos para docentes, técnicos e discentes. Esses formulários são anônimos, mas
são configurados para não receber respostas múltiplas. Desse modo, o formulário solicita que o
respondente esteja logado na plataforma.
O formulário para docentes é construído para a avaliação e autoavaliação das atividades
exercidas e infraestrutura do curso. Os docentes avaliam as atividades, estímulos e promoção de
atividades de cunho didático-pedagógico realizadas. Além disso, avaliam o atendimento na
secretaria, coordenação de curso e disponibilidade dos colegiados. A infraestrutura, o acesso à
informação e a segurança também são avaliados. O docente autoavalia sua dedicação às atividades
administrativas, de ensino, pesquisa e extensão, o cumprimento de prazos, sua pontualidade e
assiduidade, bem como satisfação em fazer parte do Campus e do curso.
No formulário específico para técnicos há perguntas que pautam se existem orientações por
parte da chefia e se as atividades desenvolvidas são de competência de seu cargo. Esses servidores
avaliam se há estrutura e equipamentos para o desenvolvimento de suas atividades e se os canais de
147

comunicação são eficientes. Os técnicos também autoavaliam seu atendimento, dedicação e
iniciativa para realização de suas atividades, bem como o cumprimento de prazos e satisfação em
relação às funções que vêm desempenhando.
O formulário para discentes é composto da seleção de disciplinas cursadas. A partir dessa
seleção, o discente responde a um formulário específico para cada disciplina. Esse formulário
consiste em apontar a disponibilização da ementa da disciplina e a coerência do plano de curso. Em
seguida, os discentes avaliam o curso em relação ao cumprimento das atividades propostas, didática
empregada, utilização e disponibilização de recursos de T&I, assiduidade e pontualidade do
docente. O discente também realiza a autoavaliação de seu desempenho em cada disciplina cursada,
pontuando seu empenho e dedicação às atividades propostas. Após a avaliação de cada disciplina
cursada no semestre, o discente avalia o Campus onde funciona o curso, sua infraestrutura, canais
de comunicação e atendimento nas coordenações de curso e secretarias. O discente também
autoavalia sua utilização da infraestrutura disponível e engajamento em atividades extracurriculares
de pesquisa e extensão, por exemplo.
Os formulários são disponibilizados ao final de cada semestre, nos laboratórios do Campus,
com horários pré-determinados para cada período, participando ativamente discentes e docentes. Há
ainda a divulgação do formulário na página do Campus e dos cursos e através das coordenações de
curso por meio de e-mail enviado para todos os discentes, solicitando sua participação na
autoavaliação. Os docentes e técnicos também recebem um e-mail reforçando o convite à
participação.
O plano de atividades da CAA está centrado em melhorar a adesão e, portanto, conseguir
produzir uma avaliação válida, com ações adequadas para sanar as fragilidades desveladas.

22 – INFRAESTRUTURA
QUADRO 16 – Características físicas do prédio do Campus do Sertão – sede.
Quantidade

Espaço

6

Salas de coordenação de curso

Característica
Engenharia Civil
Engenharia de Produção
148

Letras
Pedagogia
Geografia
História
Secretarias de cursos
DRCA
Administração
Direção Geral/CoGInst
9

Salas administrativas

Secretaria Executiva
Direção Acadêmica/CoGrad/CoExt
CoEst/NAE
CoGep
CoInfra

2

Restaurantes

2

Auditórios

Restaurante Universitário - RU
Cantina
Auditório principal 315 pessoas
Auditório menor 80 pessoas

2

Laboratórios de Informática

Lab. de Informática 1 – 40 computadores
Lab. de Informática 2 – 15 computadores

1

Biblioteca

Espaçosa e climatizada Biblioteca

23

Salas de aula

Salas de aula com quadro branco, datashow
e ar-condicionado.

16
4

Banheiros

16 banheiros ao todo.
Adaptado/Necessidades especiais

15

Grupos

Grupos de Pesquisa

4

Núcleos

Núcleos de Pesquisa Interdisciplinares

6

Estudantil

Centros Acadêmicos

1

Elevador

Dedicado à necessidades especiais

149

23 - RECURSOS HUMANOS
O programa contará com professores de diversas áreas, à listar, segue abaixo nomes,
formações e atuação docente.

MARCELO FELISBERTO DE LIMA – COORDENADOR
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação de Engenharia Civil e de Produção – Campus do
Sertão.

ELTON CASADO FIREMAN (VICE-COORDENADOR)
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação de Pedagogia e Áreas afins e Programas de Pós
Graduação em Educação e Ensino de Ciências – CEDU.

AGNALDO JOSÉ DOS SANTOS
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação de Engenharia Civil e de Produção – Campus do
Sertão.

MARIA DANIELLE ARAÚJO MOTA
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação em Biologia e Programa de Pós Graduação em
Ensino de Ciências e Matemática – ICBS.

MONIQUE GABRIELA ÂNGELO DA SILVA
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação em Química e Programa de Pós Graduação em
Ensino de Química – IQB.

HERMANI MAGALHÃES OLIVENSE DO CARMO
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação de Ciências Contábeis e de Ciências Econômicas –
Campus do Sertão.

AMAURI DA SILVA BARROS
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação em Matemática e Áreas afins e Programas de Pós
Graduação em Matemática e Ensino de Ciências e Matemática – IM.


VALÉRIA MALTA RODRIGUES DOS SANTOS MALTA
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação em Química e Programa de Pós Graduação em
Ensino de Química – IQB.
150


MORENO PEREIRA BONUTTI
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação em Matemática e Áreas afins e Programa de Pós
Graduação em Matemática – Campus Arapiraca.

WILLAMYS CRISTIANO SOARES SILVA
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação em Física e Áreas afins e Programas de Pós
Graduação em Ensino de Física – Campus Arapiraca.

ANA PAULA SOLINO BASTOS
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação em Pedagogia e Programa de Pós Graduação de
Formação de Professores – Campus do Sertão.

MARIA FRANCISCA TEIXEIRA VASCONCELOS
ATUAÇÃO DOCENTE: Curso de graduação/licenciatura em Geografia – Campus do Sertão.

RODRIGO PEREIRA
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação em Pedagogia e Programa de Pós Graduação de
Formação de Professores – Campus do Sertão.

JOSÉ IVAMILSOM BARBALHO
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação em Pedagogia – Campus do Sertão.

HUMBERTO MEIRA DE ARAUJO NETO
ATUAÇÃO DOCENTE: Curso de Letras Libras – FALE / UFAL.

MARILZA PAVEZI
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação em Pedagogia – Campus do Sertão.

DÉBORA RAQUEL HETTWER MASSMANN
ATUAÇÃO DOCENTE: Cursos de Graduação e Pós-Graduação em Letras – FALE / UFAL.

151

24 - REFERÊNCIAS

LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL (LDBEN – 9.394/96);
PARECER CNE/CP Nº 5, DE 7 DE MARÇO DE 2025, que orienta a implantação das Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da
Educação Escolar Básica (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados
não licenciados e cursos de segunda licenciatura).
A RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 4, DE 29 DE MAIO DE 2024, que dispõe sobre as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da
Educação Escolar Básica (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados
não licenciados e cursos de segunda licenciatura);
LEI Nº. 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2005, que dispõe sobre o estágio de estudantes;
DECRETO Nº. 5.626, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2005, que regulamenta a Lei nº. 10.436, de 24
de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei no
10.098, de 19 de dezembro de 2000;
RESOLUÇÃO CNE/CP Nº. 02, DE 15 DE JUNHO DE 2012, que estabelece as Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental;
RESOLUÇÃO CNE/CP Nº. 01, DE 17 DE JUNHO DE 2004, e Parecer CNE/CP 03/2004, que
Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico- Raciais e para o
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana;
RESOLUÇÃO CNE/CP Nº. 01, DE 30 DE MAIO DE 2012, que estabelece Diretrizes Nacionais
para a Educação em Direitos Humanos;
RESOLUÇÃO Nº 95/2019-CONSUNI/UFAL, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2019, que disciplina os
estágios curriculares supervisionados dos cursos técnicos, de graduação e de pós- graduação da
UFAL;
INSTRUÇÃO NORMATIVA PROGRAD Nº 5, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2019, que disciplina e
orienta os processos de aproveitamento de atividades laborais, para fins de dispensa parcial da carga
horária dos estágios obrigatórios nos cursos de Pedagogia e licenciaturas;

152

RESOLUÇÃO Nº 52/2012-CONSUNI/UFAL, DE 05 DE NOVEMBRO DE 2012, que institui o
Núcleo Docente Estruturante (NDE) no âmbito dos cursos de graduação da UFAL;
RESOLUÇÃO Nº 25/2005-CEPE, DE 26 DE OUTUBRO DE 2005, que institui e regulamenta o
funcionamento do regime acadêmico semestral nos cursos de graduação da UFAL, a partir do ano
letivo de 2006;
DECRETO Nº 12.456 DE 19 DE MAIO DE 2025, que dispõe sobre a oferta de educação a distância
por instituições de educação superior em cursos de graduação e regulamenta que os cursos de
graduação ofertem no mínimo 70% de sua carga horária por meio de atividades presenciais.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a
edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2015.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, 292 p. Brasília, DF, 1988.
BRASIL. Decreto N° 5.296, de 2 de dezembro de 2004. Regulamenta as Leis Nº 10.048, de 8 de
novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de
dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da
acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras
providências. Brasília, DF, 2004.
BRASIL. Decreto N° 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção Internacional sobre
os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em
30 de março de 2007.Brasília, DF, 2009.
BRASIL. Decreto N° 7.611, de 17 de novembro de 2011. Dispõe sobre a educação especial, o
atendimento educacional especializado e dá outras providências. Brasília, DF, 2011.
BRASIL. Lei N° 5.692, DE 11 DE AGOSTO DE 1971. Fixa Diretrizes e Bases para o ensino de 1°
e 2º graus, e dá outras providências. Brasília, DF, 1971.
BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional. Brasília, DF, 1996.
BRASIL. Lei Nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a
Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Brasília, DF, 1999.
BRASIL. Lei N° 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Estabelece normas gerais e critérios básicos
para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade
reduzida, e dá outras providências. Brasília, DF, 2000.
BRASIL. Lei Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Estabelece as diretrizes e bases da educação
153

nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática história e
cultura afro-brasileira, e dá outras providências. Brasília, DF, 2003.
BRASIL. Lei N° 10.861, DE 14 DE ABRIL DE 2004. Institui o Sistema Nacional de Avaliação da
Educação Superior – SINAES e dá outras providências. Brasília, DF, 2004.
BRASIL. Lei Nº 11.645, de 10 março de 2008. Altera a Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
modificada pela Lei Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática
“História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena’’. Brasília, DF, 2008.
BRASIL. Lei N° 11.788, de 25 de setembro de 2008. Dispõe sobre o estágio de estudantes; altera a
redação do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no
5.452, de 1o de maio de 1943, e a Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996; revoga as Leis nos
6.494, de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o parágrafo único do art. 82 da
Lei n o 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6 o da Medida Provisória no 2.164-41, de 24 de
agosto de 2001; e dá outras providências. Brasília, DF, 2008.
BRASIL. Lei N° 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção o dos
Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3 do art. 98 da Lei o n 8.112, de
11 de dezembro de 1990. Brasília, DF, 2012.
BRASIL. Lei N° 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com
Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF, 2015.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Nota Técnica Nº 24, de 21 de março de 2013. Orientação aos
Sistemas de Ensino para a implementação da Lei Nº 12.764/2012. Brasília, DF, 2013.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Portaria Nº 3.284, de 7 de novembro de 2003. Dispõe sobre
requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências, para instruir os processos de
autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições. Brasília, DF, 2003.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Portaria nº 4.059, de 10 de dezembro de 2004. Regulamenta que
até 20% da carga horária dos cursos presenciais possa ser oferecida a distância. Brasília, DF, 2004.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Parecer Nº 09, de 08 de maio de 2001. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação
de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena.
Brasília, DF, 2001.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 01, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de
graduação plena. Brasília, DF, 2002.

154

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 02, de 19 de fevereiro de 2002. Institui a duração e a carga horária dos
cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores da Educação Básica em
nível superior. Brasília, DF, 2002.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 01, de 17 de junho de 2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e
Africana. Brasília, DF, 2004.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 01, de 30 de maio de 2012. Estabelece Diretrizes Nacionais para a Educação
em Direitos Humanos. Brasília, DF, 2012.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 02, de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais
para a Educação Ambiental. Brasília, DF, 2012.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CONSELHO
PLENO. Resolução Nº 02, de 1 de julho de 2015. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para
graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada. Brasília, DF, 2015.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, CÂMARA DE
EDUCAÇÃO SUPERIOR. Parecer Nº 1304, de 06 de novembro de 2001. Diretrizes Nacionais
Curriculares para os Cursos de Física. Brasília, DF, 2001.
PRADO, Fernando Dagnoni; HAMBURGER, Enerst Wolfgang. Estudos sobre o curso de Física da
USP em São Paulo. In: NARDI, R. (org.). Pesquisa em Ensino de Física. Série: Educação para
Ciência. V. 1, 2ª edição revisada. Ed. Escrituras, 2001, São Paulo.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO COORDENADOR DE ENSINO E
PESQUISA. Resolução Nº 15 de 24 de setembro de 1974. Cria e estabelece a Estrutura Curricular
para o curso de Licenciatura em Ciências – Habilitação em Física. Maceió, 1974.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E
EXTENSÃO. Resolução Nº 32, de 14 de dezembro de 2005. Estabelece os componentes
curriculares comuns para os cursos de formação de professores da UFAL, a partir do ano letivo de
2006. Maceió, 2005.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução Nº 71
de 18 de dezembro de 2006. Disciplina os estágios curriculares dos cursos de graduação da UFAL.
Maceió, 2006.

155

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução Nº 52
de 05 de novembro de 2012. Institui o núcleo docente estruturante (NDE) no âmbito dos cursos de
graduação da UFAL. Maceió, 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução Nº 46
de 11 de agosto de 2014. Define em caráter provisório, a participação discente no processo de
aferição do desempenho didático do docente e dá outras providências. Maceió, 2014.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução Nº 59
de 06 de outubro de 2014. Atualiza os componentes curriculares comuns aos cursos de formação de
professores para a educação básica, no âmbito da UFAL. Maceió, 2014.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução Nº
04/2018 de 19 de fevereiro de 2018. Regulamenta as ações de extensão como componente
curricular obrigatório nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação da UFAL. Maceió, 2018.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS, CONSELHO UNIVERSITÁRIO. Resolução Nº
06/2018 de 19 de fevereiro de 2018. Define os componentes curriculares comuns aos cursos de
graduação de formação de professores para a educação básica, no âmbito da UFAL. Maceió, 2018.
VEIGA, Ilma P. A. Perspectivas para reflexão em torno do projeto político pedagógico, in VEIGA,
Ilma P. A. et al. Escola: espaço do projeto político-pedagógico, 15 ed. Campinas – SP. Papirus,
2010.
VIANNA, Deise M.; COSTA, Isa; ALMEIDA, Lucia C.. Licenciatura em Física: Problemas e
Diretrizes para uma Mudança. In: Revista de Ensino de Física. Vol. 10, dez. 1988, p. 144 a 152.
VILLANI, Alberto; PACCA, Jesuina Lopes de Almeida; FREITAS, D.. Formação do Professor de
Ciências no Brasil: Tarefa Impossível? In: VIII Encontro Nacional de Pesquisa em Ensino de
Física, 2002, Águas de Lindóia. Atas de VIII Encontro Nacional de Pesquisa de Ensino. São Paulo;
Sociedade Brasileira de Física, 2002, Vol. Único p. 1 a 20.

156